John Henry Newman

John Henry Newman
Santo da Igreja Católica
Presbítero da Congregação do Oratório
Cardeal protodiácono
Info/Prelado da Igreja Católica

Título

Doutor da Igreja Católica
Atividade eclesiástica
Congregação Congregação do Oratório
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 30 de maio de 1847
por Giacomo Filippo Cardeal Fransoni
Cardinalato
Criação 12 de maio de 1879
por Papa Leão XIII
Ordem Cardeal-diácono
Título São Jorge em Velabro
Brasão
Lema Cor ad cor loquitur
(O Coração fala ao coração)
Santificação
Beatificação 19 de setembro de 2010
Birmingham
por Papa Bento XVI
Canonização 13 de outubro de 2019
Basílica de São Pedro
por Papa Francisco
Veneração por Igreja Católica
Igreja de Inglaterra
Igreja Episcopal dos Estados Unidos
Festa litúrgica 9 de outubro (católicos)
11 de agosto (anglicanos)
Atribuições Traje de Cardeal
Padroeiro Ordinariato Pessoal Nossa Senhora de Walsingham
Dados pessoais
Nascimento Londres
21 de fevereiro de 1801
Morte Edgbaston, Birmingham
11 de agosto de 1890 (89 anos)
Nacionalidade inglês
britânico
Progenitores Mãe: Jemina Fourdrinier
Pai: John Newman
dados em catholic-hierarchy.org
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

John Henry Newman, CO (Londres, 21 de fevereiro de 1801 – Edgbaston, 11 de agosto de 1890) foi um sacerdote católico inglês convertido do anglicanismo para o catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. Foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI[1] e posteriormente canonizado pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro de 2019. Em 1 de novembro de 2025, foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Leão XIV.

Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana. Tornou-se mais tarde num dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e considerava o catolicismo corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via média" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica e do cristianismo em geral, terminou por converter-se ao catolicismo.

Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854).

Biografia

Início da vida e educação

Newman nasceu em 21 de fevereiro de 1801 na cidade de Londres,[2][3] sendo o mais velho de seus seis irmãos.[4] Seu pai, John Newman, era um banqueiro na Ramsbottom, Newman and Company, na Lombard Street, enquanto sua mãe, Jemina, descendia de uma notável família de refugiados huguenotes na Inglaterra, fundada pelo gravador, tipógrafo e comerciante de artigos de papelaria Paul Fourdrinier. A família vivia em Southampton Street em Bloomsbury e comprou uma casa de campo em Ham, perto de Richmond, no início do século XIX.[5]

Aos sete anos, Newman foi enviado para estudar na Great Ealing School, dirigida por George Nicholas. Ali, George Huxley, pai de Thomas Henry Huxley, lecionava matemática,[6] e Walter Mayers ensinava estudos clássicos.[7] Newman não participava dos casuais jogos escolares.[8] Ele era um grande leitor dos romances de Walter Scott, na época ainda em publicação,[9] e de Robert Southey. Aos 14 anos, ele leu obras céticas de Thomas Paine, David Hume e talvez Voltaire.[10]

Fase protestante evangélica

Aos 15 anos, durante o seu último ano na escola, Newman converteu-se ao cristianismo evangélico, um incidente sobre o qual escreveu na sua Apologia pro vita sua, de 1864, que era "mais certo do que o fato eu de ter mãos e pés".[11] Quase ao mesmo tempo em março de 1816, o banco Ramsbottom, Newman and Co. faliu, embora houvesse pago seus credores, e o seu pai partiu para gerir uma cervejaria.[12] Mayers, que também se converteu em 1814, emprestou a Newman livros da tradição calvinista inglesa.[7] Foi no outono de 1816 que Newman caiu sob a influência de um credo definido e recebeu em seu intelecto impressões dogmáticas que nunca mais foram apagadas.[8] Ele tornou-se, naquela época, um calvinista evangélico e passou a acreditar que o papa era o anticristo, sob a influência dos escritos de Thomas Newton,[13] bem como de sua leitura de História da Igreja de Cristo, de Joseph Milner. Mayers é descrito como um calvinista moderado da Seita de Clapham,[14] e Newman leu William Law, bem como William Beveridge, em literatura devocional.[15] Ele também leu The Force of Truth, de Thomas Scott.[16]

