Manoel Carlos

Manoel Carlos
Manoel Carlos em 2004
Nome completoManoel Carlos Gonçalves de Almeida
Pseudônimo(s)Maneco
Vovô do Leblon
Nascimento
Morte
10 de janeiro de 2026 (92 anos)

Nacionalidadebrasileiro
Filho(a)(s)5 (incluindo Júlia Almeida)
Ocupação
Período de atividade1950–2015
Principais trabalhosA Sucessora (1978)
Malu Mulher (1979)
Água Viva (1980)
Baila Comigo (1981)
Sol de Verão (1982)
Felicidade (1991)
História de Amor (1995)
Por Amor (1997)
Laços de Família (2000)
Presença de Anita (2001)
Mulheres Apaixonadas (2003)
Páginas da Vida (2006)
Maysa: Quando Fala o Coração (2009)
Viver a Vida (2009)
Em Família (2014)
PrêmiosGrande Oficial da Ordem do Ipiranga[1]

Manoel Carlos Gonçalves de Almeida (São Paulo, 14 de março de 1933Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2026), mais conhecido como Manoel Carlos ou Maneco, foi um autor de telenovelas, escritor, diretor e produtor brasileiro, tendo também atuado como ator no início da carreira.[2] É pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista Maria Carolina, sua colaboradora em diversas obras.[3] A partir da década de 1990, tornou-se amplamente conhecido por suas produções que retratam a burguesia carioca, com destaque para o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.

Carreira

1950–77: Excelsior, Record e jornalismo

Um dos pioneiros da televisão brasileira, iniciou sua carreira na década de 1950, fez parte no Grande Teatro Tupi, na extinta TV Tupi, dirigido por Sérgio Britto, Fernando Torres, e Flávio Rangel, no ar por mais de dez anos. Com elenco no qual se destacam Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Natália Thimberg, Fernando Torres, Zilka Salaberry, Aldo de Maio e Cláudio Cavalcanti, o teleteatro apresentou um repertório de mais de 450 peças dos maiores autores nacionais e estrangeiros. Em 1952, escreveu sua primeira telenovela, Helena, para a TV Paulista, uma adaptação do romance homônimo de Machado de Assis.[4] No mesmo ano de 1952, escreveu a telenovela Nick Chuck para a TV Paulista. Em 1953, escreveu Iaiá Garcia também para a TV Paulista, uma outra adaptação de um romance homônimo também de Machado de Assis.[5] Dirigiu e produziu programas como a Família Trapo, exibida na TV Record no final dos anos 1960,[2] Esta Noite se Improvisa, O Fino da Bossa (com Elis Regina) e a primeira fase do Fantástico, entre 1973 e 1976.

1978–94: Globo, Band e Manchete

Em 1978, escreveu sua primeira telenovela na TV Globo: Maria, Maria, seguida por A Sucessora, ambas adaptações literárias.[2] Em 1980, atuou como colaborador de Gilberto Braga em Água Viva,[2] um clássico das telenovelas que abordava justamente os conflitos da burguesia e da classe média cariocas, temática que permearia toda a sua obra desde então, como pode se verificar logo em Baila Comigo (1981), sua primeira novela das 20h e com a sua primeira Helena.[2] Em 1982, largou Sol de Verão pela metade, abalado com o falecimento de Jardel Filho, protagonista da novela e seu amigo pessoal.[2] A novela foi concluída por Gianfrancesco Guarnieri e Lauro César Muniz e saiu do ar antes do previsto. Maneco deixou a Globo em seguida, escrevendo duas tramas na Rede Manchete: a minissérie Viver a Vida, em 1984, o seriado Joana, no mesmo ano até 1985 (a segunda temporada foi exibida pelo SBT, após rescisão de contrato da produtora com a Manchete) e a novela Novo Amor, em 1986.[2] Em 1989, escreveu a minissérie O Cometa, na Rede Bandeirantes.[2] Manoel Carlos voltou para a Globo em 1991, quando escreveu o sucesso Felicidade, que foi uma livre adaptação da obra de Aníbal Machado e teve a primeira mulher — Denise Saraceni — à frente de uma direção geral. A trama foi uma das mais picotadas no Vale a Pena Ver de Novo: 55 capítulos, contra 203 da exibição original. Nele também o esquema da exibição do último capítulo fugiu ao habitual: exibição do penúltimo capítulo na quinta-feira, reprise do penúltimo na sexta, último no sábado e reprise do último na segunda um pouco antes da novela substituta: Despedida de Solteiro (1992), de Walther Negrão.

