Abril Pro Rock

Abril Pro Rock
Período de a(c)tividade 1993 - atualmente
Local(is) Recife, Brasil
Data(s) Durante o Mês de Abril
Página oficial «Página oficial» 

Abril Pro Rock é um festival de música independente que acontece anualmente em Recife, Pernambuco, geralmente no mês de abril. Criado no início da década de 1990, o evento se tornou uma referência nacional por destacar bandas e artistas com renome na cena cultural independente do país e no exterior, além de revelar novos nomes e apoiar as bandas locais. O festival foi fundado pelo produtor-executivo e curador Paulo André de Moraes Pires.[1]

Sonally Moraes Pires atua como produtora executiva do evento desde 1993.[2] Melina Hickson[3] foi produtora executiva do Abril Pro Rock durante 13 anos[4] e a designer Sonaly Macedo é responsável pela identidade visual.[5]

Em 2025 o evento anunciou pausa através de suas redes sociais, relatando principalmente dificuldades financeiras.[6]

O nascimento do Abril Pro Rock coincidiu com a explosão do Movimento Manguebeat, que revelou bandas como Penélope, Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Eddie, Devotos, Faces do Subúrbio e outras.[7]

Bandas como Los Hermanos habitualmente reputam as suas apresentações no Abril Pro Rock, feitas antes de assinarem contratos com gravadoras, como porta de entrada para o cenário nacional.[8]

História

O Abril Pro Rock (APR) é o festival de música independente que está há mais tempo em atividade no país, surgiu em 1993 na cidade de Recife em meio a uma das mais importantes cenas da música brasileira: o Movimento Manguebeat. Desde o início, o APR agregou e promoveu o design e as artes visuais.

Em 2017, chegou à sua vigésima quinta edição,[9][10] onde, para cada uma dessas edições, foi produzido um cartaz por um designer ou uma agência de publicidade com a finalidade de se divulgar o evento. Com um corpus analítico formado por vinte e cinco cartazes criados em Pernambuco, do final do século XX (anos 90) ao início do século XXI (anos 2000 e 2010), essa seleção de material apresenta indícios pertinentes da sua importância na composição da memória gráfica pernambucana.[11] A maior parte desses cartazes foram desenvolvidos por designers da equipe de produção do festival, e nesses casos, foi possível perceber uma maior representação da essência do Abril Pro Rock e, também, de uma geração de designers contemporâneos.

Há um estudo que objetivou fazer um estudo sistemático dos aspectos morfológicos e semânticos de cada cartaz do APR. Esse estudo está configurado na análise dos aspectos semióticos dos cartazes, onde foi utilizada como ferramenta de análise uma adaptação da ficha de Izabella Pinto (2017), cuja ficha de análise foi estruturada seguindo o Modelo de Análise da Imagem de Martine Joly (1994).[12] Joly sugere a identificação e a interpretação dos signos presentes na mensagem plástica, mensagem icônica e mensagem linguística do cartaz, sempre levando em consideração o contexto no qual a mensagem está inserida. Através das análises foi possível concluir que os aspectos visuais identificados fazem um conjunto de referências a música e a chegada e a acessibilidade da tecnologia, que mudaram a forma de produção desses cartazes. Portanto, o repertório visual utilizado pelos designers na produção desses cartazes, mostra a importância da participação do designer na construção e na representação da identidade cultural do evento e de Pernambuco.[13][14][15]

Edições

1ª Edição (1993)

A primeira edição do festival ocorreu em um único dia no extinto Circo Maluco Beleza, em Recife. A proposta inicial do produtor Paulo André Pires era reunir e projetar a efervescência do underground local, que até então tinha pouca visibilidade. O evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e contou com 12 bandas locais e o grupo de cultura popular maracatu nação Pernambuco.[1]

A edição inaugural serviu de palco para a força do novo som pernambucano, apresentando bandas que haviam lançado o Manifesto Mangue no ano anterior, como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. O line-up incluiu ainda nomes como Lula Côrtes & Má Companhia e Lailson (ambos egressos da cena udigrudi dos anos 70) e a banda Weapon.[16]

