Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Escola de Belas Artes
SiglaEBA - UFRJ
Nomes anterioresEscola Real de Ciências, Artes e Ofícios; Academia Imperial de Belas Artes; Escola Nacional de Belas Artes.
Fundação1816
Instituição mãeUniversidade Federal do Rio de Janeiro
Tipo de instituiçãoAutarquia de Regime Especial
LocalizaçãoAvenida Pedro Calmón, 500 - Cidade Universitária - Rio de Janeiro - RJ
🌍
Diretor(a)Madalena Ribeiro Grimaldi
Vice-diretor(a)Larissa Cardoso Feres Elias
Página oficialeba.ufrj.br

A Escola de Belas Artes é uma unidade do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Fundada oficialmente em 1816, a Escola já teve diversos nomes e funcionou ora como instituição independente, ora integrando outras instituições. Sua história, e as alterações de seu nome, refletem as transformações registradas pela História do Brasil e constitui um dos mais importantes organismos culturais do país.[1][2]

É um importante ponto cultural da Cidade Universitária, com galerias, museu e bibliotecas, e funciona, desde 1975, no Edifício Jorge Machado Moreira, inicialmente projetado para ser sede apenas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.[3][4]

A Escola de Belas Artes oferece 13 cursos de graduação: Artes Cênicas - Cenografia, Artes Cênicas - Indumentária, Artes Visuais - Escultura, Artes Visuais - Gravura, Comunicação Visual Design, Conservação e Restauração, Design Industrial, Design de Interiores, História da Arte, Licenciatura - Artes Visuais, Licenciatura - Expressão Gráfica, Paisagismo e Pintura.[5] Para maiores informações sobre os cursos, veja a página da Escola.[6]

Além dos cursos de graduação, a Escola de Belas Artes oferece também cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).[7][8]

Em 2025, dois programas de Pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) funcionam na escola: o PPGAV e o PPGD. O Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV, criado em 1985)[9] da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro oferece regularmente cursos de Mestrado e Doutorado Acadêmico em Artes Visuais, credenciado pela CAPES/MEC. Linhas de pesquisa: História e Crítica da Arte, Imagem e Cultura, Linguagens Visuais e Poéticas Interdisciplinares. O Programa de Pós-graduação em Design (PPGD, criado em 2016). Linhas de Pesquisa: Design e Cultura e Imagem, tecnologia e projeto.[7][8]

Em todo o Brasil, o ensino de arte apresenta ligações diretas com as movimentações sociais que presencia.[10] Dessa forma, os currículos dos 13 cursos de graduação da Escola de Belas Artes apresentam reformas a cada década, para que sejam feitas atualizações necessárias.[11]

Antecedentes

História

Antecedentes e Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios

Em 20 de novembro de 1800, por carta régia, foi estabelecida no Rio de Janeiro, por ordem do Príncipe Regente, a Aula Prática de Desenho e Figura, a primeira medida concreta para a evolução do ensino de artes na Colônia, dada por meio de sua sistematização e pela difusão e fixação da arte em si. Em 12 de agosto de 1816, D. João, já soberano do Reino Unido, por Decreto, criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, sob orientação de Joachim Lebreton, membro da Missão Artística Francesa, sendo implantada oficialmente a educação artística no Brasil.[13]

Folha de rosto dos Estatutos da Imperial Academia e Escola das Bellas Artes (1820).

A Academia Imperial de Belas Artes

Em 5 de novembro de 1826 foi inaugurada a Academia Imperial de Belas Artes pelo imperador dom Pedro I, em prédio projetado por Grandjean de Montigny no becco das bellas artes no Rio de Janeiro, situado próximo ao Rossio, atual praça Tiradentes, no centro da cidade do Rio de Janeiro. O edifício, um dos marcos da arquitetura neoclássica no Brasil, seria demolido em 1938, durante o Estado Novo por decreto de Getúlio Vargas.[14] As origens de sua fundação são devido à morte de Lebreton, em 1819, e sua substituição na direção da Academia pelo pintor português Henrique José da Silva.[15]

Entrada da Academia Imperial de Belas Artes, em 1891. Fotografia de Marc Ferrez.

