Hasbará

Hasbará (em hebraico: הַסְבָּרָה hasbará, "explicação") designa o esforço israelense de relações públicas para difundir, no exterior, informações positivas ou propaganda do Estado de Israel e suas ações.[1][2]O termo é usado pelo governo israelense e seus apoiadores para descrever iniciativas que consistem em explicar as políticas governamentais e promover Israel, contrapondo-se à mídia desfavorável e ao que consideram como uma campanha de deslegitimização de Israel no mundo. Hasbara significa "explicação" e é também um eufemismo para simples propaganda.[3][4][5][6]
A hasbará dispõe de infraestrutura própria no governo de Israel, com sede no gabinete do Primeiro-Ministro e unidades nos ministérios da Defesa de Israel, das Relações Exteriores, do Turismo e na Agência Judaica para Israel.[7] A Hasbará nacional mantém contato permanente com indivíduos e organizações pró-israelenses de todo o mundo, coordenando-os para promover os objetivos e as atitudes do Estado de Israel.[7]
A hasbará é também apoiada por organizações sionistas e outras instituições israelenses. Existe um número significativo de websites de hasbará na Internet. Em 2009, durante o bombardeio da faixa de Gaza, o Ministério das Relações Exteriores israelense organizou voluntários para que escrevessem comentários favoráveis a Israel nos sites de notícias.[8][9][10] Em julho de 2009, foi anunciado que o Ministério das Relações Exteriores teria recrutado pessoas para uma "guerra pela internet", com o objetivo de espalhar uma mensagem favorável a Israel em vários websites, ao custo de 600.000 shekels (cerca de 150.000 dólares).[11][12]
Definição
Embora hasbará signifique literalmente "explicação", seu alcance semântico no uso atual é debatido. Gideon Meir argumentou que não existe uma tradução "real e precisa" da palavra hasbará em inglês ou em qualquer outro idioma, e a definiu como diplomacia pública,[13] uma ação empreendida por governos ao redor do mundo, dada a crescente importância do que o professor de Harvard, Joseph Nye, chamou de soft power. Gary Rosenblatt a descreve como "advocacia".[14] Os indivíduos que se dedicam a essa prática são chamados de hasbaristas.[15]
A hasbará tem sido descrita como "propaganda pró-Israel"[16] e como "o novo termo acessível para propaganda israelense",[17] mas, enquanto "a propaganda se esforça para destacar os aspectos positivos de um lado de um conflito, a hasbará busca explicar as ações, sejam elas justificadas ou não".[18]
A historiadora Giora Goodman considera essencialmente a “hasbará” como “propaganda”, explicando que:
O termo "propaganda" adquiriu uma conotação pejorativa durante a primeira metade do século XX. Como resultado, os propagandistas britânicos e americanos passaram a usar "informação" para descrever seu trabalho, e a palavra hasbará, de sonoridade positiva, era geralmente preferida em hebraico. "Propaganda", ta'amula em hebraico, é um termo geralmente reservado para as ações dos oponentes, mas tem sido frequentemente usado pelo movimento sionista para descrever seus esforços para influenciar o público em geral.[19]
Histórico

As primeiras menções ao termo hasbará na mídia impressa convencional de língua inglesa,[20] datam do final da década de 1970 e o descrevem como "construção de imagem no exterior".[21] Segundo o The Washington Post, essa atividade "é chamada de hasbará quando seu propósito é reformular a opinião pública no exterior".[22] No início da década de 1980, a hasbará era chamada de "campanha de relações públicas".[23] A revista Newsweek a descreveu como "explicação".[24] Em 1986, o The New York Times noticiou um programa para "comunicar objetivos de defesa" que havia começado no final da década de 1970. Carl Spielvogel, presidente da Backer & Spielvogel, foi a Israel para aconselhar o governo sobre essa necessidade de comunicação. Em 1984, nasceu o "Projeto Hasbará", cujo objetivo era "treinar funcionários diplomáticos em comunicação e inseri-los em empresas americanas".[25]
O livro de Shmuel Katz, Battleground: Fact and Fantasy in Palestine, publicado em 1973, foi descrito como "um livro de referência enciclopédico para aqueles envolvidos no esforço de hasbará (relações públicas) de Israel".[26] Em 1977, o primeiro-ministro Menachem Begin nomeou Katz como "Conselheiro do Primeiro-Ministro para Assuntos Externos".[27][28]
Em maio de 1992, o Jerusalem Post noticiou que os líderes judeus americanos mal reagiram à notícia de que o Departamento de Hasbará do Ministério das Relações Exteriores seria eliminado. Malcolm Hoenlein observou que já se falava há tempos em racionalizar as funções de hasbará do ministério, fundindo as atribuições do Departamento de Hasbará com as do Departamento de Imprensa. Segundo Abe Foxman, a disseminação da hasbará sempre foi responsabilidade de todos os funcionários do Ministério das Relações Exteriores, especialmente daqueles que trabalham no exterior, e que funcionários dos departamentos de hasbará seriam alocados nos departamentos de imprensa das embaixadas israelenses.[29]
