Clube da Esquina (álbum)

Clube da Esquina
Álbum de estúdio de Milton Nascimento e Lô Borges
LançamentoMarço de 1972
GravaçãoNovembro de 1971
Estúdio(s)Praia de Piratininga (Niterói)
Odeon (Rio de Janeiro)
Gênero(s)
Duração64:22
Idioma(s)Português, castelhano (7)
Gravadora(s)EMI-Odeon
ProduçãoMilton Miranda, Lindolfo Gaya
Cronologia de Milton Nascimento
Milton
(1970)
Cronologia de Lô Borges

Clube da Esquina é um álbum colaborativo dos músicos brasileiros Milton Nascimento e Lô Borges, lançado como um álbum duplo em março de 1972 pela EMI-Odeon Records. Foi o quinto álbum de estúdio de Milton e o primeiro de Lô, após o qual este último seguiu carreira solo. A dupla gravou o álbum em novembro de 1971 na Praia de Piratininga, em Niterói, e nos Estúdios Odeon, no Rio de Janeiro, onde colaboraram com músicos do coletivo musical homônimo, que ajudaram a fundar.

Musicalmente, Clube da Esquina apresenta uma mistura de MPB, pop barroco, folk e jazz pop com elementos de rock, psicodelia e música clássica. Concebido em um período de tensão política durante a ditadura militar brasileira, o álbum explora temas como amizade, liberdade e juventude. A capa, fotografada por Carlos da Silva Assunção Filho, mais conhecido como Cafi, mostra dois meninos, Cacau e Tonho, em uma estrada de terra perto de Nova Friburgo, na serra do Rio de Janeiro, próximo de onde moravam os pais adotivos de Milton.

Inicialmente, Clube da Esquina recebeu críticas negativas da crítica brasileira contemporânea, que o considerou "pobre e descartável" e não compreendeu a mistura de gêneros e influências do álbum. Apesar disso, obteve sucesso comercial no Brasil e no exterior. Com o boca a boca e a mudança na percepção da crítica, o álbum foi aclamado posteriormente. Presente no livro de referência 1001 Albums You Must Hear Before You Die (2010), Clube da Esquina foi eleito o Melhor Álbum Brasileiro de Todos os Tempos pelo podcast Discoteca Básica em 2022, e a revista Paste o classificou como o nono melhor álbum de todos os tempos em 2024.

Após o lançamento, uma sequência, Clube da Esquina 2, foi lançada em 1978, expandindo a discografia coletiva do original e incorporando uma gama mais ampla de colaborações. Embora cantado principalmente por Milton Nascimento, o álbum contou com menor participação de Lô Borges e incluiu contribuições de vários artistas, como Elis Regina, Chico Buarque e Francis Hime.

Antecedentes

O coletivo musical Clube da Esquina teve origem na década de 1960, no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde Milton Nascimento e os irmãos Borges — Lô Borges, Márcio Borges e Marilton Borges — começaram a colaborar.[1][2] Milton mudou-se para Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, em 1963 para estudar e trabalhar, conhecendo os irmãos Borges no Edifício Levy.[3] Ele havia deixado sua cidade natal, Três Pontas, onde tocava na banda W's Boys com o pianista Wagner Tiso e se apresentava à noite com Marilton no grupo Evolussamba.[4]

Quando Lô tinha apenas dez anos, sua mãe pediu que ele fosse comprar ovos e leite. Ao chegar à rua, Lô encontrou um jovem de vinte e poucos anos tocando violão — Milton Nascimento. Intrigado, aproximou-se dele, dando início a uma conexão.[5][6] Milton costumava visitar a casa de Lô para apresentá-lo e ensiná-lo a tocar violão e a compor.[7] Alguns meses depois, Lô conheceu Beto Guedes, outro futuro membro do coletivo, após vê-lo andando de patinete pelas ruas.[5] À medida que a carreira de Milton ganhava impulso — particularmente depois que Elis Regina gravou sua música "Canção do sal" — suas colaborações com os irmãos Borges e outros músicos locais lançaram as bases para o Clube da Esquina.[8]

Gravação e produção

Marisa Monte
RuPaul
Os músicos Milton Nascimento (esquerda) e Lô Borges (direita) uniram-se para integrarem e desenvolverem o álbum.