A Escola Nacional de Belas Artes

Com a Proclamação da República (1889), a partir de 8 de novembro de 1890, a Academia Imperial de Belas Artes foi transformada em Escola Nacional de Belas Artes.[16] Em 1931, a escola passou a integrar a Universidade do Rio de Janeiro e, em 1937, a Universidade do Brasil. Em 1949, foi introduzida a disciplina de Indumentaria Histórica, pela cátedra Sophia Jobim, sendo a primeira da área na América do Sul.[17]

Escola de Belas Artes

Em 1965, teve o seu nome alterado mais uma vez, quando passou a chamar-se apenas Escola de Belas Artes, incorporada a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 2025, a EBA é dirigida pela professora Madalena Ribeiro Grimaldi, tendo como vice-diretora a professora Larissa Dias.

Edifício Jorge Machado Moreira (JMM)

Em 2025, a Escola de Belas Artes funciona no Edifício Jorge Machado Moreira (JMM). O prédio, planejado pelo arquiteto que lhe dá nome e a equipe do Escritório Técnico Universitário (E.T.U.B.), foi originalmente criado para abrigar a Faculdade Nacional de Arquitetura.[18] Sua construção teve início no final dos anos 1950 como parte do plano de migração da Universidade do Brasil para a Cidade Universitária (Ilha do Fundão).[18]

Acesso principal ao edifício JMM e Biblioteca Integrada

A fachada principal do bloco mais baixo contém um um painel artístico feito por Roberto Burle Marx, paisagista que também planejou os jardins da edificação.[18]

A estrutura foi a segunda a ser ocupada na Cidade Universitária.[19] A mudança do curso de Arquitetura da Faculdade da Praia Vermelha para a ilha ocorreu em julho de 1961.[19] Na década de 1970 foram transferidos para o prédio a estrutura da Reitoria, a decania do Centro de Letras e Artes (CLA) e a Escola de Belas Artes (EBA).[19] Na década de 1980 a edificação veio a abrigar o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR).[19]

Símbolo da arquitetura moderna brasileira, o edifício foi reconhecido ainda na época de sua construção.[20] Foi premiado na IV Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo e na IV Exposição Internacional de Arquitetura, em 1957.[18]

Em 2016, o edifício recebeu tombamento municipal provisório pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), imediatamente após um incêndio que ocorreu no oitavo andar do bloco principal.[21] Foi após seu tombamento que passou a ser chamado Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), em homenagem ao arquiteto.[19] A partir de então, diversos projetos e pesquisas têm sido desenvolvidos a fim de pensar a preservação da edificação. Um desses projetos é o Centro de Referência do Edifício Jorge Machado Moreira. Criado em outubro de 2022, tem como propósito contar a história do edifício e destacar sua importância.[19]

Estrutura

Pamplonão (Ateliê de Pintura Candido Portinari)

Pamplonão visto do mezanino

O Pamplonão, oficialmente denominado Ateliê de Pintura Cândido Portinari, é um importante espaço de ensino artístico localizado na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.[22][23]

Originalmente, o espaço era utilizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ como ginásio esportivo. Em 1990, durante a gestão do ex-diretor e professor da Escola de Belas Artes/UFRJ, Fernando Pamplona, o local foi transformado em ateliê de pintura, passando a ser conhecido popularmente como Pamplonão, em alusão ao sobrenome do diretor.[22]

Em 2008, o ateliê recebeu oficialmente o nome de Ateliê de Pintura Candido Portinari, em homenagem ao pintor brasileiro Candido Portinari, que foi ex-aluno da universidade. Na mesma ocasião, foi inaugurada a Galeria Macunaíma, localizada na entrada do ateliê. O espaço foi criado para relembrar a histórica galeria homônima fundada pelo Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes no fim da década de 1950,[24] quando a escola ainda funcionava em seu antigo prédio no centro do Rio de Janeiro.[23][25] Em 2025 o Pamplonão está em reformas e os Ateliês de Pintura estão funcionando no 8o andar.

