Instituto Mineiro de Gestão das Águas
| Resumo da agência | |
|---|---|
| Formação | 17 de julho de 1997 |
| Tipo | Autarquia |
| Jurisdição | Minas Gerais |
| Sede | Belo Horizonte (Cidade Administrativa) |
| Sigla | IGAM |
| Executivos da agência |
|
| Agência mãe | Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) |
| Sítio oficial | igam.mg.gov.br |
O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) é uma autarquia do governo do estado de Minas Gerais, dotada de autonomia administrativa e financeira, vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). Criado pela Lei nº 12.584 de 1997 e atualmente regido pelo Decreto nº 47.866 de 2020, o instituto atua como o órgão executor da política estadual de recursos hídricos.[1]
O IGAM desempenha papel central no Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA) e coordena tecnicamente as ações para assegurar a disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os diversos usos no estado.
Atribuições e Competências
Conforme definido em seu estatuto legal, o IGAM tem por finalidade planejar e promover ações que visem à preservação da água como recurso natural estratégico. Suas principais competências incluem:[1][2]
- Gestão de Outorgas: Analisar e conceder o direito de uso de recursos hídricos, monitorando as captações e lançamentos de efluentes em corpos d'água mineiros.
- Planejamento Hídrico: Elaborar e implementar o Plano Estadual de Recursos Hídricos e apoiar os planos diretores das bacias hidrográficas.
- Monitoramento e Informação: Manter a rede de monitoramento hidrometeorológico e de qualidade das águas, além de gerir o Sistema Estadual de Informações sobre Recursos Hídricos (InfoHidro).
- Instrumentos Econômicos: Operar os mecanismos de cobrança pelo uso da água e gerir o repasse de recursos para as agências de bacia.
- Segurança de Barragens: Regulamentar e fiscalizar a segurança de barragens de acumulação de água para fins diversos (exceto rejeitos de mineração).
- Prevenção de Eventos Críticos: Emitir alertas e coordenar ações de resposta a situações de escassez hídrica extrema ou inundações.[3]
Estrutura Organizacional
A organização interna do instituto é estruturada para permitir a descentralização e a participação social, dividindo-se entre órgãos de deliberação, assessoramento e execução técnica:[1][4]
- Conselho de Administração: Órgão colegiado de deliberação superior e direção superior.
- Diretoria-Geral: Responsável pela coordenação executiva e representação da autarquia.
- Unidades de Assessoramento e Apoio:
- Procuradoria (vinculada à Advocacia-Geral do Estado).
- Controladoria Seccional (vinculada à Controladoria-Geral do Estado).
- Gabinete, com o Núcleo de Autos de Infração e Assessoria de Programas e Pesquisa.
- Secretaria Executiva do FHID (Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas).
- Unidades de Assessoramento e Apoio:
- Diretorias de Execução:
- Diretoria de Gestão e Apoio ao Sistema Estadual de Recursos Hídricos: Focada na articulação com os Comitês de Bacias e agências.
- Diretoria de Planejamento e Regulação: Responsável pelas normas de outorga, regulação de usos e planejamento estratégico.
- Diretoria de Operações e Eventos Críticos: Encarregada do monitoramento hídrico, qualidade da água e segurança de barragens.
- Diretoria de Administração e Finanças: Gestão logística, orçamentária e de recursos humanos.
- Diretorias de Execução:
Descentralização (URGAs)
O IGAM atua de forma descentralizada através das **Unidades Regionais de Gestão das Águas (URGAs)**, integradas às Unidades Regionais de Meio Ambiente (URMAs). Elas facilitam a gestão local conforme as especificidades de cada região hidrográfica:[5]
| Unidade Regional | Sede | Abrangência Principal |
|---|---|---|
| URGA Noroeste | Unaí | Bacia do rio Paracatu e noroeste mineiro. |
| URGA Norte de Minas | Montes Claros | Bacias dos rios Verde Grande e Jequitinhonha. |
| URGA Jequitinhonha | Serro | Alto Jequitinhonha e bacia do rio Doce (parte). |
| URGA Leste Mineiro | Governador Valadares | Vale do Rio Doce e Mucuri. |
| URGA Zona da Mata | Juiz de Fora | Bacias dos rios Paraíba do Sul e Pomba. |
| URGA Central Metropolitana | Belo Horizonte | Região Metropolitana e bacia do rio das Velhas. |
| URGA Alto São Francisco | Divinópolis | Cabeceiras do Rio São Francisco. |
| URGA Alto Paranaíba | Patos de Minas | Bacias do rio Paranaíba e afluentes. |
| URGA Triângulo Mineiro | Uberlândia | Região do Triângulo e bacia do rio Grande. |
| URGA Sul de Minas | Varginha | Bacias dos rios Verde e Sapucaí. |
Planejamento Estratégico: IGAM do Futuro
Lançado em 2022, o programa "Igam do Futuro" representa o planejamento estratégico da autarquia para modernizar a gestão das águas em Minas Gerais. O projeto foca na digitalização de processos de outorga, ampliação da transparência de dados hídricos para a sociedade e no fortalecimento da infraestrutura de monitoramento para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e garantir a segurança hídrica sustentável.[6]
Referências
- ↑ a b c «Decreto nº 47.866, de 19 de fevereiro de 2020». Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «Objetivo Operacional e Competências Legais». IGAM. Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «IGAM DO FUTURO». IGAM. Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «Estrutura Organizacional - IGAM». Governo do Estado de Minas Gerais. Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «Unidades Regionais de Gestão das Águas (URGAs)». IGAM. Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «Plano Estratégico Igam do Futuro». IGAM. 2022. Consultado em 23 de janeiro de 2026
