Indiana Jones e o Grande Círculo

Indiana Jones e o Grande Círculo
DesenvolvedoraMachineGames
PublicadoraBethesda Softworks
DiretoresJerk Gustafsson
Axel Torvenius
ProdutoresJohn Jennings
Mattias Duclos
Mariusz Macieja
ProjetistasJens Andersson
Zeke Virant
EscritorTommy Tordsson Björk
ProgramadorMagnus Auvinen
ArtistaMattias Astenvald
CompositorGordy Haab
MotorMotor
SérieIndiana Jones
PlataformasMicrosoft Windows
Xbox Series X/S
PlayStation 5
Nintendo Switch 2
LançamentoWindows & Xbox X/S
9 de dezembro de 2024
PlayStation 5
17 de abril de 2025
Nintendo Switch 2
12 de maio de 2026
GêneroAção-aventura
Modos de jogoUm jogador

Indiana Jones e o Grande Círculo (em inglês: Indiana Jones and the Great Circle) é um jogo eletrônico de ação-aventura desenvolvido pela MachineGames e publicado pela Bethesda Softworks. Faz parte da franquia Indiana Jones e a história acompanha o arqueólogo Indiana Jones enquanto tenta impedir que grupos malignos obtenham o poder conectado ao Grande Círculo, locais misteriosos que formam um círculo máximo ao redor do mundo. A jogabilidade é apresentada de uma perspectiva em primeira pessoa, mas terceira pessoa é usada em cenas cinemáticas e em algumas interações contextuais com o ambiente. O jogador controla Jones enquanto navega uma mistura de áreas lineares e abertas em locais como o Vaticano, Gizé e Sucotai.

Negociações entre a Bethesda e a Lucasfilm Games para o desenvolvimento de um jogo de Indiana Jones datam de anos antes. A MachineGames foi a escolhida para liderar o projeto por conta de sua experiência no desenvolvimento dos jogos da série Wolfenstein, que também tem os nazistas como antagonistas. O desenvolvimento de Indiana Jones e o Grande Círculo durou mais de cinco anos e o título foi projetado para lembrar um jogo eletrônico de aventura. A equipe se inspirou principalmente no jogo Indiana Jones and the Fate of Atlantis, enquanto a jogabilidade foi inspirada em Metro Exodus. O ator Troy Baker interpretou Indiana Jones por meio de captura de movimento, enquanto o elenco coadjuvante teve Alessandra Mastronardi, Marios Gavrilis e Tony Todd.

Indiana Jones e o Grande Círculo foi anunciado oficialmente em janeiro de 2021, porém seu título oficial e detalhes de história e jogabilidade só foram revelados em janeiro de 2024. Foi lançado inicialmente para Microsoft Windows e Xbox Series X/S em 9 de dezembro de 2024, com uma versão para PlayStation 5 estreando em 17 de abril de 2025 e uma para Nintendo Switch em 12 de maio de 2026. O jogo foi bem recebido pela crítica especializada, que elogiou seu projeto de níveis, história, elenco e fidelidade ao material original. Já sua jogabilidade teve uma recepção positiva mais moderada. O título teve bons números de vendas e foi indicado a vários prêmios. Um conteúdo para download chamado A Ordem dos Gigantes foi disponibilizado em 4 de setembro de 2025.

Jogabilidade

O jogador pode usar diferentes tipos de armas de fogo para enfrentar inimigos

Indiana Jones e o Grande Círculo é um jogo eletrônico de ação e aventura em que o jogador assume o controle do arqueólogo Indiana Jones. O jogo é visto de uma perspectiva em primeira pessoa, porém troca para terceira pessoa durante cenas cinemáticas e certas ações de jogabilidade, como durante escaladas ou quando o chicote é usado para balançar sobre vãos.[1][2] O jogador pode ajustar separadamente as configurações de dificuldade do combate e dos quebra-cabeças.[3]

