Pitangueiras (São Paulo)

Pitangueiras
Igreja Matriz de São Sebastião em Pitangueias
Igreja Matriz de São Sebastião em Pitangueias
Igreja Matriz de São Sebastião em Pitangueias
Hino
Gentílicopitangueirense[1]
Localização de Pitangueiras em São Paulo
Localização de Pitangueiras em São Paulo
Localização de Pitangueiras em São Paulo
Pitangueiras está localizado em: Brasil
Pitangueiras
Localização de Pitangueiras no Brasil
Mapa de Pitangueiras
Coordenadas: 🌍
PaísBrasil
Unidade federativaSão Paulo
Região metropolitanaRibeirão Preto
Municípios limítrofesSertãozinho, Pontal, Bebedouro, Viradouro e Jaboticabal
Distância até a capital369 km
Emancipação27 de julho de 1858 (167 anos)
Distritos
Lista
  • Ibitiúva e Pitangueiras (sede) [2]
Governo
  Prefeito(a)Dimas Tadeu Bolzan (PSD, 2025–2028)
Área
  Total [1]430,638 km²
  Urbana (IBGE/2019) [1]7,4 km²
População
  Total (Estimativa IBGE/2025) [1]34 361 hab.
Densidade79,8 hab./km²
Climatropical de altitude
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010) [3]0,723 alto
PIB (IBGE/2021) [4]R$ 1 389 560,82 mil
  Per capita (IBGE/2021)R$ 34 369,55
Sítiowww.pitangueiras.sp.gov.br (Prefeitura)
cmpitangueiras.sp.gov.br (Câmara)

Pitangueiras é um município brasileiro no estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de Ribeirão Preto. O município é formado pela sede e pelo distrito de Ibitiúva.[5][6]

História

Entardecer no município com a ponte ferroviária de Pitangueiras, construída em 1907, ao fundo.
Cristo Redentor na entrada de Pitangueiras visto da Rodovia Armando Salles Oliveira (SP-322)

A povoação da região surgiu de um pouso de passagem no local onde as rotas comerciais provenientes dos centros de criação de gado do norte do atual estado de São Paulo (Bebedouro, Jaboticabal e Barretos) os caminhos para São Carlos do Pinhal (atual São Carlos) e São Paulo. Uma parte destas rotas comerciais era feita através de vias fluviais pela bacia do rio Moji-Guaçu, nas margens do qual havia um porto e o pouso de passagem. Como a malária tornou-se endêmica na região, o pouso passou a ser feito mais longe do rio onde proliferavam os mosquitos, até estabelecer-se em uma clareira no caminho de Jaboticabal onde existiam muitas pitangueiras[7].

A região do pouso pertencia então ao município de Jaboticabal. A data em que se formou um arraial com moradores permanentes no local do antigo pouso é desconhecida, porém sabe-se que, em 1858, Manoel Félix e sua mulher, Ana Batista de Morais, doaram para o padroeiro São Sebastião cerca de 80 alqueires de terra visando, certamente, a consolidação de um povoado já existentes. Nestas terras doadas foi construída uma capela[7].

Conforme levantamento feito pela própria paróquia, por volta de 1880, viviam cerca de oitocentas “almas” e havia 4 empórios nas imediações da capela. A maioria dos habitantes locais eram oriunda de Minas Gerais de onde migraram devido à decadência econõmica que ocorria com o fim da exploração de ouro. Estes primeiros povoadores dedicavam-se à pecuária e ao cultivo de milho, feijão e mandioca[7].

A freguesia de Pitangueiras foi criada no município de Jaboticabal por lei provincial de 7 de julho de 1881[7].

Em 1892, Joaquim Moço e sua esposa doaram mais 5 alqueires para a paróquia de São Sebastião de Pitangueiras. Neste mesmo ano, com a nova organização política devida à proclamação da República, a freguesia passou a ser considerada um distrito de Paz. Uma lei estadual de 6 de julho de 1893 desmembrou o município de Jaboticabal, elevando o distrito de Pitangueiras à vila com prerrogativas de município. A vila passou a ser cidade por lei municipal de 7 de dezembro de 1906 constituindo-se por dois distritos: Pitangueiras (sede) e Viradouro[7].

Estado de São Paulo (1900).

