Pitangatuba

Pitangatuba
imagem do fruto ainda verde
imagem do fruto ainda verde
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Eugenia
Espécie: E. selloi (Antes neonitida)
Nome binomial
Eugenia selloi

A Pitangatuba Eugenia selloi (Antes E. neonitida), da família Myrtaceae, é um arbusto brasileiro nativo e endêmico do litoral do estado do Rio de Janeiro e Espirito Santo. Pode atingir 2,5 metros de altura, porém seu crescimento é lento.

Seu fruto lembra uma pitanga, mas de colocação amarela e tamanho muito maior (motivo pelo qual também é conhecida pelo sinônimo de Pitangão), é de sabor doce e agradável e em nada lembra ao da pitanga, sendo altamente atrativo à avifauna e se prestando para o consumo humano in natura ou em doces e bebidas.

Etimologia

Pitangatuba vem da língua tupi. Pitanga é o nome de uma fruta, e o -tuba vem de tyba, significando abundância, multidão. É um sufixo muito comum na toponímia do Brasil, mas não está claro o motivo de ele estar presente no nome de uma planta. [1]

Fruto maduro de Pitangatuba ou Pitangão.

Também existe a possibilidade de pitanga significar "pele tenra, macia" (composição de pira, pele, e tanga, tenro).[2]

Comparação entre os tamanhos da Pitanga (Eugenia uniflora) e da Pitangatuba (Eugenia neonitida).

Reprodução

Não existem relatos de reprodução assexuada (estaquia, alporquia ou enxertia) bem sucedida, porém novas mudas podem ser obtidas por método de reprodução sexuada (via sementes).

Embora sua semente tenha alto poder germinativo, esta pode levar até 6 meses para germinar, o que dificulta o cultivo desta planta e torna suas mudas valiosas, em especial as de maior porte.

Sua Aplicação

Não possui aplicação comercial porque é sensivel e rapidamente perecível. Devido a sua distribuição natural bastante restrita, a pitangatuba encontra-se ameaçada, uma vez que sua região de ocorrência é bastante povoada e degradada. A planta também é sensível a transplantes, necessitando manejo cuidadoso, pois demora a se recuperar.

Referências

  1. «Houaiss na UOL». houaiss.uol.com.br. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  2. Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1  Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)
  • Harri Lorenzi, Árvores brasileiras vol. 1, Instituto Plantarum.
  • Resolução SMA 48 Lista oficial das espécies da flora do Estado de São Paulo ameaçadas de extinção, 21/09/2004

Ligações externas