Renan Santos

Renan Santos
Renan Santos em 2026
1.º Presidente do Partido Missão
Período17 de outubro de 2023
até a atualidade
Antecessor(a)Cargo criado
Dados pessoais
Nascimento14 de fevereiro de 1984 (41 anos)
São Paulo, São Paulo, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
PartidoPSDB (2010–2015)
MISSÃO (2025–presente)
Religiãocatólico romano[1]
Ocupaçãoativista político
empresário
músico

Renan Antônio Ferreira dos Santos[2] (São Paulo, 14 de fevereiro de 1984) é um ativista, empresário, músico e político brasileiro. Ficou conhecido por ser um dos fundadores e coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL). É o atual e primeiro presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE, no dia 4 de novembro de 2025.[3][4]

Biografia

Renan Santos nasceu em 14 de fevereiro de 1984, na cidade de São Paulo. Durante sua infância e juventude, residiu no bairro da Mooca, na capital paulista. Seu pai é um advogado, e sua mãe, uma psicóloga. Após concluir o ensino médio, foi aprovado no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Durante seu período como estudante universitário, envolveu-se ativamente na política estudantil e na organização de eventos. Um dos eventos que organizou trouxe o líder religioso Inri Cristo para uma palestra na faculdade.[5]

Renan Santos não concluiu o curso de Direito, abandonando a graduação antes de sua formatura. Após deixar a faculdade, passou a trabalhar junto com seu pai em um grupo de empresários focado na reestruturação e recuperação de empresas em situação de falência ou grave dificuldade financeira.

Em 2014, Renan Santos, em parceria com Rubinho Nunes, seu irmão Alexandre Santos e outros indivíduos, fundou o Movimento Renova Vinhedo, um grupo jovem de militância liberal que tinha como principal característica o uso da internet e de uma estética irreverente para abordar suas pautas.[6] O movimento possuía conexões com o grupo político do ex-prefeito Milton Serafim, de seu sucessor Jaime Cruz, e do vereador Rubens Alves, pai de um de seus integrantes.[7][8]

Ainda em 2014, o Movimento Renova Vinhedo serviria de base para a criação do Movimento Brasil Livre (MBL), que estreou no cenário político com uma manifestação em frente ao Masp, em São Paulo, reunindo cerca de 5 mil pessoas e consolidando o uso da internet como principal ferramenta para promover pautas liberais. Junto com Kim Kataguiri, Gabriel Calamari, Frederico Rauh, Alexandre Santos, Rafael Rizzo e Rubinho Nunes, fundou Movimento Brasil Livre, a partir da comum insatisfação com a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial daquele ano.[7] Uma das principais funções de Renan dentro do novo Movimento foi realizar as articulações políticas. Ele foi um dos responsáveis por articular o que ficou conhecido como "Comitê do Impeachment", que foi formado por líderes dos Partidos e Movimentos para levar à frente o processo de impeachment da então presidente, Dilma Rousseff.[9][10]

Atuação no Movimento Brasil Livre (MBL)

O Movimento Brasil Livre (MBL) foi fundado em 2014, no contexto das manifestações contra o aumento das tarifas de transporte público e, em seguida, das mobilizações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Renan Santos, junto de Kim Kataguiri, Fernando Holiday, Rubinho Nunes e outros, tornou-se um dos principais líderes do movimento.[11]

Renan destacou-se como estrategista de comunicação e articulador de ações políticas e manifestações em larga escala. O MBL ficou conhecido por sua habilidade em organizar protestos nacionais com grande adesão popular, utilizando redes sociais como instrumento de convocação e propaganda.[11]

Durante o processo de impeachment, Renan foi apontado como um dos rostos centrais da mobilização que levou milhões de pessoas às ruas. Após o afastamento de Dilma Rousseff, o MBL manteve-se ativo, apoiando pautas como a reforma da Previdência e o teto de gastos.[3]

