Curtis Yarvin
| Curtis Yarvin | |
|---|---|
![]() Yarvin em 2023. | |
| Nome completo | Curtis Guy Yarvin |
| Pseudônimo(s) | Mencius Moldbug |
| Conhecido(a) por | Iluminismo das Trevas e a criação do Urbit |
| Nascimento | 25 de junho de 1973 (52 anos) |
| Nacionalidade | estadunidense |
| Educação | |
| Ocupação | Cientista da computação, teórico político e blogueiro |
| Religião | Ateísmo[1] |
| Website | Unqualified Reservations Gray Mirror |
Curtis Guy Yarvin (nascido em 25 de junho de 1973), também conhecido pelo pseudônimo Mencius Moldbug, é um blogueiro e cientista da computação estadunidense[2], associado à extrema-direita[3][4][5][6][7]. Ele é conhecido, junto com o filósofo Nick Land, por desenvolver as ideias anti-igualitárias e antidemocráticas do Iluminismo das Trevas, ou "movimento Neorreacionário" (NRx).[8][9][10][11][12][4]
No início da década de 2020, Yarvin e suas ideias passaram a exercer crescente influência ideológica na direita americana, inclusive entre figuras proeminentes como o vice-presidente J. D. Vance e o capitalista de risco e megadoador republicano Peter Thiel.[13][14][4][15][16]
Em seu blog Unqualified Reservations, que escreveu de 2007 a 2014, e em seu boletim informativo posterior, Gray Mirror, que iniciou em 2020, ele argumenta que a democracia estadunidense é um experimento fracassado,[17] que deveria ser substituído por uma monarquia responsável, semelhante à estrutura de governança das corporações.[18] Em 2002, Yarvin começou a trabalhar em um projeto de software pessoal que eventualmente se tornou a plataforma de computação em rede Urbit. Em 2013, ele cofundou a empresa Tlon para supervisionar o projeto Urbit,[19] e ajudou a liderá-lo até 2019.[20][21] Ele retornou à empresa em 2024, desempenhando um papel descrito como o de um "CEO em tempos de guerra".[22]
Yarvin foi descrito como um "neorreacionário", "neomonarquista" e "neofeudalista" que "vê o liberalismo como criador de um sistema totalitário semelhante ao da Matrix e que deseja substituir a democracia estadunidense por uma espécie de tecnomonarquia".[23][24][25][26] Ele defendeu a instituição da escravidão e sugeriu que certas raças podem ser mais naturalmente inclinadas à servidão do que outras.[5][27] Argumentou que os brancos têm QI inerentemente mais alto do que os negros,[27] e se opõe aos programas de direitos civis dos EUA.[28]
Yarvin influenciou alguns investidores proeminentes do Vale do Silício e políticos republicanos. O estrategista político Steve Bannon leu e admirou sua obra.[29] O vice-presidente JD Vance "citou Yarvin como uma de suas influências".[30][31][15] Michael Anton, diretor de planejamento político do Departamento de Estado durante o segundo mandato de Trump, também discutiu as ideias de Yarvin.[4] Em janeiro de 2025, Yarvin compareceu a um jantar de gala da posse de Trump em Washington; o site Politico noticiou que ele era "um convidado de honra informal" devido à sua "influência desproporcional sobre a direita trumpista".[32]
Biografia
Infância e formação
Curtis Guy Yarvin[33] nasceu em 1973 em uma família liberal e laica.[34] Segundo Yarvin, seu pai trabalhava para o governo dos EUA como diplomata em Nicósia,[35] e sua mãe era do Condado de Westchester. Os avós paternos de Yarvin eram ambos judeus.[36]
Durante a infância, ele recebeu educação domiciliar da mãe em algumas ocasiões e pulou três séries em sua formação.[22] Em 1985, ingressou no Estudo Longitudinal de Jovens Matematicamente Precoces da Universidade Johns Hopkins. Em 1988, Yarvin se formou na Wilde Lake High School,[37] uma escola pública na comunidade planejada de Columbia, Maryland,[38][39] onde ingressou aos doze anos de idade, cursando o segundo ano do ensino médio.[22]
Yarvin passou um verão antes de ingressar na faculdade na Universidade Cornell, depois frequentou a Universidade Brown, onde se formou em 1992. Em seguida, cursou doutorado em ciência da computação na UC Berkeley, mas abandonou o programa após um ano e meio para trabalhar em uma empresa de tecnologia.[40][41]