Em 2001, Shmuel Katz publicou uma retrospectiva dos esforços de hasbará de Israel e argumentou que a hasbará "deve ser abordada não de forma aleatória e pontual, mas por um departamento governamental permanente e autônomo".[30] Sharon intensificou os esforços de hasbará, mas não criou um ministério de nível ministerial para esse fim.[31]
Ainda em 2001, o Ministério das Relações Exteriores de Israel[13] esteve entre os patrocinadores das atividades do Programa de Bolsas Hasbará da Aish HaTorah. A Agência Judaica para Israel, por meio do Departamento de Educação Judaico-Sionista, mantém uma campanha chamada Hasbara, Israeli Advocacy, Your Guide to the Middle East Conflict ("Hasbará, Defesa de Israel, Seu Guia para o Conflito no Oriente Médio").[32] Em maio de 2007, a Hasbara Fellowships declarou que "a Wikipédia não é uma fonte objetiva, mas sim uma enciclopédia online que qualquer pessoa pode editar. O resultado é um site amplamente controlado por 'intelectuais' que buscam reescrever a história do conflito árabe-israelense. Esses autores reescreveram sistematicamente, porém discretamente, trechos importantes de milhares de artigos da Wikipédia para retratar Israel de forma negativa. Você tem a oportunidade de impedir essa tendência perigosa! Se você estiver interessado em se juntar a uma equipe de wikipedistas para garantir que Israel seja apresentado de forma justa e precisa, entre em contato com [nosso] editor".[33] Uma campanha de advocacy semelhante contra a Wikipédia, foi lançada posteriormente pelo Committee for Accuracy in Middle East Reporting in America (CAMERA, "Comitê para a Precisão no Jornalismo sobre o Oriente Médio na América"), em maio de 2008; cinco editores envolvidos na campanha foram punidos pelos administradores da Wikipédia, que escreveram que a natureza aberta da Wikipédia "é fundamentalmente incompatível com a criação de um grupo privado para coordenar secretamente a edição".[34]
Em 2002, o Tribunal de Contas de Israel publicou um relatório crítico sobre os esforços de relações públicas no país. "Foram apontadas a falta de um conceito geral de relações públicas e de um objetivo estratégico, bem como a falta de coordenação entre as diversas organizações. Os níveis de financiamento são modestos; o Ministério das Relações Exteriores gastou aproximadamente US$ 8,6 milhões nessas iniciativas em 2002, e a assessoria de imprensa do governo recebeu um orçamento de US$ 100.000".[35]
Em 2008, Yarden Vatikay foi nomeado para coordenar a política de mídia interna e externa de Israel.[36]
Em 2009, o Ministério das Relações Exteriores de Israel organizou voluntários para adicionar comentários pró-Israel a sites de notícias.[37][38][39] Em julho de 2009, foi anunciado que o Ministério das Relações Exteriores de Israel iria montar uma equipe de "guerra cibernética" para disseminar mensagens pró-Israel em diversos sites, com financiamento de 600.000 shekels (cerca de US$ 150.000).[40][41]
Um relatório de 2010 produzido para o governo israelense pelo Instituto Reut e citado pelo jornal Haaretz exemplifica a visão comum em Israel de que os esforços de hasbará são necessários para responder ao que descreve como uma ampla "rede de deslegitimação" de ativistas anti-Israel. Como afirmou o Haaretz, "Os ativistas da rede — 'deslegitimadores', como os denomina o relatório — são relativamente marginais: jovens, anarquistas, migrantes e ativistas políticos radicais". O jornal também cita o relatório, afirmando que essa rede promove atividades pró-Palestina na Europa como algo "na moda", e pede que ela seja monitorada pelos serviços de inteligência israelenses e que o gabinete trate a rede como uma ameaça estratégica. Ele conclui que Israel não estava preparado para lidar com a ameaça representada por essa rede e que contramedidas mais enérgicas devem ser tomadas para combatê-la.[42]
Neil Lazarus afirma que o que ele chama de low budget, grassroots Hasbara 2.0 ("Hasbará 2.0 de baixo orçamento e com participação popular") atingiu a maturidade e elogia sites que monitoram o que os apoiadores consideram viés anti-Israel na mídia e promovem campanhas de e-mail em nome de Israel. Ela observa que "a hasbará israelense parece estar se tornando mais dinâmica, à medida que a diáspora assume a responsabilidade" e que "escolas diurnas e programas da MASA também foram recrutados para essa tarefa".[43]
Métodos

