Vida em Marte

ALH 84001: meteorito de Marte
que, supostamente, traria sinais
de vida microbiana fossilizada.[1]
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A possibilidade de vida em Marte é um assunto de interesse na astrobiologia devido à proximidade e semelhanças do planeta com a Terra. Até o momento, nenhuma evidência conclusiva de vida passada ou presente foi encontrada em Marte. Evidências cumulativas sugerem que durante o antigo período Noachiano, o ambiente da superfície de Marte tinha água líquida e pode ter sido habitável para microrganismos, mas condições habitáveis não indicam necessariamente a presença de vida.[2][3] As investigações científicas sobre o potencial de vida em Marte começaram no século XIX e continuam hoje com telescópios e sondas robóticas à procura de água, bioassinaturas químicas no solo e nas rochas da superfície do planeta, e gases biomarcadores na atmosfera.[4]
Marte é de particular interesse para o estudo das origens da vida devido à sua semelhança com a Terra primitiva. Isso é especialmente verdadeiro uma vez que Marte tem um clima frio e carece de tectônica de placas ou deriva continental, de modo que permaneceu quase inalterado desde o final do período Hesperiano. Pelo menos dois terços da superfície de Marte têm mais de 3,5 bilhões de anos, e o planeta poderia ter sido habitável há 4,48 bilhões de anos, 500 milhões de anos antes das primeiras formas de vida conhecidas na Terra;[5] Marte pode, portanto, deter o melhor registro das condições prebióticas que levaram à vida, mesmo que a vida não exista ou nunca tenha existido lá.[6][7]
Após a confirmação da existência passada de água líquida na superfície, os rovers Curiosity, Perseverance e Opportunity começaram a procurar evidências de vida passada, incluindo uma antiga biosfera baseada em microrganismos autotróficos, quimiotróficos ou quimiolitoautotróficos, bem como água antiga, incluindo ambientes flúvio-lacustres (planícies relacionadas a antigos rios ou lagos) que podem ter sido habitáveis.[8][9][10][11] A busca por evidências de habitabilidade, fósseis e compostos orgânicos em Marte é agora um objetivo principal para as agências espaciais. A descoberta de compostos orgânicos dentro de rochas sedimentares e de boro em Marte é de grande interesse, pois são precursores da química prebiótica. Tais descobertas, juntamente com descobertas anteriores de que água líquida estava claramente presente no antigo Marte, apoiam ainda mais a possível habitabilidade inicial da Cratera Gale em Marte.[12][13] Atualmente, a superfície de Marte é banhada por radiação ionizante, e o solo marciano é rico em percloratos tóxicos para microrganismos.[14][15] Portanto, o consenso é que se a vida existe — ou existiu — em Marte, ela poderia ser encontrada ou estaria mais bem preservada no subsolo, longe dos rigorosos processos de superfície atuais.
Em junho de 2018, a NASA anunciou a detecção de variação sazonal nos níveis de metano em Marte. O metano poderia ser produzido por microrganismos ou por meios geológicos.[16] O ExoMars Trace Gas Orbiter europeu começou a mapear o metano atmosférico em abril de 2018, e o rover Rosalind Franklin da missão ExoMars de 2022 estava planejado para perfurar e analisar amostras do subsolo antes da suspensão por tempo indeterminado do programa, enquanto o rover Perseverance da missão Mars 2020 da NASA, tendo pousado com sucesso, armazenará dezenas de amostras de perfuração para seu potencial transporte para laboratórios da Terra no final da década de 2020 ou na década de 2030. Em 8 de fevereiro de 2021, foi relatado um estado atualizado dos estudos considerando a possível detecção de formas de vida em Vênus (via fosfina) e Marte (via metano).[17] Em outubro de 2024, a NASA anunciou que pode ser possível que a fotossíntese ocorra dentro do gelo de água empoeirado exposto[18] nas regiões de latitudes médias de Marte.[19] Em 10 de setembro de 2025, a NASA relatou que o Perseverance encontrou uma possível bioassinatura em uma rocha da Cratera Jezero no ano anterior, sugerindo uma antiga atividade microbiana.[20][21]
Especulações iniciais
As calotas polares de Marte foram descobertas em meados do século XVII. No final do século XVIII, William Herschel provou que elas crescem e encolhem alternadamente, no verão e no inverno de cada hemisfério. Em meados do século XIX, os astrônomos sabiam que Marte tinha outras semelhanças com a Terra, por exemplo, que a duração de um dia em Marte era quase a mesma de um dia na Terra. Eles também sabiam que a sua inclinação axial era semelhante à da Terra, o que significava que experimentava estações do ano tal como a Terra — mas com quase o dobro da duração devido ao seu ano muito mais longo. Estas observações levaram à crescente especulação de que as características de albedo mais escuras eram água e as mais brilhantes eram terra, de onde se seguiu a especulação sobre se Marte poderia ser habitado por alguma forma de vida.[22]
Em 1854, William Whewell, um membro do Trinity College, em Cambridge, teorizou que Marte tinha mares, terra e possivelmente formas de vida.[23] A especulação sobre a vida em Marte explodiu no final do século XIX, após a observação telescópica por alguns observadores de aparentes canais de Marte — que mais tarde se descobriu serem ilusões de ótica. Apesar disso, em 1895, o astrônomo americano Percival Lowell publicou o seu livro Mars, seguido por Mars and its Canals em 1906,[24] propondo que os canais eram obra de uma civilização há muito desaparecida.[25] Essa ideia levou o escritor britânico H. G. Wells a escrever A Guerra dos Mundos em 1897, contando sobre uma invasão por alienígenas de Marte que fugiam da dessecação do planeta.[26]
O livro de 1907 Is Mars Habitable? do naturalista britânico Alfred Russel Wallace foi uma resposta a, e refutação de, Mars and Its Canals de Lowell. O livro de Wallace concluiu que Marte "não é apenas desabitado por seres inteligentes como postula o Sr. Lowell, mas é absolutamente inabitável."[27] O historiador Charles H. Smith refere-se ao livro de Wallace como uma das primeiras obras no campo da astrobiologia.[28]
A análise espectroscópica da atmosfera de Marte começou para valer em 1894, quando o astrônomo norte-americano William Wallace Campbell mostrou que nem água nem oxigênio estavam presentes na atmosfera marciana.[29] O influente observador Eugène Antoniadi usou o telescópio de abertura de 83 cm no Observatório de Meudon na oposição astronômica de Marte de 1909 e não viu canais; as excelentes fotos de Marte tiradas na nova cúpula Baillaud no observatório Pic du Midi também trouxeram descrédito formal à teoria dos canais marcianos em 1909,[30] e a noção de canais começou a cair em desuso.[29]
Habitabilidade
Atributos químicos, físicos, geológicos e geográficos moldam os ambientes em Marte. Medições isoladas desses fatores podem ser insuficientes para considerar um ambiente habitável, mas a soma das medições pode ajudar a prever locais com maior ou menor potencial de habitabilidade.[31] As duas abordagens ecológicas atuais para prever a habitabilidade potencial da superfície marciana usam 19 ou 20 fatores ambientais, com ênfase na disponibilidade de água, temperatura, presença de nutrientes, uma fonte de energia e proteção contra a radiação ultravioleta solar e a radiação cósmica galáctica.[32][33]
Os cientistas não sabem o número mínimo de parâmetros para a determinação do potencial de habitabilidade, mas têm a certeza de que é superior a um ou dois dos fatores da tabela abaixo.[31] Da mesma forma, para cada grupo de parâmetros, o limite de habitabilidade de cada um ainda deve ser determinado.[31] Simulações de laboratório mostram que, sempre que vários fatores letais são combinados, as taxas de sobrevivência despencam rapidamente.[34] Ainda não há simulações completas de Marte publicadas que incluam todos os fatores biocidas combinados.[34] Além disso, a possibilidade de a vida marciana ter uma bioquímica e requisitos de habitabilidade muito diferentes da biosfera terrestre é uma questão em aberto. Uma hipótese comum é a de vida marciana metanogênica, e embora tais organismos também existam na Terra, eles são excepcionalmente raros (embora numerosos em si, não há muitos ambientes na Terra onde a vida comumente conhecida pelos humanos exista e onde a vida metanogênica também possa existir) e não podem sobreviver na maioria dos ambientes terrestres que contêm oxigênio.[35]
| Fatores de habitabilidade[33] | |
|---|---|
| Água |
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| Ambiente químico |
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| Energia para o metabolismo | |
| Condições físicas favoráveis |
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Passado
Modelos recentes mostraram que, mesmo com uma atmosfera densa de CO2, o início de Marte era mais frio do que a Terra jamais foi.[36][37][38][39] Condições transitoriamente quentes relacionadas a impactos ou vulcanismo poderiam ter produzido condições que favorecessem a formação das redes de vales do final do Noachiano, embora as condições globais do meio para o final do Noachiano fossem provavelmente glaciais. O aquecimento local do ambiente por vulcanismo e impactos teria sido esporádico, mas deve ter havido muitos eventos de fluxo de água na superfície de Marte.[39] Tanto as evidências mineralógicas quanto as morfológicas indicam uma degradação da habitabilidade do meio do Hesperiano em diante. As causas exatas não são bem compreendidas, mas podem estar relacionadas a uma combinação de processos, incluindo perda da atmosfera inicial, ou erosão por impacto, ou ambos.[39] Há bilhões de anos, antes desta degradação, a superfície de Marte era aparentemente bastante habitável, consistia em água líquida e clima clemente, embora não se saiba se existia vida em Marte.[40]

