Monkeybuzz
| Tipo de sítio | Revista eletrônica |
|---|---|
| Fundador(es) | Lucas Repullo |
| Requer pagamento? | Não |
| Cadastro | Opcional |
| País de origem | Brasil |
| Idioma(s) | Português |
| Lançamento | 2012 |
| Extinção | 5 de novembro de 2025 |
| Endereço eletrônico | monkeybuzz |
| Estado atual | Desativado |
Monkeybuzz foi um site brasileiro independente de jornalismo musical fundado em 2012 por Lucas Repullo. A plataforma publicava notícias, resenhas, artigos, entrevistas e conteúdo audiovisual, com foco em música alternativa e música independente.
A equipe editorial era inicialmente composta por três membros principais: Lucas Repullo (editor-chefe), Nik Silva e André Felipe de Medeiros. Outros colaboradores, alguns com experiência em blogs ou crítica musical, também participaram. O processo de revisão era colaborativo, com os textos enviados sendo editados por um revisor designado para se alinharem à linha editorial do site.[1] Em 5 de novembro de 2025, Repullo anunciou que o Monkeybuzz deixaria de publicar novos conteúdos, embora seu acervo existente permanecesse disponível online.
História
A Monkeybuzz entrou no ar pela primeira vez em 12 de março de 2012,[2] e foi criada por Lucas Repullo, que tinha 20 anos na época.[1] Inspirado por publicações internacionais como a Pitchfork, Repullo buscou criar um veículo de jornalismo musical profissional no Brasil. O projeto foi lançado após um longo período de preparação, com mais de cem resenhas de álbuns prontas para publicação.[2] A linguagem do veículo é informal e explicativa.[3]
Em 2013, o site lançou o "Monkeybuzz 2.0", uma versão redesenhada com um layout mais visual, navegação aprimorada e um reprodutor de música integrado baseado no SoundCloud.[4] Nos seus primeiros anos, a plataforma recebeu apoio consultivo da incubadora de empresas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e, posteriormente, colaborou com a Balaclava Records para organizar eventos ao vivo.[5] O Monkeybuzz também foi integrado ao portal online da MTV Brasil, ampliando sua visibilidade.[1]
Em 2014, o número de seguidores da Monkeybuzz nas redes sociais, particularmente no Facebook, havia atingido dezenas de milhares de usuários, comparável ao de revistas de música brasileiras já estabelecidas.[1] Ela foi identificada na literatura acadêmica como uma das plataformas de música especializadas mais relevantes do Brasil,[1][3][6] particularmente na promoção de música alternativa e independente,[1] e de temas raramente abordados no jornalismo musical.[3] Para comemorar seu quinto aniversário em 2017, a Monkeybuzz organizou uma série de shows mensais na casa de shows Breve, em São Paulo, apresentando bandas locais.[7]
Em 5 de novembro de 2025, Repullo anunciou o fim das atualizações do Monkeybuzz, mantendo os arquivos do site no ar.[8]
Referências
- ↑ a b c d e f Felix, Beatriz de Carvalho (9 de dezembro de 2014). «A questão da qualidade na crítica musical online». Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ a b de Medeiros, André Felipe (12 de março de 2014). «Dois Anos de #Monkeybuzz». Monkeybuzz. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c Buzzi, Anna Giulia (2021). «Jukebox CWB: um portal digital voltado ao jornalismo de música». Universidade Positivo. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ Repullo, Lucas (18 de março de 2013). «Bem-vindos ao Monkeybuzz 2.0». Monkeybuzz. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ Consiglio, Marina (20 de outubro de 2017). «Bandas indies internacionais se apresentam em São Paulo neste fim de semana». Guia Folha. Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ da Silva, Matheus Rodrigues (2023). «Uma década de crítica musical no G1: análise de elementos do jornalismo opinativo-musical de 2014 a 2023». Lume Home. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ «Gosta de rock? Confira dez shows que rolam em São Paulo na semana». Guia Folha. Folha de S. Paulo. 17 de março de 2017. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ Repullo, Lucas (5 de novembro de 2025). «Monkeybuzz encerra suas atividades depois de 13 anos». Monkeybuzz. Consultado em 4 de fevereiro de 2026