Hipertrofia ventricular
| Hipertrofia ventricular | |
|---|---|
| Especialidade | cardiologia |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-10 | I51.7 |
| CID-9 | 429.3 |
Hipertrofia ventricular é o espessamento da parede de um ou ambos os ventrículos do coração, frequentemente como resposta adaptativa ao aumento da carga de trabalho cardíaco, seja por sobrecarga de pressão ou de volume.[1][2][3]
Tipos
- Hipertrofia ventricular esquerda
- Hipertrofia ventricular direita
- Hipertrofia biventricular
Causas
A hipertrofia ventricular pode ter várias causas, dependendo do ventrículo acometido:
- Hipertrofia ventricular esquerda (HVE): É mais comumente causada por hipertensão arterial sistêmica, estenose aórtica, insuficiência mitral, insuficiência aórtica e cardiomiopatia hipertrófica. Também pode ocorrer em atletas devido ao exercício físico intenso e prolongado.[4]
- Hipertrofia ventricular direita (HVD): Pode ser causada por hipertensão pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), estenose da válvula pulmonar, insuficiência tricúspide e cardiopatias congênitas como a tetralogia de Fallot.[5]
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de:
- Eletrocardiograma (ECG): Pode indicar sinais indiretos de hipertrofia, como aumento da amplitude do complexo QRS.[6]
- Ecocardiograma: Permite medir diretamente a espessura das paredes do ventrículo e avaliar a função cardíaca.
- Ressonância magnética cardíaca: Fornece imagens detalhadas da estrutura e função do coração.
- Biomarcadores: Níveis elevados do Peptídeo natriurético cerebral (BNP) podem indicar sobrecarga ventricular.[7]
Tratamento
O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir:
- Controle da pressão arterial com uso de medicamentos como inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina e betabloqueadores.
- Tratamento de valvopatias por meio de cirurgia ou troca valvar.
- Mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada, atividade física e cessação do tabagismo.[4]
Prognóstico
A hipertrofia ventricular está associada a maior risco de insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbita. O prognóstico varia conforme a gravidade da hipertrofia, sua causa e o controle adequado dos fatores de risco.
Ver também
Referências
- ↑ Ghorayeb, Nabil; Batlouni, Michel; Pinto, Ibraim M. F.; Dioguardi, Giuseppe S. (setembro de 2005). «Hipertrofia ventricular esquerda do atleta: resposta adaptativa fisiológica do coração». Arquivos Brasileiros de Cardiologia: 191–197. ISSN 0066-782X. doi:10.1590/S0066-782X2005001600008. Consultado em 20 de abril de 2025
- ↑ «Diagnóstico Eletrocardiográfico da Hipertrofia Ventricular Esquerda». ABC Cardiol. PMC 8682103
. PMID 34817002. doi:10.36660/abc.20210868. Consultado em 20 de abril de 2025
- ↑ Souza, Fábio A. (2002). «Fatores pró-hipertróficos e anti-hipertróficos na hipertrofia ventricular». Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 79 (4): 409–417
- ↑ a b Hipertrofia Ventricular Esquerda: o que é, fatores de risco, sintomas e como tratar - Rede D'Or São Luiz
- ↑ Langer, Alicia; Schreckenberg, Rolf; Schlüter, Klaus-Dieter (24 de setembro de 2024). «Right Ventricular Hypertrophy in Spontaneously Hypertensive Rats (SHR/NHsd) Is Associated with Inter-Individual Variations of the Pulmonary Endothelin System». Biology (em inglês) (10). 752 páginas. ISSN 2079-7737. PMC 11505455
. PMID 39452062. doi:10.3390/biology13100752. Consultado em 20 de abril de 2025
- ↑ «Clinical significance of left ventricular hypertrophy: A review of ECG and imaging criteria». Journal of Clinical Hypertension. 23 (10): 1823–1831. 2021
- ↑ Peptídeo natriurético cerebral – Wikipédia, a enciclopédia livre