Economia da Síria

Economia da Síria
Banco Al-Sharq e Hotel Blue Tower, em Damasco.
MoedaLibra síria
Ano fiscalAno calendário
Blocos comerciaisConselho de Unidade Econômica Árabe
Estatísticas
PIB107,6 bilhões (2011) (69º lugar)
Variação do PIB5% (2018)[1]
PIB per capita5.100 (2011)
PIB por setoragricultura 18.1%, indústria 25.3%, comércio e serviços 56.6% (2012)
Inflação (IPC)33.7% (2012)
População
abaixo da linha de pobreza
11.9% (2006)
Força de trabalho total5,54 milhões (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 17%, indústria 16%, comércio e serviços 67% (2008)
Desemprego18% (2011)
Principais indústriaspetróleo, têxtil, processamento de alimentos, bebidas, tabaco, extração de fosfato, cimento, processamento de sementes oleaginosas, montagem de automóveis
Exterior
Exportações4 981 milhões (2012)
Produtos exportadospetróleo bruto, minerais(minério de cromo,fosfatos,asfalto,minério de manganês,sal,minério de ferro,mármore,gesso e água),[2] derivados de petróleo, frutas e legumes, fibra de algodão, têxteis e roupas, carne e animais vivos, trigo
Principais parceiros de exportaçãoIraque 38.8%, Itália 7.9%, Alemanha 7.1%, Arábia Saudita 6.5%, Kuwait 4.2% (2011)
Importações10 010 milhões (2012)
Produtos importadosmáquinas e equipamentos de transporte, máquinas elétricas, alimentos e animais de criação, metais e produtos metalúrgicos, produtos químicos, plásticos, fios, papel
Principais parceiros de importaçãoArábia Saudita 14.8%, República Popular da China 10.3%, Emirados Árabes Unidos 7.3%, Turquia 6.8%, Irã 5.4%, Itália 5.1%, Rússia 4.6%, Iraque 4.4% (2011)
Dívida externa bruta8 818 milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas6 511 milhões (2012)
DespesasUS$ 12 680 milhões (2012)
Fonte principal: [[3] The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Síria é considerada um país em desenvolvimento, com uma economia diversificada, baseada na agricultura,[4] na indústria e na produção de energia.[5] Durante a década de 1960, devido à ideologia socialista de seu governo, foram nacionalizadas as principais empresas do país e foram adotadas políticas econômicas que visavam reduzir as disparidades regionais e entre classes sociais.

Em julho de 2013, devido ao desgaste da guerra civil e aos embargos econômicos[6] que assolam o país, a economia síria sofreu sérios danos, registrando um encolhimento de 45% desde o começo das hostilidades. O desemprego, que já era alto, atingiu níveis históricos e a moeda síria se desvalorizou quase que completamente e o setor público perdeu mais de 15 bilhões de dólares. A infraestrutura do país também se deteriorou consideravelmente por causa dos combates.[7] Em 2014, o regime sírio estimou em US$ 31 bilhões de dólares as perdas que o país sofrera com o conflito até aquele momento.[8]

Referências

  1. Syria: Economic impact of the war’s next stage
  2. «Síria: verdades e factos sobre o conflito» (PDF). Conselho Português para a Paz e Cooperação. Consultado em 10 de fevereiro de 2013 
  3. «The World Factbook». Consultado em 2 de março de 2013 
  4. «Pese al Conflicto, Siria Incrementa su Producción Agrícola» (em espanhol). Al-Manar. Consultado em 10 de agosto de 2012 
  5. Zafar Adeel, Monique Mainguet. «Summary Report of the Workshop». United Nations University. Laboratoire de Géographie Zonale pour le Développement, University of Reims Champagne-Ardenne. Consultado em 24 de maio de 2021 
  6. «Syria Sanctions Act of 2011 (2011 - S. 1472)». GovTrack.us (em inglês). Consultado em 24 de maio de 2021 
  7. «Syria Weighs Its Tactics As Pillars of Its Economy Continue to Crumble». New York Times. 13 de julho de 2013 
  8. "Síria avalia perdas da guerra em US$ 31 bilhões". Página acessada em 19 de março de 2014.