A Noiva de Frankenstein

A Noiva de Frankenstein
Bride of Frankenstein
A Noiva de Frankenstein (prt/bra)
A Noiva de Frankenstein
Cartaz promocional
Estados Unidos
1935 •  pb •  71 min 
Gênero terror de monstro gótico
Direção James Whale
Produção Carl Laemmle Jr.
Roteiro
  • William Hurlbut
  • John L. Balderston
Baseado em Frankenstein,
de Mary Shelley
Elenco Boris Karloff
Colin Clive
Ernest Thesiger
Elsa Lanchester
Valerie Hobson
E. E. Clive
Oliver Peters Heggie
Música Franz Waxman
Cinematografia John J. Mescall
Figurino Jack Pierce
Edição Ted J. Kent
Companhia produtora Universal Studios
Distribuição Universal Studios
Lançamento
  • 19 de abril de 1935 (São Francisco)
  • 20 de abril de 1935 (Estados Unidos)
Idioma inglês
Orçamento US$ 397,000[1]
Receita US$ 2 milhões
Cronologia

Bride of Frankenstein (prt/bra: A Noiva de Frankenstein)[2][3] é um filme de terror de monstro gótico americano de 1935, e a primeira sequência da franquia Frankenstein (1931) da Universal Pictures pertencente ao Universo cinematográfico de monstros do estúdio. Assim como o primeiro longa-metragem, A Noiva de Frankenstein teve a direção de James Whale com Boris Karloff como o Monstro e Colin Clive como Dr. Frankenstein. Além disso, conta com Elsa Lanchester no papel duplo de Mary Shelley e da noiva, Ernest Thesiger como o Dr. Septimus Pretorius e Oliver Peters Heggie como o eremita cego.

Ambientado imediatamente após os eventos da produção anterior, o longa se baseia em uma subtrama do romance original de Mary Shelley, Frankenstein (1818), acompanhando um Henry Frankenstein arrependido enquanto ele tenta abandonar seus planos de criar vida, apenas para ser tentado e finalmente chantageado por seu antigo mentor, Dr. Pretorius, além das ameaças do Monstro, a construir uma noiva para ele. A preparação para filmar uma sequência de Frankenstein começou logo após a estreia, mas problemas com o roteiro atrasaram o projeto. As filmagens principais de A Noiva de Frankenstein finalmente começaram em janeiro de 1935, com a equipe criativa do original retornando tanto na frente quanto atrás das câmeras. O filme foi lançado com aclamação da crítica e do público, embora tenha enfrentado dificuldades com alguns órgãos de censura estaduais e nacionais.

Desde o seu lançamento, a reputação de A Noiva de Frankenstein cresceu e agora é frequentemente considerada uma das maiores sequências já feitas. Muitos críticos a consideram uma melhoria em relação ao original e a aclamam como a obra-prima de Whale. Em 1998, foi selecionada pela Biblioteca do Congresso para preservação no National Film Registry, por ter sido considerada "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativa".

Enredo

Em um castelo numa noite de tempestade, Percy Bysshe Shelley (Douglas Walton) e Lord Byron (Gavin Gordon) elogiam Mary Shelley (Elsa Lanchester) por sua história de Henry Frankenstein (Colin Clive) e seu Monstro (Boris Karloff). Ela os relembra de que sua intenção ao escrever o romance era transmitir uma lição moral sobre as consequências de um mortal que tenta desempenhar o papel de Deus. Mary afirma que ainda há mais da história a ser contada. Após os eventos de Frankenstein (1931), aldeões se reúnem ao redor do moinho incendiado para comemorar a aparente morte do Monstro. Hans (Reginald Barlow), o pai da menina afogada pelo Monstro, deseja ver os ossos da criatura. Ele cai em uma cova alagada sob o moinho, onde o Monstro — tendo sobrevivido ao fogo — o estrangula. Saindo da cova, o Monstro também atira a esposa de Hans para a morte. Em seguida, encontra Minnie (Una O'Connor), a criada de Frankenstein, que foge aterrorizada.