2ª Edição (1994)

Devido ao sucesso da estreia, o festival expandiu-se e passou a ser realizado em dois dias. Foi nesta edição que o Abril Pro Rock ganhou visibilidade nacional ao ser exibido para todo o Brasil pela MTV, tornando-se uma porta de entrada para o cenário mainstream.[17]

Essa edição marcou a consagração e a inclusão de nomes de outras regiões, mantendo a força local. Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A retornaram, e o festival destacou a estreia da banda punk Devotos do Ódio. Outras atrações importantes incluíram o carioca Gabriel O Pensador e Jorge Cabeleira.[18]

3ª Edição (1995)

O festival continuou sua expansão em 1995, sendo realizado ao longo de quatro dias e atraindo um público de mais de dez mil pessoas. A edição consolidou a capacidade do evento de misturar diferentes estilos do rock nacional.

O line-up contou com grupos de grande apelo popular que estavam em ascensão nacional, como o Raimundos e Skank, além de nomes alternativos como Pato Fu e D.F.C. (hardcore de Brasília). As bandas pernambucanas Mestre Ambrósio e Jorge Cabeleira e o Dia em Que Seremos Todos Inúteis também foram atrações importantes.[19]

4ª Edição (1996)

O ano de 1996 marcou um ponto alto em termos de relevância cultural e visibilidade para o festival.

A edição é lembrada por shows históricos e de grande público. O Chico Science & Nação Zumbi realizou uma performance de destaque, que contou com a participação especial do icônico cantor Gilberto Gil e do Maestro Spok. O evento consolidou-se definitivamente como o principal festival de música independente do país.[20]

5ª Edição (1997) à 8ª Edição (2000)

A quinta edição do festival, realizada em abril, foi profundamente marcada pela trágica morte de Chico Science em fevereiro do mesmo ano. A edição se tornou, inevitavelmente, um grande ato de homenagem ao artista e ao movimento Manguebeat que ele liderava. O festival mudou de local, sendo realizado pela primeira vez no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), um espaço maior que se tornaria a casa do APR por muitos anos. O encerramento da edição contou com um momento emblemático em que os remanescentes da Nação Zumbi subiram ao palco e, em uma apresentação emocionante, contaram com a participação especial de Max Cavalera, recém-saído da banda Sepultura. A performance foi um dos ápices do festival e simbolizou a força e a continuidade da banda e da cena recifense. O line-up de 31 bandas em três dias incluiu nomes de peso como Os Paralamas do Sucesso, Planet Hemp, Arnaldo Antunes, O Rappa e Pato Fu, mantendo o equilíbrio entre bandas consagradas e a nova geração.[21]

A edição de 1998 consolidou a presença de estilos mais pesados e marcou o início da política de internacionalização do line-up do festival. O festival recebeu a banda belga dEUS, configurando-se como a primeira atração internacional do Abril Pro Rock, firmando o evento no circuito global de festivais independentes. O festival manteve o foco na diversidade, com a participação de grupos importantes da cena nordestina e nacional, como Fernanda Abreu, Lenine, Skank e Devotos do Ódio, reforçando a missão de ser um grande encontro da música alternativa brasileira. A banda californiana Suicidal Tendencies estava escalada, mas teve sua participação cancelada de última hora; a banda viria a se apresentar no festival somente em 2017.[22]

A sétima edição, em 1999, continuou a misturar a cena heavy metal e punk com o rock alternativo, dando espaço a projetos experimentais e de hardcore. O festival continuou a trazer bandas de fora, garantindo seu lugar no calendário de tours internacionais. O line-up destacou o rock de Brasília, com as bandas como Plebe Rude e Finis Africae e a cena de São Paulo, provando a abrangência do festival como uma vitrine nacional.[23]

Em 2000, o festival celebrou a oitava edição com uma grade que equilibrava grandes nomes do rock brasileiro com novas tendências musicais. O evento, realizado em três noites no Centro de Convenções, recebeu cerca de 13 mil pessoas, confirmando a fidelidade do público e a capacidade de organização da produção. A edição trouxe a banda Soulfly, liderada por Max Cavalera, o grupo colombiano Aterciopelados e os brasileiros Os Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e Devotos. A banda carioca Los Hermanos, que estava em ascensão após o seu álbum de estreia, participou da edição, evidenciando o papel do APR em lançar novos talentos no cenário nacional.[24]