1995–2014: Repercussão e temas sociais

A novela História de Amor (1995), que foi considerada uma comemoração dos trinta anos de carreira da atriz Regina Duarte, que pela primeira vez interpretava um papel no horário das 18 horas e foi também sua primeira de três Helenas, além do início da parceria com o diretor Ricardo Waddington, com o ator José Mayer e a atriz Lília Cabral chegou a ter a sua sinopse alterada devido à determinação do Ministério da Justiça, que considerava o tema da paixão de mãe e filha pelo mesmo homem inadequado para o horário. O tema seria discutido às 20 horas, com a marcante Laços de Família em 2000 que também abordava a leucemia como merchandising social.

Por Amor, um dos seus maiores sucessos, exibida entre 1997 e 1998, retomava o tema do sacrifício que uma mãe é capaz de fazer pelos filhos, como na novela anterior do autor, História de Amor. A novela também abordava temas como bissexualidade, traição, ciúme doentio, troca de bebês, alcoolismo, aborto, jogo do bicho e outros. Manoel Carlos ainda escreveria Mulheres Apaixonadas, que foi o grande sucesso de 2003 e teve temas fortes como preconceito social contra os idosos e lésbicas, celibato, alcoolismo, violência doméstica, traição, câncer, romance entre mulheres mais velhas e jovens rapazes, o tormento provocado pelo ciúme e outros. Além de ter sido um grande sucesso de audiência, atingindo médias diárias em torno dos 50 pontos, a trama influenciou na posterior aprovação de algumas leis, como o Estatuto do Idoso e o Estatuto do Desarmamento.[6]

Apesar de ser mais reconhecido por suas novelas, Manoel Carlos obteve grande sucesso nas duas minisséries que escreveu para a TV Globo. Presença de Anita, exibida em 2001, foi baseada no romance homônimo de Mário Donato. Presença de Anita também foi a responsável pela maior audiência registrada por uma minissérie na década de 2000, com média de 30 pontos no IBOPE. A minissérie bateu outros grandes sucessos como A Muralha e A Casa das Sete Mulheres, que registraram 29 e 28 pontos, respectivamente.[7] Em 2006, Maneco escreveu o sucesso Páginas da Vida, em que retratava novamente Regina Duarte como sua Helena, uma médica forte e determinada que resolve cuidar de uma criança portadora de síndrome de Down que fora rejeitada pela avó, a perversa Marta, interpretada brilhantemente por Lília Cabral. Em 2009, o autor escreveria Maysa: Quando Fala o Coração, uma espécie de biografia da cantora Maysa, já falecida. A produção também teve grande sucesso popular e reconhecimento merecido da crítica. Em 2009 escreveu Viver a Vida, novamente com o bairro do Leblon como cenário principal e Taís Araújo como a Helena da vez. A novela teve audiência razoável, com 36 pontos de média geral, porém o público se identificou e ficou emocionado com o drama de Luciana, vivida por Alinne Moraes, uma modelo que sofre um acidente e tornar-se tetraplégica, para agonia da mãe, a neurótica Teresa vivida por Lília Cabral, que por esse trabalho foi indicada ao Emmy Internacional de Melhor Atriz em 2010.

Manoel Carlos desenvolveu Vale Abraão,[nota 1] projeto que desejava levar ao ar na TV Globo em formato de telenovela e, posteriormente de minissérie. Inicialmente cogitou-se apresentar na faixa das 23h, após O Astro, sendo que Maneco pretendia levar a produção ao ar, antes de sua última telenovela das 21h, porém a emissora engavetou a produção. Numa entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", o autor disse que pretendia levar à minissérie ao ar, após o término de Em Família, o que não veio a acontecer.[8][9][10][11][12] Em 2014, escreveu a novela Em Família que traz a última Helena do autor interpretada por Júlia Lemmertz e Bruna Marquezine em duas fases diferentes da trama. O folhetim foi um grande fracasso de audiência e recebeu forte rejeição do público e crítica, mesmo tentando repetir as mesmas fórmulas das novelas dos anos 1990 e 2000.