Os diferentes níveis possuem rotas alternativas até os objetivos, similar a um simulador imersivo.[4] Alguns dos níveis são grandes locais abertos que podem ser livremente explorados. Além da história principal, é possível encontrar personagens não jogáveis que darão missões paralelas relacionadas com a narrativa principal, bem como descobrir colecionáveis como relíquias antigas e frascos de remédio. O jogador também pode coletar Livros de Aventura que proporcionam melhorias de jogo, como por exemplo aumento da performance e durabilidade de armas, aprimoramentos das habilidades de combate de Jones e aumento de sua saúde e fôlego.[5] Estas melhorias precisam ser desbloqueadas com Pontos de Aventura, que são conquistados fotografando objetos de interesse, abrir cofres e baús e coletar relíquias e notas de campo.[6] O jogador pode encontrar vários quebra-cabeças, muitos dos quais são opcionais. Fotografar o mesmo quebra-cabeça repetidas vezes fará com que Jones dê dicas sobre como solucioná-lo.[7] O jogador vai desbloqueando mais ferramentas que auxiliam na exploração e na solução de quebra-cabeças, como um isqueiro para iluminar tochas e locais escuros,[8] bem como um respirador para mergulhos.[9]

É possível usar técnicas furtivas, como se agachar e se esconder atrás de coberturas a fim de evitar a visão dos inimigos, além de esconder corpos de oponentes incapacitados.[10][11] Disfarces podem ser usados para acessar áreas restritas, porém alguns inimigos de nível elevado podem desconfiar do disfarce; cometer crimes como roubo ou se comportar de forma ameaçadora também fará com que os inimigos desconfiem do disfarce.[12] Jones pode pegar vários objetos, como pás, chaves inglesas e vassouras, e usá-los como armas improvisadas. Também é possível jogar esses objetos para distrair inimigos.[13] Armas brancas são facilmente quebráveis,[14] algumas podem ser consertadas.[15] Jones também pode equipar um revólver, porém munição é escassa. É possível socar ou empurrar inimigos em combates corpo a corpo, bem como esquivar, defender ou aparar ataques. O chicote pode ser usado para navegação, solução de quebra-cabeças e combate. Ter os membros superiores como alvos desarma inimigos, enquanto mirar nos membros inferiores os faz cair em direção do jogador.[16] Todas as ações de jogabilidade, como combate, correr ou escalar, custam fôlego, que se regenera lentamente durante períodos de descanso.[17] Comer pães e frutas concede bônus adicionais de saúde e fôlego, respectivamente, enquanto curativos restauram saúde perdida.[6]

Enredo

Indiana Jones e o Grande Círculo se passa em 1937, entre os eventos dos filmes Raiders of the Lost Ark e Indiana Jones and the Last Crusade. Indiana Jones volta para seu trabalho como professor nos Estados Unidos depois de terminar seu relacionamento com sua noiva Marion Ravenwood, porém um homem enorme chamado Locus invade o local e rouba uma múmia de gato. Jones percebe que o medalhão de Locus tem um símbolo que se parece com aquele do Arquivo Secreto do Vaticano e assim decide ir para o Vaticano.[18] A cidade está sob o controle dos camisas-negras, que estão trabalhando junto com o arqueólogo e ocultista nazista Emmerich Voss. Jones conhece a repórter Ginetta "Gina" Lombardi, que está investigando Voss por conta do desaparecimento de sua irmã Laura. Jones e Gina unem forças. Eles descobrem que uma tribo de gigantes chamada de "Ordem dos Nefilins" tem trabalhado secretamente junto com a Igreja Católica para proteger o segredo do "Grande Círculo", com a múmia de gato tendo dentro uma pedra especial relacionada. O Grande Círculo é um conjunto de locais religiosos espalhados pelo mundo que formam um círculo máximo, com Jones temendo que Voss tenha descoberto algum tipo de poder secreto. Voss rouba as pedras da ordem e foge, porém Jones e Gina conseguem entrar secreta e clandestinamente em seu zepelim.[19]

