Conspiração de Aponte
| Conspiração de Aponte | |||
|---|---|---|---|
![]() José Antonio Aponte. | |||
| Data | 27 de março de 1811 - 11 de março de 1812 | ||
| Desfecho | Vitória do governo espanhol
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| Beligerantes | |||
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| Comandantes | |||
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A conspiração de Aponte (em castelhano: Conspiración de Aponte) foi um movimento abolicionista dirigido por José Antonio Aponte y Ulabarra, ocorrido em Cuba entre 1811 e 1812.[1][2] Um ano antes havia ocorrido a Conspiração de 1810 dirigida por Joaquín Infante.[3]
Precedentes
Devido ao aumento do uso da escravatura na sociedade cubana no início do século XIX, que buscava ocupar o lugar deixado pelo Haiti como maior produtor mundial de açúcar, uma série de tentativas conspiratórias foram organizadas na ilha para abolir a escravidão, entre as quais se destacou a de 1795; a qual foi descoberta em Bayamo. Esta primeira conspiração abolicionista foi encabeçada pelo liberto Nicolás Morales Rodríguez, que, ao ser denunciado, fugiu e se escondeu em Yareyal, perto de Holguín.
Conspiração
Em 1808, a invasão napoleônica da Espanha e a chegada a Cuba de falsas acusações sobre a escravidão motivaram sentimentos abolicionistas cada vez mais arriscados entre os crioulos. Foi então, em 1811, que uma nova conspiração abolicionista foi organizada em Havana, liderada pelo liberto José Antonio Aponte, e suas redes se expandiram para Sancti Spiritus, Trinidad, Camagüey, Bayamo, Holguín e Santiago de Cuba. A pessoa que uniu a conspiração ocidental com a parte oriental do país foi Hilario Herrera, um bravo mulato dominicano com uma profunda consciência antiescravista e um excelente organizador clandestino. Em 11 de março de 1812, quando a conspiração em Camagüey já havia eclodido, Bayamo denunciou a existência de um grupo conspirador em Holguín. Como resultado da investigação, mais de 50 pessoas foram presas e, no julgamento sumário, seu líder local, o escravo congolês Juan Nepomuceno, foi condenado à forca, e seus companheiros Federico, Antonio, Miguel e Manuel foram condenados à prisão perpétua.[4]
Ver também
Referências
- ↑ Childs, Matt D. (2009). The 1812 Aponte Rebellion in Cuba and the Struggle against Atlantic Slavery (em inglês). Chapel Hill: University of North Carolina Press. ISBN 978-0807877418. Consultado em 5 de setembro de 2025
- ↑ Childs, Matt D. (2011). La Rebelión de Aponte de 1812 en Cuba y la lucha contra la esclavitud atlántica (em espanhol). Havana: Editorial Oriente. ISBN 978-9591107664. Consultado em 5 de setembro de 2025
- ↑ Franco, José Luciano, ed. (2010). Las conspiraciones en Cuba de 1810 y 1812: Selección de José Luciano Franco (em espanhol). Barcelona: Linkgua. ISBN 978-8490074046. Consultado em 5 de setembro de 2025
- ↑ Castro Fernández, Silvio (17 de março de 2012). «José Antonio Aponte y Ulabarra, precursor». Havana. Granma (em espanhol). 16 (75). Consultado em 5 de setembro de 2025
Bibliografia
- Childs, Matt D. (2009). The 1812 Aponte Rebellion in Cuba and the Struggle Against Atlantic Slavery (em inglês). Chapel Hill: University of North Carolina Press. 320 páginas. ISBN 978-0807877418
- Childs, Matt D. (2011). La Rebelión de Aponte de 1812 en Cuba y la lucha contra la esclavitud atlántica (em espanhol). Traduzido por Hebert Pérez Concepción. Havana: Editorial Oriente. 350 páginas. ISBN 978-9591107664
- Franco, José Luciano, ed. (2010). Las conspiraciones en Cuba de 1810 y 1812: Selección de José Luciano Franco (em espanhol). Barcelona: Linkgua. 148 páginas. ISBN 978-8490074046
- González, Carlos Uxó (2010). Representaciones del personaje del negro en la narrativa cubana (em espanhol). Madri: Editorial Verbum. 308 páginas. ISBN 978-8479626594
- Franco, José Luciano (1963). La conspiración de Aponte (em espanhol). Havana: Consejo Nacional de Cultura. 101 páginas
- Lugo-Ortiz, Agnes (29 de junho de 2021). «After redemption and abandonment: José Antonio Aponte's Libro de pinturas in the field of visual portraiture». The University of Chicago (em inglês): 305-340. doi:10.1080/10609164.2021.1912486. Consultado em 5 de setembro de 2025
