Escorpionismo
| Escorpionismo | |
|---|---|
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| Ferrão da cauda de um escorpião, responsável por injetar o veneno durante a picada. | |
| Especialidade | Emergência médica |
| Sintomas | Dor no local da picada, parestesia, eritemas e sudorese. Complicações incluem vômito, arritmia cardíaca, edema pulmonar e choque. |
| Causas | Picada de escorpião. |
| Prevenção | Vedar buracos, evitar acúmulo de entulho e folhas, acondicionar bem o lixo, sacudir sapatos antes de calçar e não manusear escorpiões sem proteção. |
| Tratamento | Soros antiescorpiônico ou antiaracnídico. |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | XM9DM8 |
| CID-10 | T63.2 |
Escorpionismo é o quadro clínico de envenenamento provocado por uma picada de escorpião. A peçonha é inoculada pelo télson, uma parte da anatomia do escorpião que fica na ponta da cauda. Os sintomas incluem dor imediata no local da picada, que pode vir acompanhada de parestesia, eritema e sudorese. Casos mais graves envolvem manifestações sistêmicas.[1] As neurotoxinas da peçonha podem causar complicações como falência múltipla dos órgãos e edema pulmonar, que acometem mais as crianças e os idosos.[2]
Acidentes por picada de escorpião, ou acidentes escorpiônicos, costumam acontecer em regiões de clima tropical e subtropical e são um problema de saúde pública devido a fatores como a morbimortalidade e as sequelas decorrentes do envenenamento, que podem ser temporárias ou permanentes.[3][4] Acidentes causados por mordidas e picadas de animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões, são considerados doenças tropicais negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 1,2 milhão de pessoas por ano são picadas por escorpiões ao redor do mundo, com maior incidência em países tropicais como o Brasil e a região da bacia do rio Amazonas. Mas os escorpiões têm uma enorme capacidade de adaptação e versatilidade corporal, habitando todos os continentes, exceto a Antártica.[2]
Características e principais espécies
Os escorpiões são pequenos artrópodes quelicerados da classe dos aracnídeos. Apresentam hábitos noturnos e se alimentam principalmente de insetos, inclusive outros escorpiões, além de pequenos mamíferos e répteis. Sinantrópicos, muitas espécies vivem em áreas urbanas e adaptam-se bem aos ambientes domiciliar, peridomiciliar e extradomiciliar, escondendo-se durante o dia sob telhas e pedras, em frestas de móveis e paredes, no entulho de canteiros de obra e no meio de roupas e calçados. Podem sobreviver sem água e comida por meses.[5][6][7]
Além das características do animal, os fatores de risco a serem considerados na incidência dos acidentes escorpiônicos incluem determinantes socioeconômicos, condições ambientais e vulnerabilidades sociais, desde a falta de saneamento básico e boas condições biossanitárias nos domicílios até o nível de escolaridade e o tipo de atividade profissional exercida pelas vítimas.[5][8]
Espécies de importância no Brasil

Há quatro famílias de escorpiões no Brasil: Buthidae, Bothriuridae, Chactidae e Hormuridae. Os escorpiões do gênero Tityus, da família Buthidae, são um grupo diverso que se distribui pela América do Sul, América Central e Caribe, apresentando o maior número de espécies no Brasil. Quatro espécies desse gênero são consideradas de importância em saúde pública no país. São elas o escorpião-amarelo (T. serrulatus), que predomina devido à ampla distribuição geográfica, facilidade de adaptação ao ambiente urbano e proliferação por partenogênese; o escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus), também com reprodução partenogenética e mais comum no Nordeste; o escorpião-marrom (T. bahiensis), que tem reprodução sexuada e um nicho ecológico menor, no Centro-Oeste, Sudeste e Sul; e o escorpião-preto-da-Amazônia (T. obscurus), o principal causador de acidentes e óbitos na região Norte.[9][8]
Dentre elas, o escorpião-amarelo é a espécie que representa o maior risco, com ampla distribuição geográfica, facilidade de reprodução e adaptação. No Brasil, acidentes por animais peçonhentos foram incluídos na Lista de Notificação Compulsória em agosto de 2010,[10] permitindo que estudos epidemiológicos analisassem a tendência temporal desse agravo. Os acidentes por picada de escorpião foram os acidentes por animais peçonhentos com maior incidência no Brasil no período de 2007 a 2019, representando 51,2% do total de 2.102.657 casos notificados.[4]
Envenenamento