O álbum foi gravado principalmente na casa de praia de Piratininga, no bairro de Mar Azul, Niterói, onde ocorreram longas sessões criativas e ensaios,[9] durante os quais as gravações foram feitas em novembro de 1971.[10][11] O grupo permaneceu lá por seis meses,[12] enquanto as gravações finais ocorreram tanto em Santa Tereza quanto em bares do centro da cidade ou na casa dos irmãos Borges,[13] bem como no estúdio da Odeon Records no Rio de Janeiro.[14] Os estúdios Odeon deram ao coletivo Clube da Esquina várias semanas para gravar, com longas sessões que se estendiam por dias e noites inteiras,[15] marcadas por uma intensa colaboração entre os músicos, com muita improvisação e experimentação.[16]

Os músicos alternaram entre funções, sendo Beto Guedes o mais ativo na produção do álbum, tocando em 17 das 21 faixas, alternando entre baixo e bateria.[17] Milton escolheu quem escreveria as letras de cada música de acordo com seu critério pessoal.[18] Márcio Borges e Fernando Brant trabalharam nas letras, enquanto músicos como Toninho Horta desenvolveram ideias musicais.[9] As orquestrações foram feitas principalmente por Eumir Deodato e Wagner Tiso.[19] Durante a gravação no Odeon Studios, o álbum foi gravado usando técnicas analógicas, com um canal dedicado aos vocais e o outro aos instrumentos.[11] Isso exigiu um alto nível de precisão, pois qualquer erro significava reiniciar a gravação do início.[20]

A ideia de um álbum duplo enfrentou inicialmente resistência da gravadora, EMI-Odeon, que temia perdas financeiras e artísticas, mas o sucesso de colaborações anteriores ajudou a garantir o apoio da gravadora.[21][22] Antes do lançamento de Clube da Esquina, três audições para o álbum foram realizadas em locais diferentes: na casa de Márcio, na casa de Brant e na casa do cineasta Schubert Magalhães.[23] A ditadura militar no Brasil impôs diversas restrições à produção cultural, o que levou os artistas ao exílio[24] ou ao confronto direto com a censura.[25] Lô Borges afirma que "a ditadura foi um dos piores momentos que vivemos, mas conseguimos manter o foco na arte, nas canções [e] na produção do álbum".[26] Márcio diz que, após a produção de Clube da Esquina, Milton e Lô começaram a compor cada vez mais, a ponto de parecerem, em suas palavras, "uma espécie de entidade híbrida, homogênea, autóctone, formada por duas cabeças, quatro mãos e duas guitarras".[27] Toninho Horta descreveu o álbum como "néctar, um oásis", com cada música tendo algo diferente, destacando a importância da formação musical de cada participante.[28] Após a gravação e produção de Clube da Esquina, Lô Borges seguiu carreira solo.[29]

Composição

Visão geral

Clube da Esquina é composto por 21 faixas que abordam temas como amizade,[30] liberdade[31] e juventude,[26] com forte presença de elementos poéticos.[32] Críticos musicais notaram sua fusão única de estilos musicais, sendo caracterizado como uma gravação de MPB,[33] pop barroco,[34] folk[35] e jazz pop.[36] Também foi descrito por ter influências de rock,[37] psicodelia,[38] bossa nova,[39] música clássica[40] e música afro-americana.[28] Barbara Alge interpretou o álbum como um reflexo de um espírito de liberdade artística em contraste com o autoritarismo durante a ditadura militar no Brasil.[41] Um motivo recorrente no álbum é uma estrada, que serve como metáfora para a vida em movimento e as transformações que ela traz.[42]

O grupo absorveu influências de vários estilos e gêneros musicais, sendo os Beatles e Chopin duas das fontes mais influentes.[43][13] Clube da Esquina incorporou ritmos brasileiros, jazz e MPB em sua música, inspirando-se no uso de diversas influências pelos Beatles.[44] Milton cresceu ouvindo muitos gêneros musicais, como música tradicional brasileira, rock, jazz, samba e bossa nova tocados no rádio.[45] Isso influenciou a incorporação de guitarras e teclados em sua música, refletindo a influência do rock e da música psicodélica.[38] Publicações compararam a gravação aos equivalentes brasileiros de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) dos Beatles, por Robert Dimery[46] e Magical Mystery Tour, pelo jornal espanhol El Nuevo Herald.[47] Andy Beta, da Pitchfork, comparou-o a clássicos do faroeste como Exile on Main St. (1972), dos Rolling Stones, e Blonde on Blonde (1966), de Bob Dylan.[48]