9ª Edição (2001) à 13ª Edição (2005)

A 9ª edição, realizada em 2001, destacou-se pela aposta em nomes internacionais do underground. As principais atrações estrangeiras foram a banda de punk rock norte-americana Jon Spencer Blues Explosion,o grupo de trip hop e rapcore britânico Asian Dub Foundation e a banda norte-americana de heavy metal Testament, em sua primeira apresentação no nordeste do Brasil. O line-up nacional foi igualmente forte, reunindo expoentes do rock pesado e alternativo, como o Ratos de Porão, o Inocentes, o Devotos e um encontro especial no palco com Lobão e Arnaldo Baptista.[25][26][27]

A 10ª edição, em 2002, foi a celebração dos dez anos do festival. Essa edição contou com a banda britânica de indie rock The Charlatans, o indie americano Stephen Malkmus (ex-Pavement) e o grupo argentino Attaque 77. Contudo, essa edição enfrentou problemas de público, com uma queda no número de participantes, cerca de 15 mil pessoas, atribuída pelo produtor Paulo André Pires ao aumento no preço dos ingressos. Apesar disso, o festival deu espaço para revelações como a banda pernambucana Mombojó, que fazia sua estreia no evento, além de contar com nomes consagrados como Sepultura, Pato Fu e Tom Zé.[28][29]

Em 2003, a 11ª edição, foi afetada pela alta do dólar e a dificuldade de patrocínio, resultando em uma grade quase totalmente focada em bandas nacionais. O produtor Paulo André Pires justificou a opção como uma forma de manter a independência do evento e valorizar o rock nacional. A única atração internacional foi a banda punk alemã Terrorgruppe, cuja presença foi viabilizada por já estar em turnê pelo Brasil. Em contrapartida, o line-up brasileiro foi um dos mais fortes da história, com a estreia da banda Ira! e a primeira participação da baiana Pitty, ainda antes do lançamento de seu primeiro álbum de sucesso. O festival ainda contou com grandes nomes como O Rappa, Nação Zumbi, Los Hermanos e Nando Reis.[30][31]

A edição de 2004 (12ª) continuou a privilegiar a diversidade e a nova música nordestina. A edição trouxe de volta o rock pesado, embora a banda americana de mathcore The Dillinger Escape Plan, que inicialmente estava agendada, tenha cancelado de última hora. Entre os destaques nacionais, o festival apresentou Marcelo D2, o retorno do O Rappa (lançando um novo disco), e a consolidação de Pitty no palco principal, sendo uma das atrações mais pedidas pelo público adolescente após sua discreta estreia no ano anterior. O evento também marcou uma forte presença da cena local, com o projeto DJ Dolores: Aparelhagem e a apresentação do Los Sebosos Postizos, um projeto paralelo da Nação Zumbi.[32][33]

A 13ª edição, realizada em 2005, marcou um ponto de inflexão logística e temática do festival, com o retorno ao Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão), um palco icônico de grandes eventos em Recife. Essa mudança permitiu uma significativa expansão de público e estrutura em comparação com o Centro de Convenções. O festival foi realizado em duas noites distintas, a primeira foi dedicada integralmente ao metal extremo, um formato que consolidou o Abril Pro Rock como um evento fundamental para os fãs do gênero no nordeste e nessa noite recebeu o grupo polonês de death metal Vader, um dos grandes expoentes do gênero na Europa, e a banda brasileira Krisiun. A segunda noite manteve a tradição de diversidade do APR, com a presença da banda paulista Sepultura, que retornava ao festival após um período, e o grupo carioca Planet Hemp, que realizou sua última apresentação em Recife antes de um longo hiato. Além disso, a edição deu palco a novas revelações nacionais, como a banda gaúcha Comunidade Nin-Jitsu e a cearense Fuzzy Yellow Light, reforçando a missão do evento de ser uma vitrine do rock alternativo brasileiro.[34][2]

