Maria Barroso

Maria Barroso
Maria Barroso em 2013
Portugal Primeira-dama de Portugal
Período9 de março de 1986
até 9 de março de 1996
PresidenteMário Soares
Antecessor(a)Manuela Ramalho Eanes
Sucessor(a)Maria José Ritta
Dados pessoais
Nome completoMaria de Jesus Simões Barroso Soares
Nascimento2 de maio de 1925
Fuseta, Olhão
Morte7 de julho de 2015 (90 anos)
São Domingos de Benfica, Lisboa
ProgenitoresMãe: Maria da Encarnação Simões
Pai: Alfredo José Barroso
Alma materConservatório Nacional, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
MaridoMário Soares
Religiãocatólica
ProfissãoAtriz, Professora

Maria de Jesus Simões Barroso Soares GCL • GCIP • GCSI (Fuseta, Olhão, 2 de maio de 1925São Domingos de Benfica, Lisboa, 7 de julho de 2015) foi uma atriz, professora e ativista política e social portuguesa, tendo sido uma das fundadoras do Partido Socialista (PS), na Alemanha, em 1973.[1] Como esposa do 17.º presidente de Portugal, Mário Soares, foi primeira-dama do seu país entre 1986 e 1996.

Família

Filha de Alfredo José Barroso (Alvor, Portimão, 15 de abril de 1887 — Campo Grande, Lisboa, 14 de janeiro de 1970), oficial do Exército, e de sua mulher Maria da Encarnação Simões (Sé Nova, Coimbra, 3 de janeiro de 1890 — Campo Grande, Lisboa, 26 de abril de 1970), casados em Alvor em 1912. Neta paterna de José Barroso de Sousa e de sua mulher Maria de Jesus Barroso, também naturais de Montes de Alvor, e neta materna de Manuel Maria dos Santos e de sua mulher Maria da Rainha Santa, naturais de Coimbra.[2][3]

Era tia paterna do jornalista e político Alfredo Barroso e tia materna do cineasta Mário Barroso, do médico cirurgião Eduardo Barroso e da bailarina Graça Barroso.[carece de fontes?]

Biografia

De uma família numerosa — foi a quinta de sete irmãos — Maria de Jesus Barroso acompanhou na infância as mudanças da família, da Fuseta para Setúbal e, em seguida, de Setúbal para Lisboa. O pai, opositor à ditadura, esteve preso na Penitenciária de Lisboa e foi deportado para os Açores, onde foi encarcerado no Forte de Angra do Heroísmo.[4] Depois da instrução primária, que fez em Setúbal e em Lisboa, frequentou os liceus D. Filipa de Lencastre e Pedro Nunes.

Na adolescência interessa-se pelo teatro e pela arte de dizer poesia, o que a levará a frequentar o Curso de Arte Dramática da Escola de Teatro do Conservatório Nacional. Terminou esse curso em 1943, com a classificação mais elevada do seu ano. Foi encenadora e professora de Arte de Dizer no Colégio Moderno, em substituição de Manuel Lereno.[5] Em 1944, estreia-se no teatro profissional na peça Sua Excelência, o Ladrão, da Companhia Brunilde Júdice-Alves da Costa, levada à cena no Teatro Gymnasio. Por intermédio do ator Assis Pacheco entra na prestigiada companhia de teatro Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II, em substituição de Maria Lalande, onde se estreia também em 1944, na peça Auto da pastora perdida e da velha gaiteira, de Santiago Prezado.[6] No Teatro Nacional, integrou o elenco de Aparências, de Jacinto Benavente, encenada por Palmira Bastos, e teve uma interpretação destacada em Benilde ou a Virgem Mãe, de José Régio, em 1947.[7] Em 1948, após representar em Coimbra A Casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, é impedida de continuar naquela companhia por interferência da PIDE. Participou nas campanhas presidenciais de José Norton de Matos (1949) e Humberto Delgado (1958).[6][4]

Ao mesmo tempo que fazia carreira como atriz, Maria Barroso prosseguiu os estudos na Faculdade de Letras, onde viria a completar uma licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1951, com a tese Valentim Fernandes e a sua obra.[6] Foi na faculdade que conheceu Mário Soares, com o qual viria a casar a 22 de fevereiro de 1949, por procuração (mas com registo na 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa). Soares estava então preso por motivos políticos e foi representado no casamento por Rogério de Araújo. Foram padrinhos de casamento Joaquim Barradas de Carvalho e Ruth Arons, em casa de quem Mário Soares se refugiou pouco antes de ser preso pela PIDE em 15 de fevereiro de 1949, e também o escritor Manuel Mendes, que se encontrava igualmente preso, e a sua esposa Berta Júlia das Neves Mendes.[8] Com Mário Soares teve dois filhos, João, que seguiu a carreira política; e Isabel, psicóloga e professora do Colégio Moderno, onde sucedeu a sua mãe como diretora.