Laboratórios de Conservação e Restauração

Em 2023, o Curso de Conservação e Restauração inaugurou três laboratórios, sendo eles voltados para Escultura (LaPECRE); Papel (LabPEL) e Pintura (LaRP e LECAD-M).[26] Eles possuem espaços com anexos, com ênfase em reintegração volumétrica, exames com luzes especiais, aplicação de vernizes, uma reserva técnica e depósito para armazenamento e descarte de produtos químicos.[27]

Museu Dom João VI

O Museu da Escola de Belas Artes D. João VI da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MEBADJVI) foi criado em 1979 para preservar a memória do ensino artístico oficial e de fomentar o estudo e a pesquisa da História da Arte Brasileira.[28]

A criação do museu foi uma resposta à necessidade da criação de um espaço institucional de preservação do patrimônio e memória do ensino de arte, reunindo a produção da Academia Imperial de Belas Artes, da Escola Nacional de Belas Artes e parte da história recente da Escola de Belas Artes.[29]

Inicialmente o acervo era constituído pela coleção já existente da Academia Imperial de Belas Artes, sendo também acrescentada a coleção particular de Joachim Lebreton. Também conta com a incorporação de objetos produzidos pela escola e por doações.[28]

O museu abriga dois acervos distintos, sendo um de obras de arte e o outro de documentos, fontes primárias indispensáveis para o desenvolvimento de estudos e projetos de pesquisa em arte, quer no campo teórico, quer no aplicado. Ambos os acervos são o resultado do patrimônio acadêmico produzido pela Escola no período compreendido, principalmente, entre 1820 e 1920. Suas coleções reúnem a evolução e a produção artística dos séculos XIX e XX no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro, e reúne produções das escolas europeias (Itália, França, Países Baixos, Espanha e Portugal) datadas a partir do século XVI.[30]

Biblioteca de Obras Raras da Escola de Belas Artes (EBAOR/UFRJ)

A EBAOR teve sua abertura no dia 20 de março de 1834 com o objetivo de organizar e preservar o acervo da biblioteca, que abrange livros, catálogos de exposições, teses antigas, dicionários, enciclopédias, e periódicos antigos. O início da construção do acervo da EBAOR originou-se com a vinda da Missão Artística Francesa para o Brasil em 1816. Após o Projeto de Reformulação do Museu Dom João VI em 2005 e com o desmembramento da antiga Biblioteca Nacional o acervo passou a ser voltado para a pesquisa da Escola de Belas Artes - UFRJ.[31][32]

Biblioteca Integrada EBA / FAU/ IPPUR

Interior da Biblioteca Integrada EBA / FAU / IPPUR

A Biblioteca Integrada EBA / FAU/ IPPUR é um centro de conhecimento que reúne os acervos das três instituições acadêmicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU), e a Escola de Belas Artes (EBA) — em um único local, localizado no segundo andar do Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), no campus da UFRJ.[33]

A ideia de integrar os acervos das bibliotecas começou a ser desenvolvida no início dos anos 2000, inicialmente entre o IPPUR e a FAU, e posteriormente se ampliou com a participação da EBA. O objetivo era ocupar o espaço do Edifício Jorge Machado Moreira, destinado à abrigar a biblioteca da FNA.[34]

O acervo da biblioteca abrange as áreas de Arquitetura, Artes, Design, Urbanismo, Planejamento e Gestão Pública. A totalidade do acervo, em 2024, compreendia 93.804 exemplares, 49.957 títulos e 36.520 livros eletrônicos. O acervo da UFRJ, em sua completude, pode ser acessado digitalmente por meio da base Minerva.

A integração dos acervos visa não apenas a racionalização dos recursos, como evitar a duplicação de aquisições, mas também a promoção do intercâmbio de saberes entre as três áreas de estudo, enriquecendo a pesquisa e as práticas acadêmicas. [34]

A realização do projeto e a manutenção da infraestrutura da Biblioteca Integrada foram viabilizadas com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e de emendas parlamentares do ex-deputado federal Alessandro Molon. [34]

Galeria Mezanino

A Galeria Mezanino , vinculada ao Departamento de Artes Visuais – Escultura da Escola de Belas Artes da UFRJ (BAE/EBA-UFRJ), foi criada em 2018 como espaço experimental voltado à prática artística, à pesquisa e à reflexão crítica no campo da escultura . O projeto busca integrar teoria e prática por meio de exposições, defesas acadêmicas, seminários, palestras e atividades de intercâmbio entre cursos e territórios artísticos. Em 2022, a galeria passou por reforma estrutural e elétrica, financiada pela FAPERJ (Auxílio a Professor Recém-Contratado), e recebeu projeto de iluminação doado pela professora Dra. Patrizia di Trappano.[35]