Embora até ao fim da sua vida Newman tenha considerado a sua conversão ao cristianismo evangélico em 1816 como a salvação da sua alma, ele começou a afastar-se do seu calvinismo inicial. Como afirma Eamon Duffy, "Ele passou a ver o evangelicalismo, com a sua ênfase no sentimento religioso e na doutrina da Reforma da justificação somente pela fé, como um cavalo de Troia para um individualismo religioso não dogmático que ignorava o papel da Igreja na transmissão da verdade revelada e que levaria inexoravelmente ao subjetivismo e ao ceticismo."[17]

Sobre essa conversão em 1816, Newman afirma:

Estudante em Oxford

O nome de Newman foi inscrito na Lincoln's Inn. No entanto, ele foi enviado pouco tempo depois para o Trinity College, em Oxford, onde estudou diversas matérias. Sua ansiedade em se sair bem nas provas finais produziu o resultado oposto; ele fracassou no exame, sob a supervisão de Thomas Vowler Short,[9][19] e assim se formou como bacharel “abaixo da média” (com honras de segunda classe inferior em clássicos e tendo sido reprovado na classificação em matemática).

Desejando permanecer em Oxford, Newman começou então a dar aulas particulares e estudou para obter uma bolsa de estudos no Oriel College, que era na época "o reconhecido centro do intelectualismo de Oxford".[9] Ele foi eleito fellow (membro do conselho) em Oriel em 12 de abril de 1822. Edward Bouverie Pusey foi eleito para esse cargo na mesma faculdade em 1823.[9]

Ministério anglicano

Em 13 de junho de 1824, Newman foi ordenado diácono anglicano na Catedral de Oxford. Dez dias depois, ele pregou seu primeiro sermão na Igreja da Santíssima Trindade em Over Worton (perto de Banbury, em Oxfordshire), onde seu antigo professor, o reverendo Walter Mayers, era coadjutor.[20] No Domingo da Trindade, 29 de maio de 1825, foi ordenado sacerdote na Catedral de Oxford pelo bispo local, Edward Legge.[21] Por sugestão de Pusey, tornou-se coadjutor da Igreja de São Clemente, em Oxford. Aqui, durante dois anos, dedicou-se ao trabalho paroquial e escreveu artigos sobre Apolônio de Tiana, Cícero e milagres para a Encyclopædia Metropolitana.[9]

Richard Whately e Edward Copleston, reitor de Oriel, eram líderes do grupo Oriel Noetics, um grupo de professores universitários de pensamento independente com uma forte crença no debate livre.[22] Em 1825, a pedido de Whately, Newman tornou-se vice-diretor do St Alban Hall, mas ocupou esse cargo por apenas um ano. Ele atribuiu grande parte de seu “aperfeiçoamento mental” e da conquista parcial de sua timidez nessa época a Whately.[9]

Em 1826, Newman voltou como tutor para Oriel e, no mesmo ano, Richard Hurrell Froude, descrito por Newman como “um dos homens mais perspicazes, inteligentes e profundos” que ele já conhecera, foi eleito membro da instituição.[9] Os dois formaram um alto ideal do cargo de tutor como clerical e pastoral, em vez de secular, o que levou a tensões na faculdade. Newman auxiliou Whately em sua popular obra Elements of Logic e, com ele, adquiriu uma ideia definida da igreja cristã como instituição:[9] “uma nomeação divina e, como um corpo substantivo, independente do Estado e dotado de direitos, prerrogativas e poderes próprios”.[23]

Os dois se afastaram em 1827, quando Robert Peel foi reeleito para o Parlamento pela universidade: Newman se opôs a Peel por motivos pessoais. Em 1827, Newman era pregador em Whitehall.[9]

Movimento de Oxford

Em 1828, Newman apoiou e garantiu a eleição de Edward Hawkings como reitor de Oriel em detrimento de John Keble. No mesmo ano, Newman foi nomeado vigário da Igreja Universitária de Santa Maria, à qual estava ligado o benefício de Littlemore (ao sul da cidade de Oxford),[24] e Pussey foi feito Regius Professor de hebraico.[9]

Nessa época, apesar de Newman ainda estar nominalmente associado ao protestantismo evangélico, suas opiniões estavam gradualmente assumindo um tom mais alinhado à High Church. George Herring considera que a morte de sua irmã Maria, em janeiro daquele ano, teve um grande impacto sobre Newman. No meio do ano, ele se dedicou a ler exaustivamente os Padres da Igreja.[25]