Depois de ser impedida de trabalhar no teatro, Maria Barroso seria também proibida pelo governo de ser professora. Candidata ao estágio para o ingresso na docência, não foi admitida na escola pública, optando então por realizar o estágio no Colégio Moderno, dirigido pelo seu sogro, João Soares. Em 1959, porém, ser-lhe-ia rejeitada pelo Ministério da Educação Nacional o pedido de licença para o exercício da docência no ensino particular. Acaba por assumir a gerência do colégio familiar e só depois da Revolução de 25 de Abril de 1974 assumiria, legalmente, a função de diretora do Colégio Moderno.[9][6]

Voltará à representação, em Antígona (1965), de Sófocles, no Teatro Villaret,[10] e no cinema, com o surgimento da vaga do Cinema Novo Português, participando no filme de Paulo Rocha, Mudar de Vida,[7] em que interpretou Júlia, uma mulher do mar.[6] Em 1966, no Clube de Viseu, esteve prestes a interpretar o monólogo A Voz Humana, de Jean Cocteau, tendo a peça sido proibida pelo regime, pelo que Maria Barroso deixou de fazer teatro.[6] Já na década de 1970 e década de 1980 participou em filmes de Manoel de Oliveira (1985 - Le Soulier de Satin,[7] 1979 - Amor de Perdição, 1975 - Benilde ou a Virgem Mãe).[6]

Mário Soares e Maria Barroso em 1974

Em 1968, acompanha o marido quando este é deportado para São Tomé, onde é de novo impedida de dar aulas, também a nível particular. Depois, já na década de 1970, quando o governo de Marcello Caetano permite a Soares o exílio em Paris, Maria Barroso volta a Portugal, continuando a assegurar a gestão do colégio familiar.[4]

Em 1969, foi candidata a deputada pela Comissão Democrática Eleitoral (CDE) no círculo de Santarém. Em 1973 participou no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, sendo a única mulher a intervir na sessão de abertura.[6]

Mário Soares e Maria Barroso no funeral do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, em 1989

Em 1973, foi a única mulher presente no congresso fundador do Partido Socialista, em Bad Münstereifel, na Alemanha. Nessa ocasião, foi uma das sete pessoas a votar contra a transformação da Acção Socialista Portuguesa em partido, contra a posição de Mário Soares.[6][11]

Depois do 25 de abril de 1974, Mário Soares e Maria Barroso regressaram a Portugal no "comboio da liberdade". Maria Barroso foi eleita deputada à Assembleia da República, sucessivamente, pelos círculos de Santarém, Porto e Faro, nas legislaturas iniciadas em 1976, 1979, 1980 e 1983. Em 1976, foi eleita deputada à Assembleia Municipal de Sintra. Em 1977, foi eleita vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia da República.[6][12][13]

Em 1986 Mário Soares é eleito Presidente da República e Maria Barroso assume o papel de primeira-dama de Portugal (1986–1996). Nessa qualidade a sua intervenção dirigiu-se à defesa do sentido da família e no combate à exclusão social e a todas as formas de violência, participando em diversas iniciativas quer em Portugal quer noutros países de língua oficial portuguesa. Em 1990 criou o movimento Emergência Moçambique, outorgando, no ano seguinte, a escritura da Associação para o Estudo e Prevenção da Violência. Em 1995 presidiu à abertura do ciclo de realizações do Ano Internacional de Luta contra o racismo, a xenofobia, o antissemitismo e a exclusão social.[14]

Depois de deixar o Palácio de Belém, em 1997, assumiu a presidência da Cruz Vermelha Portuguesa, cargo que exerceu até 2003. Foi ainda sócia-fundadora e presidente do Conselho de Administração da Fundação Pro Dignitate,[15] desde 1994 até ao seu falecimento, e ainda da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

Foi distinguida com o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lesley[16] (3 de maio de 1994), pela Universidade de Aveiro (16 de dezembro de 1996),[17] pela Universidade de Lisboa (3 de novembro de 1999) e pela Universidade Lusófona (18 de maio de 2012). Foi professora honorária da Sociedade de Estudos Internacionais de Madrid. Recebeu também a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade a 7 de março de 1997.[18][6]