Vida pessoal

Manoel Carlos é pai da escritora e roteirista Maria Carolina e da atriz Júlia Almeida, que atuou em todos os seus trabalhos, de Felicidade a Mulheres Apaixonadas. O diretor sofreu com a morte de três filhos: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida (falecido em 1988, em decorrência de complicações de HIV), com quem coescreveu O Cometa; o também diretor Manoel Carlos Júnior, que em 2012 não resistiu a um ataque cardíaco, e o estudante de teatro Pedro Almeida, de 22 anos, falecido de mal súbito em 2014, em Nova Iorque.[13]

Morte

Manoel Carlos morreu no dia 10 de janeiro de 2026, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada pela produtora Boa Palavra, de sua filha, Júlia Almeida, responsável pelo comunicado à imprensa, e seu velório foi restrito a familiares e amigos próximos. Ele estava internado no Hospital Copa Star, onde fazia tratamento contra a Doença de Parkinson, que havia afetado o desenvolvimento motor e cognitivo do autor durante o ano de 2025.[14]

Formato das obras

Helena

Uma das principais marcas das novelas de Manoel Carlos foi o nome "Helena" em suas protagonistas. Segundo o autor, esta preferência não se deve a nenhuma mulher em especial com este nome em sua vida, mas sim pela admiração que ele tinha pela história mitológica de Helena de Troia, pela força e independência da personagem.[15][16] Oficialmente, a primeira Helena que o autor credita como precursora de muitas que escreveria na sequência foi interpretada por Lílian Lemmertz em Baila Comigo (1981). Helena (Lílian Lemmertz) é uma mulher sofrida, que teve gêmeos no passado, mas por força das circunstâncias, viu-se obrigada a entregar um dos meninos para o pai Joaquim (Raul Cortez) criar. Ele o levou para fora do país e Helena nunca mais teve notícias do menino. Os irmãos cresceram sem que um soubesse da existência do outro. Sente-se culpada por ter permitido que um filho fosse levado e por não revelar a verdade ao outro. Trabalha em uma agência de caderneta de poupança, para complementar a renda de casa.[17]

Em Sol de Verão (1982) e Novo Amor (1986), o autor deu outros nomes às protagonistas, acreditando naquele momento que já havia cumprido sua homenagem.

Em 1991, Manoel decidiu retomar o nome como principal pilar de suas obras, escrevendo oito novelas seguidas cujas protagonistas se chamaram Helena. Em Felicidade (1991), Helena foi interpretada por Maitê Proença. Helena (Maitê Proença) é uma moça bela e sonhadora da cidadezinha de Vila Feliz, em Minas Gerais, que sonha com uma vida melhor no Rio de Janeiro. Depois de um casamento fracassado com Álvaro (Tony Ramos), volta a se envolver com o grande amor de sua vida. Ela esconde de todos a identidade do pai de sua filha Bia (Tatyane Goulart).[18]

Em História de Amor (1995), Helena foi interpretada por Regina Duarte. Helena (Regina Duarte), uma mulher batalhadora, vive com sua única filha Joyce (Carla Marins), com quem tenta manter uma relação de cumplicidade, muitas vezes sem sucesso. É separada de Assunção (Nuno Leal Maia), pai de Joyce, com quem tem uma relação conturbada por causa do machismo e extrema vigilância dele. Trabalha como corretora de imóveis. Solitária, sonha encontrar um grande amor.[19]

Em 1997, Regina Duarte interpreta a sua segunda Helena. Em Por Amor (1997), Helena (Regina Duarte) é uma mulher independente, inteligente e intuitiva. Sócia em um estúdio de decoração. Tem uma paixão incondicional pela única filha Maria Eduarda (Gabriela Duarte). Separada há anos do marido, casa-se novamente com Atílio (Antônio Fagundes), o homem que acredita ser o grande amor de sua vida.[20]