Eles são levados para o Planalto de Gizé, onde Jones descobre que a ordem já trabalhava com os egípcios milhares de anos antes do surgimento da Igreja Católica. Jones e Gina descobrem uma nova pedra, mas ela é roubada por Voss, que deixa Jones para morrer no deserto. Ele é resgatado por Gina.[20] Os dois viajam para os Himalaias, onde descobrem que uma terceira pedra teletransportou um couraçado alemão da América do Sul até o alto das montanhas. Eles encontram o corpo congelado de Laura a bordo, mas são emboscados por uma tropa nazista.[21] Jones consegue usar a pedra encontrada no couraçado para abrir um portal que os leva até Xangai, porém a cidade está sendo invadida pelos japoneses. Jones e Gina conseguem pegar um avião japonês[22] e viajam para a ruína do Grande Círculo mais próxima em Sucotai, no Sião. Locus os confronta durante a procura por uma nova pedra, avisando que o segredo do Grande Círculo não deve ser revelado, mas Jones ignora esses avisos. Voss os ataque e captura Gina.[23]

Locus percebe que Jones se importa mais com Gina do que com as pedras e assim decide ajudá-lo a seguir Voss.[23] Eles vão para o Zigurate de Ur, o último local do Grande Círculo, onde Locus convoca um ataque da ordem a fim de distrair os nazistas e permitir que Jones resgate Gina. Os dois entram no zigurate e descobrem a Arca de Noé. Voss captura ambos e revela que o Grande Círculo está relacionado com os mitos de dilúvio na história, explicando que Deus concedeu a Noé o poder do Grande Círculo para que este viajasse ao redor do mundo e coletasse dois tipos de cada animal, repovoando o mundo. Voss quer usar esse poder para ajudar os nazistas a conquistarem o mundo, porém ao acionar as pedras ele causa outro dilúvio. Jones e Voss se enfrentam e o segundo acaba morto pelo poder instável da arca. Locus consegue teletransportar o navio para longe e impede o dilúvio. Jones e Gina admitem que tem sentimentos um pelo outro, mas decidem cada um seguir seu rumo. Em um final secreto, Jones descobre um mural com todas as localizações do Grande Círculo que aponta para o Polo Sul. Neste local, são vistas pegadas na neve deixando a Arca de Noé, sugerindo que Locus sobreviveu.[24]

A Ordem dos Gigantes

A Ordem dos Gigantes se passa na parte do Vaticano do jogo principal. Jones conhece o padre Orlando Ricci, um jovem acadêmico que está pesquisando uma figura lendária conhecida como o Cruzado Sem Nome. O capacete e armadura desta figura foram encravadas em uma câmara secreta construída pelo papa Paulo IV embaixo de um palácio. Jones acha a armadura e uma tumba de uma giganta chamada Júnia, onde encontra uma de três peças de um cilindro de pedra entalhado. Jones vai à propriedade familiar de Ricci em Roma e os dois deduzem que as outras peças estão nas tumbas de outros dois gigantes: Abgal, um gladiador invicto chamado de "o Minotauro", e o Cruzado Sem Nome. Jones encontra as peças do cilindro, bem como membros do Culto de Mitra. O cilindro mostra-se ser uma chave para uma câmara onde Abgal, ainda vivo, está. Ricci rouba o cilindro e revela ser um membro do Culto de Mitra, desejando encontrar Abgal e sacrificá-lo para alcançar a iluminação. Jones derrota o culto e abre o portão da câmara de Abgal, que acorda e estrangula Ricci. Abgal então eleva sua câmara até o Coliseu e desafia Jones para um combate. Jones vence e é levado de volta ao Vaticano.[25]

Desenvolvimento

O produtor executivo Todd Howard, um diretor de jogo da Bethesda Game Studios, era um fã de Indiana Jones e por volta de 2009 propôs uma ideia de jogo eletrônico para George Lucas, o cocriador da franquia.[26][27] O projeto não foi para frente parcialmente porque a Bethesda não tinha na época os recursos para desenvolvê-lo.[28] Além disso, a LucasArts queria publicar o jogo, um papel também desejado pela Bethesda, com as duas empresas não conseguindo chegar a um acordo, assim Howard e sua equipe foram trabalhar em The Elder Scrolls V: Skyrim.[29][30] A The Walt Disney Company, a dona da Lucasfilm, desde 2016 tem escolhido não publicar seus jogos e passou a licenciar suas franquias para parceiros externos.[31] As negociações entre a Bethesda e a Lucasfilm recomeçaram em 2019 depois de John Drake, um amigo de Howard, ter sido nomeado Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios e Licenciamento para Jogos da Disney.[32][33] Indiana Jones e o Grande Círculo foi o primeiro projeto da Lucasfilm Games, antiga LucasArts, não relacionado com a franquia Star Wars em anos,[34] bem como o primeiro jogo de Indiana Jones desde Indiana Jones Adventure World de 2011.[35]

