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SUSPIROS POETICOS.

   Pelo mais ruím tyranno.   Eis seu palacio de ouro.Nero aqui se entregava aos seus delirios.Lá pallideja ao longe aquella torre 4Como um phantasma ao clarear da lua!   Alli ria-se NeroCom satanicos olhos scintillantes,Nos quaes de Roma a imagem se pintavaEnvolta em crepitantes labaredas,E o povo que expirava emmaranhadoEntre as ondas de fogo, e de fumaça.Cantor do inferno, o monstro, o parricidaTanto horror celebrava ao som da Lyra!   O que não mancha um monstro?…Oh! que o seu coração era de ferro!   Os horridos gemidos,   Os gritos d’agoniaDas moribundas víctimas das chammas,Aos ouvidos de Nero acordos eram!

Triste Jerusalem, co’ os teus despojosErguêo-se este arco a Tito triumphante.   Este outro a Constantino,