Antônio Montalvão
Antônio Montalvão | |
|---|---|
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| Prefeito de Manga (MG) | |
| Período | 1959-1962 |
| Prefeito de Montalvânia (MG) | |
| Período | 1973-1976 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Antônio Lopo Montalvão |
| Nascimento | 13 de junho de 1917 Januária, MG |
| Morte | 30 de junho de 1992 (75 anos) Montalvânia, MG |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Instituto Filantropo Cochanino |
| Cônjuge | Adelice Rosa Montalvão |
| Filhos(as) | Tânia Montalvão Pinto, Zelito Montalvão, Kátia Montalvão, Cássio Montalvão, Vânia Montalvão. Liz Montalvão |
| Ocupação | político |
Antônio Lopo Montalvão (Januária, 13 de junho de 1917 – Montalvânia, 1992) foi um político, escritor, poeta, arqueólogo e esotérico brasileiro, estudioso autodidata de filosofia, religião, mitologia, história universal e ciências naturais, desbravador e fundador da cidade de Montalvânia, no extremo norte de Minas Gerais.
De suas andanças na juventude como tropeiro que comerciava com couro, toucinho e algodão pelo norte de Minas,[1] à audácia com que enfrentou o coronelismo ao erguer a cidade de Montalvânia, pela qual sonhou refundar a pólis grega em pleno sertão mineiro, dando às ruas e avenidas os nomes de cientistas, filósofos, guerreiros e santos, Antônio Montalvão construiu uma biografia singular sob muitos aspectos.[2][3] Tornou-se fazendeiro, político, filósofo e arqueólogo autodidata. Esotérico que acreditava na paz e na concórdia universais, chegou a ser uma das personalidades mais fascinantes e polêmicas do cenário sociopolítico do norte de Minas entre os anos 1950 e início dos anos 1990, quando faleceu.[4][5]
Nessa altura, havia consolidado sua trajetória de personagem lendário, visto ora como louco, ora como herói, integrado ao imaginário popular e cantado em literatura de cordel.[6] Seu legado tem inspirado artigos e teses acadêmicas em áreas tão diversas como sociologia, arqueologia, educação, história social e até o esoterismo e a religião nas suas conexões com as artes visuais.[7]
Infância e juventude
Antônio Montalvão nasceu em 13 de junho de 1917, no distrito de Nhandutiba, então pertencente ao município de Januária, Minas Gerais — atualmente, faz parte do município de Manga. Foi o quarto filho, numa prole de oito, da união extraconjugal de Cecílio Lopo Montalvão e Maria Délia Pires.
Seu pai era filho do Coronel Joaquim Lopo Montalvão e neto do primeiro Montalvão, o patriarca da família, português que chegou à Região do Médio São Francisco no final do século XVIII ou início do século XIX.
Depois de uma série de desavenças envolvendo membros das duas famílias constituídas por seu pai, este se muda para Trindade, Goiás, com Maria Délia e as crianças. Os filhos mais velhos permanecem em Manga, inclusive Montalvão, que só depois vai se juntar à mãe, que se mudara de Trindade para Goiânia após a morte do marido.
Aos 22 anos de idade, após se envolver numa briga que culminou na morte do seu desafeto, capataz e protegido de um influente chefe político local, retorna de Goiás para Manga, onde permanece sob a proteção de amigos. Sempre que uma carta precatória chegava pedindo sua prisão, era forçado a escapar para o mato. A solução foi abandonar a cidade. Tomando emprestada a certidão de nascimento do amigo Leonardo Lessa Marinho, cujo nome civil assumiu, viajou para Xique-Xique (BA) e daí foi para Recife.
Do Recife se mudou para Porto Alegre, onde planejou viajar ao Oriente, tencionando chegar à Índia via Londres. O trajeto não foi além de Buenos Aires. Permaneceu por dois anos na Argentina. Nesse período, ganhou a vida como tradutor e professor de português, e trabalhou como contador para dois comerciantes judeus.
Retorna a Manga em 1949, aos 32 anos de idade. Após dez anos de ausência consta que voltou muito diferente, letrado e culto, com vocabulário requintado e fala articulada, fluente em espanhol e inglês. Anos depois, escreverá num jornal: "No meu tempo de rapaz, estava na Argentina, mas olhei para trás e vi passar o tempo, então resolvi voltar aos meus pagos para fazer algo que ficasse marcado na minha passagem pela vida". Era já o ideal de fundação da cidade de Montalvânia.