O Israel Citizens Information Council (ICIC, "Conselho de Informação dos Cidadãos de Israel") afirma que seu objetivo é "auxiliar nos esforços para explicar a vida israelense a partir da perspectiva do cidadão israelense comum". Para atingir esse objetivo, a ICIC recruta israelenses de todas as camadas sociais para participar de seus diversos projetos: "uma de nossas principais atividades é a produção de apresentações especiais em PowerPoint que publicamos em nosso site. Essas apresentações examinam aspectos e questões específicas relacionadas a Israel e ao Oriente Médio".[44]
Alguns especialistas em hasbará estudam os métodos usados por ativistas palestinos e oferecem conselhos sobre como responder a eles. Descrever os manifestantes como "jovens", por exemplo, cria uma impressão diferente de chamá-los de "menores". Eles chamam a atenção para as diferenças sutis de significado entre palavras como "protesto" e "revolta", "organização terrorista" e "organização política palestina". Eles desencorajam insultos e tentativas de point scoring (ganhar pontos).[45]
Edward Said escreveu que os métodos de hasbará usados durante a Segunda Intifada incluíam almoços e viagens gratuitos para jornalistas influentes; seminários para estudantes universitários judeus; convites para membros do parlamento; panfletos e doações para campanhas eleitorais; instruções a fotógrafos e escritores sobre o que fotografar ou escrever; palestras e turnês de concertos de israelenses proeminentes; referências frequentes ao Holocausto; e anúncios de jornal atacando árabes e elogiando Israel.[46]
O Ministério das Relações Exteriores de Israel instituiu um novo treinamento sobre o uso apropriado de mídias sociais em sua estratégia de hasbará (comunicação pública). Houve diversos casos de tweets e posts constrangedores e inadequados de embaixadas israelenses, particularmente na Irlanda sob a liderança de Boaz Moda'i, que levaram à condenação internacional. Em resposta a esses incidentes, o Ministério das Relações Exteriores de Israel atualizou suas diretrizes online para mídias sociais destinadas a representantes do governo israelense em todo o mundo, de modo que a "doutrina de combate" dessas diretrizes inclua orientações apropriadas sobre o que fazer e o que não fazer.[47]
Manual de Hasbará
Um Manual de Hasbará para estudantes universitários, produzido em 2002 pela The World Union of Jewish Estudents (WJUS, "União Mundial de Estudantes Judeus"), está disponível online. Um resumo das técnicas é fornecido a partir da página 22, sendo as sete consideradas mais eficazes elencadas a seguir:[48]
- Ataque pessoal: através do uso cuidadoso das palavras, o ataque pessoal associa uma pessoa ou uma ideia a um símbolo negativo. Por exemplo, toda crítica ao sionismo pode ser descrita como "novo antissemitismo".[48]
- Generalidade brilhante: uma espécie de insulto ao contrário. Em vez de tentar atribuir significados negativos a ideias ou pessoas, as generalidades brilhantes usam frases positivas, com as quais o público se identifica, para transmitir uma imagem positiva das coisas. Palavras como "liberdade", "civilização", "maternidade", "igualdade", "ciência" e "democracia", podem ser usadas nesse contexto; por exemplo, alguém que combate uma potência estrangeira que invadiu seu país, pode ser denominado freedom fighter ("combatente da liberdade") em vez de "terrorista".[48]
- Transferência: a transferência envolve a apropriação de parte do prestígio e da autoridade de um conceito e sua aplicação a outro. Por exemplo, um orador pode decidir discursar diante de uma bandeira das Nações Unidas, numa tentativa de obter legitimidade para si próprio ou para a sua ideia.[48]
- Depoimento: "depoimento" significa obter o apoio público de alguém admirado ou famoso, para endossar um ideal ou campanha.[48]
- Gente comum: a técnica da "gente comum" tenta convencer o ouvinte de que o falante é uma pessoa "normal", em quem se pode confiar porque ela é como "você ou eu".[48]
- Medo: ressaltar que ignorar a mensagem provavelmente levará à guerra, ao "terrorismo".[48]
- Efeito manada: sugerir que a posição declarada é a posição dominante e usar pesquisas para comprovar isso.[48]
Global Language Dictionary
Em 2009, por iniciativa da ONG estadunidense The Israel Project (TIP), foi produzido um novo manual para distribuição apenas entre formadores de opinião sionistas. A publicação tinha por objetivo determinar a linguagem mais convincente para projetar uma visão positiva de Israel, em particular, uma linguagem que tendesse a justificar os assentamentos israelenses. Ou, nas palavras de Jennifer Laszlo-Mizrahi, fundadora do TIP, "formular uma estratégia de comunicação".[49]
Ações nos Estados Unidos
