Conde de Campanhã
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| Pariato | |
| Criação | D. Luís I 30 de Setembro de 1862 |
| Tipo | Vitalício – 1 vida 1 renovação |
| 1.º titular | Baltasar de Almeida Pimentel, 1.º Conde de Campanhã |
| Linhagem | de Passos de Almeida Pimentel de Macedo da Costa Pereira de Lacerda |
| Títulos associados | Visconde de Campanhã Barão de Campanhã |
Conde de Campanhã foi um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal, por Decreto de 30 de setembro e Carta de 3 de Outubro de 1862, em favor de Baltasar de Almeida Pimentel, antes 1.º Barão de Campanhã e 1.º Visconde de Campanhã.[1][2][3][4]
História
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O 1.º Conde de Campanhã foi Baltasar de Almeida Pimentel, anteriormente Barão e Visconde de Campanhã. Oficial do Exército português, era filho de António Marçal de Almeida Pimentel, cavaleiro-fidalgo da Casa Real e governador da praça de Penamacor. Iniciou a carreira militar em 1799. Serviu na Legião Portuguesa sob o comando do Marquês de Alorna, participando nas campanhas napoleónicas na Áustria, Rússia e Prússia. Apoiou a causa liberal, integrando a expedição de 1829 à ilha Terceira e tomando parte na expedição do Mindelo e nos combates do cerco do Porto. Pelos seus serviços, foi promovido até ao posto de tenente-general em 1852. Exerceu funções de ajudante-de-campo de D. Pedro IV, de D. Augusto de Leuchtenberg e de D. Fernando II, e foi também deputado e Par do Reino. Fidalgo-cavaleiro da Casa Real, recebeu diversas condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais as grã-cruzes das Ordens da Torre e Espada e de Avis.[3][4][5][6]
O título de Barão de Campanhã foi-lhe concedido por Carta de 1835, o de Visconde de Campanhã por Carta de 1844, sendo elevado a Conde de Campanhã por Carta de 1862, por D. Luís I.[3][4]
Foi 2.ª Condessa de Campanhã, D. Mariana Emília de Macedo Paços de Almeida Pimentel, nascida a 23 de abril de 1834, filha de D. Mariana Narcisa de Paços de Almeida Pimentel, senhora da Casa de Poços, em Grimancelos, e de Domingos Bernardino Veloso de Macedo, senhor da Casa de Fornos, em Alijó, cavaleiro professo na Ordem de Cristo. Era neta materna de D. Luísa Delfina de Almeida Pimentel, irmã e sogra do 1.º Conde de Campanhã.[3][4]
O título foi-lhe concedido por Decreto de 26 de fevereiro de 1874, no reinado de D. Luís I. A 2.ª Condessa não representava a linha genealógica principal de sucessão do 1.º Conde, a qual se encontra na descendência de José Luís de Almeida Pimentel, brigadeiro e condecorado com as medalhas da Guerra Peninsular, irmão primogénito do 1.º Conde de Campanhã.[3][4]

Condes de Campanhã (1862)
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Baltasar de Almeida Pimentel | 1781 — 1876 | 1.º Conde de Campanhã | Casou a 11 de agosto de 1835 com D. Maria Bernardina de Paços de Almeida Pimentel, sua sobrinha, nascida em 1808 e falecida a 24 de abril de 1849, filha do desembargador Bernardo José de Paços, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, e de D. Luísa Delfina de Almeida Pimentel;[3][4] O casal não teve descendência;[3][4] |
| 2 | Mariana Emília de Almeida Pimentel | 1834 —? | 2.ª Condessa de Campanhã | Neta materna de D. Luísa Delfina de Almeida Pimentel, irmã e sogra do 1.º Conde;[3][4] Casou a 8 de fevereiro de 1877 com João Rodrigues da Silva Santos, viúvo de sua irmã D. Maria Adelaide, nascido a 8 de junho de 1834 e falecido a 2 de novembro de 1870, filho de António da Silva Santos, proprietário no Porto, e de D. Maria Adelaide de Sousa Dias; O casal não teve descendência;[3][4] |
Referências
- ↑ "Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, pp. 472-3
- ↑ António Pereira de LAcerda e Augusto Moutinho Borges, Conde de Campanhã, Balthazar de Almeida Pimentel. Lisboa, By the Book, 2017 (ISBN 9789898614704).
- ↑ a b c d e f g h i Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 472-473
- ↑ a b c d e f g h i Pinto, Albano da Silveira (1890). Resenha das familias titulares e grandes de Portugal. 1. Lisboa: Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva. p. 348-351
- ↑ «A relevância do livro sobre o Conde de Campanhã». www.campanha.net. Consultado em 10 de novembro de 2025
- ↑ nac, Portugal arquivo (1840). Diccionario aristocratico contendo os alvarás dos foros de fidalgos de casa real que se achão registados nos livros das mercês, hoje pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo. [S.l.: s.n.]

