Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/169
Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
SUSPIROS POETICOS.
159
Vencedor de Maxencio, e de Licinio,Heroe que a Cruz alçou no Capitolio,Aras pagans a Christo consagrando.
Mas silencio… Silencio… Ouço gemidos,Que se escapam dalli, entre as arcadas Do Flavio amphitheatro![1] Quem a esta hora geme?Estas pedras serão? espectadorasOutr’ora de crueis, sangrentas scenas,Que doídas talvez inda hoje chorem,Quando homens, que as pizavam, applaudiam O espectaculo infame?
Não, não; são os christãos, são penitentes,Que abraçados co’ a Cruz, prostrados jazem,E choram sobre o chão de pó, e sangue,As palavras ouvindo do Eremita, 5Que n’ alma lhes embebe a Eternidade.Orai, christãos, orai; pedí ao Eterno,Por vós, por vossos pais, por vossos filhos.
- ↑ Mais conhecido com o nome de Coliseo.