O corpo de Henry Frankenstein, dado como morto no moinho, é devolvido à sua noiva Elizabeth, em seu castelo. Minnie chega para alertar sobre o Monstro, mas seu aviso é ignorado. Elizabeth (Valerie Hobson), ao ver Henry se mover, percebe que ele ainda está vivo. Recuperado sob seus cuidados, Henry renuncia à sua criação, embora ainda acredite estar destinado a desvendar o segredo da vida e da imortalidade. Elizabeth, em histeria, prevê que a morte se aproxima. Henry visita o laboratório de seu antigo mentor, Doctor Septimus Pretorius (Ernest Thesiger) que lhe apresenta vários homúnculos por ele criados. Pretorius deseja trabalhar com Henry para criar uma companheira para o Monstro, propondo uma empreitada em que ele cultivaria um cérebro artificial enquanto Henry recolheria as partes para o novo ser.

Enquanto isso, o Monstro salva uma jovem pastora (Anne Darling) de um afogamento. Os gritos dela ao vê-lo alertam dois caçadores, que o ferem a tiros. Eles incitam uma turba que parte em perseguição. Capturado e amarrado a um poste, o Monstro é levado a uma masmorra e acorrentado. Quando fica sozinho, rompe suas correntes, subjuga os guardas e escapa para a floresta. À noite, encontra um velho eremita cego (O. P. Heggie) que agradece a Deus pelo envio de um amigo. O eremita ensina-lhe palavras como “amigo” e “bom” e compartilha uma refeição com ele. Dois caçadores perdidos encontram a cabana e reconhecem o Monstro. Ele os ataca e, acidentalmente, incendeia a moradia enquanto os homens conduzem o eremita para longe.

Buscando refúgio de mais uma turba enfurecida em uma cripta, o Monstro observa Pretorius e seus comparsas Karl e Ludwig profanando um túmulo. Os capangas partem enquanto Pretorius faz sua refeição. O Monstro se revela e descobre que Pretorius planeja criar uma companheira para ele. Henry e Elizabeth, agora casados, recebem a visita de Pretorius. Henry recusa-se a auxiliá-lo, e o cientista chama o Monstro. A criatura exige a ajuda de Henry, sem sucesso. Pretorius ordena que o Monstro se retire, sinalizando secretamente para que ele sequestre Elizabeth. Pretorius garante sua segurança caso Henry aceite colaborar. Henry retorna ao laboratório na torre e, apesar de si mesmo, volta a se entusiasmar com o trabalho. Após receber a garantia de que Elizabeth está a salvo, Henry conclui o corpo da Noiva.

Uma tempestade se intensifica enquanto os preparativos finais são feitos para dar vida à Noiva. Seu corpo envolto em ataduras é elevado pelo teto, onde a eletricidade do raio é aproveitada para animá-la. Henry e Pretorius a baixam e, percebendo o êxito de sua criação, removem suas bandagens e a ajudam a ficar de pé.

O Monstro desce as escadas após matar Karl no telhado e vê a Noiva. Ele estende a mão e pergunta: “Amiga?”. A Noiva, gritando, rejeita-o. A criatura observa: “Ela me odeia! Como os outros.” Enquanto Elizabeth corre até Henry, o Monstro inicia um ataque no laboratório. Antes de destruir tudo, ele faz uma pausa e declara a Henry e Elizabeth: “Vão! Vivam! Vão!”. A Pretorius e à Noiva, afirma: “Vocês ficam. Nós pertencemos à morte.” Enquanto Henry e Elizabeth fogem, a Noiva sibila para o Monstro. Com uma lágrima, ele aciona uma alavanca que provoca a destruição do laboratório e da torre.

Elenco

Produção

Boris Karloff como o Monstro em A Noiva de Frankenstein.

A Universal Pictures considerou fazer uma sequência de Frankenstein ainda nas exibições de pré-estreia de 1931, após as quais o final original do filme foi alterado para permitir a sobrevivência de Henry Frankenstein.[4] James Whale inicialmente recusou-se a dirigir A Noiva de Frankenstein acreditando que havia "esgotado a ideia completamente".[5] Kurt Neumann foi originalmente escalado para substituir Whale, mas decidiu filmar The Black Cat (1934).[6] Após o sucesso de O Homem Invisível (1933), o produtor Carl Laemmle Jr. percebeu que Whale era o único cineasta possível para o longa-metragem; Whale aproveitou a situação persuadindo a Universal a deixá-lo encenar One More River (1934).[7] Whale acreditava que a sequência não superaria o original, então decidiu torná-la uma comédia memorável. De acordo com um publicitário do estúdio, Whale e o psiquiatra da Universal decidiram que "o Monstro teria a idade mental de um menino de dez anos e a idade emocional de um rapaz de quinze".[5]