Carreira política
Torna-se comerciante em sociedade com Osório Marinho, seu cunhado. O empório que inauguram em São Sebastião dos Poções, distrito de Manga, batizado Casa do Camponês, assume, aos olhos dos mandatários municipais, um viés político de caráter "socialista" diverso das práticas adotadas nos barracões dos coronéis. Segundo estudiosos que se debruçaram sobre as transformações sociopolíticas então ocorridas em Manga, a Casa do Camponês foi o deflagrador do conflito entre Montalvão e o que ele denominava de "caciquismo".
Contrariando o domínio econômico dos coronéis, que monopolizavam o comércio utilizando como estratégia a venda a prazo por preços mais elevados e exigiam como garantia de pagamento a colheita dos camponeses ou o desconto nos seus salários, o que os mantinha em situação de eterno endividamento, Montalvão implantou um modelo de comércio inexistente na região: pôs em prática um sistema cooperativo, pelo qual conseguia comercializar a baixo custo a lavoura de pequenos produtores. Abastecia assim a população mais pobre da cidade e garantia a renda da gente desassistida da zona rural.
Logo se tornou a principal força de oposição aos dois mais influentes chefes políticos locais, Domiciano Pastor Filho, mais conhecido como Coronel Bembém, e o Coronel João Alves Pereira. Tanto um como outro faziam parte, pelo matrimônio, da família Montalvão: o Coronel Bembém se casara com Maria Amarante Montalvão, filha de Cecílio pelo casamento anterior (portanto, sua irmã por parte de pai), e João Alves Pereira se casara com Olívia Lopo Nepomuceno, ambas bisnetas daquele primeiro Lopo Montalvão português que se estabelecera no Vale do São Francisco.
As hostilidades dos adversários contra suas práticas comerciais "socializantes" o levam a escolher um partido e entrar em acirrada disputa contra o caciquismo. A julgar por seus laços familiares, era de esperar que se filiasse ao partido dominante, o Partido Social Democrático (PSD), aliando-se aos coronéis. Em vez disso se filia ao Partido Republicano (PR), dando início, já no final dos 1940, à sua cruzada de oposição ao coronelismo.
Em 1954, defendendo a ideia de modernizar a cidade e melhorar as condições de vida da população, sobretudo a mais pobre, e se dizendo socialista, Montalvão entra na disputa pela prefeitura de Manga. A coligação partidária pela qual se candidata, denominada Aliança Libertadora Manguense, é formada por PR, União Democrática Nacional (UDN) e Partido Social Progressista (PSP).
Para levar adiante a campanha, conta com o apoio do distrito de São Sebastião dos Poções e da recém-criada Montalvânia. Seu adversário é o poderoso Coronel João Alves Pereira, para quem perde a eleição, que teria sido fraudada por seus opositores.
Volta a se candidatar em 1958, e se elege dessa vez, vencendo o candidato da coligação PSD/Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O adversário derrotado, Raimundo Pastor, filho do Coronel Domiciano Pastor e de Maria Amarante, a filha de Cecílio pelo casamento anterior, era, portanto, sobrinho de Montalvão por parte de mãe.
A vitória só foi possível porque fora instituída uma Comarca Eleitoral em Manga no ano anterior, o que permitiu a presença do Poder Judiciário na fiscalização da eleição. O juiz Carlos Porfírio, titular da Comarca Eleitoral, declarou: “Ele [Montalvão] ganhou porque não deixei dois mil mortos e analfabetos votarem, como era hábito”.
Fundação de Montalvânia
Antes de se candidatar a prefeito, a impossibilidade de fazer frente ao poder dos coronéis já o incomodava. Insatisfeito, recorre ao apoio de familiares e, com financiamento do Banco do Brasil, adquire a Fazenda Barra do Cochá, situada em São Sebastião dos Poções.
Dedicou seus esforços em melhorar as condições de São Sebastião dos Poções, buscando instalar luz elétrica, abrir escolas, ampliar o comércio. Não demorou para que os coronéis começassem a opor obstáculos às suas iniciativas de desenvolvimento do distrito. Decidiu então dividir a Fazenda Barra do Cochá, distribuindo lotes aos camponeses locais e às famílias de fora que lá quisessem construir e se estabelecer.
Ao traçar o plano da cidade (os primeiros riscos foram feitos na tampa de uma caixa de papelão), sua ideia era criar um lugar que atendesse aos anseios dos pequenos agricultores e trabalhadores rurais longe da ingerência dos coronéis.