A sueca MachineGames foi escolhida por Howard para desenvolver o título por causa de seu trabalho na série Wolfenstein, que também tem os nazista como antagonistas.[28] Jerk Gustafsson foi o diretor de jogo, enquanto Jens Andersson se juntou ao projeto em 2022 como diretor de projeto, tendo anteriormente sido contratado para a mesma função para o planejado jogo de 2009. Andersson tinha antes trabalhado como projetista chefe em The Chronicles of Riddick: Escape from Butcher Bay e The Darkness, com a equipe de Grande Círculo incluindo mais de vinte outros desenvolvedores que também trabalharam em The Darkness.[36][37] O desenvolvimento durou mais de cinco anos.[32]

Projeto técnico

Vaticano
Planalto de Gizé
Wat Sri Sawai
Zigurate de Ur
Várias localidades reais foram recriadas em Indiana Jones e o Grande Círculo para que o jogador visitasse e explorasse

Vários dos níveis são grandes e não lineares porque a MachineGames queria ampliar a longevidade do jogo. A equipe tinha experimentado em Wolfenstein II: The New Colossus com missões que permitiam que os jogadores revisitassem níveis e eles se inspiraram na estrutura de Metro Exodus, em que a narrativa era linear mas existiam várias áreas grandes e abertas em que os jogadores tinham liberdade para explorar e realizar conteúdos paralelos. O Vaticano foi o primeiro nível desse tipo projetado em Grande Círculo e serviu como o corte vertical do jogo. A equipe descreveu este nível como o mais complicado do título, pois foi onde os desenvolvedores experimentaram com diferentes escolhas de projeto. Foi decidido cedo que uma recriação em escala real seria impossível, pois não seria possível encaminhar o jogador pelos diferentes locais do mapa ou fazê-los explorar certas áreas e edifícios importantes.[38] "Caçadas ao tesouro" foram inicialmente projetadas a fim de aprimorar a experiência de liberdade, com estas sendo em essência missões de busca para levar os jogadores entre vários pontos do mapa, porém elas foram depois reformuladas em "Mistérios" com narrativas mais elaboradas. Estas missões eram principalmente atividades curtas ou que aprimoravam a narrativa principal, porque a equipe não queria desviar a atenção do jogador do caminho ideal. A intenção principal dos Mistérios era animar o mundo de jogo, com o jogador encontrando essas narrativas opcionais apenas pela exploração, desta forma criando uma sensação de aventura. A equipe queria garantir que a representação dos diferentes locais do jogo fossem autênticas, assim viram imagens e leram livros antigos e imaginaram como seriam na década de 1930.[39]

O projeto de algumas locações foi inspirado em simuladores imersivos, dando ao jogador diferentes modos de infiltrar e alcançar seus objetivos.[40] Disfarces dão ao jogador novos modos de interagir com o mapa e o ambiente. Os desenvolvedores procuraram garantir que o jogo fosse imersivo, fazendo a interface de usuário aparecer diegeticamente como o diário de Jones. Houve o desejo de que o mundo fosse "vivo" e que o jogador pudesse identificar pequenos modos para interagir com personagens não jogáveis caso prestassem atenção.[38] Um sistema opcional de direcionamento foi adicionado bem adiante no desenvolvimento.[41] Grande Círculo continua a tradição da MachineGames de desenvolver títulos em primeira pessoa, desta forma diferenciando-o de jogos de aventura em terceira pessoa. A visão em primeira pessoa foi escolhida para imergir o jogador no papel de Indiana Jones. Certas ações e cenas cinemáticas trocam a perspectiva para terceira pessoa, pois os desenvolvedores queriam mostrar o personagem o máximo possível.[42] Assim como foi feito em The New Colossus, a equipe construiu um modelo de corpo inteiro do personagem que pode ser visto da perspectiva em primeira pessoa.[38]