Espaço Vórtice

Galeria Vórtice

O espaço Vórtice foi inaugurado no dia 29 de outubro de 2012. É programado para acolher exposições, produções de arte contemporânea dos estudantes e tornar público projetos desenvolvidos no ambiente acadêmico. O espaço Vórtice substituiu o antigo EBA7, que junto com o EBA6 foi criado para estudantes apresentarem seus trabalhos, fechando os espaços ao lado dos elevadores do 6° e 7° andar.[36][37][38] A necessidade da criação do EBA6 e EBA7 foi por conta da mudança da Escola de Belas Artes para a Cidade Universitária, pois nesse processo perdeu-se a Galeria Macunaíma e ela precisou de um substituto. A Galeria Macunaíma foi aberta em 1959 como um espaço alternativo para exposições de artistas jovens e de experiências da arte moderna. O EBA6 e EBA7, e a Galeria Macunaíma tiveram objetivos de dar aos estudantes estrutura para a troca entre prática e diálogo, e o espaço Vórtice segue essa mesma lógica.[36][37][38]

Registro de direitos autorais

A seção de Direitos Autorais da Escola de Belas Artes funciona desde 1917 e reúne, em 2025, 45 mil obras registradas. Entre estas, encontram-se obras de grandes nomes como Walt Disney, Mauricio de Sousa e H. Stern. É uma das instituições aceitas pelo ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição que é patrimônio dos titulares de direitos autorais). São registradas somente obras ligadas a artes visuais como desenhos, pinturas, esculturas, logotipos e outras artes visuais.[39]

Exposições e eventos

A Escola de Belas Artes organiza e produz eventos periódicos regulares para exibição e divulgação da produção discente.

Quinzena de Gravura

Quinzena de Gravura de 2025

A Quinzena de Gravura é um evento criado em meados da década de 80, onde estudantes organizam uma exposição dos seus trabalhos na Escola de Belas Artes para a venda e uma parte do valor arrecado é usado para investir na estrutura do ateliê.[40]

O evento surge da necessidade e desejo que estudantes e professores ainda na década de 80, tinham de montar uma segunda prensa para o melhor funcionamento do ateliê. Sem orçamento, os alunos trazem a ideia de rifar alguns trabalhos de professores, desse modo, parte do dinheiro foi arrecadado, garantindo assim a construção da nova prensa e um novo projeto surge, a Quinzena. Todo o processo é organizado e gerido por alunos, desde a inscrição, montagem e manutenção durante o período do evento. Estas iniciativas garantem certa autonomia e apoio financeiro para manutenção do ateliê, garantindo o funcionamento do curso de gravura.[41]

Semana Acadêmica Integrada de Design (SAID)

Palestra na SAID de 2025
Semana Acadêmica Integrada de Design 2025

A Semana Acadêmica Integrada de Design é um evento promovido e organizado por estudantes dos cursos de design da UFRJ. Composta por 5 dias de atividades que visam a capacitação teórico-prática e a promoção de lazer e integração principalmente entre os estudantes dos cursos de design da universidade - Desenho Industrial, Design de Interiores e Comunicação Visual Design -, apesar de não impedir estudantes de outros cursos e publico em geral de participar. Com o evento, pretende-se que os alunos enriqueçam suas redes de contatos, ampliando suas possibilidades de empregabilidade, além de uma convivência que sai dos limites da sala de aula e os coloca em contato com a estrutura da universidade, mais precisamente o andar onde os três cursos de design se concentram, o 6º, e demonstra as possibilidades que o ambiente acadêmico pode proporcionar.[42][43]

Edições da SAID
Temática Ano
Primeira Semana Acadêmica Integrada de Design da UFRJ 2023
Design e Possibilidade 2024
Design e Brasilidades 2025

Bienal da Escola de Belas Artes

A Bienal da EBA é um projeto permanente de extensão e exposição coletiva que reúne a produção artística dos discentes dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ).[44]

Edições da Bienal (Cronologia):[45]