A perda do campo magnético marciano afetou fortemente os ambientes da superfície por meio da perda atmosférica e aumento da radiação; essa mudança degradou significativamente a habitabilidade da superfície.[42] Quando havia um campo magnético, a atmosfera estaria protegida da erosão pelo vento solar, o que garantiria a manutenção de uma atmosfera densa, necessária para a existência de água líquida na superfície de Marte.[43] A perda da atmosfera foi acompanhada pela diminuição das temperaturas. Parte do inventário de água líquida sublimou e foi transportada para os polos, enquanto o resto ficou preso no permafrost, uma camada de gelo abaixo da superfície.[39]
Observações na Terra e modelagem numérica mostraram que um impacto formador de cratera pode resultar na criação de um sistema hidrotermal de longa duração quando há gelo presente na crosta. Por exemplo, uma cratera de 130 km poderia sustentar um sistema hidrotermal ativo por até 2 milhões de anos, ou seja, tempo suficiente para a vida microscópica emergir,[39] mas é improvável que tenha progredido mais além no caminho evolutivo.[44]
Amostras de solo e rocha estudadas em 2013 pelos instrumentos a bordo do rover Curiosity da NASA trouxeram informações adicionais sobre vários fatores de habitabilidade.[45] A equipe do rover identificou alguns dos principais ingredientes químicos para a vida neste solo, incluindo enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e possivelmente carbono, bem como minerais argilosos, sugerindo um ambiente aquoso de muito tempo atrás — talvez um lago ou um antigo leito de rio — que tinha acidez neutra e baixa salinidade.[45] Em 9 de dezembro de 2013, a NASA relatou que, com base em evidências do Curiosity estudando Aeolis Palus, a Cratera Gale continha um antigo lago de água doce que poderia ter sido um ambiente hospitaleiro para a vida microbiana.[46][47] A confirmação de que água líquida já fluiu em Marte, a existência de nutrientes e a descoberta anterior de um campo magnético passado que protegia o planeta da radiação cósmica e solar,[48][49] juntos, sugerem fortemente que Marte poderia ter tido os fatores ambientais para sustentar a vida.[50][51] A avaliação da habitabilidade passada não é por si só uma evidência de que a vida marciana realmente existiu. Se existiu, era provavelmente microbiana, existindo comunalmente em fluidos ou em sedimentos, seja de vida livre ou como biofilmes, respectivamente.[42] A exploração de análogos terrestres fornece pistas sobre como e onde melhor procurar por sinais de vida em Marte.[52]
O impactito, que demonstrou preservar sinais de vida na Terra, foi descoberto em Marte e pode conter sinais de vida antiga, se a vida alguma vez existiu no planeta.[53]
Em 7 de junho de 2018, a NASA anunciou que o rover Curiosity havia descoberto moléculas orgânicas em rochas sedimentares com três bilhões de anos.[54][55] A detecção de moléculas orgânicas em rochas indica que alguns dos blocos de construção para a vida estavam presentes.[56][57]
A pesquisa sobre como as condições de habitabilidade terminaram está em andamento. Em 7 de outubro de 2024, a NASA anunciou que os resultados dos três anos anteriores de amostragem a bordo do Curiosity sugeriram que, com base nos altos níveis de carbono-13 e oxigênio-18 no regolito, era menos provável do que se pensava que a atmosfera marciana inicial fosse estável o suficiente para sustentar águas superficiais hospitaleiras à vida, com rápidos ciclos de umedecimento-secagem e salmouras criogênicas de altíssima salinidade fornecendo possíveis explicações.[58][59]
Presente
É concebível que, se existir (ou tiver existido) vida em Marte, as evidências de vida poderão ser encontradas, ou estarão mais bem preservadas, no subsolo, longe das atuais condições adversas da superfície.[60] A vida atual em Marte, ou as suas bioassinaturas, poderiam ocorrer quilômetros abaixo da superfície, ou em pontos quentes geotérmicos subterrâneos, ou poderia ocorrer a poucos metros abaixo da superfície. A camada de permafrost em Marte está a apenas alguns centímetros abaixo da superfície, e salmouras salgadas podem ser líquidas a alguns centímetros abaixo disso, mas não muito profundas. A água está próxima do seu ponto de ebulição, mesmo nos pontos mais profundos da bacia de Hellas, e, portanto, não pode permanecer líquida por muito tempo na superfície de Marte no seu estado atual, exceto após uma liberação súbita de água subterrânea.[61][62][63]
Até agora, a NASA seguiu uma estratégia de "siga a água" em Marte e não procurou diretamente por bioassinaturas de vida lá desde as missões Viking. O consenso dos astrobiólogos é que pode ser necessário acessar o subsolo marciano para encontrar ambientes atualmente habitáveis.[60]
Radiação cósmica
Em 1965, a sonda Mariner 4 descobriu que Marte não tinha um campo magnético global que protegesse o planeta da radiação cósmica e radiação solar, potencialmente fatais; observações feitas no final da década de 1990 pela Mars Global Surveyor confirmaram esta descoberta.[64] Cientistas especulam que a falta de blindagem magnética ajudou o vento solar a soprar grande parte da atmosfera de Marte ao longo de vários bilhões de anos.[65] Como resultado, o planeta tem estado vulnerável à radiação do espaço por cerca de 4 bilhões de anos.[66]
Dados in-situ recentes do rover Curiosity indicam que a radiação ionizante dos raios cósmicos galácticos (GCR) e eventos de partículas solares (SPE) pode não ser um fator limitante nas avaliações de habitabilidade para a vida na superfície de Marte hoje. O nível de 76 mGy por ano medido pelo Curiosity é semelhante aos níveis dentro da ISS.[67] ==== Efeitos cumulativos ==== O rover Curiosity mediu níveis de radiação ionizante de 76 mGy por ano.[68] Esse nível de radiação ionizante é esterilizante para a vida dormente na superfície de Marte. Varia consideravelmente em habitabilidade dependendo de sua excentricidade orbital e da inclinação do seu eixo. Se a vida na superfície tiver sido reanimada há tão pouco tempo quanto 450 000 anos, então os rovers em Marte poderiam encontrar vida dormente, mas ainda viável, a uma profundidade de um metro abaixo da superfície, de acordo com uma estimativa.[69] Nem mesmo as células mais resistentes conhecidas poderiam sobreviver à radiação cósmica perto da superfície de Marte, uma vez que Marte perdeu a sua magnetosfera e atmosfera protetoras.[70][71] Após mapear os níveis de radiação cósmica em várias profundidades em Marte, os investigadores concluíram que, ao longo do tempo, qualquer vida nos primeiros metros da superfície do planeta seria morta por doses letais de radiação cósmica.[70][72][73] A equipe calculou que os danos cumulativos ao DNA e RNA causados pela radiação cósmica limitariam a recuperação de células dormentes viáveis em Marte para profundidades maiores que 7,5 metros abaixo da superfície do planeta.[72]Mesmo a bactéria terrestre mais tolerante à radiação sobreviveria em estado de esporo dormente por apenas 18 000 anos na superfície; a 2 metros — a maior profundidade à qual o rover ExoMars será capaz de alcançar — o tempo de sobrevivência seria de 90 000 a meio milhão de anos, dependendo do tipo de rocha.[74]
Dados coletados pelo instrumento RAD a bordo do rover Curiosity revelaram que a dose absorvida medida é de 76 mGy/ano na superfície,[75] e que a "radiação ionizante influencia fortemente as composições e estruturas químicas, especialmente para a água, sais e componentes sensíveis a processos redox, como moléculas orgânicas".[75] Independentemente da origem dos compostos orgânicos marcianos (meteórica, geológica ou biológica), as suas ligações de carbono são suscetíveis de serem quebradas e reconfiguradas com elementos circundantes pela radiação de partículas carregadas ionizantes.[75] Essas estimativas melhoradas da radiação subterrânea dão uma percepção sobre o potencial de preservação de possíveis bioassinaturas orgânicas em função da profundidade, bem como os tempos de sobrevivência de possíveis formas de vida microbiana ou bacteriana deixadas adormecidas sob a superfície.[75] O relatório conclui que as "medições na superfície in situ — e as estimativas do subsolo — limitam a janela de preservação da matéria orgânica marciana após a exumação e exposição à radiação ionizante nos primeiros metros da superfície marciana."[75]
Em setembro de 2017, a NASA relatou que os níveis de radiação na superfície do planeta Marte dobraram temporariamente e foram associados a uma aurora 25 vezes mais brilhante do que qualquer uma observada anteriormente, devido a uma grande, e inesperada, tempestade solar no meio do mês.[76]
Radiação UV
Sobre a radiação UV, um relatório de 2014 conclui[77] que "[O] ambiente de radiação UV marciano é rapidamente letal para micróbios desprotegidos, mas pode ser atenuado por tempestades de poeira globais e totalmente bloqueado por < 1 mm de regolito ou por outros organismos." Além disso, uma pesquisa de laboratório publicada em julho de 2017 demonstrou que os percloratos irradiados por UV causam um aumento de 10,8 vezes na morte celular quando comparados às células expostas à radiação UV após 60 segundos de exposição.[78][79] A profundidade de penetração da radiação UV nos solos situa-se na faixa de submilímetro a milímetro e depende das propriedades do solo.[79] Um estudo recente descobriu que a fotossíntese poderia ocorrer dentro de gelo empoeirado exposto nas latitudes médias marcianas porque o gelo empoeirado sobreposto bloqueia a radiação ultravioleta nociva na superfície de Marte.[80]