Enquanto secretário local da Church Missionary Society, Newman circulou uma carta anônima sugerindo um método pelo qual o clero anglicano poderia praticamente expulsar os não conformistas de todo o controle da sociedade. Isso resultou em sua demissão do cargo em 8 de março de 1830; e três meses depois, Newman se retirou da Sociedade Bíblica, completando seu afastamento do grupo da Low Church. De 1831 a 1832, Newman  tornou-se o "Pregador Selecionado" da universidade.[9] Em 1832, sua diferença com Hawkins a respeito da "natureza substancialmente religiosa" do cargo de tutor universitário se tornou aguda e levou à sua renúncia.[9]

Viagens pelo Mediterrâneo

Em dezembro de 1832, Newman acompanhou o arquidiácono Robert Froude e seu filho Hurrell em uma viagem pelo sul da Europa por motivos de saúde deste último. A bordo do navio a vapor Hermes, eles visitaram Gibraltar, Malta, as Ilhas Jônicas e, posteriormente, a Sicília, Nápoles e Roma, onde Newman conheceu Nicholas Wiseman. Em uma carta para casa, ele descreveu Roma como “o lugar mais maravilhoso da Terra”, mas a Igreja Católica como “politeísta, degradante e idólatra”.[9][26]

Durante essa viagem, Newman escreveu a maioria dos poemas curtos que, um ano depois, foram impressos na Lyra Apostolica. De Roma, em vez de acompanhar os Froudes de volta para casa em abril, Newman retornou sozinho à Sicília.[9] Ele adoeceu gravemente com febre gástrica ou tifóide em Leonforte, mas se recuperou, com a convicção de que Deus ainda tinha trabalho para ele fazer na Inglaterra. Newman viu isso como sua terceira doença providencial. Em junho de 1833, ele partiu de Palermo para Marselha em um barco laranja, que ficou parado no Estreito de Bonifácio. Lá, Newman escreveu os versos “Lead, Kindly Light” (Guia-me, Luz Bondosa), que mais tarde se tornaram populares como hino.[9][26]

Tracts for the Times

Retrato de Newman quando adulto, feito por William Charles Ross

Newman estava novamente em casa, em Oxford, em 9 de julho de 1833 e, em 14 de julho, Keble pregou na Igreja de Santa Maria um sermão sobre “Apostasia Nacional”, que Newman posteriormente considerou como o início do Movimento de Oxford. Nas palavras de Richard William Church, foi “Keble quem inspirou, Froude quem deu o impulso e Newman quem assumiu o trabalho”; mas a primeira organização do movimento foi obra de Hugh James Rose, editor da British Magazine, que foi apelidado de “o criador de Cambridge do Movimento de Oxford”.[9] Rose conheceu figuras do Movimento de Oxford em uma visita a Oxford em busca de colaboradores para a revista, e foi em sua casa paroquial em Hadleigh, que uma reunião do clero da High Church foi realizada nos dias 25 e 26 de julho (Newman não estava presente, mas Hurrell Froude, Arthur Philip Perceval e William Palmer haviam ido visitar Rose)[27] na qual foi decidido lutar pela “sucessão apostólica e a integridade do Livro de Oração Comum”.[9]

Algumas semanas depois, Newman iniciou, aparentemente por iniciativa própria, os Tracts for the Times (Tratados para os Tempos), que deram origem ao nome do movimento “Tractarian”. O seu objetivo era garantir à Igreja da Inglaterra uma base definitiva de doutrina e disciplina. Na época, a postura financeira do Estado em relação à Igreja da Irlanda havia levantado o fantasma da separação entre Igreja e Estado, ou da saída de altos clérigos. O ensinamento dos tratados era complementado pelos sermões de Newman nas tardes de domingo na igreja de Santa Maria, cuja influência, especialmente sobre os membros mais jovens da universidade, tornou-se cada vez mais marcante durante um período de oito anos. Por meio de Francis Rivington, os tratados foram publicados pela editora Rivington, em Londres.[28]

Em 1835, o professor Edward Pusey juntou-se ao Movimento de Oxford e contribuiu com textos sobre o batismo e a eucaristia, e o movimento mais amplo ficou conhecido como os chamados “puseyitas”, um termo que logo passou a ser aplicado de maneira geral aos ritualistas anglicanos.[9]

