Frankenstein (1931)

Frankenstein
Frankenstein (1931)
Pôster de Karoly Grosz[1]
No Brasil Frankenstein
Estados Unidos
1931 •  pb •  71 min 
Gênero terror de monstro
Direção James Whale
Produção Carl Laemmle Jr.
Roteiro Peggy Webling
John L. Balderston
Francis Edward Faragoh
Garrett Fort
História John L. Balderston
Baseado em Frankenstein, de Mary Shelley
Elenco Colin Clive
Boris Karloff
John Boles
Dwight Frye
Edward Van Sloan
Mae Clarke
Frederick Kerr
Música Bernhard Kaun
Cinematografia Arthur Edeson
Efeitos especiais Kenneth Strickfaden
Edição Maurice Pivar
Companhia produtora Universal Pictures
Distribuição Universal Pictures
Lançamento
  • 21 de novembro de 1931 (1931-11-21)
Idioma inglês
Orçamento US$ 262,007[2]
Receita US$ 12 milhões[3]
Cronologia

Frankenstein (bra: Frankenstein[4]) é um filme de terror de monstro americano de 1931 dirigido por James Whale, produzido por Carl Laemmle Jr. sendo uma adaptação da peça de 1927 "Frankenstein: An Adventure in the Macabre" de Peggy Webling que por sua vez foi baseada no romance de Mary Shelley, Frankenstein. A peça de Webling foi adaptada por John L. Balderston, enquanto o roteiro foi escrito por Garrett Fort e Francis Edward Faragoh, com contribuições não creditadas de Robert Florey e John Russell.

Frankenstein é estrelado por Colin Clive como Henry Frankenstein, um cientista obcecado que desenterra cadáveres com seu assistente para criar um ser vivo a partir de partes de corpos. A criatura resultante, frequentemente conhecido como o monstro de Frankenstein é interpretado por Boris Karloff. A maquiagem do monstro foi feita por Jack Pierce. Além de Clive e Karloff, o elenco do filme também inclui Mae Clarke, John Boles, Dwight Frye e Edward Van Sloan.

Produzido e distribuído pela Universal Pictures, o longa-metragem teve sucesso comercial após o lançamento e foi geralmente bem recebido tanto pela crítica quanto pelo público. Frankenstein origem a várias sequências e spin-offs e teve um impacto significativo na cultura popular: a imagem de um cientista "louco" maníaco com um assistente corcunda e a representação do monstro de Frankenstein no filme tornaram-se icônicas. Em 1991, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos selecionou Frankenstein para preservação no National Film Registry por ser "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo".[5][6]

Enredo

Em uma aldeia dos Alpes Bávaros, Henry Frankenstein (Colin Clive) e seu assistente corcunda, Fritz (Dwight Frye), montam um corpo humano. Algumas partes são obtidas de corpos recém-sepultados; outras, de criminosos recentemente enforcados. Henry deseja criar um ser humano, dando vida ao corpo por meio de dispositivos elétricos. Para concluir sua criação, ele ainda necessita de um cérebro. Seu antigo professor, Dr. Waldman (Edward Van Sloan) apresenta à turma o cérebro de um ser humano comum e, para comparação, o cérebro deteriorado de um criminoso. Henry envia Fritz para roubar o cérebro saudável da sala de Waldman. Fritz o danifica acidentalmente e, assim, entrega a Henry o cérebro do criminoso.

A noiva de Henry, Elizabeth Lavenza (Mae Clarke) conversa com o amigo de ambos, Victor (John Boles), sobre o comportamento peculiar do cientista e seu isolamento. Elizabeth e Victor buscam Waldman para tentar compreender as ações de Henry, e Waldman revela que sabe que Henry pretende criar vida. Preocupados, eles vão ao laboratório e chegam no momento em que Henry faz os preparativos finais, com o corpo inerte estendido sobre uma mesa cirúrgica. Enquanto uma tempestade se intensifica, Henry convida Elizabeth e os outros a presenciar o experimento. Ele e Fritz elevam a mesa em direção a uma abertura no topo da torre. A criatura e os equipamentos de Henry são expostos à tempestade elétrica e energizados, trazendo o ser à vida. Henry fica extasiado ao ver a criatura se mover e precisa ser contido por Victor e Waldman. Henry proclama que agora sabe como é ser Deus.