Durante a década de 1990, Yarvin foi influenciado pela cultura tecnológica libertária do Vale do Silício.[40] Ele lia obras de direita e do conservadorismo estadunidense. O professor de direito libertário da Universidade do Tennessee, Glenn Reynolds, o apresentou a autores como Ludwig von Mises e Murray Rothbard. A rejeição do empirismo por Mises e pela Escola Austríaca, que defendiam a dedução a partir de princípios fundamentais, influenciou a mentalidade de Yarvin.[42]
Urbit
Em 2002, Yarvin fundou a plataforma de computadores Urbit como uma rede descentralizada de servidores pessoais. Em 2013, ele cofundou a empresa Tlon Corp, sediada em São Francisco, para expandir ainda mais a Urbit com financiamento do braço de capital de risco de Peter Thiel, o Founders Fund.[43][26] A empresa recebeu o nome do conto "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius", de Jorge Luis Borges.[22] Em 2016, Yarvin foi convidado a apresentar os aspectos de programação funcional do Urbit na LambdaConf 2016, o que resultou na desistência de cinco palestrantes, duas subconferências e diversos patrocinadores devido às suas opiniões controversas.[27][44]
Yarvin deixou a Tlon em janeiro de 2019, mas manteve algum envolvimento intelectual e financeiro no desenvolvimento do Urbit.[20] Ele retornou à empresa em 2024, embora sem um cargo oficial.[45] Seu papel foi descrito como o de um "CEO em tempos de guerra", e seu retorno levou à renúncia de vários funcionários de alto escalão.[22]
Blogs e autoria neorreacionários
Nas palavras de Yarvin, seu "momento de revelação" foi quando ele apoiou a teoria da conspiração conservadora dos Swift Boats, que tentou desacreditar o candidato democrata John Kerry durante a eleição presidencial de 2004.[22] Yarvin acreditava nas acusações e esperava que Kerry desistisse da corrida presidencial; quando isso não aconteceu, ele começou a perseguir outras teorias da conspiração conservadoras e posições ideológicas extremistas sobre assuntos como a Guerra Civil, o aquecimento global e a democracia.[22]
Os escritos de Thomas Carlyle, James Burnham e Hans-Hermann Hoppe, que propuseram, cada um à sua maneira, o fracasso da democracia, levaram Yarvin a endossar o autoritarismo e o elitismo.[46] Na década de 2000, a mudança de regime efetuada pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão fortaleceu as visões antidemocráticas de Yarvin, enquanto a resposta federal à crise financeira de 2008 reforçou suas convicções libertárias, assim como a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA naquele mesmo ano.[47] Yarvin também considera os artistas da sedução (PUA, na sigla em inglês) como inspirações, tendo aprendido com alguns deles sobre assuntos como lidar com jornalistas; certa vez, ele perguntou retoricamente "O que Heartiste diria?", em referência ao famoso blog PUA Chateau Heartiste.[22]
Em 2007, Yarvin criou o blog Unqualified Reservations para promover suas opiniões políticas. O pseudônimo de Yarvin é uma combinação do filósofo confucionista "Mêncio" com um trocadilho com "goldbug" (termo usado no setor financeiro para descrever, às vezes de forma pejorativa, investidores que compram ouro, e especulam com a alta do mercado a longo prazo[48]).[35]. Originalmente, ele o usava para evitar bloqueios ao postar no Reddit e no Hacker News. Em uma das primeiras postagens do blog, ele adaptou uma frase do filme Matrix, ressignificando "red pill" para representar a destruição das ilusões progressistas.[41] Ele praticamente parou de atualizar seu blog em 2013, quando começou a se concentrar no Urbit; em abril de 2016, anunciou que o Unqualified Reservations havia "concluído sua missão" e encerrado suas atividades.[49]
Em 2020, Yarvin iniciou outro blog com suas opiniões, sob o nome de Gray Mirror of the Nihilist Prince, ou simplesmente Gray Mirror, na plataforma de publicação Substack, com a intenção de servir como prévia para um livro planejado com o mesmo título.[50] Em junho de 2025, era a terceira publicação de "história" mais popular da plataforma.[22] O blog incluiu especulações sobre como substituir a democracia americana por uma nova forma de monarquia, algo que foi rotulado de fascista pelos críticos, mas é contestado por Yarvin.[31]
