Cristiano IX da Dinamarca
| Cristiano IX | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Rei da Dinamarca, dos Vendos e dos Godos Duque de Eslésvico, Holsácia, Stormarn, Dithmarschen, Lauemburgo e Oldemburgo | |||||
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| Rei da Dinamarca | |||||
| Reinado | 15 de novembro de 1863 a 29 de janeiro de 1906 | ||||
| Predecessor | Frederico VII | ||||
| Sucessor | Frederico VIII | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 8 de abril de 1818 Castelo de Gottorf, Eslésvico, Ducado do Eslésvico | ||||
| Morte | 29 de janeiro de 1906 (87 anos) Palácio de Amalienborg, Copenhage, Dinamarca | ||||
| Sepultado em | 15 de fevereiro de 1906 Catedral de Roskilde, Roskilde, Dinamarca | ||||
| Esposa | Luísa de Hesse-Cassel | ||||
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| Casa | Eslésvico-Holsácia- Sonderburgo-Glucksburgo | ||||
| Pai | Frederico Guilherme, Duque de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo | ||||
| Mãe | Luísa Carolina de Hesse-Cassel | ||||
| Religião | Luteranismo | ||||
| Assinatura | |||||
| Brasão | ![]() | ||||
Cristiano IX (Eslésvico, 8 de abril de 1818 – Copenhague, 29 de janeiro de 1906), nascido príncipe Cristiano de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo, foi o Rei da Dinamarca de 1863 até 1906.
Originalmente um príncipe alemão, Cristiano foi escolhido, com a aprovação das grandes potências europeias, como herdeiro presuntivo do trono dinamarquês, então ocupado por Cristiano VIII, uma vez que seu filho, o futuro Frederico VII da Dinamarca, aparentava incapacidade de gerar descendência. Cristiano casou-se com a princesa Luísa de Hesse-Cassel, união que se mostrou decisiva para sua escolha como rei, já que a esposa, sobrinha de Cristiano VIII, possuía um vínculo mais próximo com a linha de sucessão do que ele próprio.
Seus seis filhos estabeleceram alianças matrimoniais com importantes casas reais europeias, conferindo-lhe o apelido de "sogro da Europa". Duas de suas filhas, as princesas Alexandra e Dagmar, casaram-se, respectivamente, com os monarcas britânico e russo, tornando o rei Jorge V e o imperador Nicolau II seus netos mais notáveis.
Início de vida
Nascimento e família

O príncipe Cristiano nasceu em 8 de abril de 1818, na residência de seus avós, o Castelo de Gottorf, próximo à cidade de Eslésvico, no Ducado de Eslésvico, então parte do Reino da Dinamarca.[1] Era o sexto filho, o quarto menino, do duque Frederico Guilherme de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck e de sua esposa, a princesa Luísa Carolina de Hesse-Cassel.[2] Recebeu o nome em homenagem ao primo de sua mãe, Cristiano Frederico da Dinamarca, que ascendeu ao trono como rei Cristiano VIII da Dinamarca em 1839 e também foi seu padrinho.[3]
O pai de Cristiano era o chefe da Casa de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck, um ramo cadete distante e de pouca relevância da Casa de Oldemburgo, a família real da Dinamarca. A linhagem descendia de um filho mais novo do rei Cristiano III da Dinamarca, o duque João de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo. João e seus descendentes receberam o título e o estatuto de duques, mas possuíam apenas direitos hereditários sobre Eslésvico e Holsácia, sem exercer soberania territorial. Devido ao grande número de filhos de João, o Ducado de Sonderburgo foi dividido, após sua morte, em vários pequenos ducados apenas nominais, formados por poucas propriedades e paróquias, o que gerava rendimentos insuficientes para sustentar um estilo de vida compatível com a posição social de seus titulares. A linhagem de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck foi fundada pelo duque Augusto Filipe, neto de João, e recebeu essa denominação a partir da propriedade do senhorio de Beck, pertencente ao primeiro duque.[4] Os filhos de Augusto Filipe e seus descendentes ingressaram nos serviços militares prussiano, polonês e russo, até que seu bisneto, o pai do príncipe Cristiano, retornou ao Exército Real Dinamarquês e foi designado para à Holsácia.[5] Foi nesse contexto que conheceu a princesa Luísa Carolina, filha do conde Carlos de Hesse-Cassel, que havia sido criada na corte dinamarquesa e se casado com a filha mais nova do rei Frederico V, a princesa Luísa. O conde Carlos construiu sua carreira na Dinamarca, onde alcançou o posto de marechal de campo e exerceu o cargo de governador dos ducados de Eslésvico e Holsácia.[6]
Juventude e educação