Em Laços de Família (2000), Helena foi interpretada por Vera Fischer. Helena (Vera Fischer) é uma bela mulher dona de uma clínica de estética. Divide-se entre suas paixões e o amor pela filha Camila (Carolina Dieckmann).[21]

Em Mulheres Apaixonadas (2003), Helena foi interpretada por Christiane Torloni. Helena (Christiane Torloni) é uma professora de História e diretora da Escola Ribeiro Alves, a ERA, uma das mais conceituadas do Rio de Janeiro. Mesmo sendo uma mulher confiante e segura, passa por uma fase de incertezas quanto à sua felicidade. Seus questionamentos sobre a vida conjugal ganham força quando ela reencontra César (José Mayer), um amor do passado, a quem abandonou para se casar.[22]

Em Páginas da Vida (2006), Regina Duarte interpretou sua terceira e última Helena. Helena (Regina Duarte) é uma médica obstetra, que a única filha biológica que gerou morreu ainda criança, o que a levou, posteriormente, a adotar dois filhos, em situações diferentes: Salvador (Jorge de Sá), filho biológico de uma ex-empregada que faleceu, e a menina Clara (Joana Mocarzel), criança com síndrome de Down, rejeitada pela avó Marta (Lília Cabral) após o nascimento dela e morte de sua mãe Nanda (Fernanda Vasconcellos).[23]

Em Viver a Vida (2009), Taís Araújo interpretou a primeira e única Helena negra criada por Manoel Carlos. A personagem é uma modelo de renome internacional, no auge da carreira. Criada em Búzios, no estado do Rio de Janeiro, mudou-se ainda na adolescência para a capital, onde iniciou sua trajetória profissional. Sua maturidade precoce a colocou em posição central no núcleo familiar. Durante um desfile em Búzios, apaixona-se por Marcos (José Mayer), um homem cujo casamento a leva a abandonar a profissão.[24]

Em Em Família (2014), Júlia Lemmertz, filha da primeira Helena da teledramaturgia de Manoel Carlos, Lílian Lemmertz, encerrou o ciclo das Helenas. Na juventude, Helena (Júlia Lemmertz) era uma mulher independente, de personalidade forte, que não aceitava desaforos. Ela namorou o primo Laerte (Gabriel Braga Nunes), com quem viveu uma relação marcada por conflitos. No dia de seu casamento, Laerte foi preso por tentativa de homicídio contra Virgílio (Humberto Martins), fato que os afastou. Com o passar dos anos, suas vidas tomaram rumos distintos: Helena casou-se com Virgílio e constituiu família. No entanto, o retorno do primo, vinte anos depois, provoca nela uma profunda angústia.[25]

Maneco, no entanto, já havia escrito outras duas protagonistas com o mesmo nome em novelas antes de Lílian Lemmertz: Jane Batista como a personagem-título em Helena (1952)[26] e Nívea Maria como Maria Helena em Maria, Maria (1978),[27] embora as duas nunca foram creditadas por ele como parte de seu ciclo — a primeira por não ser uma Helena original, mas uma adaptação do romance de mesmo título de Machado de Assis, enquanto a segunda, além de ser uma adaptação do romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, é chamada na trama apenas de Maria.

Vilãs

Manoel Carlos também criou vilãs memoráveis na teledramaturgia brasileira. As mais marcantes rivalizavam com suas Helenas e com os demais personagens de seus núcleos familiares. A primeira delas foi a arrogante Marta, interpretada por Tereza Rachel em Baila Comigo (1981). Marta é de família abastada, fútil, esnobe, arrogante e orgulhosa, mas esconde um lado carente. Ela ama o marido Joaquim (Raul Cortez) e não perdoa suas infidelidades conjugais. A princípio, desconhece a verdadeira origem de João Victor Gama (Tony Ramos), acreditando que ele havia sido abandonado pelos pais biológicos antes de ser adotado. Ao descobrir a verdade, revela ao rapaz que ele é adotado.[17]

Em 1991, Vivianne Pasmanter interpretou a desequilibrada Débora em Felicidade (1991). Débora é uma jovem rica e mimada, ex-mulher de Álvaro (Tony Ramos), que não se conforma com a separação e transforma a vida dele em um verdadeiro inferno, acentuando seus problemas psicológicos.