Canções

Faixas 1–11

A faixa de abertura, "Tudo Que Você Podia Ser", apresenta uma narrativa de resignação diante da opressão militar, interpretada por Milton, que começa com um violão de cordas de nylon tocado por Lô.[49] A letra retrata um jovem que, em vez de resistir ao regime autoritário, escolhe se conformar e abandonar suas aspirações. Os temas da canção refletem o clima sociopolítico mais amplo do Brasil sob a ditadura, onde a censura e a repressão sufocavam a dissidência.[26] "Cais", interpretada por Milton, explora temas de solidão, com a letra sugerindo um porto metafórico como um lugar de refúgio emocional, contrastando o desejo de liberdade com um sentimento inerente de isolamento.[50] A canção também apresenta influências de compositores como Heitor Villa-Lobos e músicos de jazz como John Coltrane e Bill Evans.[51] "O Trem Azul", interpretada por Lô, é uma canção de amor que usa a imagem de um trem para evocar a ideia de partida. A canção começa com um violão simples acompanhando letras que evocam reflexão e busca interior, abordando questões de identidade e a relação do indivíduo com o mundo e a natureza.[52] A faixa transmite uma sensação libertadora com imagens quase psicodélicas, descrita por Jonathon Grasse como um "hit jazzístico de pop rock com uma vibe positiva".[31] Lívia Nolla, da Novabrasil, observou que a menção a um "trem azul" pode ser interpretada de várias maneiras, servindo como um símbolo que convida a múltiplas leituras. Pode representar uma jornada pessoal e introspectiva ou, alternativamente, uma referência ao cotidiano, com a palavra "trem" sendo usada como gíria em Minas Gerais para qualquer objeto.[53] Leandro Aguiar afirma que o termo também poderia aludir ao período em que Lô usou LSD e fumou cannabis.[54] A canção foi comparada a "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, pelo escritor Paulo Thiago de Mello.[55]

A sexta faixa, "Cravo e Canela", é uma homenagem à atriz brasileira Dina Sfat (na foto), pessoa que teve ligações com Milton.

"Saídas e Bandeiras Nº 1", interpretada por Milton e Beto Guedes, aborda a ideia de deslocamento e busca, tanto física quanto simbólica. A letra sugere um desejo de partir, explorar novos territórios e encontrar algo valioso, evidente em versos como: "Subir novas montanhas, diamantes procurar".[56] "Nuvem Cigana", interpretada por Milton, explora o tema da estrada como um espaço de possibilidades. A letra utiliza imagens do sol e do vento para evocar movimento, imprevisibilidade e liberdade.[42] A abertura da canção apresenta Beto Guedes tocando uma guitarra elétrica de doze cordas.[57] O verso "pó, poeira, ventania" refere-se ao vento, reforçando a ideia de incerteza, ecoando a afirmação de Riobaldo no romance de 1956, Grande Sertão: Veredas, de que "viver é muito perigoso".[42] "Cravo e Canela", interpretada pelos dois cantores, é uma canção em homenagem à atriz brasileira Dina Sfat, que tinha ligações com Milton.[58] Seu arranjo com influência do samba difere de sua versão instrumental anterior na faixa "Fibra" de Paulo Moura, de 1971. A canção foi originalmente escrita para o filme de 1970, Os Deuses e os Mortos, embora não tenha sido incluída na trilha sonora.[59] Ela foi descrita como um "samba em três", deslocando a esfera da congada de Minas Gerais para o universo rítmico do samba do Rio de Janeiro.[60]

A faixa mais longa, "Dos Cruces", é um bolero espanhol de 1952 escrito pelo compositor basco Carmelo Larrea, gravado por Milton em sua própria interpretação.[61] A canção explora o tema do amor perdido e esquecido, com uma melodia que expressa dor e nostalgia.[62] Milton descobriu a canção durante uma visita à Venezuela para o festival Buena Onda em 1971. Lá, ele fez amizade com três moradores locais que o apresentaram a diferentes partes de Caracas, incluindo seus bairros mais pobres, e um deles tocou "Dos Cruces" para ele.[58] "Um Girassol Da Cor De Seu Cabelo", interpretada por Lô, aborda temas como amor, movimento e permanência. A música apresenta um dilema entre partir ou ficar, contrastando o sentimento de amor, que tende a criar raízes, com a estrada, que simboliza movimento e mudança.[42] A letra foi inspirada na primeira esposa de Márcio Borges, Duca Leal. Segundo Márcio, a canção foi escrita no início do relacionamento deles durante uma viagem ao interior de Minas Gerais. Apesar de sua natureza romântica, a letra tem um tom existencial e melancólico, misturando temas de morte e alucinação, evidente em versos como: "Se eu morrer, não chore, não / É só a Lua".[63]

"San Vicente", interpretada por Milton, evoca a América Latina da época, com referências aos Andes em chamas, assombrados por possibilidades e medos. A letra traz imagens da doçura do chocolate e um gosto de vidro e sangue, além de mencionar revolução e opressão.[64] A canção foi composta para a peça Os Convalescentes, do dramaturgo José Vicente de Paula, que metaforicamente falava sobre o Brasil.[62] "San Vicente" serviu como metáfora para o estado sociopolítico do Brasil na época, usando abstração poética para expressar as angústias de uma geração presa entre a resistência e o exílio.[65] Gerard Béhague descreve a canção como "um tanto reminiscente do estilo tonada chileno".[66] "Estrelas", interpretada por Lô, é a faixa mais curta, servindo como introdução à faixa seguinte, "Clube da Esquina Nº 2".[67] Seguido por "Clube da Esquina Nº 2", interpretada por Milton, é uma canção descrita como uma expressão de amor e amizade entre Milton e Lô, e ambos com música.[68][69] A canção começou como uma parceria instrumental entre Milton e Lô, inicialmente sem letra e incluída no álbum. A composição permaneceu sem letra por muitos anos até que, mais tarde, o letrista Márcio Borges escreveu as palavras que completaram a canção.[58][70]

Faixas 12–21

A experiência de conhecer o ex-presidente Juscelino Kubitschek (na foto) inspirou a composição da canção "Paisagem da Janela".