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A fundação de Montalvânia começa a se materializar em 1952, quando, à frente de um grupo de trabalhadores braçais, faz abrir uma clareira na mata. A 22 de abril daquele ano inaugura oficialmente a cidade esticando entre duas árvores uma faixa com os dizeres: Cidade de Montalvânia. A clareira receberia mais tarde o nome de Praça Cristo Rei, a principal da cidade.
Cético em todos os sentidos, sem crer em Deus nem no Diabo, só acreditava em si mesmo e nos heróis, santos e filósofos da Idade Antiga, por ele considerados ancestrais da humanidade. Não por acaso deu às ruas e praças da cidade os nomes de heróis e filósofos, de cientistas, santos e sábios de todas as épocas. No traçado que fez, a Avenida Confúcio cruza com a Praça Cristo Rei, de onde parte a Rua Copérnico, cortada pela Rua Pasteur, que faz esquina com a Galileu Galilei, que também se encontra com a Rua Sócrates numa esquina e assim por diante. Montalvão dizia ter reunido a “cambada toda” para ver se acabavam com as divergências e entravam, afinal, num entendimento.
Empossado como prefeito, não consegue governar. Os adversários obstruem suas iniciativas na sede do município como fora dele. Montalvão então investe seus esforços em ampliar e melhorar as condições estruturais do vilarejo que crescia rapidamente ao longo das ruas que partiam da clareira aberta a golpes de machado na Barra do Cochá.
Em pouco tempo o distrito de Montalvânia contava com infraestrutura – água encanada, geração própria de energia, telefonia, hospital, escolas etc. – equiparável ou melhor do que a de Manga.[8]
Emancipação e ligação de Montalvânia a Brasília
As tensões entre os dois grupos políticos cresceram após a posse do prefeito. O confronto culminou na tentativa de assassinato do juiz Carlos Porfirio, titular da Comarca Eleitoral recém-instalada em Manga, visto pelos coronéis como suspeito de haver favorecido Montalvão na contagem dos votos.
Com o argumento de que a tentativa de assassinar o magistrado era uma ação que visava aniquilar seu grupo político, Montalvão decide transferir a Prefeitura e a Câmara Municipal de Manga para o distrito de Montalvânia.
Revoltados com a audácia do prefeito, os coronéis não conseguiram impedir que a sede do município permanecesse em Montalvânia até junho de 1961. O episódio ficou conhecido como “o sequestro da prefeitura”. A devolução da prefeitura à sua cidade de origem só foi feita porque, em abril de 1961, a Câmara Municipal de Manga concedeu a Montalvão uma licença de seis meses para os preparativos de sua candidatura à Câmara Federal nas eleições de 1962, e o vice-prefeito, ao assumir a prefeitura, a restituiu a Manga.[9] A devolução foi feita mediante um acordo que dava a emancipação a Montalvânia, o que ocorreu de fato em 1962, dez anos após sua fundação.
Com o início da construção de Brasília no decênio anterior, Montalvão já planejara unir as duas cidades por uma estrada que ia materializar um vínculo já existente: a capital, então símbolo da modernização do país, surgia como uma cidade planejada, erguida no meio do cerrado, tal como Montalvânia.
A abertura da estrada – batizada de Via Cochanina, posteriormente integrada à BR 030 – só seria concretizada em 1966. Seu traçado foi feito com a ajuda de um aviador estadunidense, Robert Scheib, residente em Montalvânia, dono de um teco-teco: orientado por Montalvão, Scheib fez um voo rasante de Montalvânia a Brasília, durante o qual Montalvão ia atirando saquinhos de cal para indicar aos homens em terra onde a picada devia ser aberta.[1][10]
Para popularizar a via e acelerar a integração das duas cidades, o próprio Montalvão, a bordo de uma picape Willys, passou um ano, de 1967 e 1968, transportando passageiros entre as duas cidades. O veículo ostentava uma faixa onde se lia: “Montalvânia/Brasília, um pulo de sapo”.[11]
Montalvão fundou também outras povoações na região: Monte Rei, Capitânia, Janaína e Juvenília. Esta última, emancipada, é atualmente uma cidade. As demais são vilas em franco desenvolvimento.[12]
O homem e a lenda
Na comemoração do 3º aniversário de Montalvânia, Montalvão doou uma imagem de São Jorge, padroeiro da cidade, à Igreja Católica Apostólica Brasileira, o que resultou numa denúncia contra ele pelo conservadorismo católico fiel à Igreja de Roma. O bispado aceitou a ideia dos coronéis de enviar à cidade um destacamento para impedir a festa.