Autoridades israelenses têm enfatizado a importância de moldar a opinião pública americana para influenciar favoravelmente a política externa dos Estados Unidos em relação a Israel. Por exemplo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou: "nos últimos 30 anos, apareci inúmeras vezes na mídia americana e me encontrei com milhares de líderes americanos. Desenvolvi uma certa capacidade de influenciar a opinião pública". Netanyahu fez essa declaração no contexto dos esforços de décadas do governo israelense para pressionar por uma ação militar contra o Irã. Ele acrescentou que "isso é o mais importante: a capacidade de influenciar a opinião pública nos Estados Unidos contra o regime iraniano".[50]
As principais organizações judaicas estadunidenses desempenharam um papel significativo na promoção da narrativa do Estado de Israel junto ao público dos EUA. O rabino Alexander M. Schindler, ex-presidente da Conferência de presidentes das principais organizações judaicas americanas, afirmou: "a Conferência de Presidentes e seus membros têm sido instrumentos da política oficial do governo israelense. Consideramos que era nossa função acatar as orientações dos círculos governamentais e fazer o melhor possível". Da mesma forma, Hyman Bookbinder, um alto funcionário do Comitê Judaico Americano, disse: "a menos que algo seja extremamente urgente, verdadeiramente crítico ou fundamental, você repete a linha de Israel para manter o apoio americano. Como judeus americanos, não saímos por aí dizendo que Israel está errado em suas políticas".[51]
Mitchell Bard escreveu: "ao enquadrar as questões em termos de interesse nacional, o AIPAC consegue atrair um apoio mais amplo do que seria possível se fosse percebido como representante apenas dos interesses de Israel. Isso não significa que o AIPAC não tenha relações estreitas com autoridades israelenses; tem, embora extraoficialmente. Mesmo assim, o grupo de pressão às vezes entra em conflito com o governo israelense".[52]
Bibliografia
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Ver também
Referências
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Mr. Shoval's talent for "hasbara"—the Hebrew euphemism for propaganda—is appreciated at American Jewish gatherings.
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For several weeks now, Israel has had under way a hasbara, or public relations campaign, aimed at recuperating from the propaganda battering that the Palestine Liberation Organization, the International Committee of the Red Cross and the Western media based in Beirut inflicted on Israel's image during the early part of the war.
- ↑ «Beginism Without Begin Today». Newsweek (em inglês). 12 de setembro de 1983.
"(...)the diminutive Shamir—he is shorter than Begin—is known in the Jerusalem press corps as "the tiny terrorist." He is a strong believer in hasbara, Hebrew for "explaining." He believes that by explaining Israel's rationale and historical imperatives, hostile world opinion could be turned around. Hasbara could become one of Shamir's major duties. With its many problems—and a new prime minister—Israel can use all the friends it can get.
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Em uma ideia provavelmente pouco inteligente, Gilead Ini, analista sênior de pesquisa da CAMERA, enviou um e-mail convocando 10 voluntários "para nos ajudar a impedir que verbetes relacionados a Israel na Wikipédia sejam contaminados por editores anti-Israel". [...] Mais de 50 simpatizantes atenderam ao chamado, e Ini colocou sua campanha em movimento.
Em e-mails subsequentes enviados aos seus recrutas, Ini enfatizou o sigilo da campanha: "Não há necessidade de divulgar o fato de estarmos realizando essas discussões em grupo", escreveu ele. "Editores anti-Israel aproveitarão qualquer oportunidade para tentar desacreditar pessoas que questionem suas afirmações problemáticas e ficarão muito felizes em fingir e anunciar que uma conspiração 'sionista' está tentando sequestrar a Wikipédia."
[...] Alguém vazou quatro semanas de comunicações internas da organização de Ini, e as citações não eram nada agradáveis. Descrevendo a campanha na Wiki, um membro da equipe de Ini escreveu: "Iremos à guerra depois de termos construído um exército, equipado-o e treinado-o." Há também alguma discussão sobre a necessidade de nos tornarmos administradores da Wikipédia, para melhor influenciar os artigos da enciclopédia. - ↑ Jcpa.org (ed.). «Why Are Israel's Public Relations So Poor? by Dan Diker» (em inglês). Consultado em 7 de março de 2014. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2006
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- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em italiano cujo título é «Hasbara», especificamente desta versão.
Ligações externas
- Castilho, Carlos (22 de novembro de 2023). «O controle da narrativa aumenta o papel do jornalismo nas guerras modernas». Observatório da Imprensa. Consultado em 25 de janeiro de 2026