Em História de Amor (1995), a dupla de vilãs interpretada por Carolina Ferraz e Lília Cabral, nas personagens Paula e Sheila, infernizava a vida de Helena. Paula (Carolina Ferraz) é quem se casa com Carlos Alberto Moretti (José Mayer) no início da trama. Bela e mimada, de família tradicional, rica, mas falida, seu egoísmo, ciúme e sentimento de posse prejudicam o casamento. Ela não admite dividir o marido com ninguém, nem mesmo com o cachorro dele. A situação se complica quando, após a separação, Carlos decide assumir seu amor por Helena (Regina Duarte). Sheila (Lília Cabral) foi namorada de Carlos, com quem manteve uma relação de dez anos. Ao término do relacionamento, acreditava que se tratava apenas de uma breve separação, mas nesse intervalo Carlos se envolveu com Paula e se casou com ela. Sentindo-se traída, Sheila luta para reconquistar o amor do ex-companheiro. Ao longo da trama, ainda disputa o médico com Helena, revelando-se uma mulher amargurada e vingativa. Dissimulada, aproxima-se da protagonista sob a aparência de amiga, mas causa diversos problemas em sua vida. Além de Paula e Sheila, a novela contou com outras vilãs secundárias, como a arrogante Rafaela Moretti (Marly Bueno) e a intransigente Dalva (Ana Rosa).[28]

Em Por Amor (1997), a dupla de vilãs Branca e Laura foi interpretada por Susana Vieira e Vivianne Pasmanter. Branca é uma aristocrata esnobe, falsa e manipuladora, disposta a tudo para conseguir o que deseja, chegando a humilhar o filho caçula, Léo (Murilo Benício). Laura, por sua vez, é uma mulher obsessiva que não aceita ser rejeitada. Ambas tornam a vida das protagonistas, mãe e filha, um verdadeiro tormento.[20]

Seguindo uma premissa semelhante a de Por Amor, mãe e filha protagonizaram novamente uma trama em Laços de Família (2000), na qual contaram com uma dupla de vilãs interpretada por Deborah Secco e Marieta Severo, dispostas a tornar a vida das protagonistas um verdadeiro inferno. Íris (Deborah Secco), meia-irmã de Helena (Vera Fischer), não se conforma com as atitudes da sobrinha Camila (Carolina Dieckmann), que se relacionou com Edu (Reynaldo Gianecchini), namorado da mãe, e faz de tudo para prejudicá-la, muitas vezes levando suas ações ao extremo. Alma (Marieta Severo), tia de Edu, é uma mulher preconceituosa que não aceita o amor do sobrinho por uma mulher mais velha. No núcleo da família de Helena, destacava-se também Clara (Regiane Alves), mimada e fútil, que sonha com dinheiro e glamour e não aceita o passado do marido Fred (Luigi Baricelli) com a garota de programa Capitu (Giovanna Antonelli). Além das vilãs femininas, Laços de Família apresentou vilões masculinos, os desequilibrados Orlando e Maurinho, interpretados por Henri Pagnoncelli e Luiz Nicolau, que perseguiam e humilhavam Capitu.[29]

Em Mulheres Apaixonadas (2003), Carolina Kasting interpretou a médica Laura, assistente de César (José Mayer). Com a morte de Isabel (Cris Bonna), Laura passa a alimentar grandes expectativas de assumir um relacionamento com ele, por quem é muito apaixonada. No entanto, o casal termina, e ela não aceita o fim da relação. A novela também apresentou vilãs jovens, como Dóris e Paulinha, além do vilão Marcos. Dóris (Regiane Alves) é voluntariosa, interesseira e malcriada. Ela não quer mais dividir o quarto com o irmão Carlinhos (Daniel Zettel) e pressiona os pais, Carlão (Marcos Caruso) e Irene (Martha Mellinger), a lhe ceder um espaço próprio ou a exigir que os avós, Leopoldo (Oswaldo Louzada) e Flora (Carmem Silva), deixem a casa, já que ocupam um quarto que poderia ser dela. Seu comportamento perturba toda a família, pois insiste em maltratar os avós. Paulinha (Roberta Gualda), filha de Oswaldo (Tião d'Ávila) e aluna bolsista, é amiga de Marcinha (Pitty Webo). Amargurada por sua condição financeira, sente vergonha do pai e o despreza. Preconceituosa, arrogante e metida, ela provoca conflitos com os demais personagens.[30][31] Marcos (Dan Stulbach) é um homem violento e desequilibrado que persegue e agride fisicamente e psicologicamente sua ex-mulher, Raquel (Helena Ranaldi). Possessivo, ele não aceita o fim do relacionamento nem a proximidade de Raquel com qualquer outra pessoa, especialmente o jovem Fred (Pedro Furtado).

