O cerco de Valência foi travado entre o Império Almorávida e o Senhorio de Valência. Valência foi defendida pela viúva de El Cid, Jimena Dias. Após meses de cerco, os almorávidas ocuparam a cidade.
História
Em 1099, o guerreiro castelhano El Cid morreu em Valência. Sua viúva, Jimena Dias, assumiu o controle da cidade. O emir almorávida, Iúçufe ibne Taxufine (r. 1061–1106), decidiu recapturar Valência. No final de agosto de 1101, Iúçufe enviou um general berbere, Masdali ibne Tilancane, um comandante experiente, para sitiar Valência com um grande exército. Os almorávidas iniciaram o cerco. À medida que o cerco prosseguia, Jimena enviou o bispo Jerônimo ao rei castelhano-leonês, Afonso VI.
Afonso concordou em ajudar e, em março de 1102, o rei marchava em direção a Valência com um exército poderoso. Os almorávidas não aguardaram sua chegada e recuaram em direção a Cullera. Os castelhanos interpretaram isso como um sinal de fraqueza dos mouros e decidiram persegui-los. Seguiu-se uma batalha, que terminou de forma inconclusiva, com Afonso retirando-se do campo de combate. Afonso então decidiu evacuar Valência, considerada difícil de defender, pois não dispunha de um comandante capaz como El Cid para protegê-la.
No final de abril ou início de maio, os castelhanos fizeram os preparativos para evacuar Valência. Levaram consigo o gado, armamentos, bens domésticos, despojos de guerra e, sobretudo, o corpo de El Cid. Os castelhanos incendiaram a cidade. Os almorávidas observaram a fumaça elevar-se da cidade e não tentaram impedir a retirada dos castelhanos. Em 5 de maio, os almorávidas entraram em Valência, pondo fim ao Senhorio de Valência.
Referências
Bibliografia
- Durán, Tomás Morales y (2023). Teresa of Jesus: The Putrid Odor of Holiness. Jalisco: Libros de Verdad. ISBN 979-8-3922-8149-7
- Sanz, Vicente Coscollá (2003). La Valencia musulmana. Valência: Carena Editors. ISBN 9788487398759