Yarvin também teve edições impressas de seus blogs anteriores e de novos trabalhos publicados pela editora de extrema-direita Passage Press. Isso inclui o primeiro de três volumes impressos planejados com posts anteriores do blog Unqualified Reservations,[51] e o primeiro de uma série planejada em quatro partes, intitulada Gray Mirror e inédita em formato impresso, que descreve sua visão para um novo sistema político.[22][52]
Status na direita estadunidense
Em janeiro de 2025, Yarvin compareceu a um jantar de gala da posse de Trump em Washington, D.C., organizado pela Passage Press; o Politico noticiou que ele era "um convidado de honra informal" devido à sua "influência desproporcional sobre a direita trumpista".[32] David Marchese, do The New York Times, o descreveu como "uma figura constante no universo da mídia de direita", citando suas aparições em programas de comentaristas políticos como Tucker Carlson e Charlie Kirk, entre outros. Ele também descreveu as conexões de Yarvin com autoridades do segundo governo Trump, incluindo o Diretor de Planejamento Político, Michael Anton.[3]
Yarvin no Brasil
Em 29 de novembro de 2025, o Movimento Brasil Livre (MBL) realizou em São Paulo o Festival MBL, o qual também serviu para anunciar a criação do Partido Missão. Curtis Yarvin, apresentado no próprio sítio informativo do Missão como "ideólogo radical associado à extrema direita americana",[53] participou do evento e fez uma fala durante o mesmo, na qual citou o El Salvador de Bukele como o exemplo a ser seguido pelo Brasil. Afirmou ainda que o Brasil não deveria tentar ser um "clone da América" (EUA) e adotar as "insanas ideias sobre raça" existentes naquele país, pois isso seria algo estranho à cultura brasileira. Disse ter se sentido inspirado pela similaridade entre algumas de suas ideias e as defendidas pelo Partido Missão, particularmente por seu presidente, Renan Santos.[54]
Yarvin concedeu ainda uma entrevista ao site de notícias Metrópoles, onde abordou temas relativos à política brasileira e também falou sobre a política dos Estados Unidos sob Donald Trump:[55]
- MBL, Partido Missão: "Estou bem impressionado. Me parece um movimento bem saudável da Geração Z. Em muitos sentidos, ultrapassa o que temos nos Estados Unidos. Absolutamente. É muito importante essa compreensão que eles têm sobre a necessidade de estarem organizados num partido".[55]
- Jair Bolsonaro: "Basicamente, vocês pegaram uma pessoa pequena e o colocaram num papel grande demais (para ele). Essa é a minha impressão do que aconteceu aqui com a 'revolução' do Bolsonaro. (...) Eu tenho certeza que há algo que o governo brasileiro pode ganhar com o governo Trump se decidir libertar Jair Bolsonaro. Só não sei o que poderia ser".[55]
- 8 de janeiro: "Foi a mesma coisa do dia 6 de janeiro (de 2021, nos Estados Unidos). Tinha esse elemento de comédia. As pessoas achavam que estavam participando da queda da Bastilha (em 1789 na Revolução Francesa) ou algo parecido. Era uma energia de queda da Bastilha. E aí, ao final, elas descobriram que nada aconteceu e que todas elas foram fotografadas. Você acha que o que aconteceu no Brasil foi uma armadilha? (...) Independente de alguém ter tentado criar uma armadilha ou não, acabou sendo uma armadilha".[55]
- Peter Thiel e bilionários conservadores: "Essas pessoas estão acostumadas, até certo ponto, a trabalhar contra o regime progressista atual. O que elas não estão acostumadas a fazer é tomar a responsabilidade de apresentar novas ideias. De dizer o que virá em seguida.(...) E eu acho que essas pessoas precisam avançar para a próxima etapa. Elas já se acostumaram a reagir contra o regime progressista atual, mas ainda não se acostumaram com a ideia de que são responsáveis por propor algo no lugar disso. Elas precisam ter uma ideia diferente, uma visão do que vem depois".[55]