Percloratos
Sabe-se que o regolito marciano contém um máximo de 0,5% (p/v) de perclorato (ClO4−), que é tóxico para a maioria dos organismos vivos,[81] mas como reduzem drasticamente o ponto de congelamento da água e alguns extremófilos podem usá-lo como fonte de energia e crescer em concentrações de até 30% (p/v) de perclorato de sódio[82] ao se adaptarem fisiologicamente a concentrações crescentes de perclorato,[83] isso gerou especulações sobre qual seria a sua influência na habitabilidade.[78][82][84][85][86]
Uma pesquisa publicada em julho de 2017 mostra que, quando irradiados com um fluxo UV marciano simulado, os percloratos tornam-se ainda mais letais para as bactérias (bactericidas). Até mesmo os esporos dormentes perderam a viabilidade em minutos.[78] Além disso, dois outros compostos da superfície marciana, óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio, agem em sinergia com os percloratos irradiados para causar um aumento de 10,8 vezes na morte celular quando comparado a células expostas à radiação UV após 60 segundos de exposição.[78][79] Verificou-se também que os silicatos raspados (quartzo e basalto) levam à formação de espécies reativas de oxigênio tóxicas.[87] Os pesquisadores concluíram que "a superfície de Marte é letal para células vegetativas e torna grande parte da superfície e regiões próximas inabitáveis."[88] Esta pesquisa demonstra que a superfície atual é mais inabitável do que se pensava anteriormente,[78][89] e reforça a noção de inspecionar pelo menos alguns metros no subsolo para garantir que os níveis de radiação seriam relativamente baixos.[89][90]
No entanto, a pesquisadora Kennda Lynch descobriu o primeiro caso conhecido de um habitat contendo percloratos e bactérias redutoras de percloratos num ambiente análogo: um paleolago em Pilot Valley, Deserto do Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos.[91] Ela tem estudado as bioassinaturas destes micróbios, e espera que o rover Perseverance encontre bioassinaturas correspondentes no seu local de exploração na Cratera Jezero.[92][93]
Linhas de declive recorrentes
As características das linhas de declive recorrentes (RSL) formam-se em encostas voltadas para o Sol em épocas do ano em que as temperaturas locais atingem acima do ponto de fusão do gelo. As faixas crescem na primavera, alargam no final do verão e depois desaparecem no outono. Isso é difícil de modelar de qualquer outra forma, exceto como envolvendo água líquida de alguma forma, embora as próprias faixas sejam consideradas um efeito secundário e não uma indicação direta da umidade do regolito. Embora estas características estejam agora confirmadas como envolvendo água líquida de alguma forma, a água pode ser muito fria ou muito salgada para a vida. Atualmente, elas são tratadas como potencialmente habitáveis, sendo "Regiões Incertas, a serem tratadas como Regiões Especiais".[94][95] Na época, suspeitava-se que elas envolvessem o fluxo de salmouras.[96][97][98][99]
A disponibilidade termodinâmica de água (atividade de água) limita estritamente a propagação microbiana na Terra, particularmente em ambientes hipersalinos, e há indicações de que a força iônica da salmoura é uma barreira para a habitabilidade de Marte. Experimentos mostram que a alta força iônica, levada a extremos em Marte pela ocorrência onipresente de íons divalentes, "torna estes ambientes inabitáveis apesar da presença de água biologicamente disponível."[100]
Fixação de nitrogênio
Depois do carbono, o nitrogênio é indiscutivelmente o elemento mais importante necessário para a vida. Portanto, medições de nitrato na faixa de 0,1% a 5% são necessárias para abordar a questão da sua ocorrência e distribuição. Há nitrogênio (como N2) na atmosfera em níveis baixos, mas isso não é adequado para apoiar a fixação de nitrogênio para incorporação biológica.[101] O nitrogênio na forma de nitrato poderia ser um recurso para a exploração humana, tanto como nutriente para o crescimento de plantas quanto para uso em processos químicos. Na Terra, os nitratos se correlacionam com percloratos em ambientes desérticos, e isso também pode ser verdadeiro em Marte. Espera-se que o nitrato seja estável em Marte e que tenha se formado por choque térmico decorrente de impacto ou relâmpagos em plumas vulcânicas no antigo Marte.[102]
Em 24 de março de 2015, a NASA informou que o instrumento SAM no rover Curiosity detectou nitratos aquecendo sedimentos da superfície. O nitrogênio do nitrato encontra-se num estado "fixo", ou seja, numa forma oxidada que pode ser utilizada por organismos vivos. A descoberta apoia a noção de que o antigo Marte pode ter sido hospitaleiro para a vida.[102][103][104] Suspeita-se que todo nitrato em Marte é uma relíquia, sem contribuição moderna.[105] A abundância de nitrato varia de não detecção a 681 ± 304 mg/kg nas amostras examinadas até ao final de 2017.[105] A modelagem indica que as finas películas de água condensada transitórias na superfície deveriam ser transportadas para profundidades menores (≈10 m) carregando potencialmente nitratos, onde microrganismos subterrâneos poderiam prosperar.[106]
Em contraste, o fosfato, um dos nutrientes químicos considerados essenciais para a vida, está prontamente disponível em Marte.[107]
Baixa pressão
Complicando ainda mais as estimativas da habitabilidade da superfície marciana está o fato de que muito pouco se sabe sobre o crescimento de microrganismos a pressões próximas àquelas na superfície de Marte. Algumas equipes determinaram que algumas bactérias podem ser capazes de replicação celular até 25 mbar, mas isso ainda está acima das pressões atmosféricas encontradas em Marte (faixa de 1–14 mbar).[108] Em outro estudo, vinte e seis linhagens de bactérias foram escolhidas com base em sua recuperação em instalações de montagem de espaçonaves, e apenas a cepa ATCC 27592 de Serratia liquefaciens exibiu crescimento a 7 mbar, 0 °C e atmosferas anóxicas enriquecidas com CO2.[108]
Em 10 de setembro de 2025, a NASA anunciou que o rover Perseverance havia descoberto os melhores sinais possíveis de vida em Marte até o momento: anéis de moléculas orgânicas de fosfato de ferro à semelhança da antiga vida microbiana terrestre.[109]
Água líquida
A água líquida é uma condição necessária, mas não suficiente, para a vida como os humanos a conhecem, uma vez que a habitabilidade é uma função de uma multiplicidade de parâmetros ambientais.[110] A água líquida não pode existir na superfície de Marte, exceto nas elevações mais baixas durante minutos ou horas.[111][112] A água líquida não aparece na própria superfície,[113] mas pode formar-se em quantidades minúsculas em torno de partículas de poeira na neve aquecida pelo Sol.[114][115]
Além disso, os antigos lençóis de gelo equatoriais subterrâneos podem sublimar ou derreter lentamente, sendo acessíveis a partir da superfície através de cavernas.[116][117][118][119]
A água em Marte existe quase exclusivamente sob a forma de gelo, localizada nas calotas polares marcianas e sob a superfície rasa do planeta, mesmo em latitudes mais temperadas.[120][121] Uma pequena quantidade de vapor de água está presente na atmosfera.[122] Não existem corpos de água líquida na superfície marciana porque a pressão de vapor da água é inferior a 1 Pa,[123] a pressão atmosférica na superfície é em média 600 Pa — cerca de 0,6% da pressão média ao nível do mar na Terra — e porque a temperatura é muito baixa (210 K; -63 °C), levando a um congelamento imediato. Apesar disso, há cerca de 3,8 bilhões de anos,[124] havia uma atmosfera mais densa, temperatura mais alta e grandes quantidades de água líquida fluíam na superfície,[125][126][127][128] incluindo grandes oceanos.[129][130][131][132][133]


Local de água subglacial
(25 de julho de 2018)
Estima-se que os oceanos primordiais em Marte teriam coberto entre 36%[134] e 75% do planeta.[135] Em 22 de novembro de 2016, a NASA relatou ter encontrado uma grande quantidade de gelo subterrâneo na região de Utopia Planitia de Marte. Estima-se que o volume de água detectado seja equivalente ao volume de água do Lago Superior.[136][137][138]
A análise de arenitos marcianos, usando dados obtidos por espectrometria orbital, sugere que as águas que existiam anteriormente na superfície de Marte teriam tido uma salinidade demasiado elevada para sustentar a maioria da vida semelhante à da Terra. Tosca et al. descobriram que a água marciana nos locais que estudaram tinha toda uma atividade de água, aw ≤ 0,78 a 0,86 — um nível fatal para a maioria da vida terrestre.[139] As Haloarchaea, no entanto, são capazes de viver em soluções hipersalinas, até ao ponto de saturação.[140]
Em junho de 2000, possíveis evidências de água líquida fluindo atualmente na superfície de Marte foram descobertas na forma de ravinas semelhantes a inundações.[141][142] Imagens semelhantes adicionais foram publicadas em 2006, tiradas pela sonda Mars Global Surveyor, que sugeriam que a água ocasionalmente flui na superfície de Marte. As imagens mostraram mudanças nas paredes íngremes das crateras e depósitos de sedimentos, fornecendo a evidência mais forte até o momento de que a água correu por elas há apenas alguns anos.