A faixa "Paisagem da Janela", interpretada por Lô, é uma composição de Fernando Brant que surgiu de uma experiência particular durante uma viagem dos membros do Clube da Esquina a Diamantina, em julho de 1971, onde conheceram o ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek.[71] A letra é um reflexo dessa experiência, evocando a ideia de viagem e movimento, com um olhar para a estrada, o movimento e o sentimento de pertencimento.[72] Durante a estadia em um hotel colonial, Brant, inspirado pela vista da janela de seu quarto para uma igreja e o cemitério da cidade, escreveu a letra durante a noite, com uma melodia composta por Lô.[73] A canção é descrita como a mais "rock and roll" que Lô compôs para o álbum.[74] A gravação de Milton com Alaíde Costa para "Me Deixa Em Paz" captura a tristeza do amor não correspondido com versos como "Se você não me queria / Não devia me procurar". A frase "evitar a dor" sinaliza uma mudança de textura, introduzindo um ritmo mais jazzístico e um solo de guitarra de Nelson Angelo.[75] A canção é um samba originalmente interpretado por Monsueto Menezes e Airton Amorim que já fazia parte do repertório de Costa, apresentando um arranjo introspectivo. Esse arranjo surgiu de uma promessa feita por Milton a Costa no final da década de 1960 durante um encontro deles em um programa de música na televisão.[76]

"Os Povos", interpretada por Milton, evoca a imagem de um cemitério e de uma cidade morta.[77] Milton afirma que, no mesmo voo venezuelano de 1971, compôs as canções "Os Povos" e "Um Gosto de Sol". Ambas as canções são uma homenagem aos seus amigos venezuelanos.[58] A canção é descrita como "uma canção profunda que funciona perfeitamente num ritmo narrativo".[74] "Saídas e Bandeiras Nº 2" é a mesma canção que "Saídas e Bandeiras Nº 1" do ponto de vista musical. A diferença reside na letra, com a segunda parte complementando a primeira. Apesar da semelhança na interpretação, "Saídas e Bandeiras Nº 2" termina com uma secção instrumental que conduz o fluxo rítmico e harmónico da canção.[78] "Um Gosto de Sol", interpretada por Milton, explora o tema da passagem do tempo e da distância entre o presente e o passado, expressando a sensação de que a vida está a fugir e que as memórias se foram.[79] A canção apresenta uma estrutura incomum que intercala momentos de intimidade com expansões orquestrais.[80] Juntamente com "Os Povos", a canção é também uma homenagem aos seus amigos venezuelanos.[58]

"Pelo Amor De Deus", interpretada por Milton, é descrita por Grasse como "uma ode experimental brasileira à psicodelia", com uma batida de samba imersa em "uma paisagem de ficção científica contenciosa de efeitos elétricos, rufos nítidos de caixa militar e uma campana polirrítmica".[81] A letra descreve um personagem que visualiza várias cenas, como em fotos, em um almanaque, durante um jantar ou através de uma janela. Essas cenas levam o personagem a exclamar a frase "pelo amor de Deus". A repetição dessa exclamação no final da terceira estrofe ganha maior ênfase semântica e emocional a cada repetição, com mudanças na melodia e no acompanhamento.[82] A canção contém uma sobreposição de instrumentos musicais misturados com o efeito da voz de Milton[74] e é a única canção que utiliza um piano elétrico Rhodes.[81] A faixa instrumental "Lilia", interpretada por Milton, é uma composição de art rock escrita por Milton Nascimento e dedicada à sua mãe.[16][83] O arranjo mistura diversos elementos, desde a percussão imersa em reverberação até o groove assimétrico moldado pelos acentos do prato de Rubinho. Os vocais sem palavras de Milton emergem como um grito cru e melancólico, enquanto o órgão de Wagner Tiso introduz uma transição onde a guitarra elétrica de Tavito se junta em um padrão de loop. Influenciada por grupos britânicos de art rock como Pink Floyd, Yes e Genesis, a música reflete a admiração compartilhada da banda por texturas complexas e estruturas não convencionais, como observado por Grasse.[84]