Maria Barroso faleceu aos 90 anos de idade, no dia 7 de julho de 2015, às 5h20m, no Hospital da Cruz Vermelha, freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa, onde estava internada, em estado grave, desde 25 de junho de 2015, devido a uma queda que a deixou em estado de coma irreversível. Foi-lhe diagnosticado um derrame intracraniano e entrou em coma no mesmo dia.[19] O funeral realizou-se dia 8 na Igreja dos Santos Reis Magos, no Campo Grande. Foi sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, em jazigo de família.

Maria Barroso abraçou a fé católica e era politicamente republicana.[20]

Condecorações[21][18]

  • Hungria Grã-Cruz da Ordem da Bandeira da Hungria (25 de novembro de 1982)
  • Grécia Grande-Oficial da Ordem da Fénix da Grécia (17 de maio de 1983)
  • Suécia Grã-Cruz da Ordem Real da Estrela Polar da Suécia (28 de janeiro de 1987)
  • Venezuela 1.ª Classe da Ordem de Francisco de Miranda da Venezuela (18 de novembro de 1987)
  • Espanha Cruz de Dama da Real e Distinguida Ordem Espanhola de Carlos III de Espanha (30 de março de 1988)
  • Brasil Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil (25 de julho de 1989)
  • Zaire Grande-Colar da Ordem Nacional do Zaire (4 de dezembro de 1989)
  • França Grã-Cruz da Ordem Naciuonal do Mérito de França (7 de maio de 1990)
  • Colômbia Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito da Colômbia (8 de janeiro de 1991)
  • Alemanha Grã-Cruz de 1.ª Classe da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha (9 de janeiro de 1991)
  • Luxemburgo Grã-Cruz da Ordem do Mérito Civil e Militar de Adolfo de Nassau do Luxemburgo (9 de janeiro de 1991)
  • Finlândia Grã-Cruz da Ordem da Rosa Branca da Finlândia (8 de março de 1991)
  • Dinamarca Grã-Cruz da Ordem do Dannebrog da Dinamarca (3 de agosto de 1992)
  • Bulgária Medalha de Ouro da Ordem da Rosa da Bulgária (26 de outubro de 1994)
  • Marrocos Grã-Cruz da Ordem de Ouissam Alaoui de Marrocos (20 de fevereiro de 1995)
  • Portugal Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (7 de março de 1997)
  • Reino de Portugal Grã-Cruz Honorária da Ordem Real de Santa Isabel de Portugal (3 de julho de 2002)[12][22]
  • Portugal Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública de Portugal (3 de junho de 2025, a título póstumo)

Publicações da autoria de Maria Barroso[23]

