Estádio Assad Abdalla

Estádio Assad Abdalla
Informações gerais
Inauguração24 de junho de 1955
Demolição1983 (abandonado e desaparecido)
Proprietário(a)Companhia Manufatora Fluminense de Tecidos
Capacidade3 000 espectadores
Geografia
PaísBrasil
LocalizaçãoNiterói, Rio de Janeiro, Brasil
Utilização esportiva
Mandante(s)Byron e AD Niterói

O Estádio Assad Abdalla foi um estádio de futebol localizado no Barreto, em Niterói, Rio de Janeiro. Ergueu-se no antigo campo amador do Byron Football Club, posteriormente transformado em arena formal pela Companhia Manufatora Fluminense de Tecidos a partir de 1955.[1][2]

História

Antecedentes

Na Rua Doutor March, nº196, o Byron Football Club jogava desde 1913 no campo amador da fábrica Companhia Manufatora Fluminense de Tecidos. O clube teve destaque no futebol niteroiense e fluminense até ser despejado pela mesma fábrica no fim dos anos 1940, deixando o terreno para o Manufatora Atlético Clube.[1][2][3]

Construção e inauguração

Em 1954 a empresa iniciou obras de terraplanagem, muros e alambrados. O estádio foi inaugurado em 24 de junho de 1955 com presença do governador Miguel Couto Filho. Nomeado em homenagem a Assad Abdalla, presidente da manufatora que defendia a autonomia esportiva do clube.[1][2]

Período esportivo (1955–1980)

Com capacidade estimada em 3 mil pessoas, o estádio sediou partidas da Associação Desportiva Niterói (antiga Manufatora) no Campeonato Fluminense e no Campeonato Carioca, além de amistosos e torneios regionais.[1][2]

Declínio e desaparecimento

Após rebaixamentos seguidos nos anos 1979–1981, a fábrica encerrou as atividades e o clube foi extinto em 1983. O estádio ficou abandonado, sofrendo depredação, até desaparecer sob o mato.[1][2][3][4]

Legado

O estádio simbolizou a transição do futebol amador niteroiense para uma estrutura corporativa nos anos 1950. Revelou nomes como Zizinho (em amistoso com o Flamengo em 1939), recebeu finais municipais e estaduais, e foi palco dos poucos anos da AD Niterói na elite do futebol carioca nos anos 1970. Hoje, perdura apenas na memória de ex-atletas, reportagem de ex-jogadores em encontro no bairro e registros fotográficos.[1][2]

Ver também

Referências

  1. a b c d e f «'Palco' de dribles de Zizinho está abandonado no Barreto». O São Gonçalo. 28 de julho de 2015. Consultado em 29 de julho de 2025 
  2. a b c d e f Ari Lopes; Sérgio Soares; Gustavo Aguiar (5 de janeiro de 2017). «Estádio Assad Abdalla, no Bairro do Barreto, em Niterói (RJ): 'Palco' de dribles de Zizinho está abandonado». História do Futebol. Consultado em 29 de julho de 2025 
  3. a b «AD Niterói não existe mais. E o Assad Abdala é demolido». O Fluminense. Rio de Janeiro. 4 de janeiro de 1984. Consultado em 29 de julho de 2025 
  4. «Manufatora Atlético Clube: o brilho de uma estrela que não se apaga». Última Divisão. 2 de outubro de 2022. Consultado em 29 de julho de 2025