O jovem príncipe passou os primeiros anos de sua infância com seus numerosos irmãos na residência de seus avós, o Castelo de Gottorf, tradicional sede dos governadores de Eslésvico e Holsácia. Em 6 de julho de 1825, o duque Guilherme foi nomeado Duque de Glucksburgo por seu cunhado, o rei Frederico VI da Dinamarca, uma vez que a antiga linhagem de Glucksburgo havia sido extinta em 1779 e o castelo homônimo encontrava-se desocupado.[7] Em decorrência disso, Guilherme alterou seu título de Duque de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck para Duque de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo, dando origem à posteriormente célebre Casa de Glucksburgo.[8] A família transferiu-se então para o Castelo de Glucksburgo, onde Cristiano cresceu com seus irmãos sob a supervisão direta dos pais. O duque Guilherme escreveu certa vez a um amigo: "Educo os meus filhos de forma rigorosa, para que aprendam a obedecer, sem deixar de os preparar para as exigências e necessidades do presente".[1] Contudo, o duque faleceu prematuramente em 17 de fevereiro de 1831, aos 46 anos de idade, em consequência de um resfriado que evoluiu para pneumonia e, segundo sua própria avaliação, também de escarlatina, doença que já havia acometido dois de seus filhos. Sua morte deixou a esposa viúva, sem recursos financeiros e responsável por dez filhos. À época, Cristiano tinha apenas doze anos.
Após a morte do pai, em 1831, o rei Frederico VI da Dinamarca, juntamente com Guilherme de Hesse-Philippsthal-Barchfeld, amigo próximo do falecido duque, assumiram a tutela de Cristiano e de seus nove irmãos. Nesse mesmo ano, o jovem príncipe manifestou o desejo de seguir carreira como oficial da Marinha. No entanto, durante uma visita do rei ao Castelo de Gottorf, pouco após o funeral do duque Guilherme, Frederico VI concordou com a mãe de Cristiano que ele deveria ser enviado a Copenhague para receber formação como oficial do Exército. A partir de 1832, um ano após a morte de seu pai, Cristiano passou a viver na Dinamarca e foi educado na Academia Militar Real de Copenhague. Ali, recebeu instrução particular e manteve pouco contato com os demais cadetes.[1] Em contrapartida, foi bem acolhido pelo casal real, que não tinha filhos homens: a rainha Maria Sofia era sua tia, e o rei Frederico VI, primo de sua mãe. Em 1838, seu irmão mais velho, o duque Carlos de Glucksburgo, casou-se com a filha mais nova do casal real, a princesa Guilhermina.

Cristiano foi confirmado em 1835, na Igreja da Guarnição de Copenhague. No ano seguinte, foi nomeado capitão da Cavalaria Real Dinamarquesa e passou a residir no quartel da cavalaria, próximo ao Canal de Frederiksholm, em Copenhague. Viveu ali de forma modesta até 1839, quando o rei Frederico VI lhe concedeu um apartamento no Palácio Amarelo, nas proximidades de Amalienborg, onde residiu até 1865. Entre 1839 e 1841, estudou direito constitucional e história na Universidade de Bonn, juntamente com seu meio-primo Frederico Guilherme de Hesse. Durante esse período, em dezembro de 1839, recebeu a notícia da morte de seu patrono, o rei Frederico VI, que foi sucedido por Cristiano VIII, primo de sua mãe. Durante as férias universitárias, Cristiano realizou diversas viagens pela Alemanha e também visitou Veneza. Em 1841, retornou a Copenhague. No trajeto de volta, passou pela corte de Berlim, onde recusou uma proposta do rei Frederico Guilherme IV da Prússia para ingressar no exército prussiano.[1]
Casamento
Na coroação da Rainha Vitória, realizada em 28 de junho de 1838, na Abadia de Westminster, em Londres, Frederico VI foi representado por Cristiano. Durante sua permanência na capital britânica, Cristiano cortejou a jovem rainha, então solteira, porém sem êxito. Atendendo aos desejos de sua família, Vitória optou por se casar com seu primo, Alberto de Saxe-Coburgo-Gota. Ainda assim, a jovem soberana formou uma impressão favorável do Príncipe Cristiano, que tinha a mesma idade que ela e que, vinte e cinco anos mais tarde, viria a tornar-se sogro de seu filho mais velho, Alberto Eduardo, Príncipe de Gales.[9]