Existe divergência na comunidade científica sobre se as recentes estrias das ravinas foram ou não formadas por água líquida. Alguns sugerem que os fluxos eram meramente fluxos de areia seca.[143][144][145] Outros sugerem que pode ser salmoura líquida perto da superfície,[146][147][148] mas a fonte exata da água e o mecanismo por trás de seu movimento não são compreendidos.[149]
Em julho de 2018, cientistas relataram a descoberta de um lago subglacial em Marte, 1,5 km abaixo da calota de gelo do polo sul, e estendendo-se lateralmente por cerca de 20 km, o primeiro corpo de água estável conhecido no planeta.[150][151][152][153] O lago foi descoberto usando o radar MARSIS a bordo do orbitador Mars Express, e os perfis foram coletados entre maio de 2012 e dezembro de 2015.[154] O lago está centrado em 193°E, 81°S, uma área plana que não exibe quaisquer características topográficas peculiares, mas está rodeada por terrenos mais elevados, exceto no seu lado oriental, onde há uma depressão.[150] No entanto, estudos subsequentes discordam sobre se algum líquido pode estar presente a esta profundidade sem um aquecimento anômalo do interior do planeta.[155][156] Em vez disso, alguns estudos propõem que outros fatores podem ter levado a sinais de radar semelhantes àqueles que contêm água líquida, como argilas ou interferência entre camadas de gelo e poeira.[157][158][159]
Sílica

Em maio de 2007, o rover Spirit revolveu um pedaço de solo com sua roda inoperante, descobrindo uma área 90% rica em sílica.[160] A característica é reminiscente do efeito de água de fonte termal ou vapor entrando em contato com rochas vulcânicas. Os cientistas consideram isso como evidência de um ambiente passado que pode ter sido favorável à vida microbiana e teorizam que uma possível origem para a sílica pode ter sido produzida pela interação do solo com vapores ácidos gerados por atividade vulcânica na presença de água.[161]
Com base em análogos na Terra, os sistemas hidrotermais em Marte seriam altamente atrativos pelo seu potencial de preservação de bioassinaturas orgânicas e inorgânicas.[162][163][164] Por este motivo, os depósitos hidrotermais são considerados alvos importantes na exploração de evidências fósseis de vida antiga em Marte.[165][166][167]
Possíveis bioassinaturas
Em maio de 2017, evidências das primeiras formas de vida conhecidas em terra na Terra podem ter sido encontradas em depósitos de geiserita e outros minerais relacionados (frequentemente encontrados ao redor de fontes termais e gêiseres) com 3,48 bilhões de anos, descobertos no Cráton de Pilbara, na Austrália Ocidental.[168][169] Estas descobertas podem ser úteis para decidir onde melhor procurar pelos primeiros sinais de vida no planeta Marte.[168][169]
Metano
O metano (CH4) é quimicamente instável na atual atmosfera oxidante de Marte. Ele se decomporia rapidamente devido à radiação ultravioleta do Sol e às reações químicas com outros gases. Portanto, uma presença persistente de metano na atmosfera pode implicar a existência de uma fonte para reabastecer continuamente o gás.
Traços de metano, no nível de várias partes por bilhão (ppb), foram relatados pela primeira vez na atmosfera de Marte por uma equipe do Goddard Space Flight Center da NASA em 2003.[170][171] Grandes diferenças nas abundâncias foram medidas entre as observações feitas em 2003 e 2006, o que sugeriu que o metano estava localmente concentrado e era provavelmente sazonal.[172] Em 7 de junho de 2018, a NASA anunciou que detectou uma variação sazonal nos níveis de metano em Marte.[16][173][56][57][174][175][176][55]
O ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO), lançado em março de 2016, começou em 21 de abril de 2018 a mapear a concentração e as fontes de metano na atmosfera,[177][178] bem como de seus produtos de decomposição, como o formaldeído e o metanol. Até maio de 2019, o Trace Gas Orbiter mostrou que a concentração de metano está abaixo do nível detectável (< 0,05 ppb).[179][180]

Os principais candidatos à origem do metano de Marte incluem processos não biológicos, como reações água-rocha, radiólise da água e formação de pirita, todos os quais produzem H2 que poderia então gerar metano e outros hidrocarbonetos via síntese de Fischer-Tropsch com CO e CO2.[181] Também foi demonstrado que o metano poderia ser produzido por um processo envolvendo água, dióxido de carbono e o mineral olivina, que se sabe ser comum em Marte.[182] Embora fontes geológicas de metano, como a serpentinização, sejam possíveis, a falta de atual vulcanismo, atividade hidrotermal ou pontos quentes[183] não são favoráveis ao metano geológico.
Microrganismos vivos, como os metanogênicos, são outra fonte possível, mas nenhuma evidência da presença de tais organismos foi encontrada em Marte,[184][185][186] até junho de 2019, quando o metano foi detectado pelo rover Curiosity.[187] Os metanogênicos não requerem oxigênio ou nutrientes orgânicos, não são fotossintéticos, usam o hidrogênio como fonte de energia e o dióxido de carbono (CO2) como fonte de carbono, de modo que poderiam existir em ambientes subterrâneos em Marte.[188] Se a vida microscópica marciana estiver produzindo o metano, ela provavelmente reside muito abaixo da superfície, onde ainda é quente o suficiente para a existência de água líquida.[189]
Desde a descoberta do metano na atmosfera em 2003, alguns cientistas têm desenhado modelos e experimentos in vitro testando o crescimento de bactérias metanogênicas em solo marciano simulado, onde todas as quatro linhagens de metanogênicos testadas produziram níveis substanciais de metano, mesmo na presença de 1,0% em peso de sal de perclorato.[190]
Uma equipe liderada por Levin sugeriu que ambos os fenômenos — produção e degradação de metano — poderiam ser explicados por uma ecologia de microrganismos produtores e consumidores de metano.[191][192]

Pesquisas da Universidade do Arkansas apresentadas em junho de 2015 sugeriram que alguns metanogênicos poderiam sobreviver na baixa pressão de Marte. Rebecca Mickol descobriu que em seu laboratório, quatro espécies de metanogênicos sobreviveram a condições de baixa pressão que eram semelhantes a um aquífero líquido subterrâneo em Marte. As quatro espécies que ela testou foram Methanothermobacter wolfeii, Methanosarcina barkeri, Methanobacterium formicicum e Methanococcus maripaludis.[188] Em junho de 2012, cientistas relataram que medir a proporção dos níveis de hidrogênio e metano em Marte pode ajudar a determinar a probabilidade de vida no planeta.[184][185] De acordo com os cientistas, "baixas proporções de H2/CH4 (menos de aproximadamente 40)" indicariam "que a vida provavelmente está presente e ativa".[184] As proporções observadas na baixa atmosfera marciana foram "aproximadamente 10 vezes" maiores "sugerindo que processos biológicos podem não ser responsáveis pelo CH4 observado".[184] Os cientistas sugeriram medir o fluxo de H2 e CH4 na superfície marciana para uma avaliação mais precisa. Outros cientistas relataram recentemente métodos de detecção de hidrogênio e metano em atmosferas extraterrestres.[193][194]
Mesmo que missões de rovers determinem que a vida microscópica marciana é a fonte sazonal do metano, as formas de vida provavelmente residem muito abaixo da superfície, fora do alcance dos rovers.[195]
Formaldeído
Em fevereiro de 2005, foi anunciado que o Espectrômetro de Fourier Planetário (PFS) da sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia havia detectado vestígios de formaldeído na atmosfera de Marte. Vittorio Formisano, diretor do PFS, especulou que o formaldeído poderia ser o subproduto da oxidação do metano e, segundo ele, forneceria evidências de que Marte ou é extremamente ativo geologicamente ou abriga colônias de vida microbiana.[196][197] Cientistas da NASA consideram que vale a pena investigar os resultados preliminares, mas também rejeitaram as alegações de vida.[198][199]
Experimentos biológicos do Programa Viking
O Programa Viking da década de 1970 colocou dois aterrissadores idênticos na superfície de Marte encarregados de procurar bioassinaturas de vida microbiana na superfície. O experimento de "Liberação Marcada" (LR) deu um resultado positivo para metabolismo, enquanto o cromatógrafo a gás-espectrômetro de massa não detectou compostos orgânicos. A LR foi um experimento específico desenhado para testar apenas um aspecto crítico e estritamente definido da teoria sobre a possibilidade de vida em Marte; portanto, os resultados globais foram declarados inconclusivos.[29] Nenhuma missão de pouso em Marte encontrou traços significativos de biomoléculas ou bioassinaturas. A alegação de vida microbiana existente em Marte é baseada em dados antigos coletados pelos aterrissadores da Viking, atualmente reinterpretados como evidência suficiente de vida, principalmente por Gilbert Levin,[200][201] Joseph D. Miller,[202] Navarro,[203] Giorgio Bianciardi e Patricia Ann Straat.
