Imigração dinamarquesa no Brasil
![]() A Igreja Luterana Escandinava em São Paulo é ponto de encontro de dinamarqueses, também. | |
| População total | |
|---|---|
| 4.695 cidadãos dinamarqueses em 2020.[1] Não inclui brasileiros de ascendência dinamarquesa. | |
| Regiões com população significativa | |
| Línguas | |
| Português brasileiro e dinamarquês | |
| Religiões | |
| Predominantemente cristã, mais especificamente a denominação luterana |
A imigração dinamarquesa no Brasil se deu do fim do século XIX até o começo do século XX, conjuntamente com outras imigrações europeias. O Brasil foi o segundo país a receber a maior quantidade de dinamarqueses na América Latina, perdendo apenas para a Argentina.[2]
Por não se tratar de uma imigração oficial, os números de imigrantes podem variar. Estima-se que entraram no Brasil cerca de 5 mil dinamarqueses de 1864, após a Guerra dos Ducados, até a Primeira Guerra Mundial.
As principais regiões onde os dinamarqueses se fixaram foram as regiões Sul e Sudeste. No estado de Minas Gerais, os dinamarqueses são os responsáveis por dar início à cultura do queijo no século XIX.[3][4][5] Além disso, são encontrados dinamarqueses em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, redutos de seus vizinhos alemães.
O engenheiro e ornitólogo paulista Johan Dalgas Frisch é filho de imigrantes dinamarqueses. Vale salientar a colônia dinamarquesa em São Paulo capital (vide Adam von Bülow, fundador da Antarctica, Henning Albert Boilesen e os irmãos velejadores Torben Grael e Lars Grael) e na região de São João da Boa Vista, por sinal, vizinha ao Estado de Minas Gerais, em cujo território os daneses criaram o queijo prato.
O biólogo Richard Rasmussen também possui ascendência dinamarquesa.[6]
Referências
- ↑ «Imigrantes internacionais registrados (Registro Nacional de Estrangeiro - RNE/ Registro Nacional Migratório - RNM». NEPO - UNICAMP
- ↑ Sá, Carlos Augusto Trojaner de. «POR UMA BUSCA DE DINAMARQUESES NO BRASIL: UM ESTUDO DE CASO INICIAL» (PDF). Revista do Historiador. Consultado em 21 de janeiro de 2016
- ↑ «O Mestre Dinamarquês». revistagloborural.globo.com. Consultado em 21 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 28 de janeiro de 2016
- ↑ «A saga dos queijos especiais da Dinamarca para a pequena Cruzília». Hoje em Dia. 20 de novembro de 2015. Consultado em 8 de dezembro de 2025
- ↑ Rodrigues, Fernanda (3 de junho de 2019). «Da Dinamarca para Minas Gerais: como o toque europeu mudou a forma de fazer queijos». g1. Consultado em 8 de dezembro de 2025
- ↑ Chimanovitch, Mário (20 de dezembro de 2001). «Bichos, os senhores doutores». IstoÉ. Consultado em 3 de julho de 2024. Arquivado do original em 4 de julho de 2024