"Trem De Doido", interpretada por Lô, é uma faixa de rock com qualidades elétricas. A letra descreve a busca do sujeito por seu lugar no trem, onde ele não tem mais medo dos ratos que vagam por ali. O "trem" é interpretado como um símbolo de progresso, mudança e força imparável. Também representa uma forma de escapar da opressão e encontrar o próprio caminho. Por outro lado, os "ratos" simbolizam covardia, sujeira e opressão. Eles são vistos como uma ameaça ao espaço do sujeito na canção, invadindo seu objeto valioso, a "casa".[85] O refrão, com vocais de apoio de Milton, Lô e Guedes, contrasta com o acompanhamento baseado em arpejos e o órgão de Tiso, enquanto a textura de hard rock inclui um solo de guitarra inspirado no ex-membro do Led Zeppelin, Jimmy Page. A canção foi comparada por Grasse às qualidades da maioria das faixas do Álbum Branco dos Beatles.[86] "Nada Será Como Antes" apresenta um ritmo acelerado de marcha marcial, enfatizando um tom otimista. A letra retrata um poeta-viajante embarcando em uma jornada, olhando para o futuro com esperança e a crença de que o amanhã trará mudanças, apesar das lutas atuais.[79] A canção foi lançada originalmente no contexto da ditadura militar no Brasil, e o jornalista Artur Xexéo observa seu caráter político, refletindo sobre o difícil momento de repressão e despedidas, como mencionado no verso "Qualquer dia a gente se vê".[87] O álbum se encerra com "Ao Que Vai Nascer", mesclando sistemas modais e tonais, com a primeira metade apresentando arpejos no violão que criam uma "atmosfera misteriosa". A letra, com forte carga política, reflete sobre o futuro do Brasil e foi alterada devido à censura. Originalmente, a versão alterada menciona o slogan do governo de Emílio Garrastazu Médici, mas critica o idealizado "país do futuro".[88]

Título, capa e lançamento

Clube da Esquina foi lançado em março de 1972[89] como um álbum duplo em dois discos de vinil pela EMI-Odeon.[90] Nos Estados Unidos, foi lançado pela Blue Note e Capitol,[91] em formatos de cassete e CD.[92] O LP duplo foi rapidamente reimpresso duas vezes em 1972 e posteriormente relançado pela EMI-Odeon em 1976, 1985, 1988 e 1989.[93] Para promover o álbum, o show de estreia aconteceu no teatro Cruzada São Sebastião, no Rio de Janeiro, um lugar considerado "estranho" por Márcio Borges e Ronaldo Bastos.[94] No palco, os músicos não estavam à vontade, alguns estavam nervosos e tensos, com dificuldades para se apresentar, enquanto outros, afetados pelo álcool, tropeçaram durante o show, apesar das restrições ao consumo de bebidas alcoólicas.[95] O programa foi suspenso devido às dificuldades psicológicas enfrentadas pelos participantes. Por exemplo, Tavito teve um colapso nervoso e começou a gritar no palco, assim como Robertinho Silva. O programa foi posteriormente relançado com uma promoção melhorada.[96]

O título Clube da Esquina alude ao local onde Milton e os irmãos Borges se encontravam, na esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, Minas Gerais.[1] A origem do nome vem de um diálogo de Lô Borges: sempre que ele retornava a Belo Horizonte, seus amigos perguntavam "onde está o Lô?" e sua mãe respondia: "Ah, o Lô está na esquina, ele nunca sai, no lugar que chamam de Clube da Esquina. O Lô passa o tempo todo tocando violão lá." Posteriormente, o coletivo musical e o álbum seriam batizados de Clube da Esquina.[97][98] O termo se referia ao ponto de encontro informal onde Milton, Lô Borges, os irmãos Borges e outros músicos de Minas Gerais se reuniam para compartilhar ideias, tocar música, conversar e celebrar, principalmente nas noites de fim de semana, com Lô Borges frequentemente tocando violão ali.[99][100][55]

A capa do álbum apresenta dois meninos, identificados pseudônimos como Cacau e Tonho, em uma estrada de terra perto de Nova Friburgo,[101] próximo de onde moravam os pais adotivos de Milton.[102][103] Tirada de dentro de um carro,[104] por Carlos da Silva Assunção Filho, o fotógrafo mais conhecido como Cafi, de Recife, Pernambuco, a capa do álbum representava "a ruralidade do Clube da Esquina".[105] Ronaldo Bastos diz que "[a] foto foi a seguinte: Estávamos em um carrinho, em uma estrada como aquela, e havia dois meninos parados ali. Parei o carro e disse, não sei se fui eu ou o Cafi quem disse: 'Fotografe isso'. E ele fotografou, da janela, de dentro do Fusca; tiramos a foto e fomos embora. Foi mais uma foto daquelas fotos que tiramos — que depois virou uma capa".[106]

