Empresa Brasileira de Transportes Urbanos

Empresa Brasileira de Transportes Urbanos
Organização
Chefia Ernesto Geisel, Fundador
Órgão subordinado Ministério dos Transportes
Localização
Jurisdição territorial Todo o território brasileiro
Sede Brasília, Distrito Federal
Histórico
Criação 14 de setembro de 1975
Extinção 27 de abril de 1990 (35 anos)
Sucessor Companhia Brasileira de Trens Urbanos (Sistemas Metroviários)

A Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) foi uma empresa estatal do governo federal implementada através da lei n.º 6.261 de 14 de novembro de 1975[1] como uma entidade promotora e coordenadora de implantação da Política Nacional dos Transportes Urbanos, definida pelo Ministério dos Transportes.

Finalidades

A empresa tinha por finalidade promover a efetivação da política nacional dos transportes urbanos, competindo-lhe, especialmente, em articulação com o órgão coordenador da política urbana nacional

  • Promover e coordenar o esquema nacional de elaboração, análise e implementação dos planos diretores de transportes metropolitanos e municipais urbanos;
  • Gerir a participação societária do Governo Federal em empresas ligadas ao Sistema Nacional de Transportes Urbanos;
  • Gerir o Fundo de Desenvolvimento dos Transportes Urbanos;
  • Opinar quanto à prioridade e à viabilidade técnica e econômica de projetos de transportes urbanos;
  • Promover a implantação de um processo nacional de planejamento dos transportes urbanos, como instrumento de compatibilização das políticas metropolitanas e locais dos transportes urbanos com o planejamento integrado de desenvolvimento das respectivas regiões metropolitanas ou áreas urbanas, bem como com a Política Nacional de Transportes e de Desenvolvimento Urbano;
  • Promover e realizar o desenvolvimento da tecnologia de transportes urbanos.

Projetos

Metropolitano do Distrito Federal

O primeiro projeto preliminar do Metropolitano do Distrito Federal foi apresentado pela EBTU ao governo do Distrito Federal em 1976, prevendo a implantação de um sistema de pré-metrô inicialmente e só após o alcance da demanda máxima, que seriam realizadas as construções do metrô de fato.[2][3][4][5]

Apesar do plano, a viabilidade do pré-metrô acabou questionada e o projeto não saiu do papel. Em 1976 o economista do Banco Central em missão no FMI Eimar Avillez sugeriu, em carta ao Jornal do Brasil que o governo do Distrito Federal deveria adotar o monotrilho como meio de transporte.[6]

Metropolitano do Recife

Símbolo do Consórcio METROREC, que mesmo após a transferência das operações para a CBTU continuou como símbolo do modal na capital pernambucana.

Criação do Consórcio Metrorec

Em setembro de 1982, durante o governo Figueiredo foi criado no âmbito do Ministério dos Transportes o Consórcio METROREC, constituído pela EBTU e RFFSA construção do Metrô foi iniciada em janeiro de 1983.[7]

Ficou sob sua responsabilidade até 1984, quando se deu a criação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), consequentemente ocasionando a extinção do Consórcio Metrorec e a implantação da Superintendência de Trens Urbanos de Recife - STU/REC.[8]

Liquidação

O processo de liquidação da EBTU iniciou-se em 1990, no primeiro ano do governo Collor, sendo efetivada através do decreto n.º 99.226 de 27 de abril de 1990.[9]

Referências

  1. «L6261». www.planalto.gov.br. Consultado em 31 de outubro de 2025 
  2. «Pré-metrô só depende agora do próprio GDF?». Correio Braziliense, edição 4996, página 12/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 10 de setembro de 1976. Consultado em 18 de dezembro de 2022 
  3. Brasília D.F. (Coluna) (16 de setembro de 1976). «O pré-metrô». Correio Braziliense, edição, página /republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 18 de dezembro de 2022 
  4. «Trilhos do metrô cortarão Brasília de Norte a Sul». Correio Braziliense, edição 5016, página 13/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 30 de setembro de 1976. Consultado em 18 de dezembro de 2022 
  5. «Consenso do povo: os ônibus não satisfazem». Correio Braziliense, edição 5017, página 11/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 1 de outubro de 1976. Consultado em 18 de dezembro de 2022 
  6. Eimar Avillez (27 de julho de 1976). «Metrô em Brasília». Jornal do Brasil, ano LXXXVI, edição 110, Caderno B, página 2/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 18 de dezembro de 2022 
  7. «Metrô tem construção já iniciada». Diário de Pernambuco, ano 158, edição 19, página 1/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 19 de janeiro de 1983. Consultado em 19 de dezembro de 2021 
  8. Companhia Brasileira de Trens Urbanos (9 de janeiro de 1985). «Nota Oficial». Diário de Pernambuco, ano 160, edição 9, página A13/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 19 de dezembro de 2021 
  9. «D99226». www.planalto.gov.br. Consultado em 31 de outubro de 2025