Em 1836, os Tractarians surgiram como um grupo ativista, em oposição unida à nomeação de Renn Dickson Hampden como Regius Professor do curso superior de teologia pastoral. As palestras de Hampden em Bampton em 1832, na preparação das quais Joseph Blanco White ajudou, foram suspeitas de heresia; e essa suspeita foi acentuada por um panfleto publicado por Newman, Elucidations of Dr Hampden's Theological Statements.[9]

Nessa data, Newman tornou-se editor do British Critic. Ele também ministrou cursos de palestras em uma capela lateral da St Mary's em defesa da via media (“caminho do meio”) do anglicanismo entre o catolicismo romano e o protestantismo popular.[9]

Dúvidas e oposição

A influência de Newman em Oxford era suprema por volta de 1839.[9] No entanto, nessa época, seu estudo do monofisismo o levou a duvidar se a teologia anglicana era consistente com os princípios da autoridade eclesiástica que ele havia passado a aceitar. Ele leu o artigo de Nicholas Wiseman na Dublin Review sobre “A Reivindicação Anglicana”, que citava Agostinho de Hipona contra os donatistas, “securus judicat orbis terrarum” (“o veredito do mundo é conclusivo”).[9] Newman escreveu mais tarde sobre sua reação:

Após um polêmico episódio em que o excêntrico John Brande Morris pregou por ele na igreja de Santa Maria, em setembro de 1839, Newman começou a pensar em se mudar de Oxford.[29] Um dos planos que surgiu foi o de fundar uma comunidade religiosa em Littlemore, nos arredores da cidade de Oxford. Desde que aceitou seu cargo em St Mary's, Newman mandou construir uma capela (dedicada a São Nicolau e Santa Maria, atualmente a igreja paroquial anglicana de Littlemore) e uma escola na área negligenciada da paróquia. A mãe de Newman lançou a pedra fundamental em 1835, com base em um terreno de meio acre e 100 libras doadas pelo Oriel College.[30] Newman planejava nomear Charles Pourtales Golightly, um membro do Oriel, como coadjutor em Littlemore em 1836. No entanto, Golightly se ofendeu com um dos sermões de Newman e se juntou a um grupo de anti-católicos agressivos.[31] Isaac Williams tornou-se coadjutor de Littlemore, sucedido por John Rouse Bloxam de 1837 a 1840, período durante o qual a escola foi inaugurada.[24][32] William John Copeland atuou como coadjutor a partir de 1840.[33]

Newman continuou como um controverso anglicano até 1841, quando publicou o Tratado 90, que se revelou o último da série. Esta análise detalhada dos Trinta e Nove Artigos sugeria que os seus autores não dirigiam as suas negações contra o credo autorizado do catolicismo, mas apenas contra erros e exageros populares. Embora isso não fosse totalmente novo, Archibald Campbell Tait, juntamente com outros três tutores seniores, denunciou-o como “sugerindo e abrindo um caminho pelo qual os homens poderiam violar seus compromissos solenes com a universidade”.[9] Outros diretores de casas e outras autoridades juntaram-se ao alarme. A pedido de Richard Bagot, bispo de Oxford, a publicação dos Tratados chegou ao fim.[9]

Recuo para Littlemore

Newman também renunciou ao cargo de editor do British Critic e, a partir de então, como ele mesmo descreveu mais tarde, estava “no leito de morte no que diz respeito à sua filiação à Igreja Anglicana”. Ele agora considerava a posição dos anglicanos semelhante à dos semi-arianos na controvérsia ariana. O bispado conjunto anglicano-luterano estabelecido em Jerusalém era para ele mais uma prova de que a Igreja da Inglaterra não era apostólica.[9][34]