  • Prefácio a "O mundo começa aqui", de Inês Fonseca (Chiado, 2016)
  • Livro "A violência na comunicação social" (Novembro, 2015)
  • Apresentação em "Era uma vez...", de Ana Paula Figueira (Calendário de Letras, 2015)
  • Apresentação em "Será que amanhã ainda me amas?", de Ana Paula Figueira (Coisas de Ler, 2024)
  • Livro "Cartas a Mário Soares: (1961-1974)", livro organizado por Maria Barroso e Vladimiro Nunes (Sol, 2012)
  • Prefácio a "A voz dos avós: migração, memória e património cultural", de Natália Ramos, Manuela Marujo e Aida Baptista (Fundação Pro Dignitate, 2012)
  • Prefácio a "Uma viagem pela história do cristianismo", de Florbela Nunes (s.n., 2012)
  • Prefácio a "Proteja o seu filho do bullying", de Allan L. Beane (Porto, 2011)
  • Prefácio a "Segredos do império da ilusitânia: a censura na Metrópole e em Angola", de José Filipe Pinto (Almedina, 2011)
  • Texto em "As Mulheres que Marcaram a Minha Vida", de Carlos Castro (Livros d'Hoje, 2010)
  • Prefácio a "Muros que separam: detenção de requerentes de asilo e migrantes irregulares na UE", de Nuno da Silva Gonçalves et al. (Paulinas, 2010)
  • Prefácio a "Por que fui adoptado?", de Rosa Varela (Chiado, 2010)
  • Livro "A viagem a Moçambique" (Fundação Pro Dignitate, 2009)
  • Prefácio a "Etreins la vie", de Eduardo da Silva (Ramadas Press, 2009)
  • Prefácio a "Os direitos humanos, a criança e a violência", do Seminário Internacional Os Direitos Humanos, a Criança e a Violência (Fundação Pro Dignitate, 2009)
  • Texto de Maria Barroso em "Moita Macedo: o sentido da esperança" (Cruz Vermelha Portuguesa, 2009)
  • Posfácio a "Sebastião da Gama: milagre de vida em busca do Eterno, de Alexandre Francisco Ferreira dos Santos" (Roma, 2008)
  • Prefácio a "25 olhares de Abril: crónicas", de Carlos Garrido et al. (Campo das Letras, 2008)
  • Prefácio a "Esmeralda ou Ana Filipa", de Margarida Neves de Sousa e Rita Marrafa de Carvalho (Oficina do Livro, 2008)
  • Prefácio a "Seminário nacional que direitos humanos numa nova Europa social?"(Fundação Pro Dignitate, 2008)
  • Prefácio a "Abraça a vida", de Eduardo da Silva (Ramadas Press, 2006)
  • Prefácio a "Abraza la vida", de Eduardo da Silva (Ramadas Press, 2006)
  • Prefácio a "Bullying: prevenção da violência na escola e na sociedade", de Seminário Europeu Prevenção (Gráfica de Coimbra, 2006)
  • Introdução de "Nas fronteiras da tolerância: actas do colóquio" (Gama, 2005)
  • Livro "Olhares" (Fundação Pro Dignitate, 2005)
  • Livro "Os poemas da minha vida" (Público, 2005)
  • Prefácio a "A Mulher - Antologia Poética", de Natália Correia (Artemáfica, 2005)
  • Introdução de "O que é um homem sexual?", de Ilda Taborda (Colégio Primeiros Passos, 2004)
  • Prefácio a "Hospitalidade: expressões e afectos", da Ordem Hospitaleira de São João de Deus (Hospitalidade, 2004)
  • Texto "Corria o ano de 1945" em "Fernando Piteira Santos: português, cidadão do século XX" (Campo das Letras, 2003)
  • Prefácio a "Ferida de amor", de Catarina Fortunato de Almeida (Bertrand, 2003)
  • Prefácio a "Calem-se as armas = To silence the arms", da autoria de Fundação Pro Dignitate (Fundação Pro Dignitate, 2001)
  • Prefácio a "Sons de urbanidade", de João Maria Nabais (Colibri, 2001)
  • Texto entitulado "Arquimedes da Silva Santos: reencontro com um amigo" no livro "Educação pela arte: estudos em homenagem ao Dr. Arquimedes da Silva Santos" (Livros Horizonte, 2000)
  • Prefácio a "De sela em cela", de Mariana Assis (Ática, 2000)
  • Livro "A firmeza das convicções: dez anos em Belém (1986-1996)" (Inquérito, 1998)
  • Prefácio a "Mar de Pessoa, português de Lisboa", de Gabriela Carvalho (Instituto Nacional de Formação Turística, 1998)
  • Texto de Maria Barroso em "O imaginário de Maria Judite de Carvalho: 1921-98" (Câmara Municipal de Aveiro, 1998)
  • Prefácio a "Colóquio Internacional Educação para a Não Violência", da Fundação Pro Dignitate e UNESCO (Fundação Pro Dignitate, 1996)
  • Prefácio a "Escrevivendo", do Grupo Os Tios da Pequenada (s.n., 1995)
  • Prefácio a "Mário Soares: uma fotobiografia", de Maria Fernanda Rollo e J.M. Brandão de Brito (Bertrand, 1995)
  • Apresentação em "O mundo de Anne Frank = Anne Frank in the world: 1929-1945", de Dienke Hondins (Fundação Anne Frank, 1994)
  • Texto de Maria Barroso, em "Manuela Pinheiro: dimensão do tempo" (Bial, 1994)
  • Prefácio a "Um tempo para a infância", de Robert G. Myers (Centro Unesco, 1992)
  • Livro "Valentim Fernandes e a sua obra" (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1957)

Biografias sobre Maria Barroso[24]

  • "Maria Barroso: um olhar sobre a vida", de Leonor Xavier (Difusão Cultural, 1995)
  • "Maria Barroso: um olhar sobre a vida", de Leonor Xavier (Oficina do Livro, 2012)
  • “Maria Barroso: os legados”, livro coordenado por Ana Paula Ferreira, Isabel Henriques de Jesus, Maria do Céu Borrêcho, Maria Manuela Aguiar, Teresa Sousa de Almeida (Editora D'Ideias, 2025)[25]

Prémios

[carece de fontes?]