O próprio personagem de Indiana Jones serviu de guia para o projeto de jogabilidade, pois os desenvolvedores queriam garantir que cada ação parecesse genuína ao personagem. Segundo o diretor de criação Axel Torvenius, Jones não é um pistoleiro e sim um "professor e um arqueólogo um tanto desajeitado". Consequentemente, a equipe diminuiu a prioridade do uso de armas de fogo em combate e as posicionou como um último recurso. Armas de fogo estão disponíveis, mas Jones pode ser facilmente morto em tiroteios e o uso de uma arma de fogo irá atrair a atenção de mais inimigos na área.[43] Grande Círculo foi projetado para ser generoso, pois a MachineGames considerou que Jones era um personagem sortudo. O mundo foi enchido de itens que podem ser pegos foi garantido que o jogador pudesse escapar de combates rapidamente, diminuindo assim a necessidade de usar armas de fogo.[38] Os desenvolvedores estavam acostumados a criarem jogos de "correr e atirar" por conta das várias armas de fogo usadas em Wolfenstein, assim demoraram para se reajustarem a uma jogabilidade com ritmo mais lento.[44] A equipe descreveu Jones como um herói "improvável" e queria que o sistema de combate corpo a corpo fosse "semicaótico", com o jogador precisando depender de sua astúcia e improviso usando aquilo que encontrasse no caminho. Consequentemente, há vários objetos no jogo que o jogador pode pegar e usar como uma arma branca.[40] Foi difícil projetar o chicote, especialmente sua física e simulação, ainda mais porque os projetistas acharam necessário criar situações em que ele fosse implementado consistentemente. A equipe se consultor com um campeão sueco de chicote para gravar referências visuais e sonoras.[45]

Andersson descreveu Grande Círculo como um jogo de "aventura primeiro".[46] A equipe criou um gráfico de pizza no começo do desenvolvimento para estabelecer a proporção de seis pilares do jogo: corpo a corpo, plataforma, exploração e quebra-cabeças, infiltração, cenas de ação e tiroteios.[47] A MachineGames passou muito tempo equilibrando as diferentes facetas da jogabilidade e tentou justapor cenas de ação com momentos mais calmos em que Jones está simplesmente explorando o ambiente e descobrindo seus mistérios.[48] Jogos de aventura da LucasArts, como Indiana Jones and the Fate of Atlantis, serviram de inspiração para a equipe.[49] Quebra-cabeças foram projetados para serem complicados e variados. Entretanto, havia um temor de que os jogadores iriam procurar as soluções no YouTube durante o jogo, quebrando a imersão. Assim implementaram um sistema de dicas em que Jones dá dicas adicionais sempre que o jogador fotografa o quebra-cabeça.[50] Grande Círculo permite que o jogador abaixe separadamente a dificuldade dos quebra-cabeças, deixando assim o jogo mais acessível e apoiando aqueles jogadores que não tem interesse em solicionar quebra-cabeças.[51]

Narrativa e elenco

A MachineGames desenvolveu primeiro a narrativa do jogo.[38] A equipe sempre considerou que o jogo era uma aventura ao redor do mundo e achou que limitar o jogador a um único local não seria emocionante, além de que o jogo teria um ritmo melhor com biomas diferentes.[44] Howard ajudou a conceber a história, particularmente o conceito do Grande Círculo.[38] Gustafsson se inspirou bastante em Raiders of the Lost Ark e em filmes de aventura de matinê, concebendo Grande Círculo como uma "aventura de Indiana Jones perdida dos anos 1980",[52][53] uma que tivesse o mesmo "tom e espírito" sem repetir enredos antigos.[54] A equipe colaborou com o diretor de fotografia Kyle Klutz, que trabalhou como diretor de fotografia do jogo com o objetivo de imitar o estilo cinematográfico dos filmes do diretor Steven Spielberg.[52] Grande Círculo foi o maior título da MachineGames até então, com mais de quatro horas de cenas cinemáticas.[55] Por conta da várias aparições de propaganda nazista e fascista no decorrer, há um aviso de sensitividade cultural quando aparece quando o jogador começa o jogo pela primeira vez indicando que nem o jogo nem os desenvolvedores apoiam essas ideologias.[56]