Carreira Política

Manifestações

Manifestação contra a PEC 37 de 2013

A Proposta de Emenda Constitucional nº 37, apresentada em 2011 e rejeitada em 2013, buscava restringir a condução de investigações criminais às polícias federal e civil, retirando esta atribuição do Ministério Público. A medida ficou conhecida como “PEC da Impunidade” por seus críticos, que a viam como um enfraquecimento do combate à corrupção. Durante as manifestações populares de junho de 2013, a proposta tornou-se um dos principais alvos de protesto. Entre os organizadores das mobilizações esteve Renan Santos, que teve participação na convocação e condução de atos contrários à aprovação da emenda. A pressão popular foi decisiva para que o Congresso Nacional rejeitasse a PEC, mantendo o Ministério Público com poder de investigação.[12][13]

Manifestação de 1° de novembro de 2014

Renan e outros membros do MBL decidiram convocar manifestações logo depois que a sede da Editora Abril foi pichada por militantes de esquerda, em consequência de uma publicação da capa da Revista Veja que contava com Lula e Dilma e a legenda "Eles sabiam de tudo" - em referência às delações premiadas do doleiro Alberto Youssef, no âmbito da Operação Lava Jato.[14]

Esse foi o primeiro ato do MBL, o qual tinha como pautas: combate à corrupção; uso da máquina pública por parte do PT para financiar campanhas; e a liberdade de imprensa. A manifestação foi realizada no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e reuniu cerca de 2,5 mil pessoas.[15]

Manifestação de 15 de março de 2015

Em 15 de março de 2015, milhões de pessoas em todos os estados brasileiros e no exterior se reuniram para defender a Operação Lava Jato e protestar contra o governo de Dilma Rousseff. Renan liderou a manifestação na Avenida Paulista, considerada a maior delas. Segundo estimativas, foram as maiores manifestações do país desde o início da Nova República.[16][17]

Marcha pela Liberdade

Após as manifestações de março de 2015, Renan e demais membros do MBL iniciaram uma marcha de São Paulo até Brasília, pleiteando o impeachment de Dilma Rousseff. Chamada de "Marcha pela Liberdade", saiu de São Paulo no dia 24 de abril e percorreu três estados e mais de mil quilômetros, ao longo de 33 dias, chegando a Brasília em 27 de maio.[18]

Acampamento (confrontos) e Comitê do Impeachment

Após o término da Marcha pela Liberdade, o grupo passou a acampar nos gramados localizados em frente ao Palácio do Planalto como forma de manter os sentimentos das manifestações por um prazo maior. Durante o período de assentamento, membros do movimentos foram agredidos fisicamente, como uma tentativa de desmobilizar o acampamento. Os ataques causaram efeito contrário e a causa ganhou repercussão na mídia, levando à criação do "Comitê do Impeachment".[19][20][21]

Renan Santos foi um dos líderes desse comitê, se reunindo mais de uma vez em Brasília com Eduardo Cunha e Aécio Neves, que eram respectivamente o presidente da câmara dos deputados e o líder da oposição na época, além de outros deputados. Após um desentendimento com o governo, Eduardo Cunha se tornou favorável à abertura de um processo de impeachment em 2 de dezembro de 2015.[22][23][24][25][26]

Renan Santos abrindo o 3° Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre.

Manifestações de 13 de março de 2016

Renan participou das manifestações populares que ocorreram em diversas regiões do Brasil e que tiveram como principais objetivos protestar contra o Governo Dilma Rousseff e a corrupção. Mais de 3,3 milhões de pessoas foram às ruas em pelo menos 250 cidades brasileiras. Manifestação que se configurou como sendo a maior da história do Brasil.[27] Naquela ocasião, o Movimento se declarava apartidário, mas, em fevereiro de 2016, Renan Santos admitiu em uma gravação que o Movimento já contava com apoio de grandes partidos políticos, como PSDB, PMDB, DEM e Solidariedade.[28]