Cristiano, por sua vez, contraiu um casamento que teria consequências significativas para o seu futuro. No outono de 1841, ficou noivo de sua prima em segundo grau, Luísa de Hesse.[10] Ela era filha do conde Guilherme de Hesse-Cassel-Rumpenheim, que serviu como general dinamarquês e exerceu o cargo de governador de Copenhague. O conde Guilherme era casado com a princesa Luísa Carlota da Dinamarca, irmã do rei Cristiano VIII, sendo Luísa, portanto, sobrinha do novo monarca. Ambos compartilhavam um bisavô em comum, o rei Frederico V. O casamento foi celebrado em 26 de maio de 1842, na residência dos pais da princesa, o Palácio de Amalienborg.[10] Os recém-casados passaram a lua de mel em Kiel, onde visitaram o irmão mais velho de Cristiano, Carlos, e sua esposa, Guilhermina.[11]
Após o matrimônio, o casal recebeu o Palácio Amarelo, localizado na rua Amaliegade, como residência oficial. Seus cinco primeiros filhos nasceram ali, entre 1843 e 1853: Frederico, em 1843; Alexandra, em 1844; Guilherme, em 1845; Dagmar, em 1847; e Tira, em 1853.[12] À época, a família ainda era relativamente desconhecida e levava um estilo de vida consideravelmente burguês para os padrões da realeza.
"Sogro da Europa"
Cristiano e Luísa tiveram um casamento bem sucedido, e os seus seis filhos realizaram casamentos notáveis em várias casas reais europeias, sendo pais, tios e avós de cinco monarcas europeus, Nicolau II da Rússia, Constantino I da Grécia, Jorge V do Reino Unido e Cristiano X da Dinamarca, afirmando a nova linhagem dinástica de Glucksburgo, como uma das mais mais proeminentes do continente.[13] Atualmente, a maioria das casas reais reinantes e depostas descendem de Cristiano IX e sua esposa. Entre seus descendentes estão os atuais reis Frederico X da Dinamarca, Haroldo V da Noruega, Filipe da Bélgica, Carlos III do Reino Unido e Filipe VI da Espanha, bem como o atual grão-duque Guilherme V de Luxemburgo.[14]
Herdeiro presuntivo da Dinamarca
A linha de sucessão dinamarquesa
Na década de 1840, tornou-se cada vez mais evidente que o Reino da Dinamarca enfrentava uma grave crise sucessória. Quando o rei Cristiano VIII ascendeu ao trono, em 1839, nem seu filho, o príncipe herdeiro Frederico, nem o irmão mais novo do monarca, o príncipe herdeiro Fernando, possuíam descendentes, tornando progressivamente improvável o nascimento de um herdeiro legítimo. Com isso, a casa real dinamarquesa reinante, o ramo principal da Casa de Oldemburgo, corria o risco de extinção.[15] A crise sucessória apresentava um dilema particularmente complexo, uma vez que as normas de sucessão não eram uniformes em todas as partes do Estado dinamarquês, composto pelo Reino da Dinamarca e pelos ducados de Eslésvico, Holsácia e Lauemburgo.