Animais peçonhentos e venenosos são aqueles que produzem toxinas em glândulas ou tecidos, mas os peçonhentos diferenciam-se na capacidade de injetar ativamente essas substâncias, chamadas de peçonhas. Para que as toxinas possam ser injetadas, os animais peçonhentos desenvolveram aparelhos inoculadores como ferrões, quelíceras e esporões. No caso dos escorpiões, a peçonha é injetada pelo télson, que fica na ponta do metassoma, a parte posterior dos artrópodes, que nos escorpiões é a cauda. O télson é uma estrutura bulbosa com duas glândulas de veneno e o aguilhão (ou ferrão), através do qual o veneno é injetado.[6]
Efeitos do envenenamento em humanos
O envenenamento causa uma reação sistêmica em humanos e outros animais, levando à alteração na pressão, hipotermia, taquicardia, transtornos respiratórios e outras complicações. Também podem ocorrer alterações no sangue de mulheres grávidas, como hiperglicemia e aumento na concentração de sódio e creatinina, além de dor pélvica e sangramento vaginal. O veneno do escorpião também pode afetar o desenvolvimento do embrião ou feto e influenciar até a locomoção e o comportamento da prole na fase adulta, como observado em experimentos com ratos.[11]
Em humanos, os grupos de risco são as crianças e os idosos. A associação entre um prognóstico pior e a faixa etária das crianças se explica pela proporção de veneno inoculado em relação à superfície corpórea, o que desencadeia manifestações clínicas mais intensas. Também é considerada a baixa capacidade imunológica e uma maior absorção do veneno pelos órgãos. Já os casos graves em idosos se explicam pela sensibilidade às toxinas devido à deterioração dos mecanismos fisiológicos, como a depleção de sistemas enzimáticos e redução de funções endócrinas. A condição de saúde das pessoas idosas também pode piorar o quadro, já que órgãos como os rins e pulmões são lesados pelo veneno e, se já estiverem comprometidos por outras doenças, vão agravar as manifestações clínicas do escorpionismo.[12]
A maioria dos casos de envenenamento com manifestação clínica grave ocorre na América do Sul, na região da Amazônia, onde há também maior diversidade de espécies. Os Tityus amazônicos apresentam venenos com mecanismos fisiopatológicos específicos, que resultam em manifestações neurológicas diferentes das causadas por espécies do mesmo gênero na América do Sul, o que confere um desafio para o tratamento com soroterapias.[13]
Sintomas, tratamento e prevenção
O envenenamento por picada de escorpião é diagnosticado de forma clínica-epidemiológica, sem exames laboratoriais para identificar o veneno. Mas podem ser feitos exames complementares, como eletrocardiogramas e radiografias do tórax, no acompanhamento dos pacientes. Os sintomas podem se manifestar de maneira local e imediata, com a irradiação da dor a partir do local da picada, ou sistêmica, que acomete principalmente as crianças.[7]
Sintomas
Os acidentes por picada de escorpião podem ser classificados, com base nas manifestações clínicas, como:
- Leves, que envolvem a dor no local da picada, imediata ou em algumas horas, além de parestesia, eritemas e sudorese;
- Moderados, que apresentam dor intensa e manifestações como náuseas, taquicardia e sudorese;
- Graves, que além dos sinais anteriores, também podem apresentar sudorese mais intenso, vômitos, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma.[7]
Tratamento
A soroterapia é feita preferencialmente com soro antiescorpiônico ou com soro antiaracnídico. O tipo de soroterapia adequado vai depender da classificação das manifestações clínicas, com o uso de duas a três ampolas para casos moderados e quatro a seis ampolas para casos graves. No tratamento de casos graves, quatro ampolas costumam ser suficientes, neutralizando o veneno inoculado e mantendo a concentração de antiveneno no corpo durante 24 horas após a soroterapia. Para os casos leves, há um tempo de observação para crianças de 6 a 12 horas.[7]
O acesso a esses imunobiológicos em áreas remotas e rurais na região amazônica, aliado à capacidade reduzida de alguns antivenenos, é uma preocupação para o tratamento. Na América Latina são produzidos três antivenenos anti-Tityus que tratam pelo menos 30 espécies de importância médica.[13] Outra preocupação é a utilização desnecessária do soro em casos leves. No estado de Goiás[14] observou-se uma frequência desse uso desnecessário em casos leves, com potencial risco de reações alérgicas nos pacientes. Também foram observados problemas no preenchimento das fichas de notificação, embora o tratamento dos casos tenha alcançado alto nível de cura.