Acreditava-se que os meninos na capa do álbum eram Milton e Wagner Tiso[107] ou Milton e Lô quando crianças.[101][108] Em março de 2012, Cacau e Tonho tomaram conhecimento da foto após serem contatados pelo jornal mineiro Estado de Minas,[109][110] que lhes pediu para recriar a capa em comemoração ao 40º aniversário do álbum.[111] Em dezembro daquele ano, eles processaram Milton, Lô e a EMI (agora pertencente à Universal Music Group) por danos morais e uso indevido da imagem, pleiteando 500.000 reais em indenização.[112] Em setembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu a favor de Milton e Lô, por ter determinado que o caso estava prescrito; Cacau e Tonho foram condenados a pagar suas custas judiciais.[113]

Recepção

Recepção inicial

As primeiras críticas ao Clube da Esquina foram negativas por parte da imprensa musical brasileira, com críticos musicais locais e especializados considerando-o "pobre e descartável".[94] Fora do Brasil, foi um sucesso comercial.[114] Os críticos tiveram dificuldade em compreender a mistura de gêneros e influências, e o álbum foi frequentemente comparado desfavoravelmente às obras de artistas mais consagrados. Segundo Márcio Borges, ele explica: "Naturalmente, as críticas foram horríveis. Queriam comparar Milton com Caetano e Chico Buarque, não entendiam nada do ecumenismo inter-racial, internacional e interplanetário proposto pelas dissonâncias atemporais de Milton. Desprezavam as descobertas de Chopin e o zelo beatlemaníaco de Lô".[115]

Fernando Spencer, do Diário de Pernambuco, descreveu-o como um "excelente álbum que vem confirmar a força do compositor", afirmando ser "um dos maiores lançamentos de 1972".[10] Na crítica de Julio Hungria para o Jornal do Brasil, ele expressou menos entusiasmo, descrevendo o álbum como "sensacional [...] do começo ao fim", mas observando que "o som poderia ser melhor".[116] A crítica de Walter Silva para a Folha de S.Paulo foi mais negativa, escrevendo: "Basta ler um pouco das tendências seguidas pela música popular americana e inglesa [e] você pode ver que há um grande erro em tudo isso. E o pior que começa a aparecer aqui são as imitações da imitação desses 'movimentos', que nada mais são do que modismos para aumentar as vendas".[117] Paul Raebum, do jornal de Novo México Independent, descreveu o álbum como um dos "melhores discos" de Milton.[118] O compositor americano Walter Hyatt também o nomeou um dos seus álbuns favoritos de Milton, dizendo que "pode ​​ser o auge das suas aspirações artísticas porque está cheio de energia e ideias".[119]

Comercialmente, o álbum vendeu bem[114] e estava disponível em lojas de discos americanas com seções internacionais.[120] O álbum também fez sucesso entre estudantes e jovens que abandonaram os estudos em geral,[121] e os membros do grupo alcançaram sucesso comercial como artistas musicais.[12] Clube da Esquina estreou em nono lugar em 15 de abril de 1972,[122] atingindo o pico em oitavo lugar em 22 de abril de 1972[123] e passou um total de cinco semanas nas paradas do IBOPE do Rio de Janeiro, conforme relatado pela revista brasileira Jornal do Brasil.[124]

Recepção retrospectiva e legado

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 5 de 5 estrelas.[125]
laut.de 5 de 5 estrelas.[126]
Ondarock 8.0/10[127]
Pitchfork 9.5/10[48]
Rolling Stone 3.5 de 5 estrelas.[128]
Stafford Post 8/10[129]
The Times 4 de 5 estrelas.[130]

Apesar do sucesso inicial modesto, o álbum, com a ajuda do boca a boca e da mudança na percepção da crítica, passou por uma reavaliação nacional ao longo do tempo.[131] Seu estilo não convencional foi inicialmente recebido com ceticismo, pois os críticos acharam sua abordagem difícil de categorizar. No entanto, à medida que o público e os críticos se familiarizaram com seu som, o álbum foi recebido com aclamação majoritariamente positiva.[132] Eventualmente, o nome do coletivo, Clube da Esquina, também passou a ser usado para se referir a Milton, Lô e seus colaboradores, mesmo aqueles que não eram de Minas Gerais.[12]

Alvaro Neder, da AllMusic, aclamou o álbum como "indispensável", elogiando as ricas orquestrações de Eumir Deodato e Wagner Tiso sob a direção de Paulo Moura. Ele notou a profunda conexão do álbum com o coletivo musical mineiro, que conta com artistas como Milton Nascimento, Lô Borges e Toninho Horta, e observou que ele "inclui vários sucessos do Clube da Esquina", como "Tudo Que Você Podia Ser", "Cais" e "O Trem Azul", todos com o apoio de "alguns dos melhores músicos do Brasil".[125] Andy Beta, em sua resenha para a Pitchfork, descreveu Clube da Esquina como "um dos álbuns mais ambiciosos da história da música brasileira", destacando suas qualidades "inspiradoras e misteriosas".[48] Renato Prelorentzou, do jornal O Estado de S. Paulo, observou que a fusão de gêneros musicais no álbum “aparece principalmente em melodias relativamente simples, turbinadas por uma harmonização muito sofisticada, causando uma estranheza interessante e inédita aos ouvidos da época”.[133]

