Forno de fundição

Um Forno de fundição ou uma forja de afinação é uma lareira usada para "afinar" (ou seja, produzir, refinar) ferro forjado, através da descarbonetação[1][2] de gusa. O processo de afinação envolvida liquefacção ferro fundido em um forno refinação e remoção de carbono do ferro derretido através da oxidação.[3] Forjas de afinação foram usadas já no século III a.C., com base em evidências arqueológicas encontradas em um local em Tieshengguo, na China[4][3]
Tipos de fornos de fundição
A seleção do forno adequado depende de diversos fatores, como a liga metálica a ser fundida, a temperatura de fusão necessária, a capacidade de produção e os custos operacionais. Na fundição moderna, os equipamentos são geralmente classificados conforme a fonte de geração de calor.
Forno Cubilô
O forno cubilô (em inglês: cupola) é um forno vertical cilíndrico, tradicionalmente utilizado para a fusão de ferro fundido. Ele opera através da queima de coque (combustível) e calcário, com injeção de ar forçado. Embora tenha um alto rendimento térmico e seja eficiente para grandes volumes de ferro cinzento, seu uso tem diminuído em favor de fornos elétricos devido a preocupações ambientais e controle de composição.[5]

Forno de Indução
Os fornos de indução utilizam corrente elétrica alternada passando por uma bobina para criar um campo magnético que gera calor diretamente no metal (efeito Joule). São amplamente empregados para fundir aço, ferro e ligas não ferrosas (como alumínio e cobre).[6]
- Vantagens: Permitem excelente controle da composição química e da temperatura, além de serem mais limpos ambientalmente que os cubilôs.
Forno a Arco Elétrico
Neste tipo de forno, o calor é gerado por um arco elétrico estabelecido entre eletrodos de grafite e a carga metálica. São utilizados principalmente em grandes fundições de aço e para a reciclagem de sucata ferrosa, sendo capazes de atingir temperaturas extremamente elevadas.[6]
Forno de Cadinho
São fornos menores onde o metal é colocado dentro de um recipiente refratário (o cadinho), que é aquecido externamente por gás, óleo ou eletricidade. O metal não entra em contato direto com a chama ou o elemento de aquecimento.[5]
- Uso: Ideal para ligas não ferrosas (alumínio, latão, bronze) e para produções de pequeno porte ou artísticas.
Referências
- ↑ Alvarenga HD, Van de Putte T, Van Steenberge N, Sietsma J, Terryn H (abril de 2009). «Influence of Carbide Morphology and Microstructure on the Kinetics of Superficial Decarburization of C-Mn Steels». Metal Mater Trans A. doi:10.1007/s11661-014-2600-y
- ↑ Shvartsman, L.A. (1973). «Decarburization». The Great Soviet Encyclopedia (Print) 3rd ed. New York: Macmillan Disponível em inglês Aqui e no original russo Aqui.[ligação inativa]
- ↑ a b Pigott, Vincent C. (1999). The Archaeometallurgy of the Asian Old World. Philadelphia: University of Pennsylvania Museum of Archaeology and Anthropology. ISBN 0-924171-34-0, p. 186-187.
- ↑ Ayres, Robert (1989). «Technological Transformations and Long Waves» (PDF): 12. Consultado em 15 de julho de 2018. Arquivado do original (PDF) em 7 de julho de 2012
- ↑ a b Groover, Mikell (2010). Fundamentals of Modern Manufacturing: Materials, Processes, and Systems. [S.l.]: John Wiley & Sons
- ↑ a b Kalpakjian, Serope (2014). Manufacturing Engineering and Technology. [S.l.]: Pearson
Ligações externas
Dynamo Furnaces (Image)