Avaliações publicadas em dezembro de 2010 por Rafael Navarro-Gonzáles[204][205][206][207] indicam que compostos orgânicos "poderiam estar presentes" no solo analisado por ambas as sondas Viking 1 e 2. O estudo determinou que o perclorato — descoberto em 2008 pela sonda Phoenix[208][209] — pode destruir compostos orgânicos quando aquecido, e produzir clorometano e diclorometano como subprodutos, os compostos idênticos de cloro descobertos por ambas as sondas Viking quando realizaram os mesmos testes em Marte. Como o perclorato teria decomposto quaisquer compostos orgânicos marcianos, a questão sobre se a Viking encontrou ou não compostos orgânicos continua em aberto.[210][211]
As evidências da Liberação Marcada não foram geralmente aceitas inicialmente e, até hoje, carecem do consenso da comunidade científica.[212]
Meteoritos
Até 2018, existiam 224 meteoritos marcianos conhecidos (alguns dos quais foram encontrados em vários fragmentos).[213] Estes são valiosos porque são as únicas amostras físicas de Marte disponíveis para os laboratórios baseados na Terra. Alguns pesquisadores argumentaram que características morfológicas microscópicas encontradas no ALH84001 são biomorfos, no entanto, esta interpretação tem sido altamente controversa e não é apoiada pela maioria dos pesquisadores na área.[214]
Sete critérios foram estabelecidos para o reconhecimento de vida passada dentro de amostras geológicas terrestres. Esses critérios são:[214]
- O contexto geológico da amostra é compatível com vida no passado?
- A idade da amostra e a sua localização estratigráfica são compatíveis com possível vida?
- A amostra contém evidências de morfologia celular e colônias?
- Existe alguma evidência de biominerais mostrando desequilíbrios químicos ou minerais?
- Existe alguma evidência de padrões de isótopos estáveis exclusivos da biologia?
- Estão presentes quaisquer biomarcadores orgânicos?
- As características são naturais da própria amostra?
Para a aceitação geral da vida passada numa amostra geológica, essencialmente a maior parte ou a totalidade destes critérios devem ser cumpridos. Todos os sete critérios ainda não foram cumpridos para nenhuma das amostras marcianas.[214]
ALH84001

Em 1996, o meteorito marciano ALH84001, um espécime muito mais antigo do que a maioria dos meteoritos marcianos que foram recuperados até agora, recebeu considerável atenção quando um grupo de cientistas da NASA liderado por David S. McKay relatou características microscópicas e anomalias geoquímicas que, consideraram eles, seriam melhor explicadas pela rocha ter hospedado bactérias marcianas num passado distante. Algumas destas características lembravam bactérias terrestres, além de serem muito menores do que qualquer forma de vida conhecida. Muita controvérsia surgiu sobre esta alegação e, em última análise, descobriu-se que todas as evidências que a equipe de McKay citou como prova de vida poderiam ser explicadas por processos não biológicos. Embora a comunidade científica tenha rejeitado em grande parte a alegação de que o ALH84001 contenha evidências de vida marciana antiga, a controvérsia associada a ele é agora vista como um momento historicamente significativo no desenvolvimento da exobiologia.[215][216]

Nakhla
O Meteorito Nakhla caiu na Terra em 28 de junho de 1911, na localidade de Nakhla, Alexandria, no Egito.[217][218]
Em 1998, uma equipe do Johnson Space Center da NASA obteve uma pequena amostra para análise. Os pesquisadores encontraram fases e objetos de alteração aquosa pré-terrestre[219] com tamanho e forma consistentes com nanobactérias terrestres fossilizadas. A análise com cromatografia gasosa e espectrometria de massa (GC-MS) estudou em 2000 os seus hidrocarbonetos aromáticos policíclicos de alto peso molecular, e os cientistas da NASA concluíram que até 75% dos compostos orgânicos em Nakhla "podem não ser de contaminação terrestre recente".[214][220]
Isto causou interesse adicional neste meteorito, de modo que, em 2006, a NASA conseguiu obter uma amostra adicional e maior do Museu de História Natural de Londres. Nesta segunda amostra, observou-se um grande conteúdo de carbono dendrítico. Quando os resultados e as provas foram publicados em 2006, alguns investigadores independentes afirmaram que os depósitos de carbono têm origem biológica. Foi sublinhado que, uma vez que o carbono é o quarto elemento mais abundante no Universo, encontrá-lo em padrões curiosos não é indicativo nem sugestivo de origem biológica.[221][222]
Shergotty
O Meteorito de Shergotty, um meteorito marciano pesando 4 kg, caiu na Terra em Shergotty, Índia, em 25 de agosto de 1865, e foi recuperado por testemunhas quase imediatamente.[223] Ele é composto principalmente de piroxênio e acredita-se que tenha sofrido alteração aquosa pré-terrestre por vários séculos. Certas características em seu interior sugerem restos de um biofilme e de suas comunidades microbianas associadas.[214]
Yamato 000593

O Yamato 000593 é o segundo maior meteorito de Marte encontrado na Terra. Estudos sugerem que o meteorito marciano se formou há cerca de 1,3 bilhão de anos a partir de um fluxo de lava em Marte. Um impacto ocorreu em Marte há cerca de 12 milhões de anos e ejetou o meteorito da superfície marciana para o espaço sideral. O meteorito caiu na Terra na Antártida há cerca de 50 000 anos. A massa do meteorito é de 13,7 kg e verificou-se que contém evidências de passado movimento de água.[224][225][226] A um nível microscópico, são encontradas esferas no meteorito que são ricas em carbono em comparação com as áreas circundantes que não possuem tais esferas. As esferas ricas em carbono podem ter sido formadas por atividade biótica, de acordo com cientistas da NASA.[224][225][226]
Estruturas semelhantes a icnofósseis
As interações organismo–substrato e os seus produtos são bioassinaturas importantes na Terra, pois representam evidência direta de comportamento biológico.[227] Foi a recuperação de produtos fossilizados das interações vida-substrato (icnofósseis) que revelou atividades biológicas na história inicial da vida na Terra, ex.: tocas proterozoicas, microperfurações arqueanas e estromatólitos.[228][229][230][231][232][233] Duas estruturas principais semelhantes a icnofósseis foram relatadas em Marte: as estruturas em forma de bastão do cume de Vera Rubin e os microtúneis de meteoritos marcianos.
Observações no cume de Vera Rubin pelo rover do Laboratório Científico de Marte, o Curiosity, mostram estruturas milimétricas e alongadas preservadas em rochas sedimentares depositadas em ambientes flúvio-lacustres dentro da Cratera Gale. Os dados morfométricos e topológicos são exclusivos para as estruturas em forma de bastão entre as características geológicas marcianas e mostram que os icnofósseis estão entre os análogos morfológicos mais próximos dessas características únicas.[234] No entanto, os dados disponíveis não podem refutar totalmente duas hipóteses abióticas principais: que as fissuras sedimentares e o crescimento de cristais evaporíticos sejam os processos genéticos das estruturas.
