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SUSPIROS POETICOS.
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E si tu, oh meu Deos, não és eterno,O que é eterno então? o que? o Nada?Transitorio será tudo no Mundo?E o dever, e a justiça em que se firmam?Oh Razão, o que és tu? — Impios, calai-vos.   Loucos sois delirantes!   Não, oh sabio Spinosa,Tu não eras atheo, não te entenderam; 6Um Deos ha sempiterno, — o Ser dos seres.

Filha de Roma, cahirás como ella;Outra herdará teu nome, e teus thesouros,E com tuas riquezas adornada,Seu estrado fará do teu sepulchro.Mas quando este Universo se aniquile,Na memoria de Deos serás eterna.
Roma, 25 de Janeiro de 1835.