Em Páginas da Vida (2006), Marta surge como vilã, marcando a segunda vez que Lília Cabral interpretou uma antagonista em uma obra de Manoel Carlos. Marta é uma mulher amargurada e intransigente, que se sente traída pela gravidez da filha. Ao ser procurada por Helena (Regina Duarte) para comunicar a morte de sua filha Nanda (Fernanda Vasconcellos) após o parto de gêmeos, ela descobre que a neta Clara (Joana Mocarzel) nasceu com síndrome de Down e, de forma fria, rejeita a criança, encaminhando-a para adoção, enquanto o neto Francisco (Gabriel Kaufmann) é levado para casa. Sem o conhecimento do marido, Alex (Marcos Caruso), Marta mente para a família ao afirmar que apenas o menino sobreviveu. Em seguida, Clara acaba sendo adotada por Helena. Além de Marta, Regiane Alves voltou a interpretar uma vilã na trama, a mimada Alice, que não aceita o envolvimento do namorado Léo (Thiago Rodrigues) com Olívia (Ana Paula Arósio). A novela contou ainda com a presença da interesseira e arrivista Sandra (Danielle Winits), que rejeita a condição humilde dos pais, empregados da casa de Tide (Tarcísio Meira), e faz de tudo para alcançar ascensão social, dinheiro e conforto.[23]

Em Viver a Vida (2009), Lília Cabral interpretou, pela terceira vez, uma vilã criada por Manoel Carlos. Tereza, ex-mulher de Marcos (José Mayer), apesar de ter colocado um ponto final no casamento, demonstra amargura por ter abandonado as passarelas no auge da carreira. Esse sentimento se intensifica quando o ex-marido inicia um relacionamento com Helena (Taís Araújo), vinte anos mais jovem e uma modelo bem-sucedida, como Tereza fora no passado. A personagem não esconde sua antipatia por Helena, tratando-a de forma fria e distante.[24][32] Na mesma trama, Adriana Birolli interpretou a vilã Isabel. Filha de Tereza, a personagem é retratada como mimada e arrogante, marcada pela inveja em relação às irmãs Luciana (Alinne Moraes) e Mia (Paloma Bernardi), que recebem maior atenção dos pais.[33]

Em Em Família (2014), Vivianne Pasmanter voltou a interpretar uma vilã em uma obra do autor, dando vida à cômica e ardilosa Shirley. A personagem é vaidosa, manipuladora e gosta de chamar a atenção. Mantém uma relação conflituosa com Helena (Júlia Lemmertz) e nutre uma obsessão por (Gabriel Braga Nunes), com quem no passado teve um filho, Leto (Ronny Kriwat).[25]