- J. D. Vance: "J.D. Vance é alguém com quem já conversei algumas vezes. O interessante sobre ele é que, de certa forma, ele se parece com o Renan (Santos): fala a língua tanto do povo quanto da elite".[55]
Yarvin concluiu dizendo que "a meritocracia ainda produz pessoas brilhantes, mas desenvolveu ideias muito ruins. Ela se corrompeu com o poder que recebeu".[55]
Pontos de vista
Iluminismo das Trevas
Yarvin concebeu "a Catedral" como uma analogia para o que ele afirma acreditar ser uma amálgama informal de universidades e da grande imprensa, que conspiram para influenciar a opinião pública enquanto exercem poder político real nos Estados Unidos.[56] Segundo ele, uma classe social autodenominada "brâmane" (em referência à classe brâmane do sistema de castas da Índia e aos Boston Brahmins) domina a sociedade americana, pregando valores progressistas às massas. A analogia sócio-religiosa origina-se da opinião de Yarvin de que a ideologia progressista é transmitida e internalizada pela população em geral de maneira muito semelhante à forma como as autoridades e instituições religiosas transmitem o dogma religioso aos fiéis. Yarvin e o Iluminismo das Trevas afirmam que o compromisso da catedral com a igualdade e a justiça corrói a ordem social,[57] defendendo, em vez disso, uma figura monárquica americana na qual ele expressou esperança de que assumisse a responsabilidade de dissolver o que ele percebia como a catedral.[31] Yarvin argumenta que a sociedade precisa de uma "reinicialização radical" ou um "recomeço", e não de uma série de reformas políticas graduais; em vez de ativismo, ele defende o passivismo, alegando que o progressismo fracassaria sem a oposição da direita.[58] Segundo ele, os adeptos da NRx deveriam projetar "novas arquiteturas de saída" em vez de se envolverem em ativismo político ineficaz.[59]
Yarvin defende uma filosofia "neocameralista" baseada no cameralismo de Frederico II da Prússia.[12] Na visão de Yarvin, os governos democráticos são ineficientes e perdulários, devendo ser substituídos por corporações soberanas de capital aberto, cujos "acionistas" (grandes proprietários) elegem um executivo com poder absoluto, mas que deve servir a seu bel-prazer.[60] O executivo, livre das amarras dos procedimentos democrático-liberais, poderia governar com eficiência, de forma muito semelhante a um monarca-CEO.[60] Yarvin admira o líder chinês Deng Xiaoping por seu autoritarismo pragmático e orientado para o mercado, e a cidade-estado de Singapura como um exemplo de regime autoritário bem-sucedido. Ele vê os Estados Unidos como um país leniente com o crime, dominado por ilusões econômicas e democráticas.[57]
Yarvin defende o autoritarismo com base em princípios libertários de direita, argumentando que a divisão da soberania política expande o alcance do Estado, enquanto governos fortes com hierarquias claras permanecem mínimos e com foco restrito.[57] Segundo o acadêmico Joshua Tait, "Moldbug imagina uma utopia libertária radical com liberdade máxima em tudo, exceto na política".[61] Ele se mostrou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à liberdade religiosa e ao uso privado de drogas, e escreveu contra leis discriminatórias baseadas em raça ou gênero, embora, segundo Tait, "ele tenha proposto conscientemente reformas no sistema de bem-estar social e no sistema prisional que lembravam a escravidão".[60] Tait descreveu os escritos de Yarvin como, em última análise, contraditórios, resumindo as contradições em seus pontos de vista:[40]
Ele defende a hierarquia, mas nutre profundo ressentimento pelas elites culturais. Sua visão política é futurista e libertária, embora expressa na linguagem da monarquia e do reacionarismo. Ele é irreligioso e socialmente liberal em muitas questões, mas veementemente antiprogressista. Ele se apresenta como um pensador em busca da verdade, mas admite mentir para seus leitores, permeando seus argumentos com piadas e ironia. Essas tensões indicam fissuras mais amplas na direita online.