14ª Edição (2006) à 17ª Edição (2009)

A 14ª Edição (2006) manteve o foco na diversidade, mas com um notável destaque para o rock nacional. As apresentações ocorreram em dois locais, incluindo o tradicional Centro de Convenções. O festival trouxe a banda francesa de indie rock Camille e o DJ e Produtor João Gordo (da banda Ratos de Porão) e Igor Cavalera (ex-Sepultura) em um projeto especial de DJ set. O line-up nacional foi robusto, com Pato Fu, Mundo Livre S/A e Nação Zumbi, além da participação de bandas gaúchas como Cachorro Grande e Frank Jorge, firmando o APR como um ponto de convergência do rock independente do sul e nordeste do país.[35][36]

A 15ª Edição, realizada em 2007, celebrou os 15 anos do festival com um dos line-ups mais ecléticos e notáveis até então. Foi nesta edição que o APR trouxe o produtor musical jamaicano Lee "Scratch" Perry, ícone do reggae e dub, e Marky Ramone, lendário baterista dos Ramones, que se apresentou ao lado da banda gaúcha Tequila Baby, foram as principais atrações internacionais. Na cena nacional, o festival promoveu o encontro de ícones como Os Mutantes, Sepultura, Nação Zumbi e o punk visceral do Ratos de Porão e Korzus, demonstrando a amplitude de estilos que o festival era capaz de abrigar.[37][38]

Em 2008, o festival realizou a 16ª edição e mudou seu local principal para o Chevrolet Hall, em Olinda/PE, o que representou uma expansão de estrutura para comportar grandes nomes internacionais.[39] Essa edição foi memorável pela presença de grandes bandas com legado histórico, como a lendária banda norte-americana de glam punk New York Dolls, o seminal grupo de hardcore Bad Brains (EUA) e as bandas de power metal Helloween e Gamma Ray (Alemanha), que fizeram shows em dias separados. O line-up brasileiro foi igualmente de peso, com artistas de forte identidade como Lobão, Wander Wildner, Céu e Júpiter Maçã, além de dar palco a uma série de bandas independentes do circuito nacional, como Autoramas e banda.[40][41]

A 17ª edição, em 2009, consolidou a reputação[42] do festival como o principal destino do heavy metal e hard rock no nordeste brasileiro, realizado no Chevrolet Hall. O ponto alto da edição foi a realização de um sonho antigo do público e da produção, de ter a apresentação da banda britânica Motörhead, liderada por Lemmy Kilmister, em uma noite dedicada ao som pesado, que também contou com o Matanza e o Black Drawing Chalks. O segundo dia seguiu a tradição alternativa, trazendo o músico Marcelo Camelo em seu projeto solo, a banda instrumental Retrofoguetes, a big band brasiliense Móveis Coloniais de Acaju e a banda Vivendo do Ócio, que despontava na cena baiana, confirmando o papel do APR como termômetro da música brasileira.[43][44]

18ª Edição (2010) à 22ª Edição (2015)

Em 2010 foi realizada a 18ª edição em duas noites no Chevrolet Hall, mantendo a proposta de diversidade. O grande destaque nacional foi a banda Sepultura, que se apresentou em uma noite de som pesado. O line-up estrangeiro contou com o grupo punk-metal Walls of Jericho (EUA) e a banda de thrash metal Korzus. O festival seguiu promovendo o encontro com a cultura popular local, trazendo o Maracatu Estrela Brilhante para um show especial com a banda pernambucana Devotos. No line-up alternativo, o destaque ficou para a Móveis Coloniais de Acaju e a banda Cidadão Instigado, que se apresentaram no festival.[45]

