Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol

Guiné Equatorial
Alcunhas? Nzalang Nacional, La roja de África
AssociaçãoFederação Guinéu-Equatoriana de Futebol
ConfederaçãoCAF
Material desportivo? Itália Macron
TreinadorGuiné Equatorial Juan Micha
CapitãoEmilio Nsue
Mais participaçõesFederico Bikoro (63)
Melhor marcador? Emilio Nsue (22)
Cores do Time
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
  • CódigoEQG
    Ranking88[1]
    Melhor colocação49 (fevereiro de 2015)[1]
    Pior colocação195 (dezembro de 1998)[1]
Elo
  • Ranking133
    Melhor colocação107 (janeiro de 2015)
    Pior colocação187 (março de 2003)
Jogos
  • ParticipaçõesNenhuma
  • Participações5 (1ª em 2012)
    Melhor resultado4º lugar (2015)

A Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol representa a Guiné Equatorial nas competições de futebol da FIFA. É também filiada à CAF e à UNIFFAC.

Trajetória

A Seleção da Guiné Equatorial realizou sua primeira partida oficial em maio de 1975, contra a China, com vitória dos asiáticos por 6 a 2.

Sua maior vitória foi um 4 a 0 obtido em vitórias sobre República Centro-Africana (2014), Sudão do Sul (2016) e Costa do Marfim (2024), esta última válida pela Copa das Nações Africanas. A maior derrota da Nzalang Nacional foi um 6 a 0 aplicado pela Seleção do Congo.

O auge da seleção viria a partir de 2012, quando participou pela primeira vez de uma Copa Africana de Nações, sediando a competição juntamente com o Gabão[2]. Treinada pelo brasileiro Gilson Paulo e com 21 jogadores estrangeiros (o goleiro-reserva Felipe Ovono e o lateral-direito Colin eram os únicos nativos do elenco), a Guiné Equatorial fez boa campanha, parando apenas nas quartas-de-final. Em 2013, a Guiné Equatorial levou uma punição pelo uso irregular do atacante Emilio Nsue na partida contra Cabo Verde pelas eliminatórias africanas da Copa de 2014.

Voltaria a disputar o torneio em 2015, agora como sede única em substituição ao Marrocos, que desistiu em decorrência do surto de Ébola que atingia países da África Ocidental. Com 5 jogadores nascidos em território guinéu-equatoriano (o goleiro Ovono, o zagueiro e Diosdado Mbele, o lateral-direito Miguel Ángel Mayé e os atacantes Rubén Darío e Kike Boula), a Nzalang fez sua melhor campanha na CAN ao chegar até a semifinal, embora tivesse sido beneficiada por erros de arbitragem, tendo inclusive um pênalti irregular a seu favor contra a Tunísia, que criticou as decisões do árbitro mauriciano Rajindraparsad Seechurn.[3].

Após chegar a ficar em 49º no ranking da FIFA, a seleção enfrentou críticas de outras equipes no caso das naturalizações de jogadores e entrou em declínio, caindo para a 144ª posição - ainda assim, longe do 195º obtido em dezembro de 1998.

Estádio

Nuevo Estadio de Malabo, onde a Guiné Equatorial manda os seus jogos.

A seleção da Guiné Equatorial realiza os seus jogos como mandante no Nuevo Estadio de Malabo, principal praça esportiva do país, cuja capacidade é de 15.250 lugares.

Polêmica das naturalizações

Nos últimos anos, a Guiné Equatorial virou notícia por conta da naturalização de jogadores de outras nacionalidades, que não possuem relação com o país. Em 2009, o jornalista sul-africano Mark Gleeson escreveu que a prática atrapalhava a credibilidade do futebol africano.[4]

Em 2005, um pedido de Ruslan Obiang Nsue, filho do presidente Teodoro Obiang, ao treinador brasileiro Antônio Dumas fez com que ele convocasse jogadores brasileiros para representar o país, apesar das críticas de outros à FIFA e à CAF, que faziam "vista grossa" da situação.

Além de brasileiros, a Guiné Equatorial recrutou jogadores colombianos, burquineses, camaroneses, ganeses, marfinenses, liberianos, malineses, nigerianos, senegaleses e cabo-verdianos, uma vez que poucos atletas de origem puramente guinéu-equatoriana atuam na Nzalang Nacional.