Microtúneis foram descritos em meteoritos marcianos. Consistem em microtúneis de retos a curvos que podem conter áreas com maior abundância de carbono. A morfologia dos microtúneis curvos é consistente com vestígios biogênicos na Terra, incluindo traços de microbioerosão observados em vidros basálticos.[235][236][233] Mais estudos são necessários para confirmar a biogenicidade.
Cheyava Falls

Em 10 de setembro de 2025, a NASA informou que o rover Perseverance havia identificado uma "potencial bioassinatura" numa amostra do núcleo de uma rocha da Cratera Jezero ("Sapphire Canyon") da formação Bright Angel, chamada de rocha Cheyava Falls; características consistentes com possível atividade microbiana antiga.[20][237][238][239] O levantamento do Perseverance revelou lamitos portadores de carbono orgânico com assinaturas minerais de reações redox de baixa temperatura; as amostras devolvidas podem ser capazes de esclarecer as origens destes minerais, compostos orgânicos e texturas.[21]
Se confirmada, essa bioassinatura significaria que houve vida microbiana em Marte há cerca de 3,5 bilhões de anos. Segundo o geólogo Michael Tice:[240]
Se os resultados de Cheyava Falls levarem em última instância à prova de vida antiga em Marte ... isso significa que dois planetas diferentes abrigaram micróbios obtendo energia pelos mesmos meios quase ao mesmo tempo no passado distante. Isto pode sugerir que a vida primitiva aprende como sobreviver desta forma, independentemente de onde se originou.
Os mesmos materiais orgânicos podem ser produzidos por processos não biológicos que requerem "condições quentes" como atividade vulcânica; o local da rocha sugere que esteve debaixo de água e não há atividade vulcânica passada detectada naquela região.[240]
A missão Mars Sample Return da NASA e ESA foi desenhada para recolher as amostras guardadas pelo Perseverance e entregá-las à Terra. A missão foi considerada "financeiramente insustentável" e foi proposta a sua suspensão pela administração Trump.[241]
Alcanos na lama de Cumberland
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Em fevereiro de 2026, investigadores publicaram uma reconstrução estatística de dados orgânicos do lamito de Cumberland (Cratera Gale), propondo que os vestígios de alcanos de cadeia longa detectados pelo Curiosity são os potenciais restos degradados de uma antiga biosfera, ou, alternativamente, orgânicos hidrotermais transportados.[242] O estudo notou que a rocha tinha sido exposta a radiação ionizante durante 80 milhões de anos, um processo conhecido por destruir matéria orgânica complexa através da radiólise.
Através da modelagem deste declínio, os autores estimaram que a concentração original de matéria orgânica estava provavelmente entre 120 e 7 700 ppm, ordens de grandeza superior à medição atual de 30–50 ppb. O artigo argumenta que embora fontes abióticas como poeira interestelar ou meteoritos pudessem ser responsáveis por quantidades residuais, eles não conseguem explicar concentrações iniciais tão altas. Consequentemente, os autores propuseram que a abundância de alcanos é consistente com lipídios criados biologicamente que são encontrados em antigos sedimentos de lagos terrestres.[242]
Gêiseres
O congelamento e descongelamento sazonal da calota polar sul resulta na formação de canais radiais em forma de aranha, esculpidos na espessa camada de gelo de 1 metro de espessura pela luz solar. Em seguida, o CO2 sublimado — e provavelmente água — aumenta a pressão no seu interior, produzindo erupções de fluidos frios semelhantes a gêiseres, frequentemente misturados com areia ou lama basáltica escura.[243][244][245][246] Este processo é rápido, observado acontecendo no espaço de alguns dias, semanas ou meses, uma taxa de crescimento bastante incomum em geologia — especialmente para Marte.[247]
Uma equipe de cientistas húngaros propõe que as características mais visíveis dos gêiseres, manchas escuras nas dunas e canais em forma de aranha, podem ser colônias de microrganismos marcianos fotossintéticos, que passam o inverno sob a calota de gelo e, conforme a luz solar retorna ao polo durante o início da primavera, a luz penetra no gelo, os microrganismos realizam fotossíntese e aquecem os seus arredores imediatos. Uma bolsa de água líquida, que normalmente evaporaria instantaneamente na fina atmosfera marciana, fica presa ao redor deles pelo gelo sobreposto. À medida que essa camada de gelo afina, os microrganismos aparecem acinzentados. Quando a camada derrete completamente, os microrganismos dessecam rapidamente e ficam pretos, cercados por uma auréola cinza.[248][249][250] Os cientistas húngaros acreditam que mesmo um complexo processo de sublimação é insuficiente para explicar a formação e evolução das manchas escuras nas dunas no espaço e no tempo.[251][252] Desde a sua descoberta, o escritor de ficção Arthur C. Clarke promoveu estas formações como merecedoras de estudo sob uma perspectiva astrobiológica.[253]
Uma equipe multinacional europeia sugere que, se houver água líquida presente nos canais das aranhas durante seu ciclo anual de degelo, eles podem fornecer um nicho onde certas formas de vida microscópicas poderiam ter se retirado e se adaptado enquanto abrigadas da radiação solar.[254] Uma equipe britânica também considera a possibilidade de que matéria orgânica, micróbios ou até mesmo plantas simples possam coexistir com estas formações inorgânicas, especialmente se o mecanismo incluir água líquida e uma fonte de energia geotérmica.[247] Eles também observam que a maioria das estruturas geológicas pode ser explicada sem invocar qualquer hipótese orgânica de "vida em Marte".[247] Foi proposto desenvolver o aterrissador Mars Geyser Hopper para estudar os gêiseres de perto.[255]
Contaminação direta
A proteção planetária de Marte visa prevenir a contaminação biológica do planeta.[256] Um dos principais objetivos é preservar o registro planetário dos processos naturais, prevenindo as introduções microbianas causadas pelo homem, também chamadas de contaminação direta (ou contaminação progressiva). Existem evidências abundantes sobre o que pode acontecer quando organismos de regiões da Terra que estiveram isolados uns dos outros por períodos de tempo significativos são introduzidos no ambiente uns dos outros. Espécies que são restritas num ambiente podem prosperar — muitas vezes fora de controle — em outro ambiente, em grande detrimento das espécies originais que estavam presentes. De certa forma, este problema poderia ser agravado se formas de vida de um planeta fossem introduzidas na ecologia totalmente alienígena de outro mundo.[257]
A principal preocupação da contaminação de Marte por equipamentos (hardware) deriva da esterilização incompleta das espaçonaves de algumas bactérias terrestres resistentes (extremófilos) apesar dos melhores esforços.[33][258] Esses equipamentos incluem aterrissadores (landers), sondas acidentadas, descarte de hardware no fim da missão e o pouso forçado de sistemas de entrada, descida e pouso. Isto tem estimulado a investigação sobre as taxas de sobrevivência de microrganismos resistentes à radiação, incluindo a espécie Deinococcus radiodurans e os gêneros Brevundimonas, Rhodococcus e Pseudomonas sob condições marcianas simuladas.[259] Os resultados de um destes experimentos de irradiação, combinados com modelagem anterior de radiação, indicam que a Brevundimonas sp. MV.7 instalada a apenas 30 cm de profundidade na poeira marciana poderia sobreviver à radiação cósmica durante até 100 000 anos antes de sofrer uma redução populacional de 106.[259] Os ciclos diurnos semelhantes aos de Marte de temperatura e umidade relativa afetaram a viabilidade das células de Deinococcus radiodurans de forma bastante severa.[260] Noutras simulações, a Deinococcus radiodurans também não conseguiu crescer sob baixa pressão atmosférica, sob 0 °C ou na ausência de oxigênio.[261]
Sobrevivência sob condições marcianas simuladas
Desde a década de 1950, pesquisadores têm usado recipientes que simulam as condições ambientais de Marte para determinar a viabilidade de uma variedade de formas de vida no planeta. Tais dispositivos, chamados de "jarras de Marte" ou "câmaras de simulação de Marte", foram descritos e usados pela primeira vez em pesquisas da Força Aérea dos EUA na década de 1950 por Hubertus Strughold, e popularizados em pesquisas civis por Joshua Lederberg e Carl Sagan.[262]
Em 26 de abril de 2012, cientistas relataram que um líquen extremófilo sobreviveu e mostrou resultados notáveis na capacidade de adaptação da atividade fotossintética dentro do tempo de simulação de 34 dias sob condições marcianas no Laboratório de Simulação de Marte (MSL) mantido pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR).[263][264][265][266][267][268] A capacidade de sobreviver num ambiente não é a mesma que a capacidade de prosperar, reproduzir-se e evoluir nesse mesmo ambiente, necessitando de estudos adicionais.[34][33]
Embora numerosos estudos apontem para a resistência a algumas das condições de Marte, eles fazem-no separadamente, e nenhum considerou a gama completa de condições da superfície marciana, incluindo temperatura, pressão, composição atmosférica, radiação, umidade, regolito oxidante (incluindo percloratos)[269] e outros, todos ao mesmo tempo e em combinação.[270] Simulações de laboratório mostram que, sempre que vários fatores letais são combinados, as taxas de sobrevivência despencam rapidamente.[34]