O Monstro de Frankenstein (Boris Karloff), apesar de sua forma grotesca, revela-se uma criação inocente e infantil. Henry o recebe no laboratório e pede que se sente. Ele abre o teto, fazendo com que o Monstro estenda a mão em direção à luz do sol. Fritz entra com uma tocha acesa, o que assusta o Monstro. Seu temor é interpretado por Henry e Waldman como uma tentativa de ataque, e o Monstro é acorrentado no calabouço, onde Fritz o provoca com a tocha. Ouvindo os gritos de Fritz, Henry e Waldman descobrem que o Monstro o enforcou. A criatura investe contra os dois, mas eles conseguem trancá-la. Cientes de que o Monstro precisa ser destruído, Henry prepara uma injeção de um poderoso narcótico, e Waldman a aplica nas costas da criatura, deixando-a inconsciente.

Exausto, Henry desmaia, e Elizabeth e o pai dele o levam para casa. Lá, ele se recupera e passa a se preparar para o casamento, enquanto Waldman examina o Monstro. Ao se preparar para vivissecá-lo, a criatura desperta e estrangula o professor. Em seguida, foge da torre e vagueia pela região, encontrando Maria (Marilyn Harris), filha de um fazendeiro (Michael Mark). A menina o convida para brincar, jogando flores no lago. O Monstro aprecia a brincadeira, mas, ao ficar sem flores, atira Maria na água, afogando-a inadvertidamente. Com os preparativos do casamento concluídos, Henry está feliz ao lado de Elizabeth. Eles pretendem se casar assim que Waldman chegar. Victor aparece às pressas, informando que Waldman foi encontrado estrangulado. Henry suspeita do Monstro. A criatura entra no quarto de Elizabeth, fazendo-a gritar. Quando os outros chegam, encontram Elizabeth em estado de choque, logo depois inconsciente. O Monstro fugiu.

O pai de Maria chega carregando o corpo da filha afogada. Ele afirma que ela foi assassinada, e os aldeões formam um grupo de linchamento para capturar o Monstro. Durante as buscas, Henry é atacado pela criatura. O Monstro o deixa inconsciente e o leva para um velho moinho de vento. Os camponeses escutam os sons da criatura carregando Henry e a avistam subindo ao topo, arrastando o cientista. O Monstro arremessa Henry para baixo, mas sua queda é amortecida pelas pás do moinho, salvando sua vida. Alguns aldeões o levam para casa, enquanto o restante da multidão incendeia o moinho, com o Monstro preso em seu interior.

No Castelo Frankenstein, o pai de Henry (Frederick Kerr) celebra o casamento do filho recuperado, brindando a um futuro neto.

Elenco

Lobby card do filme Frankenstein

Produção

Anúncio de relançamento em 1951

Em 1930, a Universal Studios havia perdido US$ 2,2 milhões em receitas. Em 48 horas após sua estreia no Roxy Theatre de Nova York, em 12 de fevereiro de 1931, Drácula, estrelado por Bela Lugosi, vendeu 50.000 ingressos, criando um impulso que culminou em um lucro de US$ 700.000, o maior dos lançamentos da Universal em 1931. Como resultado, o chefe de produção, Carl Laemmle Jr., anunciou planos imediatos para mais filmes de terror.[8] A empresa adquiriu os direitos cinematográficos da adaptação teatral planejada por John L. Balderston da peça britânica de Peggy Webling do romance original de Mary Shelley.[9] Logo após o sucesso em Drácula, Lugosi esperava interpretar Henry Frankenstein entretanto, o produtor Carl Laemmle Jr. esperava que o ator interpretasse o Monstro.[10]

Inicialmente o diretor do projeto seria Robert Florey que tinha uma visão de retratar o monstro como uma máquina de matar, sem qualquer traço de interesse humano ou compaixão, ao contrário do romance original de Shelley. Após desavenças com a equipe, ele foi afastado e substituído por James Whale.[11]

Frankenstein foi inspirado por Der Golem, um romance surreal escrito por Gustav Meyrink baseado no folclore judaico, e sua adaptação cinematográfica, Der Golem, wie er in die Welt kam (1920) de Paul Wegener e Carl Boese.[12]