Manifestações contra exposição artística Queermuseu

Em 2017, Renan Santos e o MBL foram intensamente ativos nas manifestações contra a exposição artística intitulada como "Queermuseu — Cartografias da diferença na arte brasileira". Na ocasião, Renan declarou que o MBL passou a articular a mobilização através do WhatsApp, quando células do movimento em todo o país receberam avisos sobre a exposição e um foi repassando para o outro. Sem que nenhum membro do MBL visitasse a Queermuseu, o grupo espalhou o apelo pelo boicote ao Banco Santander, que patrocinava a exposição. De acordo com as declarações de Renan Santos, o Movimento acreditava que aquela exposição utilizava dinheiro público para promover o vilipêndio de imagens religiosas, além de promover obras de teor inadequado para menores. O Banco Santander parou de incentivar a exposição e optou por não reabri-la, mesmo após decisão favorável da justiça.[29]

Pré-candidatura presidencial de 2026

Renan Santos em ato político em Recife, Pernambuco, em 2026.

Em 2025, Santos anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026, disputando a indicação pelo Partido Missão. Sua campanha adota um discurso crítico ao que ele classifica como “hegemonia política e cultural” dos partidos tradicionais, ao mesmo tempo em que se opõe tanto ao Partido dos Trabalhadores (PT) quanto ao bolsonarismo.[30]

Nas pesquisas eleitorais divulgadas em final de 2025, Santos obteve índices de intenção de voto mais fortes em levantamentos focados nos jovens, especialmente entre os da geração Z, público que pretende priorizar em sua campanha eleitoral.[31]

Produção cultural

Em 2019, Renan Santos idealizou o projeto do documentário "Não Vai Ter Golpe!" juntamente com seu irmão Alexandre Santos e Fred Rauh, e produção de Gabriel Calamari. A obra retrata o nascimento do MBL e a atuação de seus integrantes e das manifestações populares em defesa da cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, conteúdo que também pode ser encontrado no livro “Como um grupo de desajustados derrubou a presidente: MBL: a origem”, escrito por Renan Santos e Kim Kataguiri.[32][33]

Partido Missão

Durante anos, o MBL apoiou candidaturas em diferentes partidos, como o DEM, o Podemos e o Patriota. Figuras como Kim Kataguiri e Arthur do Val foram eleitos deputados em siglas tradicionais, mas sem uma legenda própria que representasse diretamente o movimento.[34]

Diante desse cenário, Renan Santos liderou a proposta de criação de um novo partido político. Em 2023, foi anunciado oficialmente como MISSÃO, legenda que nasceu como um desdobramento institucional do MBL.[35] O nome foi escolhido para transmitir ideia de propósito, transformação e engajamento político, distanciando-se de siglas tradicionais que, segundo Santos, “carregam vícios da velha política”.[4] O Partido MISSÃO está em fase de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a coleta das assinaturas necessárias, processo que Renan ajudou a coordenar.[35] Em declarações à imprensa, Renan Santos afirmou que o partido pretende lançar candidatos em todos os cargos em 2026, inclusive à Presidência.[4] Além disso, o partido lançou o Livro Amarelo, material programático que sistematiza suas propostas. No dia 4 de novembro de 2025, o TSE aprovou a criação do Partido Missão, se tornando assim o 30°[36] partido político do Brasil.[37]

Influência no Partido Missão

Bandeiras do partido em ato político no Recife, Pernambuco, em 2026.