Em 1842, Newman retirou-se para Littlemore com um pequeno grupo de seguidores e viveu em condições quase monásticas.[9] O primeiro a juntar-se a ele foi John Dobree Dalgairns.[35] Outros foram William Lockhart, por recomendação de Henry Manning,[36] Ambrose St John em 1843,[37] Frederick Oakeley e Albany James Christie em 1845.[38][39] O grupo adaptou edifícios no que hoje é College Lane, em Littlemore, em frente à pousada, incluindo estábulos e um celeiro para diligências. Newman chamou-o de “a casa da Bem-Aventurada Virgem Maria em Littlemore” (hoje Newman College).[40] Esse “mosteiro anglicano” atraiu publicidade e muita curiosidade em Oxford, o que Newman tentou minimizar, mas alguns o apelidaram de Newmanooth (de Maynooth College, uma universidade de Dublin).[41] Alguns discípulos de Newman escreveram sobre santos ingleses, enquanto o próprio Newman trabalhava para concluir um ensaio sobre o desenvolvimento da doutrina.[9]

Em fevereiro de 1843, Newman publicou, como um anúncio no Oxford Conservative Journal, uma retratação anônima, mas formal, de todas as coisas duras que havia dito contra o catolicismo. Lockhart se tornou o primeiro do grupo a se converter formalmente a essa fé. Newman pregou seu último sermão anglicano em Littlemore, o discurso de despedida “A separação dos amigos”, em 25 de setembro, e renunciou às rendas paroquiais de St. Mary's,[9] embora não tenha deixado Littlemore por mais dois anos, até sua recepção formal na Igreja Católica.[9][24]

Conversão ao catolicismo

Passaram-se então dois anos até que Newman fosse recebido na Igreja Católica, em 9 de outubro de 1845, por Domenico Barberi, um passionista italiano, no colégio em Littlemore.[9] As consequências pessoais da conversão de Newman foram enormes: ele sofreu com o rompimento de laços familiares e de amizade, e as atitudes em relação a ele dentro de seu círculo de Oxford ficaram polarizadas.[42] O efeito sobre o movimento tractariano em geral ainda é debatido, uma vez que o papel de liderança de Newman é considerado por alguns estudiosos como superestimado, assim como o domínio de Oxford sobre o movimento como um todo. Os escritos tractarianos tiveram uma ampla e contínua circulação após 1845, muito além do alcance dos contatos pessoais com as principais figuras de Oxford, e o clero tractariano continuou a ser recrutado em grande número para a Igreja da Inglaterra.[43]

Oratoriano

Em fevereiro de 1846, Newman deixou Oxford e dirigiu-se ao St. Mary's College, em Oscott, onde residia Nicholas Wiseman, então vigário apostólico do distrito de Midland; e, em outubro, partiu para Roma, onde foi ordenado sacerdote pelo cardeal Giacomo Filippo Fransoni e recebeu o título de Doutor em Teologia das mãos do Papa Pio IX. No final de 1847, Newman retornou à Inglaterra como oratoriano e residiu primeiro em Maryvale (perto de Old Oscott, hoje local do Instituto Maryvale, uma faculdade de Teologia, Filosofia e Educação Religiosa); depois no St Wilfrid's College, em Cheadle; e, por fim, em St Anne's, na Alcester Street, em Birmingham. Por fim, estabeleceu-se em Edgbaston, onde foram construídas instalações espaçosas para a comunidade e onde (exceto por quatro anos na Irlanda) viveu uma vida reclusa por quase quarenta anos.[9]

Antes que a casa em Edgbaston fosse ocupada, Newman fundou o Oratório de Londres, tendo o padre Frederick William Faber como seu superior.[9]

Pensamento e Apostolado

O seu pensamento é representativo da "filosofia da ação e da filosofia da vida" e o seu "apostolado no campo da inteligência exercido por Newman foi intenso. As suas obras completas atingem a 37 tomos, versando sobre os mais variados assuntos — teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do Oratório conservam as 70 mil cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica. Os seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas".[44]

Sobre o desenvolvimento da doutrina

Uma contribuição muito importante do seu pensamento teológico foi o desenvolvimento da doutrina católica, que foi considerado pelo Papa Bento XVI como um "contributo decisivo [de Newman] para a renovação da teologia".[45] Esta contribuição foi introduzida no livro Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã, escrita por Newman em 1845. Neste livro, Newman usou a ideia do desenvolvimento da doutrina para defender a doutrina católica de ataques e críticas feitas por alguns anglicanos e protestantes, que achavam que alguns elementos da doutrina católica eram corrupções ou inovações contrárias aos ensinamentos de Jesus Cristo.