No Reino da Dinamarca, a sucessão era regulada pela Lei Real de Sucessão Dinamarquesa, promulgada em 1665, que reconhecia como herdeiros apenas os descendentes patrilineares do rei Frederico III, mas admitia a sucessão feminina na hipótese de extinção de todas as linhagens masculinas. Na Holsácia e no Lauemburgo, integrantes da Confederação Germânica, vigorava o direito consuetudinário, que previa exclusivamente a sucessão patrilinear, sem, contudo, restringi-la aos descendentes de Frederico III.[16] Diante da existência de diversas linhagens masculinas colaterais da Casa de Oldemburgo com direitos sucessórios nos ducados, mas não descendentes de Frederico III, tornava-se iminente a possibilidade de separação entre a coroa dinamarquesa e os ducados. A extinção do ramo principal da Casa de Oldemburgo poderia, assim, pôr fim à união pessoal que ligava a Dinamarca a Eslésvico, Holsácia e Lauemburgo.[17]
Em 1846, o rei Cristiano VIII procurou estender aos ducados as normas sucessórias previstas na Lei Real Dinamarquesa, que também reconhecia direitos sucessórios à linha feminina, por meio da chamada carta aberta. Essa interpretação beneficiaria, em particular, os filhos de sua irmã, a princesa Luísa Carlota da Dinamarca. As Assembleias dos Estados de Eslésvico e Holsácia, contudo, manifestaram apoio ao cunhado de Cristiano VIII, o duque Cristiano Augusto de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Augustemburgo. Este, por descender de um ramo mais antigo da Casa de Oldemburgo, o ramo de Augustenburgo, reivindicava o direito aos ducados com base nas normas sucessórias então vigentes. Além disso, alegava ser filho de Luísa Augusta, irmã de Frederico VI, mas supostamente nascida fora do casamento. Já em 1837, Cristiano Augusto de Augustemburgo havia publicado anonimamente o tratado A Sucessão em Eslésvico-Holsácia, no qual defendia a aplicação da lei sucessória da Holsácia a todo o território de Eslésvico-Holsácia e, com base no Tratado de Ribe, fundamentava juridicamente suas próprias pretensões.[18]
Nomeação como herdeiro do trono

Um acordo definitivo sobre a sucessão dinástica somente foi alcançado com a assinatura do Protocolo de Londres de 1852, que designou Cristiano como herdeiro da monarquia dinamarquesa. Com isso, a Casa de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo foi elevada ao trono, com base nos direitos sucessórios derivados de Luísa de Hesse, esposa de Cristiano.[19] O Protocolo foi implementado por meio de uma emenda à Lei de Sucessão Dinamarquesa, aprovada pelo Parlamento da Dinamarca e sancionada pelo rei Frederico VII em 31 de julho de 1853, tornando o príncipe Cristiano herdeiro do trono de toda a monarquia dinamarquesa. Na condição de herdeiro, recebeu o título de Príncipe da Dinamarca, com o tratamento de Alteza.[20]
A nomeação do príncipe Cristiano como herdeiro do trono, contudo, não foi acolhida de forma unânime. Seu relacionamento com o rei era distante e tenso, em parte porque o excêntrico e extravagante Frederico VII não apreciava o perfil militar direto de Cristiano e teria preferido que seu filho mais velho, o jovem príncipe Frederico, ocupasse essa posição. Além disso, o príncipe Cristiano e a princesa Luísa opunham-se abertamente à terceira esposa morganática do rei, a condessa Danner.[21] Do ponto de vista político, Cristiano exerceu influência limitada durante o período em que foi herdeiro do trono. Isso se deveu, em parte, à desconfiança da condessa Danner e, em parte, à percepção de seu conservadorismo, que lhe rendeu a oposição do influente Partido Nacional Liberal. Somente em 1856 o político Carl Christoffer Georg Andræ, com quem o príncipe mantinha uma relação de afinidade, assegurou-lhe um assento no Conselho de Estado.[21]
Reinado
Ascensão ao trono
Nos últimos anos de vida do rei Frederico VII, sua saúde deteriorou-se progressivamente. No outono de 1863, durante uma visita às fortificações fronteiriças de Danevirke, contraiu uma forte constipação que evoluiu para erisipela após seu retorno ao Castelo de Glucksburgo. Quando faleceu, em 15 de novembro, após uma breve doença, o príncipe Cristiano sucedeu-lhe no trono como rei Cristiano IX, conforme estabelecido pelo Protocolo de Londres. Seu título oficial era: Rei da Dinamarca, dos Vendos e dos Godos; Duque de Eslésvico, Holsácia, Stormarn, Dithmarschen, Lauemburgo e Oldemburgo.[22]
Guerra Dano-Prussiana
No Protocolo de Londres de 1852, a Dinamarca obteve o reconhecimento de um Estado unificado e a aprovação de uma sucessão comum para o reino e para os ducados. Em contrapartida, comprometeu-se, perante as duas potências alemãs, Prússia e Áustria, a não integrar o ducado de Eslésvico, enquanto feudo dinamarquês. Contudo, a adoção, em novembro de 1863, pelo Parlamento da Dinamarca, de uma constituição que incorporava Eslésvico ao Reino da Dinamarca provocou a reação de Otto von Bismarck, chanceler da Confederação Germânica, criando as condições políticas que levaram à declaração de guerra contra a Dinamarca.