Sob o pseudônimo Moldbug, Yarvin fez uma apresentação sobre a "reinicialização" do governo americano na Conferência BIL de 2012. Ele usou o evento para defender o acrônimo "RAGE" ("raiva"), que definiu como Retire All Government Employees ("Aposentar Todos os Funcionários Públicos"). Ele descreveu o que considerava falhas na "mitologia da Segunda Guerra Mundial" aceita, aludindo à ideia de que as invasões de Adolf Hitler foram atos de autodefesa. Ele argumentou que essas discrepâncias foram impulsionadas pelos "comunistas no poder" dos Estados Unidos, que inventaram o politicamente correto como um "mecanismo extremamente elaborado para perseguir racistas e fascistas".[62] "Se os americanos querem mudar seu governo", disse ele, "terão que superar seu medo de ditadores".[63]
No artigo inaugural publicado no Unqualified Reservations em 2007, intitulado A formalist manifesto ("Um manifesto formalista"), Yarvin chamou seu conceito de alinhamento dos direitos de propriedade com o poder político de "formalismo", ou seja, o reconhecimento formal das realidades do poder existente, que deveria eventualmente ser substituído, em sua visão, por uma nova ideologia que rejeita as doutrinas progressistas transmitidas pela "Catedral".[61][64] O primeiro uso do termo "neorreacionário" por Yarvin para descrever seu projeto ocorreu em 2008.[65][66] Suas ideias também foram descritas por Dylan Matthews, do Vox, como "neomonarquistas".[24]
Em uma entrevista ao New York Times em janeiro de 2025, Yarvin afirmou que havia precedentes históricos para sustentar seu raciocínio, alegando que, em seu primeiro discurso de posse, Franklin Delano Roosevelt "basicamente disse: 'Ei, Congresso, me deem poder absoluto, ou eu o tomarei de qualquer maneira'. Então, FDR realmente assumiu esse nível de poder? Sim, ele assumiu". O entrevistador, David Marchese, observou que "Yarvin se baseia no que aqueles que simpatizam com seus pontos de vista podem considerar uma útil seleção de referências históricas", sendo, de resto, "uma mistura altamente distorcida de simplificação grosseira, seleção tendenciosa de dados e interpretação pessoal apresentada como fato", na análise de Marchese.[3]
Influência e conexões
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Peter Thiel foi um investidor na startup Tlon de Yarvin e doou US$ 100.000 ao cofundador da Tlon, John Burnham, em 2011.[67][68] Em 2016, Yarvin afirmou em particular a Milo Yiannopoulos que estava "orientando Thiel" e que assistiu à eleição presidencial dos EUA de 2016 na casa de Thiel.[69] Em seus escritos, Yarvin citou um ensaio de Thiel de 2009, no qual este declarou: "Não acredito mais que liberdade e democracia sejam compatíveis... Desde 1920, o vasto aumento no número de beneficiários de programas de assistência social e a extensão do direito de voto às mulheres — dois grupos notoriamente difíceis para os libertários — transformaram a noção de 'democracia capitalista' em um oximoro".[70]
As ideias de Yarvin foram influentes entre libertários de direita e paleolibertários, e investidores proeminentes como Thiel ecoaram o projeto de Yarvin de se separar dos Estados Unidos para estabelecer ditaduras de CEOs de empresas de tecnologia.[71][68] O jornalista Jonathan Wilson observou que Yarvin teve "uma influência intelectual significativa em figuras-chave da futura administração de Donald Trump".[4] O investidor de capital de risco Marc Andreessen, conselheiro informal de Donald Trump, manifestou sua aprovação a Yarvin.[3] O estrategista político Steve Bannon leu e admirou seu trabalho.[29] O vice-presidente J. D. Vance também elogiou Yarvin em 2021 e disse, citando seu discurso de 2012 sobre a aposentadoria de todos os funcionários públicos, que "se eu pudesse dar um conselho a Trump, seria: Demitam todos os burocratas de nível médio, todos os funcionários públicos do estado administrativo, e substituam-nos por pessoas do nosso povo. E quando os tribunais os impedirem, apresentem-se perante o país e digam: 'O juiz-chefe proferiu sua decisão. Que ele a faça cumprir'".[30][72]