Salinidade da água e temperatura
Astrobiólogos financiados pela NASA estão pesquisando os limites da vida microbiana em soluções com altas concentrações de sal em baixas temperaturas.[271] Qualquer corpo de água líquida sob as calotas polares ou subterrâneo provavelmente existe sob alta pressão hidrostática e possui uma concentração significativa de sal. Eles sabem que o local de pouso do aterrissador Phoenix revelou ser um regolito cimentado com gelo de água e sais, e as amostras de solo provavelmente continham sulfato de magnésio, perclorato de magnésio, perclorato de sódio, perclorato de potássio, cloreto de sódio e carbonato de cálcio.[271][272][273] Bactérias da Terra capazes de crescimento e reprodução na presença de soluções altamente salgadas, chamadas halófilos ou "amantes do sal", foram testadas para sobrevivência usando sais comumente encontrados em Marte e em temperaturas decrescentes.[271] As espécies testadas incluem Halomonas, Marinococcus, Nesterenkonia e Virgibacillus.[271] Atualmente nenhum micróbio conhecido consegue sobreviver em plenas condições marcianas, no entanto, bactérias halófilas foram cultivadas num laboratório em soluções de água contendo mais de 25% de sais comuns em Marte, e começando em 2019, os experimentos incorporarão a exposição a baixas temperaturas, sais e alta pressão.[271]
Regiões análogas a Marte na Terra
Em 21 de fevereiro de 2023, cientistas relataram as descobertas de um "microbioma escuro" de microrganismos desconhecidos no Deserto do Atacama no Chile, uma região da Terra semelhante a Marte.[274][275]
Missões
Mars-2
A Mars-1 foi a primeira espaçonave lançada a Marte em 1962,[276] mas a comunicação foi perdida durante a rota para o planeta. Com a Mars-2 e a Mars-3 em 1971–1972, foram obtidas informações sobre a natureza das rochas da superfície e perfis de altitude da densidade superficial do solo, sua condutividade térmica e anomalias térmicas detectadas na superfície de Marte. O programa descobriu que sua calota polar norte tem uma temperatura abaixo de -110 °C e que o teor de vapor de água na atmosfera de Marte é cinco mil vezes menor que o da Terra. Não foram encontrados sinais de vida.[277]
Não foram encontrados sinais de vida a partir da órbita pelo programa espacial de Marte. O veículo de descida Mars-2 caiu ao aterrissar, e o veículo de descida Mars-3 foi acionado 1,5 minutos após o pouso na cratera Ptolemaeus, mas funcionou por apenas 14,5 segundos.[278]
Mariner 4
A sonda Mariner 4 realizou o primeiro sobrevoo com sucesso do planeta Marte, retornando as primeiras fotos da superfície marciana em 1965. As fotografias mostravam um Marte árido, sem rios, oceanos ou quaisquer sinais de vida. Além disso, revelou que a superfície (pelo menos as partes que fotografou) estava coberta de crateras, indicando uma falta de placas tectônicas e de intemperismo de qualquer tipo durante os últimos 4 bilhões de anos. A sonda também descobriu que Marte não tem um campo magnético global que protegesse o planeta dos raios cósmicos potencialmente fatais. A sonda conseguiu calcular que a pressão atmosférica no planeta rondava os 0,6 kPa (em comparação com os 101,3 kPa da Terra), o que significava que a água líquida não poderia existir na superfície do planeta.[29] Depois da Mariner 4, a busca por vida em Marte mudou para a procura de organismos vivos semelhantes a bactérias em vez de organismos multicelulares, pois o ambiente era claramente demasiado hostil para estes.[29][279][280]
Orbitadores Viking
A água líquida é necessária para a vida e o metabolismo conhecidos, por isso, se a água estivesse presente em Marte, as chances de ter suportado vida poderiam ter sido determinantes. Os orbitadores Viking encontraram evidências de possíveis vales de rios em muitas áreas, erosão e, no hemisfério sul, riachos ramificados.[281][282][283]
Experimentos biológicos da Viking
A missão principal das sondas Viking de meados da década de 1970 era realizar experiências concebidas para detectar microrganismos no solo marciano porque as condições favoráveis para a evolução de organismos multicelulares cessaram há cerca de quatro bilhões de anos em Marte.[284] Os testes foram formulados para procurar vida microbiana semelhante à encontrada na Terra. Dos quatro experimentos, apenas o experimento de Liberação Marcada (LR) retornou um resultado positivo,
mostrando aumento da produção de 14CO2 na primeira exposição do solo à água e nutrientes. Todos os cientistas concordam em dois pontos das missões Viking: que o 14CO2 radiomarcado evoluiu no experimento de Liberação Marcada e que o GCMS não detectou moléculas orgânicas. Existem interpretações muito diferentes sobre o que esses resultados implicam: Um livro de astrobiologia de 2011 observa que o GCMS foi o fator decisivo pelo qual "Para a maioria dos cientistas da Viking, a conclusão final foi que as missões Viking não conseguiram detectar vida no solo marciano."[285]
Norman Horowitz foi o chefe da seção de biociências do Jet Propulsion Laboratory para as missões Mariner e Viking de 1965 a 1976. Horowitz considerou que a grande versatilidade do átomo de carbono faz dele o elemento com maior probabilidade de fornecer soluções, mesmo que soluções exóticas, para os problemas de sobrevivência da vida em outros planetas.[286] No entanto, ele também considerou que as condições encontradas em Marte eram incompatíveis com a vida baseada em carbono.
Um dos idealizadores do experimento de Liberação Marcada, Gilbert Levin, acredita que os seus resultados são um diagnóstico definitivo para vida em Marte.[29] A interpretação de Levin é contestada por muitos cientistas.[287] Um livro de astrobiologia de 2006 observou que "Com amostras terrestres não esterilizadas, no entanto, a adição de mais nutrientes após a incubação inicial produziria ainda mais gás radioativo conforme as bactérias dormentes entrassem em ação para consumir a nova dose de alimento. Isso não se verificou no solo marciano; em Marte, a segunda e a terceira injeções de nutrientes não produziram qualquer liberação adicional de gás marcado."[288] Outros cientistas argumentam que os superóxidos no solo poderiam ter produzido esse efeito sem a presença de vida.[289] Um consenso quase geral descartou os dados da Liberação Marcada como evidência de vida, porque o cromatógrafo a gás e o espectrômetro de massa, projetados para identificar matéria orgânica natural, não detectaram moléculas orgânicas.[200] Mais recentemente, altos níveis de substâncias químicas orgânicas, em especial o clorobenzeno, foram detectados no pó perfurado de uma das rochas, chamada "Cumberland", analisada pelo rover Curiosity.[290][291] Os resultados da missão Viking referentes à vida são considerados inconclusivos pela comunidade geral de especialistas.[29][289][292]
Em 2007, durante um Seminário do Laboratório Geofísico da Carnegie Institution (Washington, D.C., EUA), a investigação de Gilbert Levin foi avaliada mais uma vez.[200] Levin ainda sustenta que os seus dados originais estavam corretos, uma vez que as experiências de controle positivas e negativas estavam em ordem.[293] Além disso, a equipe de Levin reportou, em 12 de abril de 2012, uma especulação estatística baseada em dados antigos — reinterpretados matematicamente através de análise de agrupamento — dos experimentos de Liberação Marcada, que poderiam sugerir a evidência de "vida microbiana existente em Marte".[293][294] Críticos retorquem que o método ainda não provou ser eficaz na diferenciação entre processos biológicos e não biológicos na Terra, pelo que é prematuro tirar quaisquer conclusões.[295]
Uma equipe de pesquisa da Universidade Nacional Autônoma do México chefiada por Rafael Navarro-González concluiu que o equipamento GCMS (TV-GC-MS) utilizado pelo Programa Viking para procurar moléculas orgânicas poderia não ser sensível o suficiente para detectar níveis baixos de material orgânico.[207] Klaus Biemann, o investigador principal da experiência GCMS na Viking escreveu uma refutação.[296] Devido à simplicidade do manuseamento das amostras, a TV-GC-MS ainda é considerada o método padrão para a detecção de compostos orgânicos em futuras missões a Marte, por isso Navarro-González sugere que a concepção de futuros instrumentos de detecção orgânica para Marte deveria incluir outros métodos de detecção.[207]
Após a descoberta de percloratos em Marte pela sonda Phoenix, praticamente a mesma equipe de Navarro-González publicou um artigo argumentando que os resultados da Viking com o GCMS foram comprometidos pela presença de percloratos.[297] Um livro de astrobiologia de 2011 observa que "embora o perclorato seja um oxidante demasiado fraco para reproduzir os resultados de LR (sob as condições dessa experiência o perclorato não oxida orgânicos), ele de fato oxida, e assim destrói, compostos orgânicos nas temperaturas mais elevadas utilizadas na experiência GCMS da Viking".[298] Biemann também escreveu um comentário crítico a esse artigo de Navarro-González,[299] ao qual os últimos responderam;[300] a troca de opiniões foi publicada em dezembro de 2011.