Como rei recém-empossado, Cristiano IX, de fato, hesitou em sancionar a constituição, antevendo possíveis conflitos com Bismarck. Contudo, acabou confrontado por intensa pressão popular. Paralelamente, a imprensa diária manifestou dúvidas quanto à disposição do novo monarca em assinar o texto constitucional, enquanto o Conselho Real e o Conselho Representativo dos Cidadãos de Copenhague também exerceram pressão por meio de comunicações que enfatizavam a importância da constituição para "a liberdade e a independência do Reino da Dinamarca".[23] Na primeira reunião do Conselho de Estado após sua ascensão ao trono, o rei assinou a constituição em 18 de novembro de 1863. Na ocasião, ressaltou que a responsabilidade pela medida recaía sobre o ministério, afirmando, contudo, que a sancionava por dever, ainda que temesse que tal decisão pudesse trazer um desastre ao país.[24]

Otto Bache
Quase conforme previsto, Bismarck declarou guerra à Dinamarca. Na noite de 1 de fevereiro de 1864, forças prussianas e austríacas, em clara superioridade numérica, atravessaram o rio Eider. Além disso, os contingentes prussianos dispunham de armamentos mais modernos, como fuzis de retrocarga e canhões raiados. Em 2 de fevereiro, as tropas dinamarquesas, sob o comando do general Christian de Meza, repeliram o primeiro ataque em Missunde, estabelecendo uma cabeça de ponte no flanco oriental do sistema defensivo de Danevirke. Caso fosse conquistada, essa posição teria permitido às forças inimigas contornar o restante das fortificações. Apesar desse sucesso inicial, a situação estratégica revelou-se insustentável, levando de Meza a ordenar a retirada de Danevirke antes que o exército fosse envolvido e superado. A retirada ocorreu na noite de 4 para 5 de fevereiro, mas custou ao general o comando, uma vez que a opinião pública dinamarquesa não compreendeu a necessidade de abandonar Dannevirke sem um confronto decisivo.[25] Em 6 de fevereiro, a retaguarda, sob o comando de Max Müller, travou um duro combate em Sankelmark, enquanto a força principal, liderada pelo general Gerlach, entrincheirou-se em Dybbøl.[26]
Wilhelm Camphausen
Após cerca de um mês de intenso bombardeio, Dybbøl foi tomada de assalto em 18 de abril de 1864. Apesar da resistência oferecida pela guarnição dinamarquesa diante da força esmagadoramente superior do inimigo, a posição acabou sucumbindo. Em 12 de maio, foi firmado um armistício, enquanto se aguardavam os resultados da Conferência de Londres, iniciada em abril. A Dinamarca propôs a cessão da faixa territorial compreendida entre os rios Eider e Danevirke; contudo, a oferta foi considerada insuficiente. Os combates foram retomados e, em 29 de junho de 1864, a ilha de Als caiu em mãos inimigas. Diante da impossibilidade de prosseguir com a resistência militar, um novo armistício foi assinado em 20 de julho. Por fim, em 30 de outubro, nos termos do Tratado de Viena, a Dinamarca foi obrigada a ceder os ducados de Eslésvico, Holsácia e Lauemburgo.[27]
Em 2010, o historiador dinamarquês Tom Buk-Swienty revelou a existência de cartas na correspondência privada arquivada do rei, nas quais Cristiano IX oferecia ao monarca prussiano Guilherme I a possibilidade de a Dinamarca aderir à Confederação Germânica. Com essa iniciativa, Cristiano IX esperava preservar a unidade do reino, incluindo os ducados de Eslésvico, Holsácia e Lauemburgo, após a derrota na guerra. Contudo, Bismarck rejeitou a proposta.[28]
A luta constitucional