O roteirista Robert Florey escreveu um argumento intitulado "The New Adventures of Frankenstein: The Monster Lives!", mas foi descartado no início de 1932.[8] O roteirista da Universal, Tom Reed, escreveu um argumento como "The Return of Frankenstein" título mantido até o começo das filmagens.[9] Após sua aceitação em 1933, Reed escreveu um roteiro completo que foi submetido ao Código Hays para revisão. O roteiro foi aprovado na revisão, mas Whale, que a essa altura já havia sido contratado para dirigir, reclamou que "é péssimo".[10] L.G. Blochman e Philip MacDonald foram os próximos roteiristas designados, mas o cineasta também considerou o trabalho deles insatisfatório. Em 1934, Whale incumbiu John L. Balderston de trabalhar em mais uma versão, e foi ele quem retomou um incidente do romance em que o Monstro exige uma companheira. Frankenstein então cria uma companheira, mas a destrói sem lhe dar vida. Balderston também criou o prólogo de Mary Shelley. Após vários meses, o diretor ainda não estava satisfeito com o roteiro de Balderston e entregou o projeto ao dramaturgo William James Hurlbut e Edmund Pearson. O roteiro final, combinando elementos de várias dessas versões, foi submetido à nova revisão do Código Hays em novembro de 1934.[11] Kim Newman relata que Whale planejava fazer de Elizabeth a doadora do coração para a noiva mas o historiador Scott MacQueen contesta está afirmação.[12][8]

Fontes relatam que Béla Lugosi e Claude Rains foram considerados, com diferentes graus de seriedade, para o papel do mentor de Frankenstein, Pretorius;[13] outras relatam que o papel foi criado especificamente para Ernest Thesiger.[14] Devido à saúde debilitada de Mae Clarke, Valerie Hobson a substituiu como o interesse amoroso de Henry Frankenstein, Elizabeth.[8] No início da produção, Whale decidiu que a mesma atriz escalada para interpretar a Noiva também deveria interpretar Mary Shelley no prólogo do filme, para representar como a história — e o horror em geral — surge do lado sombrio da imaginação.[15] Ele inicialmente pensou em Brigitte Helm e Phyllis Brooks antes de decidir por Elsa Lanchester. Lanchester, que havia acompanhado o marido Charles Laughton a Hollywood, obteve apenas um sucesso moderado, enquanto Laughton causou um forte impacto com vários filmes, chegando a ganhar um Oscar de Melhor Ator.[16] Lanchester havia retornado sozinha a Londres quando Whale a contatou para oferecer-lhe o papel duplo.[17]

Colin Clive e Boris Karloff reprisaram seus papéis de Frankenstein como criador e criatura, respectivamente. Hobson lembrou que o alcoolismo de Clive havia piorado desde as filmagens do original, mas Whale não substituiu o ator porque sua "qualidade histérica" era necessária para o filme.[15] Karloff se opôs veementemente à decisão de permitir que o Monstro falasse: "Falar! Estúpido! Meu argumento era que, se o monstro tinha algum impacto ou charme, era porque ele era inarticulado – essa criatura grande, desajeitada e inarticulada. No momento em que ele falasse, você poderia muito bem... interpretá-lo de forma séria".[18] Essa decisão também significava que ele não podia remover sua prótese dentária, então suas bochechas não tinham mais a aparência encovada do filme antecessor.[5][8] Whale e o psiquiatra do estúdio selecionaram 44 palavras simples para o vocabulário do Monstro, analisando provas de crianças de dez anos que trabalhavam no estúdio. Dwight Frye retornou para interpretar o assistente do médico, Karl, tendo interpretado o corcunda Fritz no original. Frye também filmou uma cena como um aldeão sem nome e o papel de "Sobrinho Glutz", um homem que assassinou seu tio e culpou o Monstro pela morte.[8] Boris Karloff é creditado simplesmente como KARLOFF, o que era costume da Universal durante o auge de sua carreira.[19]

