Cascavel-de-El-Muerto
Cascavel-de-El-Muerto
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Crotalus pyrrhus (Cope, 1867) | |||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||
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Crotalus pyrrhus, comumente conhecida como cascavel-de-El-Muerto,[2] é uma espécie de serpente venenosa da subfamília Crotalinae encontrada no sudoeste dos Estados Unidos e noroeste do México.[3] É uma cobra de tamanho médio, habitando principalmente áreas rochosas, sendo ativa à noite e se alimentando de pequenos mamíferos. Sua coloração é variável e depende da cor das rochas e do solo de seu habitat.
Descrição
Os adultos atingem, em média, 90 cm de comprimento, mas podem ocasionalmente ultrapassar 120 cm.[4]
O padrão de coloração é variável, dependendo da cor das rochas e do solo do habitat. A cor de fundo da cobra pode ser rosa, marrom, cinza, amarela ou quase branca, com manchas pretas e brancas. O padrão, quando presente, pode consistir em losangos, faixas ou borrões. A cauda apresenta anéis.[4]
Distribuição geográfica
Encontrada nos Estados Unidos no sul da Califórnia, sul de Nevada, sudoeste de Utah e oeste do Arizona. Também ocorre no México, no noroeste de Sonora e norte da Baixa Califórnia. Nenhuma localidade-tipo foi incluída na descrição original de Cope em 1867. Coues apud Wheeler (1875) lista como "Cañon Prieto, uma localidade próxima a Fort Whipple, Condado de Yavapai, Arizona".[1][5]
A população da Ilha El Muerto foi descrita como C. mitchellii muertensis por Klauber em 1949. Em seguida, foi elevada a espécie por Grismer em 1999 e, recentemente, foi sinonimizada com C. pyrrhus por Meik et al. (2015).[6]
Habitat
Áreas rochosas, incluindo encostas rochosas e cânions, encostas de cascalho e afloramentos rochosos.[4] No sul da Califórnia, essas cobras foram ocasionalmente encontradas em áreas de chaparral ou de cactos, mas geralmente não se afastam muito das rochas que fornecem seu abrigo habitual. Não são exclusivamente habitantes de rochas, tendo sido observadas emergindo de tocas de mamíferos ao entardecer. A espécie foi registrada em altitudes superiores a 1.500 metros.[7]
Comportamento
Primariamente noturnas, essas cobras se abrigam em fendas rochosas e tocas de mamíferos durante o calor do dia. Tornam-se mais diurnas durante os meses mais frios do ano.[4]
Alimentação
A dieta consiste principalmente de pequenos mamíferos, embora aves e lagartos também sejam consumidos, estes últimos especialmente por juvenis. Há um relato de um espécime grande que continha um coelho jovem (Sylvilagus auduboni). Outro relato descreve um espécime que havia consumido oito aves, provavelmente pintassilgos, atraídas por uma pequena fonte instalada como bebedouro para pássaros em um acampamento no deserto.[7]
Reprodução
Ovovivípara, com as fêmeas dando à luz até 12 filhotes vivos. Os neonatos têm cerca de 30 cm de comprimento e se alimentam principalmente de lagartos.[4]
Veneno
Hartnett (1931) descreve o caso de um homem mordido no polegar esquerdo. Além da sensação aguda das presas se cravando, não houve dor até que uma incisão fosse feita e soro antiofídico administrado. Após isso, houve dor intensa que durou cerca de uma hora após a mordida, seguida por descoloração significativa e inchaço, com os dedos parecendo bananas vermelhas. Seus dedos e punho estavam cobertos de bolhas, e a palma da mão apresentava uma grande bolha.[7]
Em outro caso, um homem foi mordido no calcanhar, através de seu macacão e meia. Inicialmente, a sensação foi como ser atingido por um espinho, com apenas uma gota de sangue na marca da presa. Após 45 minutos e uma caminhada de aproximadamente 2 km, um torniquete foi aplicado e uma incisão foi feita. Quatro horas depois, sua panturrilha estava consideravelmente inchada e descolorida, seguida por dor na virilha. Outros sintomas foram obscurecidos pelo tratamento, e a recuperação ocorreu sem complicações.[7]
Ver também
Referências
- ↑ a b McDiarmid RW, Campbell JA, Touré T. 1999. Snake Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference, vol. 1. Herpetologists' League. 511 pp. ISBN 1-893777-00-6 (series). ISBN 1-893777-01-4 (volume).
- ↑ «Cascavel-de-El-Muerto (Crotalus pyrrhus)». iNaturalist. Consultado em 19 de agosto de 2025
- ↑ «Crotalus mitchellii pyrrhus» (em inglês). ITIS (www.itis.gov). Consultado em 19 de agosto de 2025
- ↑ a b c d e Mehrtens, John M. (1987). Living snakes of the world in color. Internet Archive. [S.l.]: New York : Sterling Pub. Co. Consultado em 19 de agosto de 2025
- ↑ «Crotalus pyrrhus». The Reptile Database. Consultado em 25 de agosto de 2025
- ↑ García-Padilla, Elí; Villalobos-Juárez, Iván; Arnaud, Gustavo; Lazcano, David; Allison-Fucsko, Lydia; Wilson, Larry David (1 de julho de 2024). «NATURAL HISTORY AND CONSERVATION STATUS OF CROTALUS PYRRHUS COPE, 1866 (SQUAMATA: VIPERIDAE) FROM ISLA EL MUERTO, GULF OF CALIFORNIA, MEXICO». Biología y Sociedad (14): 81–93. ISSN 2992-6939. doi:10.29105/bys7.14-133. Consultado em 18 de agosto de 2025
- ↑ a b c d Klauber LM. 1997. Rattlesnakes: Their Habitats, Life Histories, and Influence on Mankind. Second Edition. 2 volumes. Reprint, University of California Press, Berkeley. ISBN 0-520-21056-5.
Leitura adicional
- Cope, E.D. 1867. On the REPTILIA and BATRACHIA of the Sonoran Province of the Nearctic Region. Proc. Acad. Nat. Sci. Filadélfia 18: 300-314. (Caudisona pyrrha sp. nov., pp. 308, 310.)