Um desentendimento entre Montalvão e o sargento do destacamento resultou em tiroteio e no ferimento do policial. Montalvão escapou e ficou foragido até que o processo fosse anulado por influência da Maçonaria. Desse episódio o povo difundiu a versão segundo a qual as balas do destacamento caiam no chão sem tocar o corpo de Montalvão, e que ele pudera desaparecer sem ser encontrado porque se transformara em toco de pau.[13]
Sempre que se achava em situação de perigo em razão da perseguição dos coronéis, dizia-se que escapava ileso, transmutado em toco de pau, saco de feijão ou em onça pintada. Sua ligação com o sobrenatural se manifestava ainda na figura de um touro branco que ele punha para desfilar livremente pelas ruas de Montalvânia. Era, segundo dizia, a reencarnação de Ápis, e ao passar ele próprio pelas ruas com o animal sagrado, fazia que os comerciantes fechassem as portas e os homens tirassem o chapéu.[14]
A Bíblia de Pedra da Humanidade
Em meados da década de 1970, movido por sua curiosidade intelectual, Montalvão se torna um arqueólogo amador, realizando prospecções nas grutas com inscrições e desenhos rupestres existentes na região de Januária e Montalvânia, no Vale do Peruaçu.
Auxiliado por um mateiro conhecido como “João Geólogo”, levantou o acervo arqueológico procurando explicar o mundo que descobria: as figuras dos paredões foram identificadas com referências mitológicas, como o Caduceu de Mercúrio, o Labirinto de Zeus ou com naves interplanetárias. A hipótese de que os deuses teriam sido astronautas foi difundida naqueles anos 1970 por um livro célebre de autoria de Erich von Däniken.[15]
Em 1976, ao saber da presença de uma missão arqueológica francesa que trabalhava em Lagoa Santa (Minas Gerais) em conjunto com arqueólogos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), leva ao conhecimento dos estudiosos a existência dos sítios rupestres da região norte-mineira e incentiva seu levantamento por arqueólogos profissionais.
O esforço inicial de Montalvão resultou num estudo começado em 1981 e concluído em 1999, que envolveu, além da UFMG, órgãos governamentais diversos como CNPq, IEPHA,FAPEMIG e FINEP. A atuação da missão franco-brasileira levou o governo federal a criar uma Área de Proteção Ambiental (APA) na região, na qual se situa hoje o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, e em 1997 a UNESCO enviou peritos à região para verificar a conveniência de tombar o vale como Patrimônio da Humanidade.
Segundo André Prous, coordenador da missão, Montalvão estabelecera uma tipologia própria das inscrições rupestres: os peixes eram submarinos, os conjuntos de figuras tridáctilas eram esquadrilhas interplanetárias, os pés eram uma Hidra e assim por diante.
Visionário e místico, acreditava também que Montalvânia fora erguida sobre as ruínas da civilização perdida de Atlântida, e que as inscrições e figuras das grutas podiam ser lidas como uma Bíblia de Pedra da Humanidade. Acompanhava a equipe nas incursões pelos sítios e, dada a necessidade de adotarem um vocabulário comum, Prous passou a usar os mesmos termos de Montalvão.
Este então quis saber se suas interpretações eram corretas, e o arqueólogo esclareceu que usava o linguajar dele para designar formas típicas, mas que seria difícil sustentar suas interpretações. A isso Montalvão respondeu com simplicidade: “Bem, eu já contei a minha história, agora vocês que contem a sua.”[16]
Foi, portanto, pioneiro na divulgação da importância das grutas do Peruaçu, sítio arqueológico que em 2025 foi declarado pela UNESCO Patrimônio Natural da Humanidade, na região de Januária.
Últimos anos e morte
A partir de 1976, Antônio Montalvão se afasta da política e paulatinamente se isola da família e de amigos. O afastamento e a reclusão se deram em consequência da perda de liderança do seu grupo político derrotado nas eleições daquele ano. Ao deixar seu último cargo como prefeito, lacrara a prefeitura negando-se a empossar o candidato eleito sob a acusação de que fraudara as eleições.