Sonda Phoenix, 2008

A missão Phoenix pousou uma espaçonave robótica na região polar de Marte em 25 de maio de 2008 e operou até 10 de novembro de 2008. Um dos dois objetivos principais da missão era procurar uma "zona habitável" no regolito marciano onde a vida microbiana pudesse existir, sendo o outro objetivo principal estudar a história geológica da água em Marte. O aterrissador possuía um braço robótico de 2,5 metros que era capaz de cavar trincheiras rasas no regolito. Havia uma experiência de eletroquímica que analisou os íons do regolito e a quantidade e o tipo de antioxidantes em Marte. Os dados do Programa Viking indicam que os oxidantes em Marte podem variar de acordo com a latitude, notando que a Viking 2 viu menos oxidantes do que a Viking 1 na sua posição mais a norte. A Phoenix aterrou ainda mais a norte.[301] Os dados preliminares da Phoenix revelaram que o solo de Marte contém perclorato e, portanto, pode não ser tão favorável à vida como se pensava antes.[302][303][209] Os níveis de pH e salinidade foram vistos como benignos do ponto de vista da biologia. Os analisadores indicaram também a presença de água ligada e de CO2.[304] Uma análise recente do meteorito marciano EETA79001 encontrou 0,6 ppm ClO4−, 1,4 ppm ClO3− e 16 ppm NO3−, muito possivelmente de origem marciana. O ClO3− sugere a presença de outros oxicloros altamente oxidantes como ClO2− ou ClO, produzidos tanto por oxidação UV do Cl quanto por radiólise de raios X do ClO4−. Sendo assim, apenas os compostos orgânicos altamente refratários e/ou bem protegidos (subsuperfície) têm probabilidade de sobreviver.[305] Além disso, uma análise recente do WCL da Phoenix mostrou que o Ca(ClO4)2 no solo onde a Phoenix se encontrava não interagiu com a água líquida de qualquer forma, talvez por cerca de 600 milhões de anos. Se o fizesse, o Ca(ClO4)2, altamente solúvel em contato com água líquida, teria formado apenas CaSO4. Isto sugere um ambiente severamente árido, com pouca ou nenhuma interação com a água líquida.[306]
Mars Science Laboratory (Rover Curiosity)

A missão Mars Science Laboratory é um projeto da NASA que lançou em 26 de novembro de 2011 o rover Curiosity, um veículo robótico movido a energia nuclear que transporta instrumentos projetados para avaliar as condições de habitabilidade planetária passadas e presentes em Marte.[307][308] O rover Curiosity aterrou em Marte na planície Aeolis Palus na Cratera Gale, perto do Aeolis Mons (também conhecido como Monte Sharp),[309][310][311][312] em 6 de agosto de 2012.[313][314][315]
Em 16 de dezembro de 2014, a NASA reportou que o rover Curiosity detectou um "pico dez vezes maior", provavelmente localizado, na quantidade de metano na atmosfera marciana. Medições de amostras tiradas "cerca de uma dúzia de vezes ao longo de 20 meses" mostraram aumentos no final de 2013 e no início de 2014, apresentando em média "7 partes de metano por bilhão na atmosfera". Antes e depois disso, os valores registaram em média um décimo desse nível.[290][291] Além disso, baixos níveis de clorobenzeno ( C6H5Cl) foram detectados no pó perfurado de uma das rochas, chamada de "Cumberland", analisada pelo rover Curiosity.[290][291]
Medições de metano na atmosfera marciana
feitas pelo rover Curiosity (agosto de 2012 a setembro de 2014)
Metano (CH4) em Marte – potenciais fontes e sumidouros
Comparação de compostos orgânicos nas rochas marcianas – os níveis de clorobenzeno foram muito maiores na amostra da rocha "Cumberland".
Detecção de compostos orgânicos na amostra de rocha "Cumberland"
Análise de amostras em Marte (SAM) na rocha "Cumberland"[316]
Mars 2020 (Rover Perseverance)
A missão da NASA Mars 2020 inclui o rover Perseverance. Lançada em 30 de julho de 2020, o seu objetivo é investigar um ambiente antigo astrobiologicamente relevante em Marte. Isso abrange a exploração dos processos geológicos e histórico da sua superfície, além de uma avaliação da sua habitabilidade passada e do potencial de preservação de bioassinaturas dentro de materiais geológicos acessíveis.[317] O Perseverance está em Marte há 5 anos e 52 dias.
A rocha Cheyava Falls, descoberta em Marte em junho de 2024, foi designada pela NASA como uma "potencial bioassinatura" e foi recolhida uma amostra do seu núcleo pelo rover Perseverance para uma possível devolução à Terra e exames posteriores. Embora altamente intrigante, nenhuma determinação final e definitiva sobre a origem biológica ou abiótica desta rocha pode ser feita com os dados atualmente disponíveis.
Futuras missões de astrobiologia
- ExoMars é um programa de múltiplas espaçonaves liderado pela Europa e atualmente em desenvolvimento pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela agência espacial russa Roscosmos para lançamentos em 2016 e 2020.[318] A sua principal missão científica será procurar possíveis bioassinaturas em Marte, passadas ou presentes. Um rover com uma perfuradora de núcleo de 2 m será usado para extrair amostras de várias profundidades abaixo da superfície, onde possa ser encontrada água líquida e onde microrganismos ou bioassinaturas orgânicas poderão ter sobrevivido à radiação cósmica.[50] O programa foi suspenso em 2022 e dificilmente será lançado antes de 2028.[319]
- Missão de retorno de amostras de Marte (Mars Sample Return) – A melhor experiência de detecção de vida proposta é a análise na Terra de uma amostra de solo de Marte. Contudo, a dificuldade de providenciar e manter suporte de vida durante os meses de trânsito de Marte para a Terra continua por resolver. Garantir os requisitos ambientais e nutricionais que são ainda desconhecidos é uma tarefa intimidante, por isso concluiu-se que "investigar compostos orgânicos à base de carbono seria uma das abordagens mais frutíferas para buscar potenciais sinais de vida em amostras devolvidas em oposição a abordagens baseadas em culturas de laboratório."[320]
Habitabilidade de Marte para humanos
Marte, com a sua presença de água, tem indiscutivelmente as condições de superfície mais hospitaleiras, embora ainda muito inóspitas, de todos os planetas do Sistema Solar, além da Terra. As condições de superfície na lua saturniana Titã e as condições em altitudes acima do solo na atmosfera de Vênus, e possivelmente em alguns gigantes gasosos, podem fornecer condições melhores, tais como pressão atmosférica, temperatura, radiação e gravidade mais semelhantes às condições de superfície da Terra.[321]
A habitação humana em Marte exigiria a utilização de recursos in situ (ISRU); um relatório da NASA afirma que "as tecnologias de fronteira aplicáveis incluem robótica, inteligência de máquina, nanotecnologia, biologia sintética, manufatura aditiva/impressão 3D e autonomia. Estas tecnologias, combinadas com os vastos recursos naturais, devem permitir a ISRU antes e depois da chegada humana, de forma a aumentar consideravelmente a confiabilidade e segurança, além de reduzir os custos da colonização humana de Marte."[322][323][324]
Ver também
- Colonização de Marte
- Habitabilidade planetária
- Terraformação
- Terraformação de Marte
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As bactérias ou esporos mantidos dormentes em condições de congelamento não conseguem metabolizar e ficam inativados pela acumulação de danos causados pela radiação. Descobrimos que, a 2 m de profundidade, o alcance da perfuradora da ExoMars, uma população de células radiorresistentes precisaria de ter reanimado nos últimos 450 000 anos para ainda ser viável. A recuperação de células viáveis criopreservadas no interior da suposta camada de gelo de Cerberus requer uma profundidade de perfuração de pelo menos 7,5 m.
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