Baiana de acarajé
| Ofício das Baianas de Acarajé | |
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| Órgão: | IPHAN |
Baiana de acarajé (ou simplesmente baianas) é um ofício tradicional de vender acarajé e outras iguarias das culinárias africana e afro-baiana, sobretudo exercido por mulheres, mas não exclusivamente.[1] Mulheres em sua maioria negras e com forte identidade nas religiões de matriz africana, conseguiram a regularização da profissão junto aos poderes públicos. Uma das principais figuras típicas do Brasil, chega a ter uma caracterização recorrente nos desfiles das escolas de samba do país (ala das baianas). Em 2012, as baianas foram reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Bahia e tiveram seu ofício incluso no livro de Registro Especial dos Saberes e Modos de Fazer, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).[1][2]
É uma profissão regulamentada pelo decreto municipal de Salvador 12.175/1998 e portarias subsequentes, que indicam, inclusive, a padronização de indumentária (uniforme de trabalho) e tabuleiro, zelando principalmente pela higiene na preparação e manuseio do alimento.[carece de fontes]
Vestuário

O vestuário das baianas refere-se à indumentária tradicional utilizadas pelas baianas do acarajé e é o mesmo usada nos terreiros de candomblé. Existem roupas para todas ocasiões. A roupa de ração é a mais simples e as roupas feitas com bordado Richelieu podem custar por volta de quinze mil reais. A roupa de baiana pode tomar um colorido especial quando se trata das baianas de eventos turísticos. A roupa da baiana da escola de samba é um caso a parte, mudando de cor e de modelo de acordo com o enredo.
Representações culturais

A pergunta "O que é que a baiana tem?" é feita na letra de uma famosa canção do compositor baiano Dorival Caymmi, com a resposta: "Tem torso de seda, tem! / Tem brincos de ouro tem! / Corrente de ouro tem! / Tem pano-da-costa, tem! / Sandália enfeitada, tem!". Cantada por grandes intérpretes, desde Carmen Miranda, Maria Bethânia, Clara Nunes e outros, além do próprio Dorival, foi, durante a primeira metade do século XX, um grande divulgador dessa personagem típica de Salvador e da Bahia.[carece de fontes]
Ari Barroso, outro grande compositor brasileiro, num dos seus maiores sucessos, a canção de samba de 1936 No tabuleiro da baiana, também faz referência à quituteira da Bahia: "No tabuleiro da baiana tem: vatapá, oi, caruru, mungunzá, tem umbu"… mas sobretudo "desvenda" aquilo que tem a baiana em seu coração: "sedução, canjerê, ilusão, candomblé".[carece de fontes]
Além de Carmen, Aurora Miranda foi outra que levou a figura "cheia de balangandãs" da baiana para as telas do cinema: é a baiana "Iaiá", no misto de animação e filme The Three Caballeros, de Walt Disney (Você já foi à Bahia?, no Brasil).[carece de fontes]
Atraído pelos encantos e magia baianos, o artista plástico argentino Carybé retratou como poucos a figura da baiana, assim como muitos outros, a exemplo de Santi Scaldaferri e Pierre Verger.[carece de fontes]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Baianas do acarajé ganham título de Patrimônio Imaterial do Estado». www.bahia.com.br. Consultado em 21 de junho de 2025. Arquivado do original em 3 de abril de 2019
- ↑ Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. «Ofício das Baianas de Acarajé». portal.iphan.gov.br. Consultado em 21 de junho de 2025. Arquivado do original em 18 de outubro de 2015
Bibliografia
- Cantarino, Carolina. «Baianas do acarajé:uma história de resistência» (PDF). Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Textos do Brasil (13): 117-121. Consultado em 21 de junho de 2025. Arquivado do original (PDF) em 14 de setembro de 2017

