Indri indri

Indri[1]
CITES Appendix I (CITES)[3]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Família: Indriidae
Gênero: Indri
É. Geoffroy, 1796[4][5]
Espécies:
I. indri
Nome binomial
Indri indri
(Gmelin, 1788)[1]
Sinónimos[1][6][7]

Gênero:

  • Indris Cuvier, 1800
  • Lichanotus Illiger, 1811
  • Indrium Rafinesque, 1815
  • Lichanotes Temminck, 1827
  • Pithelemur Lesson, 1840

Espécie:

  • Lemur indri Gmelin, 1788
  • Indri brevicaudatus E. Geoffroy and G. Cuvier, 1796
  • Indri niger Lacépède, 1799
  • Indris ater I. Geoffroy, 1825
  • Lichanotus mitratus Peters, 1871
  • Indris variegatus Gray, 1872

O indri (Indri indri) é o maior lémur que se pode encontrar hoje em dia em Madagáscar, a ilha de onde são endémicos estes primatas. O nome Indri procede do malgaxe e significa na realidade "Olhe!", expressão que o guia nativo disse a Pierre Sonnerat, o explorador francês que o acompanhava quando se descobriu esta espécie. Tomando erradamente a expressão como sendo o nome do animal, hoje em dia continua-se a denominar assim esta espécie em todo o mundo salvo em Madagascar, onde a população o chama de Babakoto. Os habitantes locais crêem que este primata de pernas compridas, de voz característica e cauda curta deu origem aos primeiros humanos, em tempos remotos.

Descrição

O tamanho dos adultos é similar ao de um gato doméstico, entre 60 e 90 centímetros de comprimento e um peso de 7 a 10 quilos. A cauda é vestigial e não ultrapassa os 5 centímetros. Têm membros e dedos compridos (parcialmente palmeados). Movem-se com facilidade nas árvores. O focinho é similar ao de um cão.[8]

Trata-se de um animal diurno que vive nas florestas húmidas da zona este da ilha, onde se desloca de ramo em ramo em busca de folhas e frutos, dos quais se alimenta. Esta espécie forma pares permanentes, mas só a fêmea (é ela que dirige a família) se encarrega do cuidado das crias. Tem uma cria por parto. As fêmeas carregam a cria até que esta se possa valer por ela própria. Durante o primeiro mês carrega-a agarrada ao ventre e depois, até aos 2 anos, sobre o dorso. Alcançam a maturidade aos 7 ou 8 anos de idade.[8]

As floresta em que habita esta espécie estão a desaparecer rapidamente, vítimas da desflorestação, dos incêndios causados por actividades agrícolas e do avanço da atividade mineradora. Em cativeiro, o indri apresenta baixas chances de sobrevivência. Esta espécie encontra-se ameaçada de extinção.[2]

Referências

  1. a b c Groves, C.P. (2005). Wilson, D. E.; Reeder, D. M, eds. Mammal Species of the World 3.ª ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. p. 120. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  2. a b King, T.; Dolch, R.; Randriahaingo, H.N.T.; Randrianarimanana, L.; Ravaloharimanitra, M. (2020). «Indri indri». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T10826A115565566. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-2.RLTS.T10826A115565566.enAcessível livremente. Consultado em 19 de novembro de 2021 
  3. «Checklist of CITES Species». CITES. UNEP-WCMC. Consultado em 18 de março de 2015 
  4. Geoffroy Saint-Hilaire, Étienne (1796). «Memoire sur les rapports naturels des Makis Lemur, L. et Description d'une espece novelle de Mammifere». Magasin Encyclopedique. 1: 46. Consultado em 3 de março de 2024 
  5. Cuvier, Georges; Schinz, Heinrich (1825). Das Thierreich, eingetheilt nach dem Bau der Thiere als Grundlage ihrer Naturgeschichte und der vergleichenden Anatomie von den Herrn Ritter von Cuvier Vierter Band Zoophyten. [S.l.]: Stuttgart und Tübingen. p. 557. Consultado em 3 de março de 2024 
  6. Allen, G.M. (1939). «A checklist of African mammals». Bulletin of the Museum of Comparative Zoology. 83: 1–763 
  7. Harper, F. (1945). Extinct and Vanishing Mammals of the Old World. New York: American Committee for International Wild Life Protection. p. 155 
  8. a b Lundrigan, Barbara; Katopol, Crystal. «Indri indri (indri)». Animal Diversity Web (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2021 

Ligações externas