Em abril de 1992, Montalvão foi encontrado morto numa rede, na varanda do Instituto Filantropo Cochanino, no alto do Monte Lopino, à margem do rio Cochá. Ali vivera os últimos anos, se alimentando basicamente de frutas e cercado de gatos, que julgava serem encarnações de divindades hindus, com os quais conversava.[17]
Publicações
De Montalvão: Antônio Montalvão lançou no início da década de 1970 cinco números da Revista do Brasil Remoto, de circulação regional, publicação do Instituto Filantropo Cochanino, fundado por ele. Nelas, divulgou o que considerava o “álbum mnemônico” e o “milenar acervo histórico de Montalvânia”.[18]
Publicou os livros Cordeiro Vestido de Lobo – Antificção das Ficções Sonambúlicas (Editora Itatiaia), em 1973 (sob o pseudônimo de Lobo Marinho), e cinco anos depois, Analogias do Naturalismo Universal, nos quais contesta, de uma só vez, Lavoisier, Newton e Einstein.[19]
Segundo Prous, são “dois livros ilegíveis, que poderíamos alcunhar de filosofia fantástica”.[20] Segundo um leitor mais paciente, Cordeiro Vestido de Lobo revela um mundo diferente daquele a que estamos habituados pelo nosso racionalismo e nossos métodos acadêmicos de chegar ao conhecimento. É o livro de um autodidata que, numa combinação de Física, Química, Biologia, Matemática e Mitologia, busca estabelecer, mediante argumentos e diagramas, uma relação entre a natureza animal, a vegetal e o universo sideral.[21]
Sobre Montalvão: Além das referências em artigos e revistas, como a “Arquivos do Museu de História Natural”, da UFMG, dos estudos acadêmicos disponíveis na web e aqui utilizados como fonte, a história da cidade e do seu fundador é contada com rigor e abrangência em Montalvão e Montalvânia – Não há como Esquecer, de autoria de Almir Sabino de Azevedo (Brasília, 2002, Edição do Autor). O livro traz pelo menos três poemas de Montalvão, dos poucos que são conhecidos.
Outra publicação importante é Antônio Montalvão: idealismo e lutas no sertão mineiro (2017), de autoria de sua filha Kátia Montalvão.
Referências
- ↑ a b JÓIA, Pedro (1992). «Entrevista a Rádio Entre Rios». Memorial Montalvão. Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ RIBEIRO, Loredana. M. R. (2001). «O salvador politico e a cidade ideal: mito e utopia no extremo norte de Minas Gerais (1950-1980).». Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ NARCISO, José Eustáquio (2011). «A força do logos: o discurso de Antônio Lôpo Montalvão na formação da cidade de Montalvânia.». Universidade Estadual de Montes Claros (MG). Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ SANTOS, Túlio (2016). «Saiba quem é Antônio Montalvão, um desbravador do Sertão Mineiro.». Estado de Minas Gerais. Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ PROUS & RIBEIRO (Org.), André & Loredana M. R. (1996–1997). «Arquelogia do Alto Médio São Francisco – Região de Januária e Montalvânia». Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ LUAR, do Conselheiro (Pseudônimo de Aldner Mendez Neves) (2014). «O Sebastianismo no Sertão (Literatura de Cordel).». Clube de Autores, Salvador (BA). Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ LEAL, Francilins Castilho (2015). «Materializações Luminosas.» (PDF). . Universidade Federal da Bahia. Consultado em 1 de setembro de 2025. Arquivado do original (PDF) em 7 de novembro de 2017
- ↑ RIBEIRO, 2001.
- ↑ RIBEIRO, 2001.
- ↑ SANTOS, 2016.
- ↑ Almir Sabino de AZEVEDO, Montalvão e Montalvânia – Não há como Esquecer. Brasília, 2002, Edição do Autor. Ver também RIBEIRO, 2001.
- ↑ AZEVEDO, 2002.
- ↑ RIBEIRO, 2001. Ver também AZEVEDO, 2002.
- ↑ RIBEIRO, 2001.
- ↑ PROUS & RIBEIRO, 1996/1997.
- ↑ PROUS & RIBEIRO, 1996/1997.
- ↑ NARCISO, 2011.
- ↑ Apud NARCISO, 2011, pág. 87. Ver também PROUS & RIBEIRO, 1996/1997.
- ↑ NARCISO, 2011.
- ↑ PROUS & RIBEIRO, 1996/1997, pág. 86.
- ↑ AZEVEDO, 2002, pág. 242/3.
