Ducado da Holsácia

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Herzogtum Holstein (em alemão)
Hertugdømmet Holsten (em dinamarquês)

Ducado da Holsácia

Estado do Sacro Império Romano-Germânico (1474-1806)
Membro da Confederação Germânica (1815-64)
União pessoal com o Reino da Dinamarca (1474–1544; 1773–1864)


1474 – 1864
Flag Brasão
Bandeira[1] Brasão
Localização de Ducado da Holsácia
Localização de Ducado da Holsácia
Mapa em 1789
Capital Glückstadt
Língua oficial Alemão, baixo-alemão, dinamarquês
Religião Luteranismo
Governo Monarquia feudal
Duque
 • 1474–1481 Cristiano I (primeiro)
 • 1863–1864 Cristiano IX (último)
História
 • 1474 Estabelecimento do ducado
 • 1864 Tratado de Viena (anexação ao Reino da Prússia)
Moeda Rigsdaler

O Ducado da Holsácia (em alemão: Herzogtum Holstein; em dinamarquês: Hertugdømmet Holsten) foi o estado mais setentrional do Sacro Império Romano-Germânico, situado no território do atual estado alemão de Eslésvico-Holsácia. Sua origem remonta a 1474, quando o rei Cristiano I da Dinamarca elevou o condado de Holsácia-Rendsburg à condição de ducado, por determinação do Sacro Imperador Frederico III. Membros da Casa de Oldemburgo governaram a Holsácia, em união com o Ducado de Eslésvico, ao longo de toda a sua existência.

Entre 1490 e 1523, e novamente entre 1544 e 1773, o ducado foi dividido entre diferentes ramos da Casa de Oldemburgo, principalmente entre os duques de Holsácia-Glückstadt (que eram simultaneamente reis da Dinamarca) e os duques de Holsácia-Gottorp. O ducado deixou de existir em 1864, quando foi anexado pelo Reino da Prússia após a Guerra Austro-Prussiana.

História

Holsácia foi constituída como um condado do Sacro Império Romano-Germânico em 1111. Em 1459, passou a integrar uma união pessoal com o Reino da Dinamarca, arranjo que gerou significativa instabilidade entre a população majoritariamente germânica do território. Em 1474, Holsácia foi elevada à condição de ducado no âmbito do Sacro Romano e, após 1815, passou a integrar a Confederação Germânica. As tentativas dinamarquesas de anexar Holsácia e Eslésvico culminaram na Primeira Guerra do Eslésvico com a Áustria e a Prússia, em 1864. A derrota da Dinamarca resultou na atribuição da administração de Holsácia à Áustria, conforme estabelecido pela Convenção de Gastein, de 14 de agosto de 1865. Tal arranjo, contudo, revelou-se insustentável, e a vitória prussiana sobre a Áustria na Guerra das Sete Semanas levou à anexação de Holsácia pela Prússia. Com a Paz de Praga, em 1866, o território foi incorporado, juntamente com Eslésvico, como uma única província prussiana.[2]

A população de Holsácia era majoritariamente descendente dos saxões e utilizava um dialeto do baixo-alemão. Mais de 85% de seus habitantes professam o protestantismo. O padrão predominante de assentamento rural nas áreas de várzea ao longo da costa do Mar do Norte e do rio Elba caracterizava-se por aldeias lineares (Marschhufendörfer), dispostas ao longo de diques e canais interiores, com os campos agrícolas estendendo-se perpendicularmente em faixas longas e estreitas. Na zona agrícola oriental, ao longo da costa do Mar Báltico, predominavam aldeias compactas, pequenos povoados e grandes propriedades rurais. Na região central do Geest, marcada por solos menos férteis, as propriedades agrícolas apresentavam-se de forma dispersa. A tradicional casa rural saxônica térrea constituía um elemento característico de Holsácia: um amplo telhado fortemente inclinado abrigava a Diele, um grande espaço destinado à debulha que atravessava o edifício, bem como as áreas residenciais e os estábulos dispostos em ambos os lados. A Diele era acessada por um grande portão situado na empena da edificação.[2]

Referências

  1. Schleswig-Holstein Arquivado em 2012-08-17 no Wayback Machine
  2. a b Britannica Editors (ed.). «Holstein – region, Germany». Encyclopædia Britannica (em inglês). Consultado em 25 de janeiro de 2026