  • Prémio “Impegno Per La Pace” da Associação Insieme per la Pace – Roma
  • Prémio “Beca” do Colégio Mayor Zurbaran – Madrid
  • Medalha de Ouro de Serviços Distintos da Liga dos Bombeiros Portugueses
  • Medalha da Solidariedade da CNAF
  • Medalha da Cruz Vermelha de Mérito
  • Medalha de Prata do Prémio Alcuin
  • Medalha de Ouro da FERLAP
  • Medalha de Ouro da Cidade de Ovar
  • Medalha de Ouro da Cidade de Olhão
  • Medalha de Ouro da Cidade de Faro
  • Algarvia do ano de 1997 pela Associação de Imprensa Regionalista Algarvia
  • Personalidade do Ano 1998 na área da solidariedade pela Revista Gente e Viagem
  • Mulher mais Elegante do Ano de 1998 – Revista VIP
  • Colar da Academia Internacional da Cultura Portuguesa
  • Prémio uma das Dez Mulheres do Ano 1999 – Brasil
  • Prémio D. Antónia Ferreira (2000)
  • Prémio Prestige
  • Troféu “Manus Cais”
  • Prémio “Vida Solidária” – Radio Central FM de Leiria
  • Prémio Femina de Honra 2011
  • Prémio Ângelo d’Almeida Rodrigues atribuído pela Ordem dos Advogados em 2016, pela denúncia da violação dos direitos humanos[26]
  • Em 2017 foi criado o Prémio Maria Barroso – Jornalismo ao Serviço da Paz e Desenvolvimento.[27]
  • O Município de Lagoa instituiu o Prémio Maria Barroso que pretende distinguir os contributos relevantes de mulheres e de homens para a construção e valorização da igualdade, género e cidadania no mundo contemporâneo e em particular no sul de Portugal.[28]

Associações

[carece de fontes?]

  • Presidente do Movimento Special Olympics em Portugal
  • Presidente do Movimento Very Special Arts em Portugal
  • Fundadora e Presidente do Conselho de Solidariedade Social da Fundação para o Estudo e Prevenção e Tratamento da Toxicodependência
  • Presidente de Honra da UNICEF em Portugal
  • Presidente da Comissão Nacional do Instituto de Emergência Infantil
  • Fundadora e Presidente da Assembleia Geral da Associação para o Estudo e Prevenção da Violência - APEV
  • Membro Eleito do Conselho de Opinião da RTP
  • Membro do Comité de Honra do Fundo Especial para a Saúde em África da Organização Mundial de Saúde
  • Membro da Comissão de Honra da AMI - Assistência Médica Internacional
  • Presidente de Honra da AIEPS - Associação de Informação, Educação e Promoção da Saúde
  • Membro da Fundação Idálio de Oliveira
  • Membro Fundador da “Association pour la Convention Thèatrale Européene - França
  • Presidente de Honra da Orquestra da Nova Filarmónica Portuguesa
  • Presidente da Comissão de Honra da Orquestra Filarmónica de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra
  • Sócia Fundadora da Associação de Miastenia Gravis e Doenças Neuro-Musculares
  • Membro do Conselho Directivo do Banyan Fund
  • Patrona do Projecto Masungulo - projecto cultural e de apoio humanitário aos refugiados de Moçambique e criado pelo Padre Jean-Pierre Le Scour (terminou)
  • Membro do Júri do Prémio Alcuin da EPA (European Parents Association)
  • Presidente de Honra da Associação para a Prevenção de Acidentes com Crianças
  • Professora Honorária do 38.º Curso de Altos Estudos Internacionais - Madrid (Sociedade de Estudos Internacionales - Madrid - Espanha)
  • Presidente de Honra da Revista Cais (dos sem abrigo)
  • Fundadora da Associação Regresso das Caravelas
  • Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Rodrigues Lapa
  • Membro do Conselho Consultivo da Universidade Católica Portuguesa
  • Fundadora e Presidente da Fundação PRO DIGNITATE - Fundação para os Direitos Humanos e Contra a Violência
  • Membro do Board of Directors do “Angola Education Assistance Fund”
  • Membro do Special Olympics-Europa Eurasia Board
  • Presidente da Comissão de Honra da Liga Portuguesa dos Deficientes Motores
  • Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa até julho 2003
  • Membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa
  • Presidente da Fundação Aristides de Sousa Mendes
  • Membro da Fundação D. Ximenes Belo
  • Membro da Fundação Portuguesa de Cardiologia
  • Sócia Benemérita da Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatoide
  • Júri do Prémio DuPont
  • Integrou a Delegação Portuguesa da Organização Internacional de Bioética
  • Membro do Conselho de Curadores da Global Ethics Forum