Esta controvérsia naturalmente não afeta aqueles que vem da Espanha porque, como antiga metrópole da Guiné Equatorial, foi o principal destino para os guinéu-equatorianos que fugiram de sua terra natal desde que se tornou uma ditadura, tendo lá os seus filhos. Sendo assim uma situação semelhante dos "franceses" que atuam para suas respetivas seleções africanas francófonas ou os "portugueses" que atuam para suas respetivas seleções africanas lusófonas.

Desempenho em Copas

Desempenho em CAN's

  • 1957 a 1968: Era parte da Espanha.
  • 1970 a 1986: Não era membro da CAF.
  • 1988: Desistiu.
  • 1990: Não se classificou.
  • 1992 a 1994: Não se inscreveu.
  • 1996: Desistiu.
  • 1998 a 2000: Não se inscreveu.
  • 2002 a 2010: Não se classificou.
  • 2012: Quartas-de-final.
  • 2013: Não se classificou.
  • 2015: Quarto lugar.
  • 2017 a 2019: Não se classificou.
  • 2021: Oitavas-de-final.
  • 2023: Oitavas-de final.
  • 2025: Primeira fase.

Recordes

  • Atualizado até 13 de janeiro de 2026
Jogadores em negrito ainda em atividade pela Seleção Guinéu-Equatoriana.

Treinadores

  • Espanha Manuel Sanchís Martínez (1980)
  • Guiné Equatorial Okué Moto (1985)
  • Marrocos Abdelghani Ben Nacéri (1988)
  • Espanha Julio Raúl González (1989–1990)
  • Guiné Equatorial Pedro-Mabale Fuga Afang (199?–1998)
  • Espanha Jesús Martín Dorta (1999)
  • Guiné Equatorial Jean-Jacques Dortas (1999)
  • Guiné Equatorial Raúl Eduardo Rodríguez (2000)
  • Guiné Equatorial Juan Carlos Bueriberi Echuaca (2000–200?)
  • Guiné Equatorial Francisco Nsi Nchama (2002)
  • Espanha Jesús Martín Dorta (2003)
  • Espanha Óscar Engonga (2003)
  • Argélia Adel Amrouche (2004)
  • Brasil Antônio Dumas (2004–2006)
  • Espanha Quique Setién (2006)
  • Brasil Jordan de Freitas (2007–2008)
  • Espanha Vicente Engonga (2008–2009)
  • Paraguai Carlos Diarte (2009–2010)
  • Guiné Equatorial Casto Nopo (2010, interino)
  • França Henri Michel (2010)
  • Guiné Equatorial Casto Nopo (2011, interino)
  • Brasil Gilson Paulo (2012)
  • Espanha Andoni Goikoetxea (2013–2014)
  • Argentina Esteban Becker (2015–2017)
  • Guiné Equatorial Casto Nopo (2017, interino)
  • França Franck Dumas (2017-2018)
  • Guiné Equatorial Rodolfo Bodipo (2017–2018)[nota 1]
  • Guiné Equatorial Casto Nopo (2018, interino)
  • Espanha Ángel López (2018–2019)
  • Guiné Equatorial Casto Nopo (2019, interino)
  • Guiné Equatorial Antonio Pancho (2019)
  • Guiné Equatorial Felipe Esono (2019)
  • Espanha Dani Guindos (2019)
  • França Sébastien Migné (2019–2020)
  • Guiné Equatorial Rodolfo Bodipo (2020)
  • Guiné Equatorial Juan Micha e
    Guiné Equatorial Casto Nopo (2020)
  • Guiné Equatorial Juan Micha (2021–)[nota 2]
  • Guiné Equatorial Guillermo Ganet (2025, interino)

Ver também

Notas

  1. Rodolfo Bodipo e Antonio Pancho treinaram a Guiné Equatorial somente em jogos disputados no país.
  2. Juan Micha foi suspenso pela FEGUIFUT em outubro de 2025, mas retomou suas funções em novembro do mesmo ano.

Referências

  1. 1 2 3 «Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola» (em inglês). FIFA.com. 25 de agosto de 2022. Consultado em 27 de setembro de 2022
  2. «Angola to host 2010 Nations Cup». bbc.co.uk. BBC Sport. 4 de setembro de 2006. Consultado em 27 de setembro de 2006. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2019
  3. «Erro crasso do árbitro classifica Guiné Equatorial na CAN e garante mais propaganda a ditador». Trivela. 31 de janeiro de 2015. Consultado em 31 de janeiro de 2015
  4. Soccer, World (9 de março de 2009). «African football's integrity is undermined, by Mark Gleeson». World Soccer (em inglês). Consultado em 4 de fevereiro de 2025