A CNN observou que, embora Thiel, Andreessen, Vance e Anton tenham demonstrado apoio a Yarvin, o apoio que demonstraram às suas teorias foi variado e inconsistente, dependendo de suas posições: "Um assessor de Vance negou que o vice-presidente tenha uma relação próxima com Yarvin, dizendo que os dois se encontraram 'apenas uma vez'". Thiel, que não respondeu a um pedido de comentário, disse ao The Atlantic em 2023 que não achava que as ideias de Yarvin "funcionariam", mas o considerava um historiador "interessante e influente". E, no início deste ano, Andreessen, que também não respondeu a um pedido de comentário, publicou no X que é possível ler "Yarvin sem se tornar monarquista".[73] O investidor Balaji Srinivasan também fez coro às ideias de Yarvin sobre o cameralismo tecnocorporativo. Em um discurso de 2013, ele defendeu uma "sociedade administrada pelo Vale do Silício... uma sociedade de adesão voluntária, em última instância fora dos EUA, administrada pela tecnologia".[74][68]
Alt-right
Yarvin tem sido consistentemente descrito como uma figura da alt-right no jornalismo e em comentários.[12][75][25] Por exemplo, Mike Wendling apelidou Yarvin de "o professor de filosofia favorito da alt-right" em 2018.[76][12] Tait descreve Unqualified Reservations como um "predecessor 'intelectual' e posterior companheiro da metapolítica transgressora e anti-'politicamente correta' de comunidades online nebulosas como 4chan e /pol/".[68] Yarvin se distanciou publicamente da extrema-direita. Numa mensagem privada, Yarvin aconselhou Milo Yiannopoulos, então repórter do Breitbart News, a lidar com neonazistas "da mesma forma que um repórter comunista de carteirinha do NYT lida com uma horda de hippies anarquistas nojentos. Com desprezo condescendente. Você tem boas intenções, mocinha, agora tome um banho e depile essas axilas".[77]
Escrevendo na Vanity Fair, James Pogue disse sobre Yarvin:[16]
Alguns dos textos de Yarvin (em seu blog Unqualified Reservations) são tão radicalmente de direita que é quase preciso lê-los para crer, como quando ele criticou os ataques do terrorista norueguês de extrema-direita Anders Behring Breivik — que matou 77 pessoas, incluindo dezenas de crianças em um acampamento juvenil — não com base no argumento de que o terrorismo é errado, mas porque os assassinatos não teriam nenhum efeito efetivo na derrubada do que Yarvin chamou de governo "comunista" da Noruega. Ele argumentou que Nelson Mandela, outrora chefe da ala militar do Congresso Nacional Africano, havia endossado táticas terroristas e assassinatos políticos contra opositores e disse que qualquer um que afirmasse que 'São Mandela' era mais inocente do que Breivik poderia ter 'uma mãe que você gostaria de foder'.
Na revista Commonweal, Matt McManus disse sobre Yarvin:[78]
Ele se apresenta como uma espécie de David Foster Wallace autoritário de terceira categoria, combinando um ecletismo intelectual pós-pós-moderno com um anseio de se comunicar com jovens homens brancos descontentes e influenciá-los. Seus escritos estão repletos de afirmações históricas duvidosas, geralmente misturadas com um preconceito velado e um esnobismo burguês afetado.
