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Ha outra casta de borboletas grandes, umas branças, e outras amarellas, e outras pintadas, muito formosas á vista, a que os indios chamam panamá, as quaes vem ás vezes de passagem no verão em tanta multidão, que cobrem o ar, e poem logo todo um dia em passar por cima da cidade do Salvador á outra banda da Bahia, que são nove ou dez leguas de passagem. Estas borboletas fazem muito damno nos algodões quando estão em flôr.
Na Bahia ha muitas castas de abelhas. Primeiramente ha umas a que o gentio chama herú, que são grandes e pardas; estas fazem o ninho no ar, por amor das cobras, como os passaros de que dissemos atraz; onde fazem seu favo e criam mel muito bom e alvo, que lhe os indios tiram.com fogo, do que ellas fogem muito; as quaes mordem valentemente.
Ha outra casta de abelhas a que os indios chamam tapiuja, que tambem são grandes, e criam em ninhos que, fazem nas pontas dos ramos das arvores com barro, cuja abobada é tão subtil que não é mais grossa que papel. Estas abelheiras crestam tambem com fogo, a quem os indios comem as crianças, e ellas mordem muito.
Ha outra casta de abelhas, maiores que as de Hespanha, a que os indios chamam taturama; estas criam nas arvores altas, fazendo seu ninho de barro ao longo do tronco d’ellas, e dentro criam seu mel em favos, o qual é baço, e ellas são pretas e mui crueis.
Ha outra casta de abelhas a que o gentio chama cabecé, que mordem muito, que tambem fazem o ninho em arvores, onde criam mel muito alvo e bom; as quaes são louras, e, mordem muito.
Ha outra casta de abelhas, a que os indios chamam caapoam, que são pequenas, e mordem muito a quem lhe vai bolir no seu ninho, que fazem no chão, de barro sobre um torrão; o qual é redondo, do tamanho de uma panella, e tem serventia ao longo do chão, onde criam seu mel, que não é bom.
Cabatan são outras abelhas que não são grandes, que fazem seu ninho no ar, dependurado por um fio, que desce da ponta de um raminho: e são tão bravas que, em sentindo