Fosforilase
| Phosphorylase | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() | |||||||
| Indicadores | |||||||
| Número EC | 2.4.1.1 | ||||||
| Número CAS | 9035-74-9-- | ||||||
| Bases de dados | |||||||
| IntEnz | IntEnz | ||||||
| BRENDA | BRENDA | ||||||
| ExPASy | NiceZyme | ||||||
| KEGG | KEGG | ||||||
| MetaCyc | via metabólica | ||||||
| PRIAM | PRIAM | ||||||
| Estruturas PDB | RCSB PDB PDBe PDBj PDBsum | ||||||
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Em bioquímica, as fosforilases são enzimas que catalisam a adição de um grupo fosfato a partir de um fosfato inorgânico (fosfato + hidrogénio) a um aceptor.
- A-B + P
A + P-B
Entre elas estão enzimas alostéricas que catalisam a produção de glicose 1-fosfato a partir de um glucano como o glicogênio, amido ou maltodextrina.
Fosforilase é também um nome abreviado que se lhe dá às vezes à glicogênio fosforilase, que foi a primeira fosforilase descoberta, graças aos trabalhos de Earl W. Sutherland Jr. no final da década de 1930. No entanto, atualmente conhecem-se outras fosforilases.[1]
Função
As fosforilases não devem ser confundidas com as fosfatases nem com as quinases. Em termos gerais, as fosforilases são enzimas que catalisam a adição de um grupo fosfato de um fosfato inorgânico (fosfato + hidrogénio) a um aceptor, enquanto que as fosfatases (umas hidrolases) removem grupos fosfato de moléculas dadoras usando água por meio de uma reação de hidrólise, e as quinases (umas fosfotransferases) transferem um grupo fosfato a partir de um dador (geralmente ATP) para um aceptor.
| Nome do enzima | Classe do enzima | Reação | Notas |
|---|---|---|---|
| Fosforilase | Transferase (EC 2.4 e EC 2.7.7) |
A-B + H-OP |
grupo de transferência = A = grupo glicosilo ou grupo nucleotidilo |
| Fosfatase | Hidrolase (EC 3) |
P-B + H-OH |
|
| Quinase | Transferase (EC 2.7.1-2.7.4) |
P-B + H-A |
grupo de transferência = P |
| P = grupo fosfonato, OP = grupo fosfato, H-OP ou P-OH = fosfato inorgânico | |||
Tipos
As fosforilases dividem-se nas seguintes categorias:
- Glicosiltransferases (EC 2.4)
- Enzimas que degradam glucanos removendo um resíduo de glicose (quebram ligações O-glicosídicas)
- glicogênio fosforilase
- amido fosforilase
- maltodextrina fosforilase
- Enzimas que degradam nucleósidos nas bases e açúcares que os constituem (quebram ligações N-glicosídicas)
- Nucleósido púrico fosforilase (PNPase)
- Enzimas que degradam glucanos removendo um resíduo de glicose (quebram ligações O-glicosídicas)
- Nucleotidiltransferases (EC 2.7.7)
- Enzimas que têm atividade fosforolítica de exorribonuclease 3' a 5' (quebram ligações fosfodiéster)
- RNase PH
- Polinucleótido fosforilase (PNPase)
- Enzimas que têm atividade fosforolítica de exorribonuclease 3' a 5' (quebram ligações fosfodiéster)
Todas as fosforilases até agora conhecidas partilham propriedades catalíticas e estruturais.[2]
Ativação
A fosforilase a é a forma R mais ativa da glicogênio fosforilase, que deriva da fosforilação da forma R menos ativa, a fosforilase b com AMP associado. A forma T inativa pode ser fosforilada por uma fosforilase quinase e inibida pela glicose, ou pode ser desfosforilada por uma fosfoproteína fosfatase e inibida pelo ATP e/ou a glicose 6-fosfato. Para a fosforilação é necessário ATP, mas a desfosforilação liberta iões fosfato inorgânicos livres.
Patologia
Alguns transtornos estão relacionados com as fosforilases, como:
- Doença de armazenamento do glicogênio de tipo V - glicogênio muscular
- Doença de armazenamento do glicogênio de tipo VI - glicogênio hepático.
Referências
- ↑ Nelson DL, Lehninger AL, Cox MM (2005). Lehninger Principles of Biochemistry 5ª ed. [S.l.]: W. H. Freeman. p. 603. ISBN 978-0-7167-4339-2
- ↑ «PROSITE documentation PDOC00095 [for PROSITE entry PS00102]». PROSITE