Em 2011, a 19ª edição continuou a ser realizada no Chevrolet Hall, com um público de cerca de 5 mil pessoas nas duas noites.[46] A principal atração internacional foi a banda britânica de punk rock The Exploited, um dos maiores nomes do street punk mundial. A noite pesada também teve o retorno da banda polonesa de death metal Vader e do grupo Ratos de Porão. O festival demonstrou sua versatilidade no segundo dia, com o indie pop da banda carioca Autoramas e a mistura de rock e ritmos latinos da banda mineira Graveola e o Lixo Polifônico. A principal curiosidade logística foi a necessidade de montar um esquema de segurança e atendimento maior devido à natureza mais intensa do público punk e metal atraído pelos headliners internacionais.[47][48]

A edição de 2012 celebrou os 20 anos do festival, sua 20ª edição, sendo uma das mais aguardadas. O evento se estendeu por três dias em diferentes locais, incluindo o Chevrolet Hall e o Teatro Guararapes, com o público total estimado superando a média, chegando a 15 mil pessoas em seus diversos dias de programação.[49] O destaque internacional ficou por conta da banda norte-americana de glam metal L.A. Guns e o grupo de doom metal The Obsessed. O ponto mais relevante e a maior curiosidade da edição foi o fato de a banda Los Hermanos ter escolhido o Abril Pro Rock para dar início à sua turnê de reunião de 2012, confirmando a importância histórica do festival na trajetória do grupo e esgotando os ingressos da noite em que se apresentaram. O line-up teve ainda Sepultura, Nação Zumbi, Pandemmy e Firetomb.[50]

Em 2013, na 21ª edição, o festival foi realizado em duas noites no Chevrolet Hall. A principal atração internacional foi a banda norte-americana de death metal Morbid Angel. A segunda noite trouxe o retorno de Marky Ramone e sua banda, ao lado de The Nekromantix (EUA). A curiosidade desta edição foi o lançamento da campanha "Abril Pro Rock - 20 Anos de Resistência", que enfatizava a longevidade do evento mesmo com a crise no mercado de shows e a falta de patrocínios governamentais e de grandes marcas. O festival continuou a ser uma vitrine para o hardcore e metal do nordeste, com shows de bandas como Siba, Devotos, Móveis Coloniais de Acaju, o cantor André Matos, dentre outros.[51][52]

A edição de 2014 (22ª) manteve o Chevrolet Hall como palco principal. O festival atraiu um público forte, principalmente na noite de heavy metal, com a presença da banda alemã de power metal Blind Guardian, headliner internacional que atraiu fãs de todo o nordeste. Outro destaque internacional foi o retorno da banda uruguaia The Sacados. No line-up nacional, o festival equilibrou a cena independente com o mainstream, trazendo a banda Skank, uma atração de grande apelo popular, além de O Rappa, Ira!, Planet Hemp e outras atrações.[53] A curiosidade desta edição foi a inclusão da banda Nação Zumbi em um show que celebrou os 20 anos do lançamento do álbum Da Lama ao Caos, um marco do movimento manguebeat que nasceu junto com o festival.[54][55]

A 23ª edição do festival, realizada em 2015, marcou o encerramento da fase do festival no Chevrolet Hall, sendo o último ano do evento neste local que serviu de casa por quase uma década. O festival se destacou pela sua programação diversificada e pelas homenagens prestadas à música pernambucana.[56] Essa edição teve o momento marcante, o reencontro histórico de dois ícones da música pernambucana, o cantor Paulo Diniz e a banda Ave Sangria, que emocionaram o público na primeira noite do festival[57]

24ª Edição (2016) à 27ª Edição (2019)

A 24ª edição do Abril Pro Rock aconteceu entre os dias 29 e 30 de abril de 2016 e manteve a tradição do festival em mesclar atrações do circuito independente, nomes da música popular e importantes representantes da cena pesada.[58] A programação foi dividida entre a casa Baile Perfumado e o Chevrolet Hall, apresentando na noite mais voltada ao pop e à MPB artistas como Alice Caymmi e Tiê, e, no dia dedicado ao rock e metal, bandas e músicos como Edu Falaschi, Korzus e Rebaelliun, além de um elenco de grupos locais que reafirmou o caráter plural do evento. A edição foi destacada pela organização por priorizar tanto nomes de projeção nacional quanto a valorização de grupos pernambucanos, mantendo a dinâmica de ocupar espaços distintos da região metropolitana do Recife para abarcar diferentes públicos.[59][60]

