Lipólise

Esta imagem ilustra as três etapas distintas de hidrólise envolvidas na lipólise. Na primeira etapa, o triacilglicerol é hidrolisado para produzir diacilglicerol e esta reação é catalisada pela lipase de triglicerídeos adiposos (ATGL). Na segunda etapa, o diacilglicerol é hidrolisado para produzir monoacilglicerol e esta reação é catalisada pela lipase sensível a hormonas (LSH). Na última etapa, o monoacilglicerol é hidrolisado para produzir glicerol e esta reação é catalisada pela lipase de monoacilglicerol (MGL).
Exemplo de um triacilglicerol
Ilustração da ativação da lipólise num adipócito. Induzida por níveis elevados de adrenalina e baixos de insulina no sangue, a adrenalina liga-se aos recetores beta-adrenérgicos na membrana celular do adipócito, o que faz com que seja gerado cAMP dentro da célula.
O cAMP ativa as proteína quinases, que fosforilam e, assim, ativam as lipase sensível a hormonas no adipócito.
Estas lipases clivam os ácidos gordos livres da sua ligação ao glicerol na gotícula lipídica do adipócito.
Os ácidos gordos livres e o glicerol são então libertados para o sangue.
A atividade da lipase sensível a hormonas é regulada pelas hormonas circulantes insulina, glucagon,[1] noradrenalina e adrenalina.

Lipólise é um processo pelo qual há a degradação de lipídios em ácidos graxos e glicerol. Ocorre no tecido adiposo. Alguns desportistas, fazem uso de substâncias legais (l-carnitina, sulfato de salbutamol) para aumentá-la, estas substâncias ajudam os ácidos graxos a atravessar a matriz mitocondrial. Na matriz mitocondrial ocorre a sua oxidação (combustão). É um processo oposto ao da lipogênese, e é promovida sobretudo pela secreção de glucagon, o hormônio contrarregulatório da insulina.

Quando o sangue está com a concentração de glicose abaixo do normal (hipoglicemia), o pâncreas tende a secretar o hormônio glucagon, esse hormônio faz com que o fígado tenda a liberar glicose no sangue, a qual advém da quebra do glicogênio hepático e da gliconeogênese.

A secreção de glucagon também atua no tecido adiposo, causando a metabolização de seus triglicerídeos armazenados, que vão para a corrente sanguínea e se aglomeram nas lipoproteínas de baixa densidade (VLDL e LDL), de modo que podem ser transportadas até o fígado. Quando as VLDL e LDL chegam até o fígado, os triglicerídeos que estavam sendo transportados são captados e metabolizados, de modo que a quebra deles produz ácidos graxos e glicerol, o glicerol é transformado então em glicose, a qual parte é liberada para a corrente sanguínea e parte serve para repor o glicogênio hepático.

É muito importante não confundir triglicerídeos com ácidos graxos, pois o organismo humano não é capaz de produzir glicose a partir de ácidos graxos em nenhuma hipótese. Entretanto, o triglicerídeo, sinônimo de triacilglicerol, é uma molécula formada por uma parte ou "cabeça" de glicerol unida a três ácidos graxos. A quebra do triglicerídeo em 3 moléculas de ácidos graxos e 1 de glicerol pode fornecer o substrato para a gliconeogênese, o glicerol. A gliconeogênese é o processo de "construção" de uma molécula de glicose a partir de outras moléculas como aminoácidos ou glicerol.[2]

Outros promotores da lipólise são a adrenalina e a epinefrina.

Referências

  1. Duncan, Robin E.; Ahmadian, Maryam; Jaworski, Kathy; Sarkadi-Nagy, Eszter; Sul, Hei Sook (agosto de 2007). «Regulation of Lipolysis in Adipocytes». Annual Review of Nutrition. 27 (1): 79–101. PMC 2885771Acessível livremente. PMID 17313320. doi:10.1146/annurev.nutr.27.061406.093734 
  2. Champe, Pamela (2013). Bioquímica Ilustrada. [S.l.]: Artmed