Boris Pugo

Boris Karlovich Pugo
Boriss Pugo
Boris Karlovich Pugo
Ministro do Interior da URSS
Período1 de dezembro de 1990 – 22 de agosto de 1991
Primeiro-ministroNikolai Ryzhkov
Valentin Pavlov
Antecessor(a)Vadim Bakatin
Sucessor(a)Vasily Trushin (interino)
Viktor Baranikov
Presidente da Comissão Central de Controle
Período14 de julho de 1990 – 23 de abril de 1991
Antecessor(a)Mikhail Solomentsev
Sucessor(a)Eugene Makhov
Primeiro-secretário do Partido Comunista da Letônia
Período1975 – 1976
Antecessor(a)Augusts Voss
Sucessor(a)Jānis Vagris
Dados pessoais
Nome completoБорис Карлович Пуго
Nascimento19 de fevereiro de 1937
Kalinin (atual Tver), RSFSR, URSS
Morte22 de agosto de 1991 (54 anos)
Moscou, URSS
CônjugeValentina Ivanovna Pugo (1938–1991)
Filhos(as)Vadim Borisovich Pugo
PartidoPartido Comunista da União Soviética
ProfissãoPolítico
Serviço militar
Serviço/ramoKGB
Anos de serviço1976–1984
CondecoraçõesOrdem de Lenin
Ordem da Bandeira Vermelha do Trabalho
Ordem da Estrela Vermelha
Ordem da Insígnia de Honra

Boris Carlovitch Pugo (em letão: Boriss Pugo, em russo: Бори́с Ка́рлович Пу́го; Tver, 19 de fevereiro de 1937Moscou, 22 de agosto de 1991) foi um político soviético que exerceu o cargo de primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista da Letônia (1984-1988), presidente do Comitê de Controle do Partido junto ao Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética e ministro do Interior de 1990 até a data de sua morte.

Boris é mais lembrado por ter sido um dos membros organizadores do Comitê Estatal sobre o Estado de Emergência, criado durante a tentativa de golpe de Estado na União Soviética em 1991. O Comitê conseguiu deter brevemente o presidente soviético, Mikhail Gorbatchov, mas fracassou em prender o presidente da Rússia, Boris Iéltsin, o que resultou no insucesso do golpe, na dissolução do Comitê e na prisão de seus integrantes.

Início de vida e educação

Pugo nasceu em Kalinin, na URSS (atual Tver, na Rússia), numa família de comunistas letões que haviam deixado a Letônia após a derrota do exército vermelho na guerra separatista de 1918-1920. Sua família retornou à Letônia após a reanexação do território pela União Soviética, em 1940.

Pugo formou-se na Universidade Politécnica de Riga em 1960 e, desde então, trabalhou em várias funções do Komsomol, do PCUS e do governo soviético, tanto na Letônia quanto em Moscou.

Carreira política

Entre 1960 e 1984, Boris chegou a ser primeiro-secretário do Comitê Central do Komsomol da República Socialista Soviética da Letônia, secretário do Comitê Central do Komsomol da URSS, primeiro-secretário do Comitê Municipal de Riga no Partido Comunista e chefe da KGB na Letônia.

Pugo também foi primeiro-secretário do Partido Comunista Letão de 1984 a 1988.

Entre 1990 e 1991, ele exerceu a função de Ministro do Interior da URSS.

Golpe de Agosto

Em agosto de 1991, ele se juntou ao Comitê Estatal sobre o Estado de Emergência (GKChP) e foi um dos organizadores do “golpe de agosto”. Pouco antes da criação do comitê, em agosto de 1991, ele estava de férias com a família na Crimeia. Retornou a Moscou em 18 de agosto[1] onde recebeu um telefonema do presidente do Comitê de Segurança do Estado da URSS, Vladimir Aleksandrovich Kryuchkov, que o convidou para ir ao Kremlin, onde foi formado o GKChP.[2] Em 21 de agosto, após o fracasso e a dissolução do GKChP, a Procuradoria Geral da URSS instaurou um processo criminal por tentativa de golpe de Estado. No mesmo dia, o procurador-geral da RSFSR, Valentin Stepanov, emitiu uma decisão de prisão dos ex-membros do GKChP.[1]

Morte e funeral

Pugo cometeu suicídio minutos após o telefonema da procuradoria. Sua esposa Valentina Ivanovna também morreu por suicídio, embora fontes da época não tivessem certeza se ela se matou ou foi morta pelo marido.[3][4][5][6] Segundo o jornal Novaya Gazeta, antes do falecimento, ambos escreveram notas, que foram encontradas em seu apartamento no dia do suicídio:[7]

Cometi um erro totalmente inesperado para mim, equivalente a um crime. Sim, é um erro, não uma convicção. Agora sei que me enganei em relação a pessoas em quem confiava muito. É assustador se esse surto de irracionalidade afetar o destino de pessoas honestas, mas que se encontram em uma situação muito difícil. A única justificativa para o que aconteceu poderia ser que nosso pessoal se unisse para acabar com a confrontação. Só assim deveria ser. Queridos Vadik, Elinka, Inna, mamãe, Volodya, Geta, Raya. Perdoem-me. Tudo isso é um erro! Eu vivi honestamente, a vida toda.”

— Boris Pugo

Meus queridos! Não consigo mais viver. Não nos julguem. Cuidem do vovô. Mamãe.

— Valentina Ivanovna

As urnas com as cinzas de Pugo e de sua esposa Valentina foram enterradas na 1ª seção do cemitério Troekurovsky, em Moscou, em fevereiro de 1992. Com seu suicídio, Pugo tornou-se o segundo ministro do Interior da URSS a tirar a própria vida, depois de Nikolai Shchelokov.

Prêmios e honrarias

Referências

  1. a b «Би-би-си | Россия | Хроника путча. Часть IV». news.bbc.co.uk. Consultado em 2 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de novembro de 2007 
  2. «ГКЧП: процесс, который не пошел». Новая Газета (em russo). Consultado em 2 de setembro de 2025 
  3. «AFTER THE COUP; Phone Call, Then a Suicide (Published 1991)» (em inglês). 24 de agosto de 1991. Consultado em 2 de setembro de 2025 
  4. «The Kremlin Plot». Newsweek (em inglês). 30 de agosto de 1992. Consultado em 2 de setembro de 2025 
  5. Archives, L. A. Times (5 de setembro de 1991). «Wife of Coup Plotter Pugo Dies After Suicide Attempt». Los Angeles Times (em inglês). Consultado em 2 de setembro de 2025 
  6. «Conspirator calmly took call from pursuer, then shot wife, self - UPI Archives». UPI (em inglês). Consultado em 2 de setembro de 2025 
  7. «Новая Газета | № 61 от 14 Августа 2006 г. | РЕБРЕНДИНГ СССР». www.novayagazeta.ru. Consultado em 2 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2008 
  8. a b c d «Пуго Борис Карлович». www.hrono.ru. Consultado em 2 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2020 

Ligações externas