Will Hodgkinson, em sua crítica para o The Times, observou que, embora a "voz celestial" do cantor tivesse sido afetada pela idade, sua presença por si só justificava revisitar o álbum clássico. Ele descreveu o álbum como "uma mensagem de esperança" durante a ditadura militar brasileira, misturando "melodias profundas e envolventes" com elementos de música clássica, folk, bossa nova e rock ocidental. Os destaques incluíram "Tudo Que Você Podia Ser" e "Nada Será Como Antes", com Hodgkinson comparando as melodias aos "Beach Boys da era Pet Sounds, mas com maior complexidade rítmica".[130] Chris Evans, do Stafford Post, disse que o álbum está "repleto de melodias suntuosas e fáceis, ricamente orquestradas e ainda explorando os caminhos abertos pelos Beatles".[129] Antônio do Amaral Rocha, da Rolling Stone Brasil, elogiou o álbum por suas “criações fora dos moldes tradicionais” e por abordar “temas pouco comuns”, particularmente sua conexão com a realidade sul-americana.[134]

O álbum foi eleito o sétimo melhor álbum brasileiro de todos os tempos em uma lista publicada em outubro de 2007 pela Rolling Stone Brasil.[135] Clube da Esquina foi incluído no livro de referência 1001 Albums You Must Hear Before You Die, publicado em 2010.[46] Em setembro de 2012, foi eleito o segundo melhor álbum brasileiro pelo público da rádio Eldorado FM, do portal Estadão.com e do Caderno C2+Música (os dois últimos pertencentes ao jornal O Estado de S. Paulo).[136] Em abril de 2022, a revista Spin classificou o álbum em 19º lugar em sua lista dos 50 melhores álbuns de 1972.[137] Em maio de 2022, o álbum foi eleito o Maior Álbum Brasileiro de Todos os Tempos pelo podcast Discoteca Básica, que foi ouvido por 162 especialistas.[138][139][140] Em 2024, o álbum foi listado em nono lugar pela revista Paste na lista dos 300 Maiores Álbuns de Todos os Tempos.[141]

Clube da Esquina 2

Em 1978, a EMI-Odeon lançou Clube da Esquina 2, servindo como continuação do álbum e do coletivo musical.[20][142] O álbum manteve a abordagem coletiva, a variedade estilística e os aspectos experimentais de seu antecessor, abrangendo dois LPs com 23 faixas.[143] Incluiu uma gama mais ampla de artistas nacionais que colaboraram no álbum, como Elis Regina, Chico Buarque e Francis Hime.[144] O álbum também se conecta ao seu antecessor por meio de continuações de canções ou da recorrência de elementos musicais semelhantes.[145] Milton mencionou em uma entrevista em 2013 que seu álbum de 1994, Angelus, poderia ser considerado um "Clube da Esquina 3".[146]

Classificações

Publicação País Lista Ano Posição
Rolling Stone Brasil Brasil 100 maiores discos da música brasileira 2007 7[135]
Rádio Eldorado FM Brasil Os 30 melhores álbuns brasileiros 2012 2[136]
Spin Estados Unidos The 50 Best Albums of 1972 2022 12[137]
Discoteca Básica Brasil 500 maiores discos da música brasileira 2022 1[147]
Paste Estados Unidos The 300 Greatest Albums of All Time 2024 9[141]

Lista de faixas

Todas as músicas interpretadas por Milton Nascimento ou Lô Borges.[148]

