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SUSPIROS POETICOS.
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Vencedor de Maxencio, e de Licinio,Heroe que a Cruz alçou no Capitolio,Aras pagans a Christo consagrando.

Mas silencio… Silencio… Ouço gemidos,Que se escapam dalli, entre as arcadas   Do Flavio amphitheatro![1]   Quem a esta hora geme?Estas pedras serão? espectadorasOutr’ora de crueis, sangrentas scenas,Que doídas talvez inda hoje chorem,Quando homens, que as pizavam, applaudiam   O espectaculo infame?
Não, não; são os christãos, são penitentes,Que abraçados co’ a Cruz, prostrados jazem,E choram sobre o chão de pó, e sangue,As palavras ouvindo do Eremita, 5Que n’ alma lhes embebe a Eternidade.Orai, christãos, orai; pedí ao Eterno,Por vós, por vossos pais, por vossos filhos.
 
  1. Mais conhecido com o nome de Coliseo.