Indri indri
| Indri[1] | |
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| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Mammalia |
| Ordem: | Primates |
| Subordem: | Strepsirrhini |
| Família: | Indriidae |
| Gênero: | Indri É. Geoffroy, 1796[4][5] |
| Espécies: | I. indri
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| Nome binomial | |
| Indri indri | |
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| Sinónimos[1][6][7] | |
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Gênero:
Espécie:
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O indri (Indri indri) é o maior lémur que se pode encontrar hoje em dia em Madagáscar, a ilha de onde são endémicos estes primatas. O nome Indri procede do malgaxe e significa na realidade "Olhe!", expressão que o guia nativo disse a Pierre Sonnerat, o explorador francês que o acompanhava quando se descobriu esta espécie. Tomando erradamente a expressão como sendo o nome do animal, hoje em dia continua-se a denominar assim esta espécie em todo o mundo salvo em Madagascar, onde a população o chama de Babakoto. Os habitantes locais crêem que este primata de pernas compridas, de voz característica e cauda curta deu origem aos primeiros humanos, em tempos remotos.
Descrição
O tamanho dos adultos é similar ao de um gato doméstico, entre 60 e 90 centímetros de comprimento e um peso de 7 a 10 quilos. A cauda é vestigial e não ultrapassa os 5 centímetros. Têm membros e dedos compridos (parcialmente palmeados). Movem-se com facilidade nas árvores. O focinho é similar ao de um cão.[8]
Trata-se de um animal diurno que vive nas florestas húmidas da zona este da ilha, onde se desloca de ramo em ramo em busca de folhas e frutos, dos quais se alimenta. Esta espécie forma pares permanentes, mas só a fêmea (é ela que dirige a família) se encarrega do cuidado das crias. Tem uma cria por parto. As fêmeas carregam a cria até que esta se possa valer por ela própria. Durante o primeiro mês carrega-a agarrada ao ventre e depois, até aos 2 anos, sobre o dorso. Alcançam a maturidade aos 7 ou 8 anos de idade.[8]
As floresta em que habita esta espécie estão a desaparecer rapidamente, vítimas da desflorestação, dos incêndios causados por actividades agrícolas e do avanço da atividade mineradora. Em cativeiro, o indri apresenta baixas chances de sobrevivência. Esta espécie encontra-se ameaçada de extinção.[2]
Referências
- ↑ a b c Groves, C.P. (2005). Wilson, D. E.; Reeder, D. M, eds. Mammal Species of the World 3.ª ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. p. 120. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494
- ↑ a b King, T.; Dolch, R.; Randriahaingo, H.N.T.; Randrianarimanana, L.; Ravaloharimanitra, M. (2020). «Indri indri». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T10826A115565566. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-2.RLTS.T10826A115565566.en
. Consultado em 19 de novembro de 2021
- ↑ «Checklist of CITES Species». CITES. UNEP-WCMC. Consultado em 18 de março de 2015
- ↑ Geoffroy Saint-Hilaire, Étienne (1796). «Memoire sur les rapports naturels des Makis Lemur, L. et Description d'une espece novelle de Mammifere». Magasin Encyclopedique. 1: 46. Consultado em 3 de março de 2024
- ↑ Cuvier, Georges; Schinz, Heinrich (1825). Das Thierreich, eingetheilt nach dem Bau der Thiere als Grundlage ihrer Naturgeschichte und der vergleichenden Anatomie von den Herrn Ritter von Cuvier Vierter Band Zoophyten. [S.l.]: Stuttgart und Tübingen. p. 557. Consultado em 3 de março de 2024
- ↑ Allen, G.M. (1939). «A checklist of African mammals». Bulletin of the Museum of Comparative Zoology. 83: 1–763
- ↑ Harper, F. (1945). Extinct and Vanishing Mammals of the Old World. New York: American Committee for International Wild Life Protection. p. 155
- ↑ a b Lundrigan, Barbara; Katopol, Crystal. «Indri indri (indri)». Animal Diversity Web (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2021
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