Troy Baker
Alessandra Mastronardi
Marios Gavrilis
Tony Todd

O jogo usa a aparência do ator Harrison Ford para Indiana Jones, mas este foi interpretado por Troy Baker. Ford nunca foi considerado para retornar ao papel por conta de sua idade e Howard inicialmente não queria Baker.[57] O ator chegou a recusar o papel por achar a tarefa muito desafiadora, mas a equipe de captura de movimento da MachineGames conseguiu convencê-lo. Ele fez teste junto com vários outros atores e no final ele e outro ator ficaram como as opções finais, com a equipe escolhendo Baker todas as vezes apesar de Howard não ter ficado impressionado na primeira vez.[58] Jones é um poliglota e Baker trabalhou com instrutores de idiomas a fim de garantir que poderia atuar com algumas de suas falas em latim ou italiano.[39] A história revela um lado impulsivo do personagem,[59] explorando sua obsessão com o passado e como isto o impediu de manter relacionados com aqueles que amava.[52] Os roteiristas usaram personagens recorrentes da série, como Marcus Brody e Marion Ravenwood, para estabelecerem a aventura no começo história para então apresentarem os personagens novos.[39]

Outros membros do elenco incluíram Alessandra Mastronardi como Gina Lombardi, Marios Gavrilis como Emmerich Voss e Tony Todd como Locus, este em seu último papel antes de morrer. Todd foi chamado depois de Torvenius e outros desenvolvedores terem proposto o ator em meio tom de brincadeira por terem ficado insatisfeitos com os atores que tinham feito teste para o papel, pois não tinham conseguido trazer profundidade suficiente. Todd estava disponível e a MachineGames achou que ele trouxe um ângulo totalmente diferente para o passado do personagem, assim eles lhe ofereceram o papel.[60] Gavrilis fez teste achando que o papel era para um novo jogo de Wolfenstein e só foi informado sobre a verdadeira natureza do título no final de 2021; ele comentou que achava que teria fracassado no teste caso tivesse sido informado desde o princípio. Ele reassistiu os filmes da série e prestou atenção especial em Ronald Lacey como Arnold Toht e Paul Freeman como René Belloq em Raiders of the Lost Ark, comentando que colocou "um pouco de tempero Klaus Kinski" na sua atuação.[61] Gustafsson descreveu Voss como um "psicólogo amador" que usa a obsessão de Jones com o passado contra ele.[39] Já Gavrilis descreveu o personagem como "radical e sem remorso", afirmando que tinha "qualidades parecidas com o Coringa, quase como um trol de nível máximo, um valentão de escola que levou a canalhice a um nível completamente diferente, respaldando isso com verdadeiro conhecimento e habilidade". O dublê Nicklas Hansson brevemente assumiu o lugar de Gavrilis quanto o ator pegou COVID-19.[61]

A equipe de áudio reassistiu aos filmes e tentou recriar o projeto sonoro realizada neles por Ben Burtt. Segundo o diretor de áudio Peter Ward, a equipe "fez centenas de horas de gravações originais, utilizando adereços como o chicote, o chapéu fedora, a jaqueta de couro e diversos tipos de calçados em várias superfícies".[54] A trilha sonora foi composta por Gordy Haab baseada nos trabalhos de John Williams nos filmes. A música foi gravada com uma orquestra de 86 músicos no Abbey Road Studios em Londres.[62] Algumas composições, como "Marion's Theme" e "Raiders March", foram regravadas e reorquestradas por conta de direitos mecânicos.[41] Haab escolheu instrumentos de percussão que ele considerava "bastante interessantes", como uma charrasca, para criar uma ambientação que desse ao jogo uma sensação de espaço.[62]

Lançamento

A existência do jogo foi anunciada oficialmente em 12 de janeiro de 2021 com um trailer que incluía várias referências e pistas sobre a ambientação da história.[63] O título, detalhes de história e as primeiras imagens de jogabilidade foram reveladas em 18 de janeiro de 2024 durante uma apresentação em vídeo da Xbox Developer Direct.[64]