Em 1906, a prefeitura de Pitangueiras expediu uma concessão para que fosse construída uma pequena ferrovia para ligar a sede do município à estação de Pitangueiras da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (depois FEPASA) que existia à margem direita do rio Moji-Guaçu, mas ainda dentro da área do município[8]. Em 1907 foi inaugurada a Companhia de Estrada de Ferro Pitangueiras que permitiu a comunicação ferroviária da sede do município com a vasta região que vai desde Goiás até São Paulo e Santos. A antiga estação Pitangueiras da Companhia Paulista de Estradas de Ferro passou a ser denominada Passagem, pois a estação na sede municipal assumiu o nome do município[8]. A comunicação por ferrovia causou um forte crescimento econômico em todo o município. Na mesma época, foi instalada a primeira indústria de grande porte na região: a S/A Frigorífico Anglo[7]. A Companhia de Estrada de Ferro Pitangueiras foi posteriormente encampada posteriormente pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro[8]

O distrito de Viradouro foi desmembrado de Pitangueiras em 1916 tornando-se um município. A partir de 1933, o município passou a ser composto por 3 distritos: Pitangueiras (sede), Ibitiúva e Taquaral. Em 1993, o município foi desmembrado do distrito de Taquaral que passou a constituir um novo município[7].

Atualmente, o município compõe de dois distritos: Pitangueiras (sede) e Ibitiúva[7].

Geografia

Situa-se a uma latitude 21º00'34" sul e a uma longitude 48º13'18" oeste, estando a uma altitude de 512 metros. Possui uma área de 430,88 km².

Hidrografia

O município faz parte da bacia hidrográfica do rio Mogi Guaçu, onde é a maior fonte de ranchos na cidade.

Rodovias

  • SP-322
  • BR-265

Ferrovias

  • Linha Tronco da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro [9]
  • Ramal de Pontal da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro [10]

Demografia

População

Crescimento populacional
AnoPopulação
19005 892
191014 368143,9%
192013 350−7,1%
192515 64317,2%
193413 809−11,7%
193714 7636,9%
194013 399−9,2%
194615 53716,0%
195013 179−15,2%
195812 246−7,1%
196014 71220,1%
197015 8137,5%
198018 60217,6%
199129 49058,5%
200031 1565,6%
201035 30713,3%
202233 674−4,6%
Est. 202434 416[11]2,2%
Fontes: [12][13][14][15]
Censos IBGE e Estimativas Fundação SEADE

Dados demográficos

Dados do Censo - 2000

ÁreaPopulação residente[16]
Urbana29.306
Rural1.850
Homens15.959
Mulheres15.197
População total31.156
Cor/RaçaPercentagem[16]
Branca35,4%
Preta20,0%
Parda44,2%
Amarela0,4%

Densidade demográfica (hab./km²): 72,52[16]

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,79

Expectativa de vida (anos): 69,73

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,02

Taxa de alfabetização: 70,95%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,764

  • IDH-M Renda: 0,690
  • IDH-M Longevidade: 0,746
  • IDH-M Educação: 0,855[17]

Infraestrutura

Comunicações

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1975 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1979 com o código de área (0166).[18] Anteriormente a cidade era atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).[19]

Em 1980 o código DDD da cidade foi alterado para (016), para padronização com o sistema telefônico das regiões de Ribeirão Preto e Franca.[20]

Telefonia celular

A cidade possui cobertura das operadoras TIM, Claro, VIVO e Oi

Religião

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[21]

Igreja Católica

  • A igreja faz parte da Diocese de Jaboticabal.[22]

Igrejas Evangélicas

Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[23][24]

Ver também

  • Lista de municípios de São Paulo por data de criação
  • Lista de municípios de São Paulo por população (2022)
  • Lista de municípios de São Paulo por domicílios
  • Lista de municípios de São Paulo por área (2023)
  • Lista de municípios de São Paulo por CEP
  • Lista de municípios de São Paulo por DDD

Referências

  1. 1 2 3 4 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Pitangueiras». Consultado em 3 de outubro de 2024. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2024
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Pitangueiras - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 3 de outubro de 2024. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2024
  3. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 10 de junho de 2015. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2021). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2021». Consultado em 3 de outubro de 2024. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2024
  5. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico
  6. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  7. 1 2 3 4 5 6 7 8 Banco de Dados do IBGE. «Pitangueiras - São Paulo» (PDF). Consultado em 8 de setembro de 2009
  8. 1 2 3 Estações Ferroviárias do Brasil. «Estação Pitangueiras - Município de Pitangueiras, SP». Consultado em 8 de setembro de 2009
  9. «Pitangueiras -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 8 de novembro de 2020
  10. «Passagem -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 8 de novembro de 2020
  11. «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2024) | IBGE». www.ibge.gov.br
  12. «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br
  13. «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br
  14. «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br
  15. «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br
  16. 1 2 3 Censo 2000
  17. IPEADATA
  18. «Área de operação da Telesp em São Paulo». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  19. «Mapa da área de concessão da CTB em São Paulo». O Estado de S. Paulo. 7 de janeiro de 1973. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  20. «Telesp - Código DDD e Prefixos». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  21. O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
  22. «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 30 de março de 2025
  23. Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 13 de maio de 2025
  24. «Tabela 2094: População residente por cor ou raça e religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 13 de maio de 2025
  25. «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 30 de março de 2025
  26. «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 30 de março de 2025
  27. «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 30 de março de 2025

Ligações externas