Embora Renan Santos não ocupe cargos eletivos, sua influência dentro da MISSÃO é central.[4] Ele atua como articulador, estrategista e líder na comunicação política. Sua função principal é estruturar o partido e ampliar sua base de apoio. Renan Santos busca equilibrar a imagem da MISSÃO entre a militância digital do MBL e a institucionalização necessária para disputar eleições.[35]

Em falas públicas, Renan ressalta que sua missão pessoal é “construir um partido enraizado na sociedade civil”, fugindo do modelo de legenda personalista. Ainda assim, críticos apontam que sua liderança forte pode concentrar decisões e dificultar a pluralidade interna.[4]

Ideias políticas e posicionamento

Renan Santos notabilizou-se por defender pautas ligadas ao liberalismo econômico, à redução da intervenção estatal e à modernização das instituições. Seus discursos destacam a necessidade de reformas estruturais e incentivo ao empreendedorismo.[4] Porém, passou a ter certa abertura ao desenvolvimentismo, afirmando afastamento do "liberalismo inicial do MBL", e que não possui "dogmatismo" quanto à ideologia.[38] No MISSÃO, definido por Renan como um "um partido no campo da direita altamente pragmático",[38] ele e seus aliados buscam diferenciar-se das legendas tradicionais com propostas de transparência, inovação e participação de novos quadros políticos.[39]

Criminalidade

Renan defende que o Estado adote uma postura mais rígida no enfrentamento da criminalidade.[40] Ele sustenta a necessidade de travar uma ‘guerra’ contra as organizações criminosas, defendendo medidas que ampliem a atuação estatal para conter e desarticular esses grupos.[41] Em sua concepção, a certeza de prisão e penas mais duras seriam importantes para dissuadir eventuais práticas delitivas. Nessa direção, pensa ser possível debater a instauração da prisão perpétua e a volta da pena de morte para crimes não militares.[42] Para os membros dessas organizações criminosas, defende a aplicação do direito penal do inimigo, pois tem a opinião de que "o faccionado é um inimigo, é um invasor", defendendo uma eliminação "física" dos mesmos, que seriam presos ou, se em confronto armado, mortos pela força policial.[43][44]

Reorganização urbana

Segundo Renan Santos, é necessário acabar com as favelas e transformá-las em bairros tradicionais dentro de até trinta anos.[44] Segundo ele, é um erro romantizar essas regiões empobrecidas, comentando que "morar na favela é insalubre, é inseguro, é desumano, e isso precisa acabar de forma organizada e definitiva". Dentro de vários anos, pensa que seria possível reconstruir essas comunidades com boa infraestrutura, garantindo o atendimento da população com serviços de saúde e segurança.[45]

Santos defende também a fusão de municípios e até mesmo estados.[46][47]

Vida Pessoal

Junto de outros integrantes do Movimento Brasil Livre, Renan Santos atua como músico da banda de rock Limão Rosa, assumindo as posições de vocalista e guitarrista.[48]

Controvérsias

Processos judiciais

No ano de 2016, o site jornalístico UOL fez um artigo investigativo intitulado "Líder do MBL responde a mais de 60 processos e sofre cobrança de R$ 4,9 mi."[49] As acusações incluem fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais.[49]

Renan Santos, por sua vez, comentou a reportagem alegando que tais processos derivam das dificuldades da atividade empresarial no Brasil,[50] explicando que os processos que lhe são atribuídos e à sua família em virtude da propriedade da empresa "Martin Artefatos de Metal" já existiriam antes da família Santos tê-la adquirido. Renan criticou o artigo por não deixar claro os bens que a empresa possui listados no processo para o pagamento das dívidas, observando que não haveria nenhuma atividade criminal ou ilegal, e que os processos são todos de domínio público. Após processo de execução, a Justiça chegou a decretar o bloqueio das contas bancárias da referida empresa, mas nelas não encontrou dinheiro. Foi decretada, então, a penhora de bens da empresa, que irão a leilão na esperança de arrecadar os valores devidos aos credores.[50] A Receita Federal entende que a família de Renan Santos adotou uma estratégia de comprar empresas quase falidas, não declarar e nem pagar os tributos, enriquecendo através da apropriação indevida dos tributos pagos pelos consumidores finais.[51]