Indiana Jones e o Grande Círculo foi lançado em 9 de dezembro de 2024 para Microsoft Windows e Xbox Series X/S como um exclusivo de tempo limitado. O contrato original da Bethesda com a Disney estipulava que o jogo fosse um título multiplataforma, mas isto foi emendado para excluir a versão de PlayStation 5 quando a Disney comprou a ZeniMax Media, a empresa-mãe da Bethesda, em março de 2021.[65][66] A Disney achou que Windows e Xbox formavam um mercado grande o bastante para justificar a exclusividade.[67] Mesmo assim, uma versão de PlayStation 5 estreou em 17 de abril de 2025.[68] O jogo tinha sido originalmente anunciado como um exclusivo de consoles no Xbox, mas Phil Spencer, diretor executivo da Microsoft Gaming, citou o bom desempenho comercial de títulos multiplataformas da empresa como Sea of Thieves, Pentiment, Grounded e Hi-Fi Rush como tendo influenciado a decisão de levá-lo para o PlayStation 5. Spencer também citou a necessidade de gerar renda para a Microsoft a fim desta continuar apoiando o desenvolvimento de jogos, bem como o desejo de gerar grande interesse nas franquias da empresa e expandir ecossistemas entre console, computadores e nuvem, afirmando que um desenvolvimento multiplataforma era "uma estratégia que funciona para nós".[69][70] Uma versão para Nintendo Switch 2 foi lançada em 12 de maio de 2026.[71]

Um pacote cosmético inspirado em Last Crusade foi disponibilizado como um bônus de pré-venda ou pré-carregamento nas versões de Xbox Game Pass Ultimate ou PC Game Pass. Uma Edição Premium e uma Edição de Colecionador também foram disponibilizadas. Ambas proporcionavam um acesso antecipado de três dias a partir de 6 de dezembro de 2024, um livro de arte digital, um traje adicional para Jones inspirado em sua aparência em Indiana Jones and the Temple of Doom e acesso instantâneo ao conteúdo para download A Ordem dos Gigantes. A Edição de Colecionador também tinha uma caixa SteelBook, uma réplica física de uma das pedras do Grande Círculo com um código para o download da versão digital do jogo, um diário parecido com aquele de Jones e um globo marcando locais importantes do enredo com um espaço escondido para armazenamento.[72]

Um conteúdo para download de história intitulado A Ordem dos Gigantes foi lançado em 4 de setembro de 2025.[73] A intenção da expansão era ser uma "extensão natural" da história principal do jogo e explorar a origem da misteriosa Ordem dos Nefilins.[38] Torvenius afirmou que A Ordem dos Gigantes não impacta a história principal, mas dá ao jogador informações adicionais sobre a mitologia. A equipe adicionou um sistema de três níveis que ajusta a dificuldade da expansão dinamicamente dependendo do progresso do jogador na campanha principal.[74] Um modo de Novo Jogo Mais e uma cena final adicional foram disponibilizados gratuitamente em 10 de outubro de 2025.[75]

Recepção

Crítica

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Destructoid 8/10[76]
Eurogamer 5 de 5 estrelas.[77]
Game Informer 9/10[78]
GameSpot 9/10[79]
GamesRadar+ 5 de 5 estrelas.[80]
IGN 9/10[17]
PC Gamer 86/100[81]
VG247 5 de 5 estrelas.[82]
Pontuação global
Agregador Nota média
Metacritic Windows: 87/100[83]
Xbox: 86/100[84]
PlayStation: 88/100[85]

Indiana Jones e o Grande Círculo foi muito bem recebido pela crítica especializada.[83][84][85] Foi elogiado como "imersivo" e destacado por seus sistemas de jogabilidade, como combate corpo a corpo, sistema de quebra-cabeças e perspectiva em primeira pessoa que representava fielmente como Indiana Jones aparecia nos filmes.[77][79] Alex Donaldson da VG247 afirmou que o jogo representava com sucesso "todo o personagem de Indiana Jones: o aventureiro, o professor, o conquistador, o herói de ação".[82] A perspectiva em primeira pessoa foi destacada como um diferenciador de outros jogos de ação e aventura como as séries Tomb Raider e Uncharted.[17][77][82] O sistema de quebra-cabeças, especialmente o sistema de dicas, foi muito elogiado.[17][76][78] Já o sistema furtivo teve uma recepção mais comedida, com muitos críticos o achando "simplista".[17][81] Ash Parrish da The Verge achou que o jogo "teria funcionado melhor como um filme".[86] O projeto de nível também foi muito elogiado, especialmente o Vaticano.[77][81] Vários críticos compararam o projeto de nível com os jogos modernos da série Deus Ex e também com o jogo Dishonored,[80][81] gostando de como o jogador era recompensado por explorar.[77][79][81] Suas sequências de ação mais lineares também foram elogiados como bombásticas e imaginativas.[77][81]