Há uma série de desafios relacionados à pesquisa dos venenos de escorpiões, como a dificuldade em obter grandes quantidades de venenos e toxinas de espécies pequenas ou raras, a coleta desses animais em locais de mata densa como a Amazônia, o valor e a manutenção de equipamentos sofisticados e caros para analisar essas substâncias e a falta de profissionais qualificados.[15]
Prevenção
Medidas de prevenção que podem ser tomadas pela população incluem vedar buracos e frestas em paredes, rodapés e assoalhos, combater a proliferação de baratas, moscas e outros insetos dentro de casa, acondicionar bem o lixo em embalagens e recipientes fechados, sacudir roupas e sapatos antes de usá-los e manter quintais e jardins limpos e sem acúmulo de entulho ou folhagens densas.[1] Mas fatores socioeconômicos e de infraestrutura também devem ser considerados nas estratégias de prevenção dos estados e municípios, como a melhora das condições de saneamento.[5]
Epidemiologia
O risco de acidentes e de morte é maior para crianças e idosos e em regiões com falta de infraestrutura e saneamento. Acesso limitado a antivenenos e casos de demora no atendimento hospitalar podem agravar o quadro clínico. Apesar da maior prevalência de casos em áreas urbanas, esses fatores contribuem para que em áreas rurais o risco de morte seja maior. A maior incidência de escorpionismo tem sido associada a altas temperaturas, baixa precipitação e baixa cobertura de vegetação natural. Um determinante social importante nos acidentes com animais peçonhentos é o fator ocupacional, como no caso dos trabalhadores do ramo agrícola, que podem se deparar com os escorpiões que se escondem em depósitos de insumos agrícolas em busca de alimento. O escorpionismo também está associado às atividades domésticas e à construção civil, devido ao manuseio de serrapilheira e ao acúmulo de entulho.[16][3]
Os acidentes por escorpiões ocorrem em maior número entre homens de 20 a 39 anos, mas em algumas regiões a prevalência pode ser maior em mulheres. A faixa etária até 22 anos e o atendimento prévio em outros serviços de saúde são fatores de risco para maior gravidade.[8] Além das condições ambientais, como a precariedade de saneamento básico, o escorpionismo tem sido associado à baixa expectativa de anos de estudo e ocupações como serviço doméstico e construção civil.
Brasil
Há uma tendência de crescimento do escorpionismo no Brasil. O envenenamento é comum em áreas urbanas, mas também ocorre com maior frequência nas áreas rurais em regiões como o Amazonas. No estado de São Paulo, as áreas de maior risco estão nas regiões noroeste e norte, com maior frequência de acidentes durante a primavera. Entre 2007 e 2018, foram notificados 927 mil acidentes por picada de escorpião, resultando em 972 mortes. O número de casos notificados saltou de 37.347 registros em 2007 para 153.641 em 2019, um aumento de 311%. Foi observado um aumento no período de 2012 a 2021 no estado do Rio de Janeiro e, no estado de São Paulo, entre 2008 e 2018, a incidência de escorpionismo quadruplicou, com um aumento de 378,5%.[9][5][17][3]
Com base na análise da tendência temporal e do perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos no Brasil no período de 2007 a 2019 projeta-se que aconteça um incremento anual de todos os acidentes causados por animais peçonhentos nos próximos anos.[4]
Ver também
Referências
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