Yarvin ganhou maior notoriedade em fevereiro de 2017, quando o Politico noticiou que Steve Bannon, que atuou como estrategista-chefe da Casa Branca durante o primeiro governo do presidente Donald Trump, lia o blog de Yarvin e que Yarvin "teria supostamente aberto um canal de comunicação com a Casa Branca, se comunicando com Bannon e seus assessores por meio de um intermediário".[79] A história foi repercutida por outras revistas e jornais, incluindo The Atlantic, The Independent e Mother Jones.[12][80][81] Yarvin negou à Vox ter tido qualquer contato com Bannon,[24] mas disse em tom de brincadeira ao The Atlantic que seu contato na Casa Branca era o usuário do Twitter Bronze Age Pervert.[12] Mais tarde, Yarvin deu um exemplar do livro Bronze Age Pervert's Mindset a Michael Anton, ex-alto funcionário de segurança nacional do primeiro mandato de Trump. Trump também nomeou Anton para o cargo de Diretor de Planejamento Político do Departamento de Estado dos EUA em seu segundo mandato.[82][83][84]
Em uma conversa de maio de 2021, Anton disse que Yarvin argumentava que um presidente poderia "conquistar o poder legalmente por meio de uma eleição e, em seguida, exercê-lo ilegalmente". Yarvin respondeu: "Não seria ilegal. Você simplesmente declararia estado de emergência em seu discurso de posse", acrescentando: "você teria, de fato, um mandato para fazer isso. De onde viria esse mandato? Viria basicamente de uma campanha eleitoral, dizendo: 'Ei, é isso que vamos fazer'". Ele prosseguiu dizendo que, se um hipotético presidente autoritário assumisse o cargo em 2025, "você não pode continuar tendo um passado em Harvard ou no New York Times desde talvez o início de abril", porque "a ideia de ser um César, tomar o poder e operar com o Departamento da Realidade de outra pessoa em funcionamento é simplesmente manifestamente absurda. Maquiavel poderia lhe dizer imediatamente que essa é uma ideia estúpida".[4]
Em novembro de 2025, Rutger Bregman chamou Yarvin de neofascista e o acusou de tentar instaurar uma tecnomonarquia.[85]
Opiniões sobre raça
Yarvin apoiou e discutiu teorias eugênicas relacionadas à raça e à inteligência. Ele também foi descrito como um defensor da escravidão nos tempos modernos, algo que ele contesta.[86][27] Ele afirmou que algumas raças são mais adequadas à escravidão do que outras.[27] Em uma postagem que incluía links elogiosos para Steve Sailer e Jared Taylor, ele escreveu: "Deve ser óbvio que, embora eu não seja um nacionalista branco, não sou exatamente alérgico a essa questão".[12][87] Em 2009, ele escreveu que, como os programas de direitos civis americanos foram "aplicados a populações com ascendência recente de caçadores-coletores e sem grande reputação de fibra moral robusta", o resultado foi "lixo humano absoluto".[28]
Yarvin contestou as acusações de racismo e, em seus ensaios "Por que não sou um nacionalista branco" e "Por que não sou um antissemita", ofereceu uma análise um tanto simpática dessas ideologias antes de finalmente rejeitá-las.[41] Ele também descreveu o uso de testes de QI para determinar superioridade como "assustador".[27]
Vida pessoal
Yarvin foi casado com Jennifer Kollmer, que faleceu em 2021 em San Francisco devido a uma rara cardiomiopatia hereditária, com quem teve dois filhos.[88] Ele foi brevemente noivo da escritora Lydia Laurenson, com quem teve um filho.[16][89][90] Casou-se com Kristine Militello em 2024.[91]
Livros
- Yarvin, Curtis (2023). Unqualified Reservations: Volume I. Passage Publishing. ISBN 9781959403005
- Yarvin, Curtis (2024). Gray Mirror: Fascicle I: Disturbance. Passage Publishing. ISBN 9781959403548
Ver também
Referências
- ↑ «Interview with Curtis Yarvin». Max Raskin (em inglês). Consultado em 1 de fevereiro de 2024
- ↑ https://www.facebook.com/pages/James-Kirchick/217691711627302 (16 de maio de 2016). «Trump's Terrifying Online Brigades». Commentary Magazine (em inglês). Consultado em 27 de junho de 2023
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- ↑ a b c d e f Wilson, Jason (21 de dezembro de 2024). «He's anti-democracy and pro-Trump: the obscure 'dark enlightenment' blogger influencing the next U.S. administration». The Guardian (em inglês). Consultado em 21 de março de 2025
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- ↑ Tait (2019), p. 188: "Ele se tornou o teórico fundador do movimento "neorreacionário", uma coleção online de escritores determinados a teorizar uma alternativa superior à democracia. ... Às vezes chamado de "Iluminismo Reacionário", o neorreacionismo é uma alquimia do pensamento autoritário e libertário.