Lado um
N.º TítuloCompositor(es)Vocal principal Duração
1. "Tudo Que Você Podia Ser"  Lô Borges, Márcio BorgesMilton Nascimento 2:57
2. "Cais"  Milton, Ronaldo BastosMilton 2:45
3. "O Trem Azul"  L. Borges, BastosL. Borges 4:05
4. "Saídas e Bandeiras Nº 1"  Fernando Brant, MiltonBeto Guedes, Milton 0:45
5. "Nuvem Cigana"  L. Borges, BastosMilton 2:59
6. "Cravo e Canela"  Milton, BastosMilton, L. Borges 2:31
Lado dois
N.º TítuloCompositor(es)Vocal principal Duração
7. "Dos Cruces"  Carmelo LarreaMilton 5:22
8. "Um Girassol Da Cor De Seu Cabelo"  L. Borges, M. BorgesL. Borges 4:12
9. "San Vicente"  Brant, MiltonMilton 2:46
10. "Estrelas"  L. Borges, M. BorgesL. Borges 0:28
11. "Clube da Esquina Nº 2"  L. Borges, M. Borges, MiltonMilton 3:38
Lado três
N.º TítuloCompositor(es)Vocal principal Duração
12. "Paisagem Da Janela"  Brant, L. BorgesL. Borges 2:58
13. "Me Deixa Em Paz"  Airton Amorim, Monsueto MenezesMilton, Alaíde Costa 3:05
14. "Os Povos"  M. Borges, MiltonMilton 4:30
15. "Saídas e Bandeiras Nº 2"  Brant, MiltonGuedes, Milton 1:30
16. "Um Gosto De Sol"  Bastos, MiltonMilton 4:20
Lado quatro
N.º TítuloCompositor(es)Vocal principal Duração
17. "Pelo Amor De Deus"  Brant, MiltonMilton 2:06
18. "Lilia"  MiltonMilton 2:33
19. "Trem De Doido"  M. Borges, L. BorgesL. Borges 3:58
20. "Nada Será Como Antes"  Milton, BastosGuedes, Milton 3:23
21. "Ao Que Vai Nascer"  Brant, MiltonMilton 3:20
Duração total:
64:22

Créditos

O processo de criação de Clube da Esquina atribui os seguintes créditos:[149]

Músicos

  • Milton Nascimento – vocal principal (faixas 1, 2, 4–7, 9, 11, 13–18, 20, 21), violão (faixas 2, 4, 7, 11, 13–15, 17, 21), piano (faixas 2, 5, 16), vocais de apoio (faixas 10, 12, 19)
  • Lô Borges – vocal principal (faixas 3, 6, 8, 10, 12, 19), violão (faixas 1, 10), guitarra rítmica (faixas 3, 19), guitarra elétrica (faixas 9, 11), vocais de apoio (faixas 3, 8, 19), vocais adicionais (faixas 17, 20), percussão (faixas 4, 13, 15), surdo (faixa 6), piano (faixas 8, 12)
  • Wagner Tisoarranjos orquestrais, órgão (faixas 1–3, 7, 8, 11, 13, 14, 17–19, 21), piano (faixas 6, 7, 9, 13, 14, 20, 21), piano elétrico (faixa 17), vocais de apoio (faixa 10)
  • Eumir Deodato – arranjos orquestrais
  • Beto Guedes – vocal principal (faixas 4, 15), baixo (faixas 1, 3, 4, 8, 9, 12, 15, 21), vocais de apoio (faixas 3, 8, 10, 12, 19), guitarra de doze cordas (faixa 5), ​​percussão (faixas 6, 7, 13, 18), guitarra elétrica (faixas 7, 17, 19, 20), sinos de carrilhão (faixa 9)
  • Rubinhotumbadora (faixa 1), bateria (faixas 4, 5, 7–9, 12, 15, 17–19, 21), percussão (faixa 13)
  • Robertinho Silva – bateria (faixas 1, 3, 6, 11, 13, 14, 20), percussão (faixas 2, 6, 7, 9, 17, 18, 21), vocais de apoio (faixa 10)
  • Tavito – guitarra de doze cordas (faixa 1), guitarra elétrica (faixas 6, 8, 12, 18, 20), guitarra acústica (faixas 7, 9), vocais de apoio (faixa 9), percussão (faixa 14)
  • Toninho Horta – guitarra elétrica (faixas 1, 3, 21), percussão (faixas 2, 4, 15, 17, 18), baixo (faixas 5, 7, 19, 20), violão (faixa 6), vocais de apoio (faixas 3, 8, 10)
  • Luiz Alvescaxixi (faixa 1), baixo acústico (faixas 2, 5, 7), baixo (faixas 6, 11, 13, 14, 17, 18, 21), percussão (faixas 6, 7, 9, 21)
  • Nelson Angelo – guitarra elétrica (faixas 4, 8, 11, 12, 15), percussão (faixas 7, 9, 18), surdo (faixa 13), piano (faixa 15)
  • Paulinho Braga – percussão (faixa 9)
  • Luiz Gonzaga Jr. – vocais de apoio (faixa 10)
  • Alaíde Costa – vocal principal (faixa 13)

Produção

  • Paulo Moura – regendo
  • Jorge Teixeira, Nivaldo Duarte e Zilmar de Araújo – engenharia
  • Cafi – fotografia e diagramação
  • Lindolfo Gaya – direção musical
  • Juvena Pereira – fotografia
  • Milton Miranda – direção de produção
  • Milton Nascimento – supervisão musical

Paradas musicais

Desempenho semanal nas paradas para Clube da Esquina
País — Parada (1972) Posição
Brazil (IBOPE)[123] 8

Ver também

Referências

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Bibliografia

Livros

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Documentos

Ligações externas