Batidão romântico
| Batidão romântico | |
|---|---|
| Origens estilísticas | Brega-funk, kizomba |
| Contexto cultural | 2018, Brasil |
| Popularidade | 2018, Brasil |
| Gêneros de fusão | |
Batidão romântico é um subgenêro de fusão do brega funk com o kizomba[1] que surgiu por volta de 2018, com a expansão nacional do gênero pernambucano. A batida do gênero acaba sendo mais lenta e o tema abordado acaba sendo, geralmente, temas românticos.[2]
História
O gênero surgiu no início de 2018, no Brasil, com a expansão do gênero brega funk nacionalmente. Nesse contexto, aspectos da cultural musical nordestina passaram a adotar elementos do gênero pernambucano e do kizomba angolano, a fim de conquistar popularidade no resto do país também.
Alguns dos primeiros registros do gênero são os sucessos "Amor Falso", de Aldair Playboy, e "Jogo do Amor", de MC Bruninho. A partir dessas repercussões, outros cantores aderiram ao movimento fazendo sucesso com canções como "Oh Neguinho", de Márcia Fellipe e Aldair Playboy, "Sou Favela", de MC Vitinho Ferrari e MC Bruninho, "Disk Me", de Pabllo Vittar, sendo que essa apresenta maior influência do kizomba, e "Piscininha, Amor", de Whadi Gama.[3]
Consolidação
O "Batidão Romântico" consolidou-se no cenário musical brasileiro por volta de 2022-2023, impulsionado principalmente por plataformas digitais como o TikTok e serviços de streaming. O gênero representa uma "quebra de bolha" cultural, unindo os produtores de funk de São Paulo (Sudeste) com os vocalistas e temas melódicos do Nordeste.[4]
Diferente do Funk Melody tradicional, o Batidão Romântico utiliza a base rítmica mais agressiva e acelerada do funk paulista (150 BPM) como fundo para letras que abordam a "sofrência", traições e desilusões amorosas, temas típicos do brega e do piseiro.[5]
Variações de estilo
Batidão romântico
O batidão romântico é o resultado da fusão do brega funk com a kizomba,[6] que surgiu por volta de 2018, com a expansão nacional do gênero vindo de Pernambuco. O ritmo é mais lento e os temas abordados são românticos ou sensuais.[7]
Scama tune
É um estilo musical underground que mistura brega funk com eletromelody, chiptune e cloud trap. O gênero chegou a chamar a atenção de artistas como Aretuza Lovi, MC Loma e Pabllo Vittar.[7][8]
Tranceira
É o resultado da fusão do trance com o brega funk, adicionando o uso de falsete. O gênero surgiu no início de 2020 por meio das produções das cantoras pop brasileiras Pabllo Vittar e Luísa Sonza.[7]
Trip It
Trip It, ou Tribeat, nasceu da fusão do trip hop com os gêneros musicais manguebeat e brega funk. O estilo baseia-se em ritmos metálicos, eletrônicos e minimalistas. Uma representante do gênero é a cantora brasileira Duda Beat.[9][10]
Referências
- ↑ «Batidão romântico é a nova maneira de falar de amor». 29 de janeiro de 2019
- ↑ OFuxico. «Pabllo Vittar lança clipe do single Disk Me»
- ↑ «"Disk Me", de Pabllo Vittar, ganha versões eletrônicas - Play List - Rayldo Pereira» (em inglês)
- ↑ «O que é batidão romântico, o gênero que domina o Top 1 do Spotify Brasil». UOL Splash. 2 de novembro de 2023. Consultado em 4 de novembro de 2025
- ↑ «Batidão romântico: o que é o gênero que mistura funk e piseiro com letras de sofrimento». G1. 26 de outubro de 2023. Consultado em 4 de novembro de 2025
- ↑ «Batidão romântico é a nova maneira de falar de amor». kondzilla.com. Consultado em 9 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 7 de julho de 2022
- ↑ a b c OFuxico. «Pabllo Vittar lança clipe do single Disk Me». Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ Querino, Rangel (8 de junho de 2018). «Pankadon lança clipe com Aretuza Lovi e MC Loma e as Gêmeas Lacração; assista Pac Pac». Observatório G. Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ Continente, Revista. «Duda (Mangue)Beat». Revista Continente. Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ Bá, Revista (19 de agosto de 2019). «Vamo dale: o manguebeat de Duda Beat em Porto Alegre». Revista Bá. Consultado em 9 de novembro de 2025