Em 2017, o festival celebrou sua 25ª edição nos dias 28 e 29 de abril, realizada no Classic Hall, mantendo a tradição de promover tanto nomes nacionais quanto internacionais do rock e do metal.[61] A curadoria desta edição fez uma escolha ousada, investindo em uma pegada mais pesada para marcar a comemoração do quartelado, o que se refletiu no lineup cuidadosamente selecionado. A primeira noite teve como atração principal a emblemática banda de hardcore punk Suicidal Tendencies, que trouxe para o palco a colaboração histórica com Dave Lombardo, ex-baterista do Slayer, o que gerou grande expectativa entre os fãs. Compartilhando esse dia de shows estavam outras lendas internacionais como Tiger Army (EUA), banda conhecida por seu rockabilly sombrio, e os pioneiros do death metal Death (EUA), reforçando o caráter agressivo da programação. Do cenário local, subiram ao palco nomes pernambucanos importantes como Camarones – Orquestra Guitarrística, além de Serrapilheira, Diablo Angel e Saga HC, representando as cenas independentes mais extremas de Pernambuco. A segunda noite, já bem alinhada com o público “camisas pretas”, reforçou ainda mais o peso do festival. Entre as atrações internacionais estavam Cockney Rejects, lendários do punk britânico, os thrashers gregos do Suicidal Angels e o brutal Angel Corpse, representando o death metal dos Estados Unidos. Também se apresentaram Nocturnal, da Alemanha, com seu som sombrio e denso. No cenário nacional, a variedade foi alta, teve Matanza que trouxe seu estilo único que mistura country, hardcore e rock’n’roll, teve também a Krisiun, poderosa banda de death metal gaúcha, que subiu ao palco com sua intensidade característica, teve a banda Violator, do Distrito Federal, representando o thrash nacional, One Arm Way (PE/SP) que mostrou seu som cru e visceral, John Wayne, de São Paulo, misturou punk e atitude, Mystifier, da Bahia, trouxe elementos de black metal ritualístico e a Nervosa, banda feminina paulistana de thrash metal, reafirmou sua presença explosiva no cenário brasileiro. Também estiveram presentes Evocati (PE), além de uma apresentação marcante de Voodoopriest. [62][63]

A 26ª edição aconteceu nos dias 27 e 28 de abril de 2018, realizada no Baile Perfumado, e foi marcada por uma curadoria que apontou um crescimento do peso das vertentes metálicas dentro da programação, sem abandonar o ecletismo característico do APR. O sábado foi especialmente dedicado à cena mais pesada, com atrações internacionais como Immolation e Moonspell e a presença de músicos relevantes do universo do punk e do metal, como Richie Ramone. Além disso, a edição reforçou o espaço para bandas pernambucanas e nacionais emergentes, que tiveram destaque nas cenas paralelas e na formação do público. A repercussão da edição abordou tanto a qualidade técnica dos shows internacionais quanto a importância de valorizar a produção local.[64][65]

Em 2019 o APR expandiu novamente sua programação e ocupou três datas no mês de abril, 12, 19 e 20, todas no Baile Perfumado, com propostas claramente segmentadas por noite. A primeira noite contou com a presença da banda finlandesa Amorphis, que trouxe um repertório entre death metal, folk e elementos progressivos. A segunda noite foi apresentada como a chamada “Noite das Minas”, centrada em protagonismo feminino e performativo, tendo as ativistas e artistas do Pussy Riot como atração principal, além de Letrux, Sinta A Liga Crew, Arrete e 808 Crew. A terceira noite retomou o foco no rock e metal mais tradicional e extremo, com bandas como Nuclear Assault e Ratos de Porão entre as atrações de destaque. A edição também manteve a programação paralela de arte e atividades culturais característica do festival, reforçando seu papel como espaço híbrido entre shows e produção cultural.[66][67]

Edição de 2020 (adiada)