Henrik Olrik
Após a derrota na Guerra Dano-Prussiana, a confiança nos Liberais Nacionais, responsabilizados pelo desfecho do conflito, dissipou-se, levando o partido à perda de prestígio e de seus cargos ministeriais. Em 1865, o conde conservador C. E. Frijs de Frijsenborg formou um novo governo e, a partir de então, o cargo de presidente do Conselho passou a ser ocupado, por várias décadas, por representantes do grupo dos grandes proprietários rurais. Em 1866, uma emenda constitucional, conhecida como "constituição revisada", conferiu a esses latifundiários influência decisiva na câmara alta do Parlamento. A partir desse momento, a chamada luta constitucional passou a dominar um longo período do reinado de Cristiano IX, durante o qual o monarca manteve-se firme na defesa do direito real de nomear livremente seus governos, em vez de fazê-lo com base na maioria da câmara baixa do Parlamento. Ao longo desse processo, o rei nomeou sucessivos governos conservadores minoritários e, por um período prolongado, apoiou de forma incondicional o presidente do Conselho da direita, J. B. S. Estrup, em sua oposição à democracia parlamentar e ao Partido Liberal. Essa política de repressão, contudo, acabou gerando sérios problemas para o país.[29]
Quando Estrup renunciou ao cargo, em 1894, o rei ainda tentou formar outros três governos minoritários de direita. Até a primavera de 1901, deixou-se influenciar por Hannibal Sehested, que o advertia de que a introdução do parlamentarismo fortaleceria o Parlamento e reduziria tanto a autoridade do monarca quanto a do Conselho do Condado. Somente após a derrota expressiva da direita nas eleições gerais de 1901 o rei foi persuadido a nomear um governo de esquerda, em parte sob a influência de sua nora, a princesa Maria.[30] Com isso, a transição para o sistema parlamentar tornou-se um fato consumado.[31]
Apesar dos prolongados conflitos políticos, durante os quais frequentemente se opôs à vontade da maioria da população, Cristiano IX acabou por se tornar um governante popular, em razão de sua postura pessoal discreta, conciliadora e pouco exigente no trato com os diferentes setores da sociedade.
Últimos anos e morte

Apesar da impopularidade inicial do rei e dos muitos anos de hostilidades políticas, em que o rei estava em conflito com grandes partes da população, sua popularidade se recuperou no final de seu reinado e ele se tornou um ícone nacional devido à duração de seu reinado e aos altos padrões de moralidade pessoal com os quais ele foi identificado.[32] A celebração das bodas de ouro do rei Cristiano e da rainha Luísa em 1892 tornou-se assim uma grande e autêntica homenagem do povo ao rei e à rainha, que contrastava profundamente com a sóbria comemoração de suas bodas de prata em 1867.[33]
Em 1904, o rei tomou conhecimento dos esforços de Einar Holbøll, um funcionário dos correios na Dinamarca, em vender selos de Natal nas agências de correios da Dinamarca para levantar fundos muito necessários para ajudar os afetados pela tuberculose, que estava ocorrendo em proporções alarmantes na Dinamarca. O rei aprovou a ideia de Holbøll e, posteriormente, os correios dinamarqueses produziram o primeiro selo de Natal do mundo, que gerou mais de US$ 40.000 em financiamento. O selo de Natal retratava uma imagem de sua esposa, a rainha Luísa.[34]

A rainha Luísa faleceu em 29 de setembro de 1898, no Palácio de Bernstorff, aos 81 anos de idade.[35] Cristiano, que desfrutava de grande popularidade em seus últimos anos, morreu em 29 de janeiro de 1906, no Palácio de Amalienborg, aos 87 anos, após um reinado de 42 anos e 75 dias. Seu corpo foi velado em um castrum doloris na igreja do Palácio de Christiansborg e, em seguida, sepultado na Catedral de Roskilde, tradicional local de sepultamento dos reis dinamarqueses, situada na ilha da Zelândia.[36] Seu filho, Frederico VIII, então com 63 anos, sucedeu-o no trono da Dinamarca.
Títulos, estilos e honras
Títulos e estilos

- 8 de abril de 1818 – 6 de julho de 1825: "Sua Graça, o Príncipe Cristiano de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck"
- 6 de julho de 1825 – 31 de julho de 1853: "Sua Graça, Príncipe Cristiano de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo"
- 31 de julho de 1853 – 15 de novembro de 1863: "Sua Alteza, o Príncipe Cristiano da Dinamarca"
- 15 de novembro de 1863 – 29 de janeiro de 1906: "Sua Majestade, o Rei
No Dinamarca, seu título completo era:
Sua Majestade Cristiano IX, Pela graça de Deus, Rei da Dinamarca, dos Vendos e dos Godos; Duque de Eslésvico, Holsácia, Stormarn, Dithmarschen, Lauemburgo e Oldemburgo.[22]
Honras