Donaldson chegou a afirmar que Grande Círculo era um dos melhores jogos licenciados da história,[82] enquanto Katharine Castle da Eurogamer escreveu que era uma "trama de conspiração global emocionante e memorável" e que o título restaurava o legado da franquia depois da decepção dos filmes Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull e Indiana Jones and the Dial of Destiny.[77] As cenas cinemáticas foram elogiadas como bem dirigidas, com Luke reilly da IGN dizendo que elas transmitiam o "humor levemente pastelão de Indiana Jones" e comentando que o jogo "pode muito bem ser o melhor filme de Indiana Jones".[17] A ambientação e tom foram considerados como de acordo com o resto da franquia.[79][80] Houve críticas quanto ao ritmo, especialmente a grande estadia no Vaticano, que interrompia o fluxo da história.[76][78] As atuações de Baker e do elenco coadjuvante foram bastante elogiadas,[17][78][80][81] com Harrison Ford usando Grande Círculo em 2025 para apoiar os atores de jogos eletrônicos em uma greve em protesto ao uso de inteligência artificial.[87]

A expansão A Ordem dos Gigantes por sua vez teve uma recepção mais dividida por parte da crítica especializada.[88][89][90] A maioria dos críticos concordaram que os pontos fortes da jogabilidade do jogo base foram mantidos e que os quebra-cabeças eram inteligentes, mas houve desapontamento que novos elementos de jogabilidade não foram adicionados e que sua situação como uma aventura paralela e de pequena escala fazia da expansão uma experiência não essencial.[91][92][93]

Vendas

Grande Círculo foi o segundo jogo mais vendido nos Estados Unidos na semana de lançamento.[94] Satya Nadella, o diretor executivo da Microsoft, afirmou em janeiro de 2025 que quatro milhões de jogadores já tinha jogado o jogo até então.[95] Foi o jogo mais vendido no PlayStation 5 durante sua semana de lançamento nesse console.[96]

Prêmios

Possível sequência

Douglas Reilly, vice-presidente e gerente geral da Lucasfilm Games, foi perguntado em dezembro de 2024 após o lançamento de Grande Círculo sobre a possibilidade de uma sequência e respondeu que a equipe de desenvolvimento estava na época preocupada em garantir que o jogo e seu conteúdo para download fossem um sucesso, mas também comentou que "há muito espaço entre os filmes onde poderíamos contar cada vez mais histórias de Indiana Jones, o que eu acho que seria super interessante".[110]

Referências

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  3. Kennedy, Victoria Phillips (6 de dezembro de 2024). «Indiana Jones and the Great Circle accessibility options let you tweak how many enemies you face». Eurogamer. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  4. Donaldson, Alex (29 de outubro de 2024). «Indiana Jones and the Great Circle hands-on: a twisted love child of cinematic action, adventure games, and immersive sims - and I love it». VG247. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  5. Hopskins, Tom (16 de dezembro de 2024). «All Indiana Jones and the Great Circle missions and side quests». PCGamesN. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
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  7. Litchfield, Ted (6 de dezembro de 2024). «Before Googling for a guide in Indiana Jones and the Great Circle, give the in-game hint system a try: It's genuinely the best one I've ever seen in a game». PC Gamer. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  8. Jovanée, Alice (20 de dezembro de 2024). «You can burn fascist propaganda in Indiana Jones and the Great Circle too!». Polygon. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  9. Rodriguez, Jason (11 de dezembro de 2024). «Indiana Jones And The Great Circle - How To Open The Serpent's Chest». GameSpot. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  10. Takahashi, Dean (29 de outubro de 2024). «Indiana Jones and the Great Circle — An old school adventure with action/stealth | preview». VentureBeat. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  11. Valentine, Robin (29 de outubro de 2024). «After 3 hours with Indiana Jones and the Great Circle, I don't think it's the grand adventure MachineGames is pitching—it's just a fairly basic stealth game». PC Gamer. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
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