Kenneth Strickfaden projetou os efeitos elétricos usados na "cena da criação". Eles foram tão bem-sucedidos que tais efeitos passaram a ser considerados parte essencial de todos os filmes subsequentes da Universal envolvendo o Monstro de Frankenstein. Consequentemente, o equipamento usado para produzi-los passou a ser chamado nos círculos de fãs de "Strickfadens". Parece que Strickfaden conseguiu garantir o uso de pelo menos uma bobina de Tesla construída pelo próprio inventor Nikola Tesla.[13]

Censura

A cena em que o Monstro de Frankenstein atira a criança no lago e a afoga acidentalmente causou controvérsia

A cena em que o Monstro atira a criança Maria, no lago e a afoga acidentalmente causou controvérsia. Em seu lançamento original, em 1931, a segunda parte dessa cena foi cortada pelos órgãos de censura estaduais de Massachusetts, Pensilvânia e Nova York. Esses estados também se opuseram a uma fala que consideraram blasfémia, ocorrida durante a euforia de Victor Frankenstein ao descobrir que sua criatura está viva:[14]

VICTOR: "Henry, em nome de Deus!"

HENRY: "Em nome de Deus? Agora eu sei como é SER Deus!"

O governo do Kansas solicitou o corte de 32 cenas que, se tivessem sido removidas, teriam cortado metade do longa-metragem.[15] Jason Joy, do Comitê de Relações com os Estúdios, enviou Joseph Breen para instar a reconsideração. Eventualmente, uma versão editada foi lançada na região.[14]

Como aconteceu com muitos filmes pre-Code que foram relançados após a aplicação rigorosa do Código Hays em 1934, a Universal fez cortes no negativo original da câmera e portanto, a maior parte da filmagem excluída geralmente se perde.[16] No entanto, a cena da garota sendo jogada no lago foi redescoberta no início da década de 1980 pela coleção do BFI National Archive sendo restaurada em cópias modernas de relançamento em mídias domésticas.[17][18]

No Estado Livre Irlandês, Frankenstein inicialmente recebeu certificado de proibido em 5 de fevereiro de 1932, por ser desmoralizante e inadequado para crianças ou "pessoas nervosas" – os certificados com restrição de idade só foram introduzidos no país em 1965. A decisão foi anulada pelo Conselho de Apelação em 8 de março, e o filme foi aprovado sem cortes em 9 de março.[19] O longa-metragem foi proibido com sucesso na Irlanda do Norte, Quebec, Suécia, Itália e Checoslováquia.[9]

Recepção

O crítico de cinema do The New York Times, Mordaunt Hall, publicou uma crítica extremamente positiva de Frankenstein. Segundo ele, o filme “despertou tanta excitação no Mayfair ontem que muitos na plateia riram para disfarçar seus verdadeiros sentimentos. Não há como negar que é de longe a obra mais eficaz de seu tipo. Ao lado dela, Dracula é branda e, incidentalmente, Dracula foi produzida pela mesma empresa”.[20] O Film Daily também elogiou a produção, descrevendo-a como um “drama macabro, arrepiante e empolgante” que fora “produzido com inteligência, grande cuidado e com uma qualidade fotográfica soberba”.[21] A revista Variety relatou que o longa-metragem “parece um Dracula ampliado, atingindo um novo ápice nas obras de horror”, e descreveu a atuação de [Bóris] Karloff como “um fascinante trabalho cênico de mesmerismo”. A crítica destacou ainda o visual do filme como excepcional, chamando a fotografia de “esplêndida” e a iluminação de “o máximo em engenhosidade, já que boa parte do material exige efeitos noturnos ou sombreados para intensificar a atmosfera fantasmagórica”.[22] John Mosher, do tablóide The New Yorker, mostrou-se menos entusiasmado, classificando Frankenstein apenas como um “sucesso moderado” e escrevendo que “o departamento de maquiagem obtém um triunfo com o monstro, onde residem os verdadeiros arrebatamentos da produção, mas a fantasia geral carece da vitalidade que aquela pequena Sra. P. B. Shelley foi capaz de dar ao seu livro”.[23]

Frankenstein foi proibido na China por ser classificado como pertencente à categoria de “filmes supersticiosos”, devido ao seu caráter “estranho” e a elementos considerados não científicos.[24]

