Economia de Myanmar

Economia de Myanmar
Edifícios modernos em Yangon.
MoedaQuiat
Ano fiscal1 de abril - 31 de março
Blocos comerciaisOMC, ASEAN, BIMSTEC
Estatísticas
PIB89,23 mil milhões (2012) (77º lugar)
Variação do PIB6,2% (2012)
PIB per capita1 400 (2012)
PIB por setoragricultura 38,8%, indústria 19,3%, comércio e serviços 41,8% (2012)
Inflação (IPC)3,1% (2012)
População
abaixo da linha de pobreza
32,7% (2007)
Força de trabalho total33 410 000 (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 70%, indústria 7%, comércio e serviços 23% (2001)
Desemprego5,4% (2012)
Principais indústriasprocessamento agrícola, madeira e produtos de madeira, cobre, estanho, tungstênio, ferro, cimento, materiais de construção, produtos farmacêuticos, fertilizantes, petróleo e gás natural; vestuário, jade e pedras preciosas
Exterior
Exportações8 529 milhões (2012)
Produtos exportadosgás natural, produtos de madeira, legumes, feijão, arroz, roupas, jade e pedras preciosas
Principais parceiros de exportaçãoTailândia 36,7%, República Popular da China 18,8%, Índia 14,1%, Japão 6,6% (2011)
Importações7 137 milhões (2012)
Produtos importadostecidos, derivados de petróleo, fertilizantes, plásticos, máquinas, equipamentos de transporte, cimento, materiais de construção, petróleo bruto, alimentos, óleos comestíveis
Principais parceiros de importaçãoRepública Popular da China 38,8%, Tailândia 22,6%, Singapura 9,7%, Coreia do Sul 5,4%, Malásia 4,5%, Japão 4,1% (2011)
Dívida externa bruta5 448 milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas2 234 milhões (2012)
Despesas4 414 milhões (2012)
Fonte principal: [CIA. «The World Factbook». Consultado em 28 de abril de 2013 </ref> The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

Myanmar possui uma economia mista. O setor privado domina a agricultura, a indústria leve e as atividades de transporte, já o Estado controla a produção de energia, a indústria pesada e o comércio de arroz.

Myanmar é uma economia emergente com um PIB nominal estimado de 51.930 milhões dólares.[1] A taxa de crescimento real é estimada em 5,5% para o ano fiscal de 2011.[2]

Historicamente, a Birmânia foi a principal rota de comércio entre Índia e China desde o ano de 100 a.C e continua recebendo uma quantidade expressiva de investimento chinês no setor de energia.[3] Depois que Birmânia foi conquistada pelos ingleses, o país tornou-se o mais rico do Sudeste Asiático, sendo o maior exportador mundial de arroz e tinha uma população altamente alfabetizada.[4]

Após um governo parlamentar ser formada em 1948, o primeiro-ministro U Nu embarcou em uma política de nacionalização. O golpe de Estado em 1962 foi seguido por um regime econômico chamado de Via birmanesa para o socialismo, um plano para nacionalizar todas as indústrias. Este programa catastrófico levou a Birmânia a ser um dos países mais pobres do Sudeste asiático.[5]

Em 2011, quando o novo presidente Thein Sein chegou ao poder, o governo iniciou em uma grande política de reformas, incluindo privatização, leis incentivando o investimento estrangeiro e novas formas de tributação. Os investimentos estrangeiros aumentaram de $ 300 milhões americanos em 2009-10 para $ 20 bilhões em 2010-11.[6]

De acordo com um relatório divulgado em 30 de maio de 2013 pelo McKinsey Global Institute, a economia da Birmânia deverá quadruplicar até 2030, se o país mantém um ritmo constante de reformas econômicas e políticas.[7]

Referências

  1. «Burma». The World Factbook. Central Intelligence Agency. Consultado em 24 novembro 2012 
  2. «Burma». Myanmar Country Report. Global Finance. Consultado em 24 novembro 2012 
  3. Meyer, Eric. «With Oil And Gas Pipelines, China Takes A Shortcut Through Myanmar». Forbes (em inglês). Consultado em 24 de maio de 2021 
  4. Steinberg, David L. (novembro de 2001). Georgetown University Press|ASIN: B00GSHOUQY, ed. Burma: The State of Myanmar. [S.l.: s.n.] 
  5. Tallentire, Mark (28 de setembro de 2007). The Guardian, ed. «The Burma road to ruin». Londres. Consultado em 8 de julho de 2014 
  6. Joseph Allchin (20 setembro 2011). «Taste of democracy sends Burma's fragile economy into freefall». The Independent. Consultado em 25 setembro 2011 
  7. Calderon, Justin (30 de maio de 2013). «Myanmar's economy to quadruple by 2030». Inside Investor. Consultado em 30 de julho de 2014 

Ver também