Em 2020, o Abril Pro Rock enfrentou um momento histórico e delicado em que sua 28ª edição, prevista para os dias 10 e 11 de abril, foi oficialmente adiada por conta da pandemia de COVID-19. A organização comunicou que, dada a incerteza sobre quando seriam autorizadas aglomerações seguras, não havia condições concretas para realizar o festival no modelo presencial originalmente planejado. Mais tarde, foi anunciado que a edição seria remarcada para os dias 2 e 3 de abril de 2021, mas a interrupção em 2020 representou uma ruptura significativa na trajetória do festival, que historicamente reunia fãs de rock, metal e música alternativa em Pernambuco. O adiamento também refletia as dificuldades financeiras impostas pelo cenário da pandemia e os organizadores apontaram para a falta de perspectiva clara para eventos e para a instabilidade nas receitas, mantendo a incerteza sobre patrocínios e apoios.[68][69]

28ª Edição (2021)

Em 2021 o APR promoveu sua primeira edição inteiramente virtual, nos dias 12 e 13 de março, com transmissão pelo YouTube e apoio da Lei Aldir Blanc. A curadoria desta edição digital ficou por conta de Paulo André e Guilherme Moura, que buscaram dar visibilidade especialmente a nomes pernambucanos emergentes, reforçando a importância do festival como plataforma para a cena local.[70]

No primeiro dia de transmissões, voltado mais para rock e metal, se apresentaram Ex-Sim, Odiosa, Armaggedon, Coalizão, Invisible Control e Mojica, bandas que representam bem a diversidade sonora da cena pernambucana pesada. No segundo dia, a partir do meio da tarde, subiram ao palco virtual artistas como Red F & Sonofabit (com participação de Fred Zero Quatro), Walmir Silva, Luna Vitrolira, Surra de Rima,, DMingus, Jacinto, Afroito e Gustavo Pontual.[71]

Além dos shows, a edição virtual contou com uma mesa de debates no dia 27 de março, transmitida também pelo canal do festival, com temas centrais como “Festivais independentes em tempos de pandemia” e “Divulgando minha banda na internet”. Esse formato digital permitiu ao Abril Pro Rock manter seu compromisso com a cultura e a cena musical, mesmo em um momento em que encontros presenciais eram inviáveis, e serviu como ponte para retorno futuro.[72]

29ª Edição (2022) à 31ª Edição (2024)

Depois dos longos anos de interrupção forçada provocados pela pandemia, o APR retornou em 2022 de forma simbólica e comemorativa. A edição especial de 30 anos do festival foi realizada no dia 12 de novembro, no Clube Português, em Recife, marcando uma saída do tradicional mês de abril para celebrar sua trajetória de três décadas. A programação contou com seis bandas de peso, entre elas a Nervosa, icônica banda de thrash e death metal formada apenas por mulheres, que representou bem a força e a relevância contínua da cena pesada no Brasil. Também estiveram no palco veteranos o hard rock técnico do Dr. Sin, com Andria e Ivan Busic. Outro destaque foi o Ratos de Porão, banda histórica do punk e hardcore brasileiro, que voltou ao festival para um show especial da sua turnê de 40 anos. [73] Para completar, a curadoria trouxe ainda nomes pernambucanos e regionais como Arquivo Morto, Sun Diamond e United 4 Distortion, reforçando o compromisso do evento com as cenas locais. O cartaz da edição foi desenhado por Wendell Araújo, inspirado justamente na banda Nervosa, o que reforçou a simbologia da celebração. Em paralelo aos shows, manteve-se a tradicional feirinha com expositores do universo underground.[74][75]