Frankenstein continuou a receber aclamação da crítica e é amplamente considerado um dos melhores filmes de 1931,[25][26] bem como um dos maiores filmes de todos os tempos.[27][28] No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 94% das 95 avaliações dos críticos são positivas, com uma classificação média de 8.8/10. O consenso do site afirma: "Ainda perturbador até hoje, Frankenstein explora habilmente a tênue linha entre genialidade e loucura, e apresenta a performance lendária e assustadora de Boris Karloff como o monstro."[29] O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 91 em 100, baseado em 15 críticos, indicando "aclamação universal".[30]

Em 1991, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos por ser considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo”.[31] Em 2004, o The New York Times incluiu o filme na lista “Best 1000 Movies Ever”.[32]

Frankenstein também recebeu reconhecimento do American Film Institute. Foi eleito o 87.º maior filme de todos os tempos na lista 100 Years... 100 Movies.[27] A frase “It's alive! It's alive!” foi classificada como a 49.ª maior citação do cinema norte-americano.[33] O filme foi indicado a diversas listas da série “AFI's 100”, incluindo 10 Top 10 na categoria ficção científica,[34] 100 Years... 100 Movies (10th Anniversary Edition),[35] e duas indicações à lista 100 Years... 100 Heroes and Villains — tanto para Henry Frankenstein quanto para o Monstro, ambos na categoria de vilões.[36]

Frankenstein figurou em 56.º lugar na lista 100 Years... 100 Thrills, que reúne as produções mais emocionantes do cinema norte-americano.[37] Também foi eleito o 27.º melhor momento de terror na lista The 100 Scariest Movie Moments, do canal Bravo.[38] Adicionalmente, a Chicago Film Critics Association o classificou como o 14.º filme mais assustador já produzido.[39]

Bilheteria

O filme foi um êxito comercial. Em junho de 1932, havia acumulado rendimentos de US$ 1,4 milhão em alugueis reportados. Em 1943, a Universal informou que o lucro obtido fora de US$ 708.871. Em 1953, todas as reexibições da franquia Frankenstein juntas haviam rendido um lucro estimado de US$ 12 milhões.[40]

Mídia doméstica

Em 1986, a MCA Home Video lançou Frankenstein em LaserDisc. Essa edição restaurou todas as cenas cortadas, assim como a maior parte da fala de Frankenstein “Em nome de Deus!”.[41][42] Na década de 1990, a MCA/Universal Home Video lançou o filme em VHS como parte da coleção “Universal Monsters Classic Collection”, uma série de edições dos filmes do universo Universal Classic Monsters.[43]

Em 1999, a Universal lançou Frankenstein em VHS e DVD como parte da “Classic Monster Collection”; essa edição restaurou o restante do material censurado.[44][45][46] Em abril de 2004, a Universal lançou Frankenstein: The Legacy Collection em DVD como parte da “Universal Legacy Collection”.[47][48] Essa edição de dois discos inclui Frankenstein, A Noiva de Frankenstein, Son of Frankenstein, The Ghost of Frankenstein e The House of Frankenstein.[47][48] Em setembro de 2006, a Universal lançou Frankenstein em DVD em uma edição de dois discos “75th Anniversary Edition”, como parte da “Universal Legacy Series”.[49][50]

Em 2012, Frankenstein foi lançado em Blu-ray como parte do box Universal Classic Monsters: The Essential Collection, que inclui nove produções da série Universal Classic Monsters.[51][52] Em setembro de 2013, Frankenstein recebeu um lançamento Blu-ray individual.[53] No mesmo ano, Frankenstein integrou o box de seis filmes Universal Classic Monsters Collection, incluindo Drácula, A Múmia, O Homem Invisível, Bride of Frankenstein e The Wolf Man.[54] No ano seguinte, a Universal lançou Frankenstein: Complete Legacy Collection em DVD.[55] Esse conjunto reúne oito longa-metragem: Frankenstein, Bride of Frankenstein, Son of Frankenstein, Ghost of Frankenstein, Frankenstein Meets the Wolf Man, The House of Frankenstein, House of Dracula e Abbott and Costello Meet Frankenstein.[55] Em 2015, o box de seis filmes Universal Classic Monsters Collection foi lançado em DVD.[56] Em 2016, Frankenstein recebeu um Blu-ray exclusivo da Walmart com capa fosforescente.[57] Nesse mesmo ano, o box Complete Legacy Collection foi lançado em Blu-ray.[58][59] Em setembro de 2017, o filme recebeu uma edição Blu-ray exclusiva da Best Buy em SteelBook, com arte de capa de Alex Ross.[60]