- ↑ Smith & Burrows (2021), p. 145: "Existem inúmeras pessoas associadas às ideias da NRx, mas quatro são talvez fundamentais: duas – Curtis Yarvin e Nick Land – podem ser consideradas os 'construtores' originais... dessa posição".; p. 148: "Yarvin é provavelmente a figura mais importante do NRx, sendo justo considerar seu blog UR como o texto fundamental do movimento... Originalmente chamado de 'neocameralismo', sua posição logo ficou conhecida como filosofia 'neorreacionária' (NRx) e, depois de passar pelo filtro niilista deleuziano de Land, como o Iluminismo das Trevas".
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Os escritos online de Yarvin, muitos sob o pseudônimo de Mencius Moldbug, transmitem visões abertamente racistas. Ele expressa a crença de que pessoas brancas são geneticamente dotadas de QI mais altos do que pessoas negras. Ele sugeriu que a raça pode determinar se os indivíduos são mais adequados para a escravidão, e seus escritos foram interpretados como apoio à instituição da escravidão. ... Yarvin contesta sua concordância com a instituição da escravidão, mas muitos interpretam seus escritos como discursos em apoio à servidão de pessoas negras. Ele escreve em um e-mail para a revista "Inc.": "Não sei se podemos dizer *biologicamente* que parte do gênio do povo afro-americano reside no talento que demonstraram ao suportar a escravidão. Mas isso certamente é verdade em um sentido cultural e literário. Em todo caso, é mais fácil admirar um talento quando se não o possui, como eu.'... Na postagem de Yarvin no Medium, ele escreveu que, embora discorde do conceito de que 'todas as raças são igualmente inteligentes', ele não é racista porque rejeita o que chama de QIísmo.
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Fechar os meios de comunicação de elite e as instituições acadêmicas: Lembre-se que, segundo as teorias de Yarvin, o verdadeiro poder reside na Catedral, portanto, ela também precisa ser extinta. O novo monarca/ditador deveria ordenar sua dissolução. "Não se pode continuar a ter uma Harvard ou um New York Times depois do início de abril", disse ele a Anton. Depois disso, afirma, as pessoas deveriam ter permissão para formar novas associações e instituições, se assim o desejarem, mas as bases de poder da Catedral devem ser demolidas.
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Se eu tivesse que escolher uma palavra e me ater a ela, escolheria "restauracionista". Se eu tiver que admitir que um termo pejorativo que escritores honestos possam usar com justiça seja apropriado, optarei por "reacionário". Responderei até mesmo a qualquer composto deste último — "neorreacionário", "pós-reacionário", "ultrarreacionário", etc.
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Uma conferência de programação em Boulder, em maio deste ano, tornou-se alvo de controvérsia depois que os organizadores decidiram permitir que Curtis Yarvin — um programador que escreve em seu blog sob o pseudônimo de Mencius Moldbug sobre sua visão de que pessoas brancas são geneticamente mais inteligentes do que pessoas negras — permanecesse como palestrante no evento. ... Mas as opiniões de Yarvin, que alguns alegam serem racistas e endossarem a instituição da escravidão, já o levaram a ser expulso de uma conferência em 2015, e houve pressão sobre a LambdaConf para que fizesse o mesmo. ... "Eu não sou um 'defensor declarado da escravidão', um racista, um sexista ou um fascista", escreveu ele. "Não equiparo características anatômicas (seja velocidade de corrida ou eficiência na resolução de problemas) com superioridade moral." ... '
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- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Curtis Yarvin», especificamente desta versão.
Ligações externas
Blogs
- «Unqualified Reservations» (em inglês) – Blog anterior de Yarvin
- «Gray Mirror» (em inglês) – Blog posterior de Yarvin
