Gabinete François-Marsal
| Gabinete François-Marsal | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1924 | |
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| Início | 08 de junho de 1924 |
| Fim | 10 de junho de 1924 |
| Duração | 2 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Frédéric François-Marsal |
| Presidente da República | Alexandre Millerand |
| Coligação | Federação Republicana (FR) e Partido Republicano Democrático e Social (PRDS) |
O Gabinete François-Marsal foi o ministério formado por Frédéric François-Marsal em 08 de junho de 1924 e dissolvido em 10 de junho do mesmo ano. Foi o 71º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Poincaré III e sucedido pelo Gabinete Herriot I.
Contexto
O "Cartel das Esquerdas", vencedor das eleições legislativas de 1924, pretendia forçar a renúncia do Presidente da República, Alexandre Millerand, por ter quebrado seu dever de neutralidade ao se comprometer publicamente com o "Bloco Nacional", de direita. Millerand, então, encarregou Frédéric François-Marsal de formar um governo minoritário, com o único objetivo de enviar uma mensagem à Assembleia Nacional Francesa, pedindo-lhe que respeitasse a Constituição Francesa de 1875 e se lembrasse da irresponsabilidade da Presidência da República perante os atos governamentais.[1] No dia 10 de junho, François-Marsal leu a mensagem que continha um aviso:
Se hoje se entendesse que a arbitrariedade da maioria poderia obrigar o Presidente da República a se retirar por motivos políticos, o Presidente da República não passaria de um joguete nas mãos dos partidos.[2]
Por 327 votos a 217, a Assembleia votou a favor de uma moção apresentada por Édouard Herriot, pela qual ela se recusou a entrar no "debate inconstitucional" para o qual foi convidada e "recusou-se a estabelecer relações com um ministério que, por sua composição, é a negação dos direitos do Parlamento". O Senado Francês também se recusou a tomar posição, votando uma moção de adiamento.[1]
Em 11 de junho, o Presidente Millerand apresentou sua renúncia, ficando François-Marsal em seu lugar interinamente.[2] Após a eleição do novo Presidente, Gaston Doumergue, Édouard Herriot foi nomeado como o novo Presidente do Conselho de Ministros, em 14 de junho.[1]
Composição
- Presidente da República: Alexandre Millerand
- Presidente do Conselho de Ministros: Frédéric François-Marsal
- Ministro dos Estrangeiros: Edmond Lefebvre du Prey
- Ministro da Justiça: Antony Ratier
- Ministro do Interior: Justin Germain Casimir de Selves
- Ministro da Guerra e Pensões: André Maginot
- Ministro das Finanças: Frédéric François-Marsal
- Ministro da Marinha: Désiré Ferry
- Ministro da Instrução Pública, Belas Artes e Educação Técnica: Adolphe Landry
- Ministro das Obras Públicas, Portos e Marinha Mercante: Yves Le Trocquer
- Ministro da Agricultura: Joseph Capus
- Ministro do Comércio, Indústria, Correios e Telégrafos: Pierre-Étienne Flandin
- Ministro das Colônias: Jean Fabry
- Ministro do Trabalho e Higiene: Paul Jourdain
- Ministro das Regiões Libertadas: Louis Marin
Referências
- ↑ a b c «Nouvelle histoire de la France contemporaine T.12 : Victoire et frustrations - 1914-1929 de Jean-Jacques Becker | Essais | Histoire | leslibraires.ca | Acheter des livres papier et numériques en ligne». leslibraires.ca (em francês). pp. 247–248. Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ a b Quinio, Alexis Le (2019). «Les idées constitutionnelles d'Alexandre Millerand». Revue du droit public (em francês) (6): 1661–1687. ISSN 0035-2578. Consultado em 9 de maio de 2025
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