O maquiador da Universal, Jack Pierce, prestou atenção especial à aparência do Monstro neste filme. Ele alterou seu design de 1931 para exibir as sequelas do incêndio na fábrica, adicionando cicatrizes e encurtando o cabelo do Monstro.[19] Ao longo das filmagens, Pierce modificou a maquiagem do Monstro para indicar que seus ferimentos estavam cicatrizando conforme o longa-metragem progredia.[8] O maquiador junto com o diretor criaram juntos a maquiagem e o visual da Noiva,[16] inspirando-se na Nefertiti.[9] O cabelo de Lanchester recebeu uma ondulação Marcel sobre uma estrutura de arame para alcançar o estilo.[8] A atriz não gostava de trabalhar com Pierce, que, segundo ela, "realmente achava que criava essas pessoas, como se fosse um deus... de manhã ele se vestia de branco como se estivesse no hospital para realizar uma operação".[9] Para interpretar Mary Shelley, a intérprete usou um vestido de rede branca bordado com lantejoulas de borboletas, estrelas e luas, que a artista ouviu dizer que exigiu 17 costureiras e 12 semanas para ser feito.[5] Posteriormente, refletiu sobre seu traje de noiva: "Bebi o mínimo de líquido possível. Era uma provação muito grande ir ao banheiro - todas aquelas bandagens - e ter que ser acompanhada pela minha camareira".[20]

Kenneth Strickfaden criou e manteve o equipamento de laboratório. Strickfaden reaproveitou várias das máquinas com nomes fantasiosos que havia criado em Frankenstein para usar em A Noiva de Frankenstein, incluindo o "Difusor de Raios Cósmicos" e o "Nebulário".[21][22] Um raio gerado pelo equipamento de Strickfaden tornou-se uma cena clichê, aparecendo em diversos filmes e programas de televisão.[23] O responsável pelos efeitos fotográficos especiais do longa-metragem foi John P. Fulton, chefe do departamento de efeitos especiais da Universal Studios na época.[24] Fulton e David S. Horsley criaram os homúnculos ao longo de dois dias, filmando os atores em potes de tamanho real contra veludo preto e alinhando-os com a perspectiva dos potes no set. A imagem em primeiro plano foi rotoscopiada e sobreposta ào fundo. O ator Billy Barty é brevemente visível de costas no final como um bebê homúnculo em uma cadeira alta, mas Whale cortou a revelação do bebê antes do lançamento de A Noiva de Frankenstein.[8]

O diretor conheceu Franz Waxman em uma festa e pediu-lhe que compusesse a trilha sonora do filme e disse-lhe: "Nada será resolvido neste filme, exceto a cena final da destruição. Você escreveria uma trilha sonora inconclusiva para ela?".[17] O músico criou três temas distintos: um para o Monstro; um para a Noiva; e um para Pretorius. A trilha sonora termina, por sugestão de Whale, com um poderoso acorde dissonante, destinado a transmitir a ideia de que a explosão na tela foi tão poderosa que o cinema onde o filme estava sendo exibido foi afetado por ela.[25] Constantin Bakaleinikoff conduziu 22 músicos para gravar a trilha sonora em uma única sessão de nove horas.[26]

As filmagens começaram em 2 de janeiro de 1935,[27] com um orçamento projetado de US$ 293.750 (US$ 6,74 milhões em valores de 2024) – quase exatamente o orçamento do original – e um cronograma de filmagens estimado em 36 dias.[28][29] No primeiro dia, Boris Karloff entrou na água abaixo do moinho de vento destruído usando uma roupa de borracha por baixo do figurino. O ar entrou na roupa e a expandiu como um "lírio-d'água obsceno".[9] Mais tarde naquele dia, Karloff quebrou o quadril, necessitando de um dublê e Colin Clive também acidentou-se quebrando a perna.[18][15] As gravações foram concluídas em 7 de março e atrasou dez dias porque Whale interrompeu a produção por dez dias até que OP Heggie ficasse disponível para interpretar o Eremita.[30] Com um custo final de US$ 397.023 (US$ 11,4 milhões em valores de 2024), A Noiva de Frankenstein ultrapassou o orçamento em mais de US$ 100.000 (US$ 2,29 milhões em 2024).[27] Na versão original, Henry morria fugindo do castelo em chamas. O cineasta a refilmou para permitir a sobrevivência deles, embora Clive ainda seja visível na tela no laboratório em colapso.[12]

Censura

Boris Karloff, o diretor James Whale, e o Cinematógrafo John J. Mescall no set de A Noiva de Frankenstein (1935).