EDIÇÃO LOCAL DURAÇÃO TEMA
I Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo) 14/12/2007 a 31/01/2008
II Espaço Furnas Cultural (Botafogo) 20/11/2009 a 11/01/2010 Antropofagiando o Criador
III Casa de Cultura Professor Almir Paredes (Glória) 23/11/2011 a 18/12/2011 ComTradição
IV Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Centro) 28/10/2013 a 23/11/2013 Territórios
V Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Centro) 05/12/2015 a 27/02/2016 Tempo
VI Museu Nacional de Belas Artes (Centro) 17/11/2017 a 15/01/2018 Reflexos
VII Paço Imperial (Centro) 12/09/2019 a 13/10/2019 A Diversidade
VIII Parque Lage (Jardim Botânico) 31/10/2021 a 29/11/2021 Mutações
IX Paço Imperial (Centro) 02/12/2023 a 24/03/2024 Kaleidoscópio

Bienal Itinerante

A Bienal da EBA Itinerante é uma ação de extensão da Escola de Belas Artes que tem o objetivo de ampliar a repercussão das Bienais. O projeto seleciona obras das edições principais da Bienal para serem expostas em novos espaços culturais. A primeira montagem itinerante, ocorreu do dia 2 ao 17 de junho de 2022 na Inovateca, um prédio em formato de cubo mágico que integra o Parque Tecnológico da UFRJ. A Segunda Edição da Bienal Itinerante foi realizada no Centro Cultural Feso Pro Arte em Teresópolis, que ocorreu entre 27 de abril e 29 de junho.[46][47]

Periódicos

A Escola de Belas Artes (EBA) possui diferentes publicações periódicas que atendem a distintos níveis da produção acadêmica.

Arte & Ensaios

A Revista da Escola de Belas Artes da UFRJ foi fundada pelo departamento de PPGAV/EBA/UFRJ, tem como foco o pensamento científico voltado à historiografia, à prática artística, à crítica e à curadoria, dialogando de maneira constante com áreas interdisciplinares e transdisciplinares. Semestralmente divulga resultados de pesquisas e reflexões inéditas de autores nacionais e estrangeiros, estimulando debates artístico-culturais e contribuindo para a atualização da área e de suas interfaces.[48] Os artigos submetidos passam por avaliação duplo-cego dos editores, que verificam a adequação ao escopo da revista e às diretrizes de submissão.

A revista adota política de acesso aberto, oferecendo gratuitamente todo o seu conteúdo, em consonância com o princípio de democratização do conhecimento científico.[49]

Revista Desvio

A Revista Desvio é um periódico eletrônico organizado e mantido por alunos e ex-alunos e está vinculada como Projeto de Extensão da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo sua primeira edição em 2016[50][51]. O foco editorial da publicação está voltado para o debate em torno de arte, memória e patrimônio. Sua principal finalidade é funcionar como uma plataforma de experimentação crítica, apoiando a reflexão e a discussão qualificada sobre bens culturais e áreas afins. O periódico aceita submissões em diversos formatos, como artigos acadêmicos, resenhas, ensaios, relatos de experiência e entrevistas. O corpo de autores é composto por estudantes da graduação e pós-graduação, além de pesquisadores autônomos.[52]

Jornal Risco

Capa da terceira edição do Jornal Risco. Ilustração por Theo Lima.

O Jornal Risco é um periódico desenvolvido e publicado pelos estudantes da Escola de Belas Artes (EBA). Lançado em Maio de 2025, atua como um canal coletivo de expressão dos discentes. Sua linha editorial baseia-se em princípios como a verdade, a transparência, a pluralidade e a autonomia. O propósito do jornal é contribuir para a formação crítica da comunidade acadêmica. Para colaborar, o periódico aceita submissões como textos, poemas, imagens, relatos e denúncias.[53]

Personalidades

Diversas pessoas passaram pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacando-se:

Academia Imperial de Belas Artes (1826 - 1889) Vínculo
José Maria de Medeiros Discente/Docente
Pedro Américo Discente/Docente
Victor Meirelles Discente/Docente
Zeferino da Costa Discente/Docente
Félix Émile Taunay Docente
Almeida Júnior Discente
Belmiro de Almeida Discente
Béthencourt da Silva Discente
Eliseu Visconti Discente
Estevão Silva Discente
Henrique Bernadelli Discente
Pedro Alexandrino Borges Discente
Rodolfo Amoedo Discente
Rodolfo Bernadelli Discente
Escola Nacional de Belas Artes (1890 - 1965) Vínculo
Georgina de Albuquerque Discente/Docente
Marina Colasanti Docente
Sophia Jobim Docente
Anna Maria Maiolino Discente
Angelina Agostini Discente
Antônio Pinto Bandeira Discente
Artur Timóteo da Costa Discente
Marques Júnior Discente
Attilio Côrrea Lima Discente
Cândido Portinari Discente
Carlos Bastos Discente
Cícero Dias Discente
Franz Weissmann Discente
João Timóteo da Costa Discente
Lúcio Costa Discente
Renina Katz Discente
Roberto Burle Marx Discente
Henrique Cavalleiro Discente
Oscar Niemeyer Discente
Escola de Belas Artes (1965 - ) Vínculo
Rosa Magalhães Discente/Docente
Sonia Gomes Pereira Docente Emérita
Ângela Âncora da Luz Docente
Lygia Pape Docente
Ana Holck Discente
Ana Maria Nacinovic Discente
Annik Salmon Discente
Dalva Barros Discente
Daniela Mattos Discente
enorê Discente
Fernando Pamplona Discente
Jack Vasconcelos Discente
Jorge Silveira Discente
Leandro Vieira Discente
Lícia Lacerda Discente
Marcela Cantuária Discente
Maria Augusta Rodrigues Discente
Marilá Dartod Discente
Panmela Castro Discente
Suzana Queiroga Discente

É importante destacar que as mulheres só foram aceitas na academia em 1892, por isso percebe-se uma ausência dessas figuras no período em que a Academia Imperial de Belas Artes estava em vigor. Entretanto, as mulheres estavam presentes como expositoras nos salões de arte, sendo então bem presentes como artistas nesse período, mesmo que não conseguissem tal reconhecimento.[54]

Muitas artistas brasileiras passaram pela escola, como Berthe Worms, Nicolina Vaz, Julieta de França, Nair de Teffé e Georgina de Albuquerque, a qual não só estudou e lecionou na academia, como também foi a primeira mulher a ocupar o cargo de diretoria da Escola Nacional de Belas Artes.[55]

CAEBA: Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes (UFRJ)

O Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes (CAEBA) foi fundado na década de 1960 e é uma organização estudantil que representa e defende os interesses dos alunos da EBA. O Centro Acadêmico funciona como um intermediário entre a comunidade discente e a direção da Escola, buscando melhorias na infraestrutura e na vida universitária em geral. Faz parte das atividades executadas pelo Centro Acadêmico a promoção de exposições, palestras e oficinas aos estudantes.[56]

Homenagens

A Escola de Samba São Clemente fez, em 2018, uma homenagem à Escola de Belas Artes, com o enredo "Academicamente Popular".[57]

Referências

  1. «A Escola de Belas Artes». Rio Memórias. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  2. Lucena, Felipe (7 de dezembro de 2016). «Uma Breve História da Escola de Belas Artes». Diário do Rio. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  3. «O Prédio da Academia Imperial de Belas Artes». Brasiliana Fotográfica. 13 de janeiro de 2022. Consultado em 12 de novembro de 2022 
  4. «Edifício Jorge Machado Moreira – Projeto como instrumento de investigação do patrimônio». 14ᵃ Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Consultado em 12 de novembro de 2025 
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  13. DECRETO por meio do qual o príncipe regente estabelece a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, e concede mercê de pensões a vários estrangeiros que seriam empregados na instituição. 12 de agosto de 1816, Arquivo Nacional, Fundo Tesouro Nacional, códice 62, v. 2, f. 30, 31.
  14. Trindade, Mauro. «A Construção da Ruína: A Demolição da Academial Imperial de Belas Artes e o Iconoclasmo Modernista através da Imprensa» (PDF) 
  15. Almeida, Bernardo Domingos de. "Portal da antiga Academia Imperial de Belas Artes: A entrada do Neoclassicismo no Brasil". In: 19&20. Rio de Janeiro, v. III, n. 1, jan. 2008
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