Frankenstein e suas continuações foram incluídos no box Universal Classic Monsters: Complete 30-Film Collection em Blu-ray em agosto de 2018.[61][62] Esse box também recebeu lançamento em DVD.[63] No mês seguinte, Frankenstein foi incluído em uma edição limitada Blu-ray exclusiva da Best Buy intitulada Universal Classic Monsters: The Essential Collection, com arte de Alex Ross.[64] A Universal Pictures Home Entertainment lançou o filme em 4K Ultra HD Blu-ray em 5 de outubro de 2021.[65]

Legado

O lançamento de Frankenstein exerceu influência na cultura popular, estabelecendo grande parte do imaginário visual e temático associado à figura do Monstro e à narrativa de Mary Shelley. A interpretação de Boris Karloff e o design criado pelo maquiador Jack Pierce — especialmente os parafusos no pescoço, a cabeça achatada e as pálpebras pesadas — tornaram-se ícones culturais e passaram a definir a imagem do Monstro em mídias posteriores, muitas vezes mais reconhecíveis do que as descrições presentes no romance original.[66][67] Frankenstein consolidou a Era de Ouro dos Monstros da Universal, tornando-se um dos pilares da cultura cinematográfica de horror nos Estados Unidos e influenciando gerações de cineastas, incluindo Terence Fisher, Tim Burton e Guillermo del Toro.[68] O crítico de cinema Richard Brody, da New Yorker, argumenta que a obra de James Whale “criou uma gramática visual para o cinema de horror”, especialmente no uso dramático de sombras, laboratórios expressionistas e atmosferas góticas.[69]

A frase “It’s alive!” tornou-se um dos bordões mais citados da história do cinema, frequentemente referenciada em filmes, séries e anúncios publicitários.[70] O filme também contribuiu para solidificar a metáfora do “cientista louco” na cultura popular, associando experimentação científica a riscos éticos e existenciais — um tema analisado por estudiosos de cinema e literatura.[71] Além de sua influência no cinema, Frankenstein impactou profundamente outras mídias, incluindo quadrinhos, animações, literatura de ficção científica e programas de televisão. O visual concebido pela Universal passou a ser utilizado oficialmente (e também parodiado) por produções como The Munsters, Young Frankenstein, The Addams Family, além de inúmeros produtos licenciados, brinquedos e fantasias de Halloween.[72]

O impacto cultural também se estende a debates acadêmicos. Pesquisadores destacam que o filme ajudou a redefinir conceitos de “monstruosidade” e “alteridade”, influenciando estudos de cultura, filosofia e psicologia ao representar o Monstro como uma figura simultaneamente trágica e ameaçadora.[73]

Frankenstein permanece como uma das obras mais reconhecíveis da história do cinema e continua sendo referência para representações contemporâneas de criação artificial, inteligência artificial, bioética e engenharia genética, mantendo-se, mais de nove décadas após seu lançamento, como uma peça central da mitologia cultural moderna.[74] O episódio "The Post-Modern Prometheus" da quinta temporada da série de televisão The X-Files presta uma extensa homenagem ao filme no seu roteiro e estilo visual.[75] Um curta-metragem de paródia com atores reais, Frankenweenie (1984), que retrata Victor Frankenstein como um garoto americano moderno e seu falecido cachorro de estimação como o monstro, foi produzido por Tim Burton em 1984. Posteriormente ele refez o filme como um longa-metragem de animação em 2012.[76]

