Jorge II Rákóczi
| Jorge II Rákóczi | |||||
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| Príncipe da Transilvânia | |||||
| 1º Reinado | 11 de outubro de 1648 a 3 de novembro de 1657 | ||||
| Antecessor(a) | Jorge I Rákóczi | ||||
| Sucessor(a) | Francisco Rhédey | ||||
| 2º Reinado | 9 de janeiro de 1658 a 14 de setembro de 1658 | ||||
| Predecessor(a) | Francisco Rhédey | ||||
| Sucessor(a) | Acácio Barcsay | ||||
| 3º Reinado | 27 de setembro de 1659 a 22 de maio de 1660 | ||||
| Predecessor(a) | Acácio Barcsay | ||||
| Sucessor(a) | João Kemény | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 30 de janeiro de 1621 Sárospatak, Hungria | ||||
| Morte | 7 de junho de 1660 (39 anos) Nagyvárad, Transilvânia | ||||
| Esposa | Sofia Báthory | ||||
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| Casa | Rákóczi | ||||
| Pai | Jorge I Rákóczi, Príncipe da Transilvânia | ||||
| Mãe | Susana Lorántffy | ||||
| Religião | Calvinismo | ||||
| Assinatura | |||||
| Brasão | ![]() | ||||
Jorge II Rákóczi (Sárospatak, 30 de janeiro de 1621 – Nagyvárad, 7 de junho de 1660) foi o Príncipe da Transilvânia de 1648 até sua deposição em maio de 1660 em decorrência da Batalha de Gyalu contra os turcos otomanos. Ele morreu pouco tempo depois, em junho do mesmo ano, em consequência dos ferimentos sofridos na batalha. Jorge promoveu a codificação das leis do principado, mas sua política externa resultou na restauração da hegemonia turca sobre a Transilvânia.[1][2]
Jorge II sucedeu seu ilustre pai Jorge I Rákóczi como príncipe em 1648, dando continuidade à sua política de buscar alianças com os hospodares (senhores) da Moldávia, a leste, e da Valáquia, ao sul. Contudo, em 1656, aliou-se a Carlos X Gustavo da Suécia na ofensiva contra a Polônia, na esperança de ser eleito rei polonês, um ato de desafio aos turcos otomanos, que detinham a suserania sobre a Transilvânia. Os turcos ordenaram aos seus vassalos, os tártaros da Crimeia, que expulsassem os transilvanos da Polônia e, em 1657, as forças de Rákóczi foram obrigadas a uma retirada apressada. No mesmo ano, a dieta transilvana, por ordem dos turcos, depôs Rákóczi. Quando ele foi reinstalado em 1658, os turcos invadiram a Transilvânia com força e Rákóczi foi mortalmente ferido na Batalha de Gyalu, em maio de 1660.[1]
Jorge II Rákóczi casou-se, em 3 de fevereiro de 1643, com Sofia Báthory, pertencente a uma das mais influentes famílias da nobreza húngara (os Báthory). Para contrair matrimônio com Jorge, Sofia abjurou do catolicismo romano e converteu-se ao calvinismo. Após a morte de Jorge, em 1660, Sofia retirou-se com o filho do casal, Francisco I Rákóczi, que fora reconhecido por assembleia nobre ainda em vida de "Jorge II", para suas terras sob o domínio dos Habsburgos. Posteriormente, Sofia retornou à fé católica e passou a se aliar politicamente ao imperador do Sacro Império Romano-Germânico, também rei da Hungria, buscando proteção para si e para o herdeiro. Francisco foi educado sob influência católica, rompendo com o legado protestante de seu pai e avô.[3] O neto de Jorge, Francisco II Rákóczi, recuperou o trono para a Casa de Rákóczi, mas foi o último príncipe da Transilvânia. Após a Guerra da Independência de Rákóczi, os príncipes foram efetivamente substituídos por governadores.
Referências
- ↑ a b «György Rákóczi, II prince of Transylvania». Encyclopædia Britannica. Consultado em 30 de setembro de 2025
- ↑ HANGAY, Zoltán. Erdély választott fejedelme: Rákóczi Zsigmond. Budapeste: Zrínyi Kiadó, 1987. p. 91, 220–221. ISBN 963-326-363-8.
- ↑ KÖPECZI, Béla; VÁRKONYI, Ágnes R. II. Ferenc Rákóczi. 2. ed. rev. e ampl. Budapeste: Gondolat, 1976. ISBN 963-280-371-X. 3. ed. rev. Budapeste: Osiris, 2004. ISBN 963-389-508-1.

