Baltazar de Almeida Pimentel
| Baltazar de Almeida Pimentel | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Conde de Campanhã | |||||
![]() Ilustração do 1.º Conde em 1875 | |||||
| Conde de Campanhã | |||||
| Antecessor(a) | Título concedido | ||||
| Sucessor(a) | D. Mariana Emília de Almeida Pimentel, 2.º Condessa de Campanhã | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 18 de outubro de 1791 Almeida, Guarda | ||||
| Morte | 30 de maio de 1876 (84 anos) Alcântara, Lisboa | ||||
| |||||
| Esposa | D. Maria Bernardina de Paços de Almeida Pimentel (c. 1835) | ||||
| Pai | António Marçal de Almeida Pimentel | ||||
| Mãe | D. Maria Eusébia Rebocho | ||||
| Carreira militar | |||||
| País | |||||
| Serviço/ramo | Tenente-General | ||||
| Conflitos/guerras | Guerras Napoleónicas Guerra Civil Portuguesa | ||||
Baltazar de Almeida Pimentel, 1.º Conde de Campanhã (Almeida, Guarda, 18 de outubro de 1791 — Alcântara, Lisboa, 30 de maio de 1876), antes 1.º Barão e 1.º Visconde de Campanhã, foi um oficial general do Exército Português, durante as Guerras Napoleónicas e durante a Guerra Civil Portuguesa.[1][2][3]
Biografia
Pimentel, nascido em Almeida a 18 de outubro de 1781 e falecido a 29 de maio de 1876, era filho de António Marçal de Almeida Pimentel, cavaleiro-fidalgo da Casa Real (por alvará de 30 de fevereiro de 1749), cavaleiro professo na Ordem de Cristo e governador da praça de Penamacor, e de sua mulher, D. Maria Eusébia Rebocho.[2][3][4]
Assentou praça como cadete em 1799, no Regimento de Cavalaria de Penamacor, de onde transitou para o de Almeida. Nomeado porta-bandeira em 1802, participou no movimento dos alferes em 1 de julho de 1805. Integrou a Legião Portuguesa, com a qual tomou parte nas campanhas napoleónicas na Áustria, Rússia e Prússia, sob o comando do Marquês de Alorna, sendo condecorado pelo seu comportamento no ataque a Moscovo.[2][3]
Após a Revolução de 1820, exerceu as funções de ajudante-de-campo do general Sepúlveda, tendo sido promovido a tenente em 18 de dezembro do mesmo ano. No início de 1823 desempenhou interinamente o cargo de quartel-mestre-general do exército de operações, sendo depois nomeado ajudante-de-campo do general Rego. Em 1825 prestou serviço como instrutor no Colégio Militar e, em 1827, exerceu as funções de ajudante-de-ordenança na divisão inglesa de Clinton, sendo nesse mesmo ano promovido a capitão. Tendo sido forçado a retirar-se para a Galiza com as forças liberais, partiu posteriormente para o exílio em Inglaterra, donde, em junho de 1829, embarcou para a ilha Terceira, integrando a expedição comandada pelo Conde de Vila-Flor (mais tarde Duque da Terceira) como capitão do Estado-Maior. A viagem e o desembarque (22 de junho de 1829) realizaram-se em condições adversas e, quando o referido comandante foi nomeado governador e capitão-general dos Açores, Pimentel foi investido no cargo de quartel-mestre-general.[2][3][5][6]
Organizada a expedição que desembarcou no Mindelo, acompanhou D. Pedro IV como seu ajudante-de-campo e, nessa qualidade, participou em todos os combates do Cerco do Porto, primeiro como capitão até agosto de 1832 e, depois, como major, participando nas operações militares de Valongo e da Ponte de Ferreira. Foi promovido aos postos de tenente-coronel e, posteriormente, coronel (1833), passando então a comandar o batalhão de Caçadores n.º 5, anteriormente sob o comando do futuro Conde das Antas.[2][3][5][6]
Após o falecimento de D. Pedro IV, foi incumbido, juntamente com o Marquês de Ficalho, de proceder à entrega solene à cidade do Porto do coração do monarca,[7] bem como do seu chapéu e espada, objetos legados pelo soberano àquela cidade. Em 1835 foi nomeado ajudante-de-campo do príncipe-consorte, D. Augusto de Leuchtenberg, funções que retomou mais tarde junto de D. Fernando, segundo marido de D. Maria II. Alcançou o posto de brigadeiro graduado em janeiro de 1842, sendo nomeado brigadeiro efetivo e quartel-mestre-general em 1846, graduado em marechal-de-campo em 1847 e promovido a tenente-general em 1852.[2][3]
Exerceu o cargo de deputado nas legislaturas de 1844 e de 1848 a 1851, tendo sido nomeado Par do Reino em 1849. Era ainda cavaleiro-fidalgo da Casa Real (por alvará de 18 de junho de 1834), gentil-homem da Real Câmara (com exercício junto de D. Fernando) e membro do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima.[2][3]
Foi agraciado com as grã-cruzes das Ordens da Torre e Espada e de Avis,[3] da Águia Vermelha (da Prússia),[3] de Alberto, o Valoroso (de Saxe),[3] de São Maurício e São Lázaro (da Sardenha)[3] e do Nicham Iftikar (de Tunes),[3] era grande-oficial da Ordem de Leopoldo (da Bélgica), comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Legião de Honra, e condecorado com a Medalha de Santa Helena, de França.[2][3]
Casou, a 11 de agosto de 1835, com sua sobrinha D. Maria Bernardina de Paços de Almeida Pimentel (nascida em 1808 e falecida a 24 de abril de 1849), filha do desembargador Bernardo José de Paços, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, e de sua mulher, D. Luísa Delfina de Almeida Pimentel.[2]
Foi agraciado com o título de Barão de Campanhã por Decreto de 20 e Carta de 25 de junho de 1835, por D. Maria II,[2] que o elevou a Visconde por Decreto de 21 de maio e Carta de 1 de junho de 1844.[2] Foi posteriormente elevado à Grandeza do Reino com o título de Conde, por Decreto de 30 de setembro e Carta de 3 de outubro de 1886, por D. Luís I.[2][8]
Não houve descendência e o título passou a D. Mariana Emília de Macedo de Passos de Almeida Pimentel, neta materna de D. Luísa Delfina de Almeida Pimentel, irmã e sogra do 1.º Conde.[2]
Faleceu com 84 anos no palácio da Quinta Real de Alcântara, no actual Largo do Calvário. Foi sepultado junto da sua esposa no jazigo da família no Cemitério dos Prazeres.
Referências
- ↑ António Pereira de LAcerda e Augusto Moutinho Borges, Conde de Campanhã, Balthazar de Almeida Pimentel. Lisboa, By the Book, 2017 (ISBN 9789898614704).
- ↑ a b c d e f g h i j k l m Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 472-473
- ↑ a b c d e f g h i j k l m Pinto, Albano da Silveira (1890). Resenha das familias titulares e grandes de Portugal. 1. Lisboa: Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva. p. 348-351
- ↑ nac, Portugal arquivo (1840). Diccionario aristocratico contendo os alvarás dos foros de fidalgos de casa real que se achão registados nos livros das mercês, hoje pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo. [S.l.: s.n.]
- ↑ a b «Ler Artigo». www.etc.pt. Consultado em 5 de agosto de 2017
- ↑ a b «Biografia» (PDF)
- ↑ «A relevância do livro sobre o Conde de Campanhã». www.campanha.net. Consultado em 10 de novembro de 2025
- ↑ «Ler Artigo». etc.pt. Consultado em 10 de novembro de 2025
.png)