Tony Ramos, Carolina Dieckmann, Regina Duarte, Susana Vieira, Vivianne Pasmanter, José Mayer, Lília Cabral, Helena Ranaldi, Vera Holtz, Regiane Alves, Umberto Magnani, Marly Bueno, Beatriz Lyra, Júlia Almeida, Natália do Vale, Monique Curi, Xuxa Lopes, Paulo Figueiredo, Leonardo Miggiorin, Marcos Caruso, Reynaldo Gianecchini, Giovanna Antonelli, Christine Fernandes, Cláudia Mauro, Edson Silva, Eduardo Lago, Serafim Gonzalez, Elisa Lucinda, Lica Oliveira, Cristina Prochaska, Maria Alves, Milton Gonçalves, Maria Helena Pader, Nathalia Timberg, Paulo José, Paulo César Grande, Maria Ceiça, Angelo Paes Leme, Otávio Augusto, Ângela Vieira, Thiago Lacerda, Carolina Kasting, Carolina Ferraz, Herson Capri, Arlete Salles, Louise Cardoso, Regina Braga, Ricardo Petraglia, Nuno Leal Maia, Fábio Junqueira, Bruna Marquezine, Mateus Solano, Alinne Moraes, Ana Beatriz Nogueira, Sebastião Vasconcelos, Miriam Pires, Vanessa Gerbelli, Lavínia Vlasak, Christiane Torloni, Walderez de Barros, Henri Pagnoncelli, Inez Viana, Cláudio Gabriel, Arlete Heringer, Yara Cortes, Max Fercondini, Cecília Dassi, Flávia Bonato, Cláudio Cavalcanti, Hemílcio Fróes, Francisco Dantas, Fernando Torres, Yara Amaral, Beatriz Segall, Odilon Wagner, Othon Bastos, Ângela Leal, Ilva Niño, Rosane Gofman, Jorge Cherques, Chaguinha, Jorge Coutinho, John Herbert, Carlos Kroeber, Joana Medeiros, Zé Carlos Machado, Charles Myara, Ary Coslov, Clementino Kelé, Narjara Turetta, Mário Lago, Carlos Zara, Diogo Vilela, Buza Ferraz, Beth Lamas, Francisco Carvalho, Maria Zilda, Selma Reis, Sônia Guedes, Roberto Frota, Cyria Coentro, Zé Victor Castiel, Eva Wilma e Henrique César são atores comuns que estão presentes em suas produções, com parcerias nas tramas do autor.

Filmografia

Telenovelas

Ano Trabalho Emissora Horário Escalação Parceiros Titulares
1952 Helena TV Paulista - Autor principal
1953 Iaiá Garcia
1978 Maria, Maria TV Globo 18h
A Sucessora
1980 Água Viva 20h Coautor Gilberto Braga
1981 Baila Comigo[34] Autor principal
1982–1983 Sol de Verão[34] Lauro César Muniz
Gianfrancesco Guarnieri
1986 Novo Amor Rede Manchete 21h
1991–1992 Felicidade[34] TV Globo 18h
1995–1996 História de Amor
1997–1998 Por Amor[34] 20h
2000–2001 Laços de Família[34]
2003 Mulheres Apaixonadas[34]
2006–2007 Páginas da Vida[34]
2009–2010 Viver a Vida
2014 Em Família[35][36] 21h

Séries e minisséries

Ano Trabalho Emissora Escalação Notas Parceiros Titulares
1952 Nick Chuck TV Paulista Autor principal
1953–1961 Grande Teatro Tupi TV Tupi Autor principal
Diretor geral
1967–1971 Família Trapo Record
1979–1980 Malu Mulher TV Globo Autor principal Daniel Filho
1984 Viver a Vida Rede Manchete
1984–1985 Joana
1989 O Cometa Band
1993 Caso Especial TV Globo Roteirista Episódio: "O Besouro e a Rosa"
2001 Presença de Anita[34] Autor principal
2009 Maysa: Quando Fala o Coração
2015 Não se apega, não Supervisor de texto Isabela Freitas

Programas

Ano Trabalho Emissora Escalação
1963 Chico Anysio Show TV Rio Roteirista
1965–1966 Corte-Rayol Show Record Roteirista
Diretor geral
1966 Bossaudade
1966–1973 Hebe Roteirista
Produtor
Diretor
1966–1967 O Fino da Bossa Roteirista
1967–1973 Show do Dia 7
1967 Pra ver a Banda Passar
1968 Esta Noite se Improvisa Roteirista
Produtor
Diretor
Alianças para o Sucesso
1973 Globo Gente TV Globo Autor principal
Diretor geral
Fantástico Diretor geral
1975 TV: Ano 25 Autor principal
Diretor geral
Editor
1976 Convocação Geral Diretor geral
2024 Tributo Homenageado