A Noiva de Frankenstein foi submetida à censura, tanto durante a produção pelo Código Hays quanto após seu lançamento por órgãos de censura locais e nacionais. Joseph Breen, censor-chefe do Departamento Hays, opôs-se a trechos de diálogo no roteiro original submetido, nos quais Henry Frankenstein e sua obra eram comparados aos de Deus e a uma cena planejada do Monstro correndo por um cemitério em direção a uma estátua de Jesus crucificado e tentando o resgatar da cruz.[31][32] Breen também se opôs ao número de assassinatos, tanto as cenas explícitas quanto os acontecimentos implícitos no roteiro, e aconselhou o cineasta a reduzi-los. Após revisar o filme em março de 1935, o departamento exigiu uma série de cortes. Whale concordou em excluir uma sequência em que o "Sobrinho Glutz" de Dwight Frye mata seu tio e culpa o Monstro e cenas de Elsa Lanchester como Mary Shelley nas quais o censurador achou que seus seios estavam muito visíveis.[33][8] Apesar de sua objeção anterior, Breen não apresentou objeções às imagens cruciformes ao longo do filme – incluindo uma cena com o Monstro amarrado como Cristo a um poste – nem à apresentação de Pretorius como um gay-code.[31] A Noiva de Frankenstein foi aprovada pelo escritório do Código de Produção em 15 de abril.[33]

Após seu lançamento com o selo de aprovação do Código, o filme foi contestado pelo conselho de censura do estado de Ohio.[31] O departamento de censura da Inglaterra e da China se opuseram à cena em que o Monstro contempla com saudade o corpo destinado à reanimação como a Noiva, alegando preocupações de que isto parecesse com à necrofilia.[34] A Universal retirou voluntariamente o longa-metragem da Suécia devido aos extensos cortes exigidos, e A Noiva de Frankenstein foi rejeitado de imediato pelo governo de Trinidad, Palestina e Hungria. Além disso, os censores japoneses se opuseram à cena em que Pretorius persegue seu Henrique VIII em miniatura com pinças, afirmando que isso era "fazer um tolo de um rei".[31]

Recepção

Colin Clive, Elsa Lanchester, Boris Karloff, and Ernest Thesiger.

A Noiva de Frankenstein estreou em 19 de abril de 1935 no Orpheum Theater em São Francisco,[35][a] e entrou em lançamento geral no dia seguinte.[36][37] O filme foi lucrativo para a Universal, com um relatório de 1943 mostrando que havia arrecadado aproximadamente US$ 2 milhões, um lucro de cerca de US$ 950.000.[38]

O longa-metragem foi aclamado pela crítica após seu lançamento, embora alguns críticos tenham qualificado suas opiniões com base no fato de a produção pertencer ao gênero terror. O New York World-Telegram o chamou de "bom entretenimento em seu gênero". Enquanto o New York Post o descreveu como "um conto grotesco e horripilante que, em seu gênero, é ótimo". O tablóide Hollywood Reporter, de forma semelhante, classificou o longa-metragem de "uma alegria para aqueles que conseguem apreciá-lo".[39] A revista Variety não qualificou sua crítica dessa forma: "[É] um daqueles raros casos em que ninguém pode criticá-lo ou falar sobre ele sem mencionar o cinegrafista, o diretor de arte e o compositor da trilha sonora na mesma frase que os atores e o diretor". A revista também elogiou o elenco, escrevendo que "Karloff consegue investir o personagem com algumas sutilezas de emoção que são surpreendentemente reais e tocantes... Thesiger como Dr. Pretorious [é] uma caracterização diabólica, se é que já houve alguma... Lanchester desempenha dois papéis, primeiro em um preâmbulo como a autora Mary Shelley e depois como a mulher criada. Neste último papel, ela impressiona bastante".[40]

Em outra crítica sem ressalvas, a revista Time escreveu que o filme tinha "uma vitalidade que torna seus esforços totalmente equivalentes ao filme original... Os roteiristas Hurlbut & Balderston e o diretor James Whale deram-lhe a intensidade macabra própria de todas as boas obras de terror, mas substituíram o mal puro que era Frankenstein por um tipo peculiar de pathos mecânico".[41] O Oakland Tribune concordou que era "uma fantasia produzida em uma escala magnífica, com excelente direção de arte e ótimos efeitos fotográficos".[42] Embora o Winnipeg Free Press achasse que o equipamento elétrico poderia ter sido mais adequado para Buck Rogers, o crítico elogiou A Noiva de Frankenstein como "emocionante e às vezes morbidamente horripilante", declarando que "todos que gostaram de Frankenstein receberão sua Noiva como uma sucessora digna".[43] O jornal The New York Times chamou Karloff de "tão esplêndido no papel que tudo o que se pode dizer é 'ele é o Monstro'", elogiando todo o elenco principal e a direção de Whale ao concluir que Bride é "um filme de terror de primeira classe" e previu que "o Monstro deveria se tornar uma instituição, como Charlie Chan".[44]