Dinamarquesas:[37]
Cavaleiro da Ordem do Elefante, 1843
Grã-Cruz da Ordem de Dannebrog 1863
Estrangeiras:
Bélgica: Grande Cordão da Ordem de Leopoldo, 1862[38]
Reino da Itália: Cavaleiro da Ordem Suprema da Santíssima Anunciação, 1864[39]
Reino da Prússia: Cavaleiro da Ordem da Águia Negra, 1866[40]
Ducados ernestinos: Grã-Cruz da Ordem de Alberto, o Urso, 1854[41]
Grão-Ducado de Baden: Cavaleiro da Ordem de Fidelidade, 1877[42] e da Ordem de Bertoldo Primeiro 1877[43]
Noruega: Grã-Cruz da Ordem de Santo Olavo, 1858[44]
Reino Unido: Cavaleiro da Ordem da Jarreteira, 1865[45]
Suécia: Cavaleiro da Ordem do Serafim, 1848[46]
Áustria-Hungria: Grã-Cruz da Ordem de Santo Estêvão, 1867[47]
Descendência
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| Nome | Nascimento | Morte | Consorte (datas de nascimento e morte) filhos | |
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Frederico VIII da Dinamarca | 3 de Junho de 1843 | 14 de Maio de 1912 | Casado em 28 de julho de 1869, Luísa da Suécia; com descendência (Cristiano X da Dinamarca, Haakon VII da Noruega, Luísa, Haroldo, Ingeborg, Tira, Gustavo e Dagmar) |
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Alexandra da Dinamarca | 1 de Dezembro de 1844 | 20 de Novembro de 1925 | Casada em 10º de março de 1863, Eduardo VII do Reino Unido, com descendência (Alberto Vitor, Jorge V, Luísa, Vitória Alexandra, Maud e Alexandre João) |
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Jorge I da Grécia | 24 de Dezembro de 1845 | 18 de Março de 1913 | Casado em 27 de outubro de 1867, Olga Constantinovna da Rússia; com descendência (Constantino I, Jorge, Alexandra, Nicolau, Maria, Olga, André e Cristóvão) |
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Dagmar da Dinamarca | 26 de Novembro de 1847 | 13 de Outubro de 1928 | Casada em 1 de novembro de 1866, Alexandre III da Rússia, com descendência (Nicolau II, Alexandre, Jorge, Xenia, Miguel e Olga) |
|
Tira da Dinamarca | 29 de Setembro de 1853 | 26 de Fevereiro de 1933 | Casada em 22 de dezembro de 1878, Ernesto Augusto, Príncipe Herdeiro de Hanôver, com descendência (Maria Luísa, Jorge Guilherme, Alexandra, Olga, Cristiano e Ernesto Augusto) |
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Valdemar da Dinamarca | 27 de Outubro de 1858 | 14 de Janeiro 1939 | Casado em 20 de outubro de 1885, Maria de Orleães; com descendência (Aage, Axel, Érico, Vigo e Margarida) |
Ancestrais
| Ancestrais de Cristiano IX da Dinamarca[49] |
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Referências
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- ↑ Montgomery-Massingberd 1977, p. 280.
- ↑ Bramsen 1992, p. 103.
- ↑ Olden-Jørgensen 2003, pp. 378-379.
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- ↑ Bramsen 1992, p. 78.
- ↑ Bramsen 1992, pp. 117-118.
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- ↑ Pedersen 2008, p. 321.
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- ↑ a b Scocozza 1997, p. 183.
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- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em alemão cujo título é «Christian IX.», especificamente desta versão.
Fontes
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Ver também
| Cristiano IX da Dinamarca Casa de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo Ramo da Casa de Oldemburgo 8 de abril de 1818 – 29 de janeiro de 1906 | ||
|---|---|---|
| Precedido por Frederico VII |
![]() Rei da Dinamarca 15 de novembro de 1863 – 29 de janeiro de 1906 |
Sucedido por Frederico VIII |

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