Trabalhos em outros países

Ano Trabalho País Emissora Escalação Notas Parceiros Titulares
1986 Vivir la vida Colômbia Canal A Autor da história original
Supervisor de texto
Remake de Viver a Vida (1984) Pepe Sánchez
1987 Brillo Remake de Novo Amor
Una familia como cualquier otra Autor principal
1988 El círculo
La sombra de otra Canal 1 Autor principal
(adaptação e remake)
Remake de A Sucessora
1990 El magnate Estados Unidos Telemundo Remake de Novo Amor
1991 Cadena braga Autor principal
1991–1992 Manuela Argentina Canal 13 Autor da história original Remake de A Sucessora Elena Antonietto
Jorge Hayes
Norberto Vieyra
1999 Isabella, mujer enamorada Peru América Televisión Remake de A Sucessora Ana Montes
2026 Páginas da Vida Portugal SIC Remake de Páginas da Vida Sandra Santos
Alexandre Castro

Teatro

Como ator

  • 1950 - O urso
  • 1951 - Juventude sem dono
  • 1952 - Society in baby doll
  • 1953 - A valsa do imperador
  • 1954 - O canto da cotovia

Como diretor

  • 1971 - Chico Buarque
  • 1977–83 - Seis e meia

Bibliografia

  • 1958 - Fernando Pessoa: uma luz sobre vários poetas
  • 1982 - Bicho alado
  • 2005 - Off: uma história de teatro
  • 2006 - A arte de reviver

Prêmios e indicações

Troféu Imprensa
Ano Categoria Indicação Resultado
1961 Melhor Produtor de TV Manoel Carlos Venceu
1966 Melhor Produtor Musical Manoel Carlos Venceu
1982 Melhor Novela Baila Comigo Indicado
1996 Melhor Novela História de Amor Indicado
1998 Melhor Novela Por Amor Venceu
2001 Melhor Novela Laços de Família Venceu
2004 Melhor Novela Mulheres Apaixonadas Venceu
2007 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
2010 Melhor Novela Viver a Vida Indicado
Troféu Internet
Ano Categoria Indicação Resultado
2001 Melhor Novela Laços de Família Venceu
2007 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
2014 Melhor Novela Em Família Indicado
Prêmio Contigo!
Ano Categoria Indicação Resultado
1998 Melhor Novela Por Amor Venceu
Melhor Autor Venceu
2002 Melhor Série ou Minissérie Presença de Anita Venceu
2004 Melhor Novela Mulheres Apaixonadas Venceu
Melhor Autor Venceu
2007 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
Melhor Autor Venceu
2010 Melhor Novela Viver a Vida Indicado
Melhor Série ou Minissérie Maysa: Quando Fala o Coração Venceu
Melhor Autor Viver a Vida Indicado
Maysa: Quando Fala o Coração Indicado
2014 Melhor Novela Em Família Indicado
Prêmio Extra de Televisão
Ano Categoria Indicação Resultado
2000 Melhor Novela Laços de Família Venceu
2001 Melhor Novela ou Minissérie Presença de Anita Venceu
2003 Melhor Novela Mulheres Apaixonadas Venceu
2006 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
2009 Melhor Série Maysa: Quando Fala o Coração Venceu
2010 Melhor Novela Viver a Vida Indicado
2014 Melhor Novela Em Família Indicado
Prêmio Quem de Televisão
Ano Categoria Indicação Resultado
2009 Melhor Autor Manoel Carlos Venceu
2010 Melhor Autor Manoel Carlos Indicado
Outros prêmios
1997
2001
  • "Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande" - melhor novela: Laços de Família
  • "Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande" - melhor autor
2003
  • "Prêmio Conta Mais" - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
  • "Prêmio Qualidade Brasil" SP - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
  • "Prêmio Qualidade Brasil" SP - melhor autor
  • "Prêmio Qualidade Brasil" RJ - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
  • "Prêmio Qualidade Brasil" RJ - melhor autor
  • "Troféu Leão de Ouro" (atual "Troféu Leão Lobo") - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
  • "Troféu Leão de Ouro" (atual "Troféu Leão Lobo") - melhor autor
2009–2010

Notas e referências

Notas

  1. Minissérie baseada na obra Vale Abraão, versão portuguesa do romance Madame Bovary de Gustave Flaubert.

Referências

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Ligações externas