A reputação do filme persistiu e cresceu nas décadas desde o seu lançamento. No website agragador de críticas, Rotten Tomatoes o longa-metragem tem uma aprovação de 98% da crítica com base em 57 avaliações, o consenso afirma: "Um filme excêntrico, extravagante, tecnicamente impressionante e assustador, A Noiva de Frankenstein, de James Whale, envelheceu notavelmente bem".[45] Em 1998, A Noiva de Frankenstein foi adicionado ao National Film Registry dos Estados Unidos tendo sido considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo".[46][47] Frequentemente citada como a obra-prima de James Whale e aclamado como "o melhor de todos os filmes de terror gótico".[48][49] A revista Time classificou A Noiva de Frankenstein em sua lista dos "100 Melhores Filmes de Todos os Tempos", na qual os críticos Richard Corliss e Richard Schickel anularam a crítica original da revista para declarar o longa-metragem "uma daquelas raras sequências que é infinitamente superior à sua fonte".[50] Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, adicionou A Noiva de Frankenstein à sua lista de Os Grandes Filmes em 1999. Ele o descreveu como "o melhor dos filmes de Frankenstein - uma obra astuta e subversiva que contrabandeou material chocante pela censura, disfarçando-o com elementos de terror. Alguns filmes envelhecem; outros amadurecem". Ebert também acrescentou como a personagem de Lanchester proporcionou "uma das imagens imortais do cinema, com mechas prateadas como relâmpagos em seu cabelo estranhamente alto".[51]

Legado

Em 2008, A Noiva de Frankenstein foi selecionado pela revista Empire como um dos 500 Maiores Filmes de Todos os Tempos.[52] Também naquele ano, o Boston Herald o nomeou o segundo melhor longa-metragem de terror depois de Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (1922).[53] Em 2016, James Charisma para a Playboy, o classificou em 7º lugar em uma lista sobre "15 Sequências Muito Melhores que os Originais".[54]

A Noiva de Frankenstein é frequentemente apontado como um marco do cinema de horror e um dos maiores clássicos do gênero.[55] A caracterização da Noiva, interpretada por Elsa Lanchester, com seu cabelo ao estilizado e mechas brancas, maquiagem e figurino envolto em faixas, tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis da cultura popular do terror audiovisual.[56] Ela junto com demais personagens da franquia são parodiados e referenciados na mídia: The Munsters, Young Frankenstein (1974), Frankenweenie (2012) e Penny Dreadful.[56] Filmes focando na Noiva são feitos desde então: Frankenstein Created Woman, A Prometida (1985) e Mary Shelley's Frankenstein (1994).[56] A estética de horror e “experimento de cientista louco” de A Noiva de Frankenstein influencia o figurino e atmosfera do musical The Rocky Horror Picture Show (1975) em particular, o figurino da personagem Magenta (Patricia Quinn) já foi apontado como referência visual ao longa-metragem.[57] O videoclipe da música "Brennende Liebe" da banda alemã de Heavy metal Oomph! com L'Âme Immortelle fez uma paródia do filme, o enredo do video conta a história de uma mulher que é criada para ser a companheira do cantor Dero Goi.

Indicação

A Noiva de Frankenstein foi indicada ao Oscar por Gravação de Som (Gilbert Kurland) mas perdeu para Naughty Marietta (Douglas Shearer).[58]

Interpretações

Boris Karloff no trailer oficial do longa-metragem.

A iconografia cristã aparece ao longo do filme. Além das cenas do Monstro amarrado em forma de cruz e da figura crucificada de Jesus no cemitério, o eremita tem um crucifixo na parede de sua cabana – que, para consternação de Whale, o editor Ted Kent fez brilhar durante um fade-out – e o Monstro consome os sacramentos cristãos do pão e do vinho em sua "última ceia" com o eremita.[8] O historiador de terror David J. Skal sugere que a intenção de Whale era fazer uma "comparação direta do monstro de Frankenstein com Cristo".[59] O escritor Scott MacQueen, observando a falta de convicções religiosas de Whale, contesta a noção de que o Monstro seja uma figura de Cristo. Em vez disso, o Monstro é uma "zombaria do divino", já que, tendo sido criado pelo Homem e não por Deus, "carece da centelha divina". Ao crucificar o Monstro, diz ele, Whale "mexe com os botões do público" ao inverter a crença cristã central da morte de Cristo seguida da ressurreição. O Monstro é ressuscitado primeiro e depois crucificado.[8]

Leitura Gay

Elsa Lanchester como A Noiva de Frankenstein.