De acordo com levantamento feito pelo El País Brasil ainda em setembro de 2017, os membros da família Santos ligados ao MBL através da associação privada "Movimento de Renovação Nacional", respondem por mais de 125 processos - a maioria relativa à falta de pagamento de dívidas líquidas e certas, débitos fiscais, fraudes em execuções processuais e reclamações trabalhistas. Juntos, até setembro de 2017, acumulavam uma cobrança da ordem de 20 milhões de Reais.[52] Em reportagem publicada pelo jornal Metrópoles em março de 2022, a matéria apurou que somente à União, Renan Santos deve 6,3 milhões de Reais, entre tributos federais e multas trabalhistas. O ativista afirma que tais processos decorrem da antiga atividade empresarial de sua família, que consistia em adquirir empresas em recuperação judicial.[53]

Tour des Blondes

No dia 4 de março de 2022, uma série de áudios com conteúdo sexista de autoria do deputado estadual Arthur Moledo do Val (Podemos/SP) foram vazados para a mídia, causando grande clamor social. Entre as diversas alegações constantes nos áudios, o deputado afirmou que Renan Santos teria a prática, chamada "Tour des blondes" ("tour das loiras"), de viajar pelos países europeus "só pra pegar loira", mais especificamente em cidades interioranas.[54] Através do aplicativo de mensagens Telegram, Renan Santos negou que tivesse tomado parte no referido "tour", afirmando que apenas visitou a Suécia algumas vezes cerca de 12 ou 13 anos antes.[55] Entretanto, logo após o incidente, ressurgiram vídeos do Flow Podcast referentes à uma entrevista dada por Renan Santos ao anfitrião Monark, onde o fundador do MBL se gabava de falar sueco, alegando que fazia uso deste conhecimento para a prática do que chamou de um jogo, ou "game", de "xavecar gringas".[56]

Denúncia por Tráfico de influência

Em outubro de 2020, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), por tráfico de influência. Na mesma ação, o empresário Alessander Mônaco Ferreira, associado ao movimento, foi denunciado por fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.[57]

Segundo o Ministério Público, Ferreira teria firmado um contrato milionário com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à USP, sem processo licitatório. A acusação afirmava ainda que ele utilizou a influência de Renan Santos para ser nomeado a um cargo comissionado na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp), sem concurso público. Durante o período em que exerceu a função, Ferreira teria realizado doações ao MBL no valor equivalente ao seu salário, como forma de “retribuir” o suposto favorecimento.[58]

Apesar das acusações, a 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo rejeitou a denúncia já em novembro do mesmo ano.[59][60] O caso seguiu para o Tribunal de Justiça de São Paulo, onde foi analisado pela 4ª Câmara de Direito Criminal. O relator, desembargador Camilo Léllis, concluiu que não havia na denúncia uma descrição clara e objetiva da conduta que Renan teria praticado para caracterizar tráfico de influência. Segundo o magistrado, a peça acusatória se baseava apenas em deduções, sem apresentar indícios mínimos ou provas da materialidade do crime. Léllis afirmou que, embora se trate de delito de comprovação complexa, isso não retira do Ministério Público o dever de demonstrar elementos mínimos que indiquem a prática de ato típico pelo acusado.

Diante da ausência de fundamentos consistentes, o Tribunal de Justiça julgou improcedente a acusação e determinou o encerramento da ação, afirmando que não havia prova mínima que sustentasse a acusação.[61] Para o advogado de Renan, Conrado Gontijo, a decisão impediu o prosseguimento de uma denúncia manifestamente ilegal e sem qualquer informação que indicasse irregularidade cometida por seu cliente.

Ver também

Referências

  1. Renan Santos em Pernambuco - IRL 14/01/2026. Renan Santos. 14 de janeiro de 2026. Em cena em 1:10.31-1:10.36. Consultado em 17 de janeiro de 2026 – via YouTube. Rafael Rizzo: 'Sabia que eu sou católico?'/ Renan Santos: 'Hã?'/ Rafael Rizzo: 'Eu sou católico, sabia?'/ Renan Santos: 'Eu também.'/ Rafael Rizzo: 'Você também é católico?'/ Renan Santos: 'Sim, sim.' 
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