Em 2023 o Abril Pro Rock celebrou oficialmente seus 30 anos com uma edição mais robusta, realizada nos dias 13 e 14 de maio no Clube Português. A programação reforçou a identidade metálica do festival, reunindo 21 atrações entre nacionais e internacionais. [76] No sábado, a faixa de abertura ficou por conta da pernambucana Imflawed, dando espaço a nomes fortes como Torture Squad, Mukeka di Rato, Dorsal Atlântica e a lendária banda de death metal dos EUA Incantation, que se apresentou com sua formação clássica. No domingo, o festival trouxe Edu Falaschi, ex- Angra, além de outras bandas diversas e talentosas como Gangrena Gasosa, Wizards, Hatefulmurder, Corja!, e Surt. A banda Crypta, capitaneada por Fernanda Lira, também foi um dos grandes nomes da edição, e chamou atenção não apenas por seu som técnico e agressivo, mas pela representatividade feminina no metal. Além dos shows, o festival retomou a sua exposição de arte independente, como a 9ª Poster Arte Design, realizada na Torre Malakoff, resgatou pôsteres, zines e flyers que contam a história do underground pernambucano nas décadas anteriores. Também naquele ano, o APR Club, projeto paralelo, trouxe para a Torre Malakoff bandas periféricas como Abulidu, Barbarize e Janete Saiu para Beber, com debates e bate-papos sobre cultura, cenário periférico e produção musical local.[77][78][79]

A 31ª edição do festival ocorreu nos dias 29 e 30 de março de 2024, dessa vez pela primeira vez no Clube Internacional, situado na Madalena, Zona Norte do Recife, reforçando a identidade do festival como grande celeiro do underground recifense.[80] O tema central desta edição foi “Recife, cidade da música underground”, e a arte do cartaz celebrava antigos espaços icônicos da cena local, como o bar Soparia, o Dokas Hall, além do estúdio Darkside e outros lugares simbólicos para a cena pesada da cidade. O line-up contou com 24 bandas, distribuídas nos dois dias, e trouxe atrações tanto nacionais quanto internacionais. Na sexta-feira subiram ao palco bandas como Matanza Ritual, que reúne Jimmy London e músicos de peso do metal nacional, Krisiun, referência do death metal brasileiro, os lendários Korzus, comemorando anos de estrada, além de nomes como Desalmado, Paradise In Flames, Pure Hate, Papangu, Podridão, Sodoma, Janete Saiu Para Beber e Insânia. No sábado, a atração de maior destaque internacional foi a banda mexicana Brujeria, que voltou ao APR para apresentação exclusiva no nordeste com seu novo álbum e estavam também presentes os americanos do Master, os colombianos do Bloody Nightmare, e representantes do metal nacional como Rot, Kamala, Ereboros, Erasy, Jacau, Odiosa, O Cão e Infectos. Além dos shows, a edição manteve a tradicional feirinha com expositores da cultura underground, a promoção de bebidas, como chopp, e a mobilização de caravanas vindas de diferentes partes do nordeste, reforçando não apenas o apelo musical, mas também comunitário e cultural do evento.[81][82][83]

Edição de 2025 (pausa estratégica)

Em janeiro de 2025, a organização do Abril Pro Rock anunciou que não haverá edição do festival em 2025, marcando uma pausa estratégica após anos difíceis para a realização de eventos do porte do APR. Segundo os produtores, os valores de produção, logística e cachês subiram consideravelmente, enquanto os patrocínios diminuíram, o que tornou insustentável arcar com os custos mínimos necessários para garantir a qualidade do festival.[84][85][86]

Lista completa das Edições

Referências

  1. «Paulo André Pires, criador do Abril Pro Rock e ex-produtor da Nação Zumbi, lança livro de memórias». www.folhape.com.br. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  2. https://www.mapacultural.pe.gov.br/agente/5998/#info
  3. FaracySec (19 de outubro de 2010). «Melina Hickson». Produção Cultural no Brasil. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  4. UNIAESO. «Melina Hickson abre o II Fórum de Comunicação AESO». UNIAESO - Centro Universitário AESO Barros Melo (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2025 
  5. Lins, Mariana de Oliveira (31 de julho de 2018). «APR 25 : o design de cartaz das 25 edições do Festival Abril Pro Rock». repositorio.ufpe.br. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  6. Miranda (@igormirandasite), Igor (15 de janeiro de 2025). «Abril Pro Rock anuncia pausa em 2025 e aponta anos difíceis para festivais». Rolling Stone Brasil. Consultado em 14 de outubro de 2025 
  7. «Banda Ratos de Porão se integra à programação do Abril Pro Rock». www.folhape.com.br. Consultado em 4 de outubro de 2022 
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