Nas décadas que se seguiram ao seu lançamento, estudiosos de cinema modernos têm notado as possíveis interpretações gays do filme. O diretor James Whale era assumidamente gay, e alguns dos atores do elenco, incluindo Ernest Thesiger e, segundo rumores, Colin Clive, eram respectivamente gays ou bissexuais.[60] Embora James Curtis, biógrafo de Whale, rejeite a noção de que Whale se identificaria com o Monstro a partir de uma perspectiva homossexual,[61] estudiosos perceberam um subtexto gay permeando o enredo, especialmente uma sensibilidade camp,[62] particularmente incorporada no personagem de Pretorius e seu relacionamento com Henry.

O historiador de cinema gay Vito Russo ao considerar Pretorius, não chega a identificar o personagem como gay, referindo-se a ele como "afeminado",[63] sendo "afeminado" um código de Hollywood para "homossexual". Pretorius serve como um "Mefistófeles gay",[14] uma figura de sedução e tentação, chegando ao ponto de afastar Frankenstein de sua noiva na noite de núpcias para se envolver no ato antinatural de criar vida. Uma novelização de A Noiva de Frankenstein publicada no Reino Unido deixou a implicação clara, com Pretorius dizendo a Frankenstein: "Sejam fecundos e multipliquem-se. Obedeçamos à injunção bíblica: você, é claro, tem a opção dos meios naturais; mas quanto a mim, receio que não haja outro caminho aberto senão o científico".[59]

O Monstro, cujos afetos pelo eremita e pela Noiva ele descreve com a mesma linguagem ("amigo"), foi interpretado como sexualmente "inquieto" e bissexual.[60] A autora de estudos de gênero Elizabeth Young escreve: "Ele não tem uma compreensão inata de que o vínculo masculino-feminino que ele está prestes a forjar com a noiva é considerado o principal ou que carrega uma valência sexual diferente de seus relacionamentos com [Pretorius e o eremita]: todos os relacionamentos afetivos são tão facilmente 'amizades' quanto 'casamentos'".[64] De fato, seu relacionamento com o eremita foi interpretado como um casamento entre pessoas do mesmo sexo que a sociedade heterossexual não tolera: "Sem dúvida – este é um casamento, e um viável... Mas Whale nos lembra rapidamente que a sociedade não aprova. O monstro – o forasteiro – é expulso de sua cena de prazer doméstico por dois aldeões armados que se deparam com essa aliança surpreendente e, rápida e instintivamente, procedem a destruí-la", escreve o crítico cultural Gary Morris para o Bright Lights Film Journal .[60] A criação da cena da Noiva, continua Morris, é “a lembrança de Whale ao público – seus chefes de Hollywood, colegas e todos que assistem – da majestade e do poder do criador homossexual”.[60]

O cineasta amigo e confidente de Whale, Curtis Harrington, descartou essa teoria dizendo ser "a avaliação de um crítico mais jovem. Todos os artistas fazem trabalhos que vêm do inconsciente e, mais tarde, você pode analisá-los e dizer que o simbolismo pode significar algo, mas os artistas não pensam dessa forma e eu apostaria minha vida que James Whale nunca teria tido tais conceitos em mente". Especificamente em resposta à leitura de "majestade e poder", Harrington afirmou: "Minha opinião é que isso é pura besteira. Essa é uma interpretação crítica que não tem nada a ver com a inspiração original". E conclui: "Acho que o mais próximo que se pode chegar de uma metáfora homossexual em seus filmes é identificar aquele certo tipo de humor afetado". O companheiro de Whale, David Lewis, afirmou categoricamente que a orientação sexual de Whale "não era pertinente" à sua produção cinematográfica: "Jimmy era, antes de tudo, um artista, e seus filmes representam o trabalho de um artista – não um artista gay, mas um artista".[61]

O ilustrador Karoly Grosz criou este anúncio peculiar para A Noiva de Frankenstein em 1935.