Referências

  1. «Maria Barroso, a atriz, ativista e companheira de vida de Mário Soares». www.jn.pt. Consultado em 16 de março de 2021
  2. «Livro de registo de batismos da paróquia de Alvor (1887)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. p. 15, assento 44
  3. «Livro de registo de batismos da paróquia da Sé Nova - Coimbra (1890)». pesquisa.auc.uc.pt. Arquivo da Universidade de Coimbra. p. 2 e 2v, assento 4
  4. 1 2 3 «Visão | Maria Barroso, uma protagonista nos bastidores». Visão. 7 de julho de 2015. Consultado em 6 de julho de 2021
  5. DIAS, Patrícia Costa (2011). A Vida com um Sorriso - Histórias, experiências, gargalhadas, reflexões de Isabel Wolmar. Lisboa: Ésquilo. p. 60. ISBN 978-989-8092-97-7. OCLC 758100535
  6. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 «A vida de Maria Barroso, em momentos». Fundação Mário Soares e Maria Barroso. Consultado em 1 de março de 2026
  7. 1 2 3 Gageiro, Sandy (7 de julho de 2015). «Faleceu Maria Barroso, a atriz, ativista e companheira de vida de Mário Soares». RTP Notícias. Consultado em 26 de setembro de 2024
  8. «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1949-02-16 - 1949-04-02)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 209 e 209v, assento 206
  9. Visão
  10. «06558.096.19453». casacomum.org. Consultado em 6 de julho de 2021
  11. «O dia em que Maria Barroso votou contra Mário Soares». Jornal SOL. Consultado em 6 de julho de 2021
  12. 1 2 «Maria de Jesus Simões Barroso Soares» (PDF). Consultado em 10 de Fevereiro de 2015
  13. «Voto de Pesar». Câmara Municipal de Sintra. Consultado em 29 de julho de 2025
  14. Universidade de Aveiro
  15. «:::: Pro Dignitate ::::». www.prodignitate.pt. Consultado em 6 de julho de 2021
  16. (em inglês) Past Honorary Degree Recipients Lesley University. lesley.edu. Recuperado em 7 de julho 2015
  17. «Doutores honoris causa pela UA». Universidade de Aveiro. Consultado em 22 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 28 de julho de 2014
  18. 1 2 «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria de Jesus Simões Barroso Soares". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de julho de 2025
  19. Visao. «Morreu Maria Barroso». 7-7-2015. Consultado em 7 de julho de 2015
  20. «ionline.pt». Consultado em 7 de julho de 2015 Erro de citação: Parâmetro inválido "name"io"" na etiqueta <ref>. Os parâmetros suportados são: dir, follow, group, name.
  21. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Maria de Jesus Barroso Soares". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 4 de fevereiro de 2015
  22. «DAMAS PARA FAZER O BEM». Correio da Manhã. 4 de Julho de 2002. Consultado em 10 de Fevereiro de 2015
  23. «Bibliografia da autoria e sobre Maria Barroso | Fundação Mário Soares e Maria Barroso». fmsoaresbarroso.pt. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
  24. «Bibliografia da autoria e sobre Maria Barroso | Fundação Mário Soares e Maria Barroso». fmsoaresbarroso.pt. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
  25. «Maria Barroso. Os legados». Editora d'Ideias. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
  26. Lusa, Agência. «Maria Barroso e jornalistas homenageados por defesa dos direitos humanos». Observador. Consultado em 16 de março de 2021
  27. Pina, Ana (1 de abril de 2022). «"Prémio Maria Barroso" atribuído à jornalista Maria Elisa Domingues». O Jornal Económico - Notícias, Economia, Política, Empresas, Mercados e Opinião. Consultado em 31 de outubro de 2023
  28. «Prémio Maria Barroso». www.cm-lagoa.pt. Consultado em 30 de outubro de 2023

Fontes

  • O Grande Livro dos Portugueses, Círculo de Leitores, 1.ª Edição, Lisboa, 1991, p. 83