Assistente do Frankenstein

Embora o assistente corcunda de Victor Frankenstein seja frequentemente chamado de "Igor" nas descrições sobre os filmes da Universal Monsters, ele não é chamado assim nos primeiras produções. Tanto em Frankenstein quanto em A Noiva de Frankenstein (1935) , Frankenstein tem um assistente, interpretado em ambos os casos por Dwight Frye, que é corcunda. No longa-metragem original de 1931, o personagem se chama "Fritz"; ele é corcunda e anda com a ajuda de uma pequena bengala. Fritz não se originou do romance Frankenstein, mas sim da primeira adaptação teatral registrada, Presumption; or, the Fate of Frankenstein do autor Richard Brinsley Peake, onde foi interpretado por Robert Keeley.[77][78] Foi somente em Son of Frankenstein (1939) que um personagem chamado "Ygor" aparece pela primeira vez, interpretado por Bela Lugosi e revivido por ele novamente em The Ghost of Frankenstein (1942) após seu aparente assassinato no filme anterior. Esse personagem – um ferreiro desequilibrado cujo pescoço foi quebrado e torcido devido a um enforcamento mal sucedido – torna-se amigo do monstro e mais tarde ajuda o Dr. Wolf Frankenstein, dando origem ao "assistente corcunda" chamado "Igor", comumente associado a Victor Frankenstein na cultura popular. Sobre Son of Frankenstein, o diretor Rowland V. Lee, disse que sua equipe deixou Lugosi "trabalhar na caracterização; a interpretação que ele nos deu foi imaginativa e totalmente inesperada... quando terminamos as filmagens, não havia dúvida na mente de ninguém de que ele roubou a cena. O monstro de Karloff era fraco em comparação".[79] Desde então, Fritz e Igor se fundiram na cultura popular e junto com a obra são parodiados e referenciados pela mídia.[80][81]

Acredita-se que a gênese da cena em que o assistente de Frankenstein, Fritz, deixa cair um frasco com a etiqueta "cérebro normal" e o substitui por um cérebro em um frasco com a etiqueta "cérebro anormal" seja baseada no destino do cérebro do poeta Walt Whitman na American Anthropometric Society. Whitman doou seu cérebro após sua morte para a sociedade para análise, a fim de correlacionar a inteligência com o tamanho do cérebro.[82] Um artigo datado de 1907 escrito por Edward Anthony Spitzka sobre a coleção de cérebros da sociedade causou uma forte reação ao revelar que o cérebro do poeta havia sido destruído acidentalmente quando um "assistente descuidado" deixou cair o frasco em que estava armazenado.[83] Esse elemento da história não estava presente no romance original de Mary Shelley de 1818.[82]

Sequências

Colin Clive, Elsa Lanchester, Boris Karloff e Ernest Thesiger em A Noiva de Frankenstein (foto colorizada)

Em 1935, é lançada a primeira sequência de Frankenstein, A Noiva de Frankenstein estrelada por Elsa Lanchester no papel-título recebeu aclamação das crítica e por vezes é citada como superior ao filme de 1931.[84][85][86] A sequência seguinte, Son of Frankenstein (1939), foi feita, como todas as que se seguiram, sem Whale ou Clive (este último havia falecido em 1937). Este filme apresentou a última atuação completa de Boris Karloff como o Monstro. Son of Frankenstein contou com Basil Rathbone como Barão Wolf von Frankenstein, Bela Lugosi como o corcunda barbudo Ygor e Lionel Atwill como Inspetor Krogh.[87][88]

No ano de 1942, The Ghost of Frankenstein foi lançado nos cinemas. O filme apresenta Lon Chaney Jr. como o Monstro, substituindo Boris Karloff, que interpretou o papel nos três primeiros filmes da série, e Bela Lugosi em sua segunda aparição como Ygor. Recebeu análises negativas da crítica especializada por seu roteiro formulário, auto-cômico e pelas mudanças no elenco.[89] Rubens Ewald Filho, para o UOL, aponta que a produção “já em decadência” sofre com um roteiro cheio de incongruências, maquiagem rígida e atuação inexpressiva de Chaney, embora ressalte que Lugosi traz nuances interessantes ao papel.[90] O quinto filme da franquia, Frankenstein Meets the Wolf Man foi lançado em 1943, dirigido por Roy William Neill e estrelado por Bela Lugosi como o monstro de Frankenstein que enfrenta o personagem-título de The Wolf Man (Lon Chaney Jr.) sendo considerado um dos usos de crossover e de universo compartilhado da história do cinema.[91][92] Na sequência, The House of Frankenstein (1944), Karloff retornou à série, mas não para reprisar seu papel como o monstro, e sim como o Doutor Louco; o monstro foi interpretado desta vez por Glenn Strange e Chaney Jr. retornou como o Lobisomem. Drácula também apareceu no filme, interpretado por John Carradine.[93] A sua sequência, House of Dracula (1945), apresentou os mesmos três monstros — Drácula, o monstro de Frankenstein e o Lobisomem — com o mesmo elenco em suas interpretações.[94]

A última aparição do monstro em um filme da Universal é na comédia de terror aclamada pela crítica Abbott and Costello Meet Frankenstein.[95]

Ver também

Referências

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Ligações externas