Mídia doméstica

Em 1985, a MCA Home Video lançou A Noiva de Frankenstein em LaserDisc.[65] Na década de 1990, a MCA/Universal Home Video lançou o filme em VHS como parte da "Universal Monsters Classic Collection", uma série de lançamentos dos filmes da franquia Universal Classic Monsters.[66]

Em 1999, a Universal lançou A Noiva de Frankenstein em VHS e DVD como parte da "Classic Monster Collection".[67][68] Em abril de 2004, a Universal lançou Frankenstein: The Legacy Collection em DVD como parte da "Universal Legacy Collection".[69][70] Esse lançamento, em dois discos, inclui A Noiva de Frankenstein, bem como original Frankenstein (1931), Son of Frankenstein (1939) e The House of Frankenstein (1944).[69][70]

Boris Karloff no trailer do filme.

Em 2012, A Noiva de Frankenstein foi lançado em Blu-ray como parte do box set Universal Classic Monsters: The Essential Collection, que também inclui um total de nove filmes da série Universal Classic Monsters.[71] Em 2014, a Universal lançou Frankenstein: Complete Legacy Collection em DVD.[72] Esse conjunto contém oito filmes: Frankenstein, A Noiva de Frankenstein, Son of Frankenstein, Ghost of Frankenstein, Frankenstein Meets the Wolf Man, The House of Frankenstein, House of Dracula e Abbott and Costello Meet Frankenstein.[72] Em 2015, a coleção de seis filmes Universal Classic Monsters Collection foi lançada em DVD.[73] Em 2016, o longa-metragem recebeu um lançamento exclusivo em Blu-ray pela Walmart, apresentando uma capa com efeito fosforescente.[74] No mesmo ano, a Complete Legacy Collection foi lançada em Blu-ray.[75] Em setembro de 2017, A Noiva de Frankenstein recebeu um lançamento exclusivo em Best Buy no formato SteelBook para Blu-ray, com arte de capa criada por Alex Ross.[76]

A Noiva de Frankenstein foi incluído no box set Universal Classic Monsters: Complete 30-Film Collection em Blu-ray em agosto de 2018.[77] Esse box set também recebeu uma edição em DVD.[78]

Sequências

Glenn Strange como o monstro de Frankenstein em House of Dracula (1945)

Em 1939, a sequência Son of Frankenstein foi lançada, como todas as que se seguiram, sem Whale ou Clive (este último havia falecido em 1937). Este filme apresentou a última atuação completa de Boris Karloff como o Monstro. Son of Frankenstein contou com Basil Rathbone como Barão Wolf von Frankenstein, Bela Lugosi como o corcunda barbudo Ygor e Lionel Atwill como Inspetor Krogh.[79][80]

No ano de 1942, The Ghost of Frankenstein foi lançado nos cinemas. O filme apresenta Lon Chaney Jr. como o Monstro, substituindo Boris Karloff, que interpretou o papel nos três primeiros filmes da série, e Bela Lugosi em sua segunda aparição como Ygor. Recebeu análises negativas da crítica especializada por seu roteiro formulário, auto-cômico e pelas mudanças no elenco.[81] Rubens Ewald Filho, para o UOL, aponta que a produção “já em decadência” sofre com um roteiro cheio de incongruências, maquiagem rígida e atuação inexpressiva de Chaney, embora ressalte que Lugosi traz nuances interessantes ao papel.[82] O quinto filme da franquia, Frankenstein Meets the Wolf Man foi lançado em 1943, dirigido por Roy William Neill e estrelado por Bela Lugosi como o monstro de Frankenstein que enfrenta o personagem-título de The Wolf Man (Lon Chaney Jr.) sendo considerado um dos usos de crossover e de universo compartilhado da história do cinema.[83][84] Na sequência, The House of Frankenstein (1944), Karloff retornou à série, mas não para reprisar seu papel como o monstro, e sim como o Doutor Louco; o monstro foi interpretado desta vez por Glenn Strange e Chaney Jr. retornou como o Lobisomem. Drácula também apareceu no filme, interpretado por John Carradine.[85] A sua sequência, House of Dracula (1945), apresentou os mesmos três monstros — Drácula, o monstro de Frankenstein e o Lobisomem — com o mesmo elenco em suas interpretações.[86]

A última produção oficial da franquia é a comédia de terror aclamada pela crítica Abbott and Costello Meet Frankenstein.[87]

Notas

  1. O historiador de cinema Martin F. Norden diz que o filme teve sua estreia mundial em Chicago, Illinois

Referências

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Ligações externas