Ele argumentou também que várias doutrinas católicas rejeitadas pelos protestantes (tais como a hiperdulia ou o purgatório) tinham uma história de desenvolvimento análoga às doutrinas que foram aceites pelos protestantes (tais como a Santíssima Trindade ou a união hipostática de Cristo). Este desenvolvimento foi, em sua opinião, as consequências naturais e benéficas do estudo e reflexão da razão humana sobre a Revelação divina, que é imutável. Ele defendia que este estudo teólogico levaria a Igreja Católica a aperceber progressivamente de certas realidades reveladas que antes não tinha compreendido explícita e totalmente.[46][47]

O Papa Bento XVI salientou que "a concepção de Newman sobre a ideia do desenvolvimento marcou o seu caminho rumo ao catolicismo. Contudo não se trata apenas de um desenvolvimento coerente de ideias. No conceito de desenvolvimento está em jogo a própria vida pessoal de Newman, [...] a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída." O Papa afirmou ainda que, com esta concepção teológica, Newman "ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã".[45]

Sobre a primazia e a infalibilidade papais

O cardeal Newman defendeu que "a infalibilidade da Igreja é como uma medida adotada pela misericórdia do Criador para preservar a [verdadeira] religião no mundo e para refrear aquela liberdade de pensamento que, evidentemente, em si mesma, é um dos nossos maiores dons naturais, mas que urge salvar dos seus próprios excessos suicidas".[48]

O cardeal Newman defendeu ainda que a primazia papal, cuja força provinha da Revelação divina, "completa a consciência natural iluminada de maneira apenas incompleta, e “a sua razão de ser é o facto de ser o campeão da lei moral e da consciência”". Logo, para Newman, a liberdade de consciência, que também implica o cumprimento obrigatório dos deveres divinos ditados pela própria consciência, é compatível com a primazia e infalibilidade papais.[45]

Conversão de Newman

Escritório do Card. Newman no Oratório de Birmingham

No seu discurso por ocasião da troca de votos natalícios com a Cúria Romana, no dia 20 de Dezembro de 2010, o Papa Bento XVI salientou o percurso da conversão de Newman e o desenvolvimento do seu pensamento, que acompanhou a sua conversão:

"Devemos aprender das três conversões de Newman, porque são passos de um caminho espiritual que nos interessa a todos. Aqui desejo pôr em evidência apenas a primeira: a conversão à no Deus vivo. Até àquele momento, Newman pensava como a média dos homens do seu tempo e como a média dos homens também de hoje, que não excluem pura e simplesmente a existência de Deus, mas consideram-na em todo o caso como algo incerto, que não tem qualquer função essencial na própria vida. Como verdadeiramente real apresentava-se-lhe, a ele como aos homens do seu e do nosso tempo, o empírico, aquilo que se pode materialmente agarrar. Esta é a «realidade» segundo a qual nos orientamos. O «real» é aquilo que se pode agarrar, são as coisas que se podem calcular e pegar na mão. Na sua conversão, Newman reconhece precisamente que as coisas estão ao contrário: Deus e a alma, o próprio ser do homem a nível espiritual constituem aquilo que é verdadeiramente real, aquilo que conta. São muito mais reais que os objectos palpáveis. Esta conversão significa uma viragem copernicana. Aquilo que até então lhe apareceu irreal e secundário, revela-se agora como a realidade verdadeiramente decisiva. Onde se dá uma tal conversão, não é simplesmente um teoria que é mudada; muda a forma fundamental da vida. De tal conversão todos nós temos incessante necessidade: então estaremos no recto caminho."[49]
"Em Newman, a forma motriz que impelia pelo caminho da conversão era a consciência. Com isto, porém, que se entende? No pensamento moderno, a palavra «consciência» significa que, em matéria de moral e de religião, a dimensão subjectiva, o indivíduo, constitui a última instância de decisão. O mundo é repartido pelos âmbitos do objectivo e do subjectivo. Ao objectivo pertencem as coisas que se podem calcular e verificar através da experiência. Uma vez que a religião e a moral se subtraem a estes métodos, são consideradas como âmbito do subjectivo. Aqui não haveria, em última análise, critérios objectivos. Por isso a última instância que aqui pode decidir seria apenas o sujeito; e é isto precisamente o que se exprime com a palavra «consciência»: neste âmbito, pode decidir apenas o indivíduo, o individuo com as suas intuições e experiências. A concepção que Newman tem da consciência é diametralmente oposta. Para ele, «consciência» significa a capacidade de verdade do homem: a capacidade de reconhecer, precisamente nos âmbitos decisivos da sua existência – religião e moral –, uma verdade, a verdade. E, com isto, a consciência, a capacidade do homem de reconhecer a verdade, impõe-lhe, ao mesmo tempo, o dever de se encaminhar para a verdade, procurá-la e submeter-se a ela onde quer que a encontre. Consciência é capacidade de verdade e obediência à verdade, que se mostra ao homem que procura de coração aberto. O caminho das conversões de Newman é um caminho da consciência: um caminho não da subjectividade que se afirma, mas, precisamente ao contrário, da obediência à verdade que pouco a pouco se abria para ele."[49]
"A sua terceira conversão, a conversão ao Catolicismo, exigia-lhe o abandono de quase tudo o que lhe era caro e precioso: os seus haveres e a sua profissão, o seu grau académico, os laços familiares e muitos amigos. A renúncia que a obediência à verdade, a sua consciência, lhe pedia, ia mais além ainda. Newman sempre estivera consciente de ter uma missão para a Inglaterra. Mas, na teologia católica do seu tempo, dificilmente podia ser ouvida a sua voz. Era demasiado alheia à forma dominante do pensamento teológico e mesmo da devoção. Em Janeiro de 1863, escreveu no seu diário estas palavras impressionantes: «Como protestante, a minha religião parecia-me miserável, mas não a minha vida. E agora, como católico, a minha vida é miserável, mas não a minha religião». Não chegara ainda a hora da sua eficácia. Na humildade e na escuridão da obediência, ele teve de esperar até que a sua mensagem fosse utilizada e compreendida. Para poder afirmar a identidade entre o conceito que Newman tinha da consciência e a noção subjectiva moderna da consciência, comprazem-se em fazer referência à sua palavra, segundo a qual ele – no caso de ter de fazer um brinde – teria brindado primeiro à consciência e depois ao Papa. Mas, nesta afirmação, «consciência» não significa a obrigatoriedade última da intuição subjectiva; é a expressão da acessibilidade e da força vinculadora da verdade: nisto se funda o seu primado. Ao Papa pode ser dedicado o segundo brinde, porque a sua missão é exigir a obediência à verdade."[49]

Homenagem e Louvor

John Henry Newman em 1824.

A sabedoria e a ortodoxia doutrinária de Newman foram louvadas por Leão XIII, Pio X e Pio XII. No séc. XX, já depois da morte do Cardeal Newman, o Papa Pio XII chegou mesmo a afirmar que Newman é a "Glória da Inglaterra e de toda a Igreja".[50]

Por ocasião da comemoração do centenário da sua morte, assim se referiu a Newman o então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, em 28 de abril de 1990:

"De Newman aprendemos a compreender a primazia do Papa: a liberdade de consciência assim ensinava Newman com a Carta ao Duque de Norfolk não se identifica de modo algum com o direito de “dispensar-se da consciência, de ignorar o Legislador e o Juiz, e de ser independentes de deveres invisíveis”. Deste modo a consciência, no seu significado autêntico, é o verdadeiro fundamento da autoridade do Papa. De facto, a sua força vem da Revelação, que completa a consciência natural iluminada de maneira apenas incompleta, e “a sua razão de ser é o facto de ser o campeão da lei moral e da consciência”." [45]
"A doutrina de Newman sobre o desenvolvimento do dogma, que considero ser, com a doutrina sobre a consciência, o seu contributo decisivo para a renovação da teologia. Com isto ele pôs nas nossas mãos a chave para inserir na teologia um pensamento histórico, ou melhor: ele ensinou-nos a pensar historicamente a teologia, e precisamente desta forma, a reconhecer a identidade da fé em todas as mutações".[45]
"A concepção de Newman sobre a ideia do desenvolvimento marcou o seu caminho rumo ao catolicismo. Contudo não se trata apenas de um desenvolvimento coerente de ideias. No conceito de desenvolvimento está em jogo a própria vida pessoal de Newman. Parece-me que isto se torna evidente na sua conhecida afirmação, contida no famoso Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã: “aqui, na terra, viver é mudar, e a perfeição é o resultado de muitas transformações”. Newman foi ao longo de toda a sua vida uma pessoa que se converteu, que se transformou, e desta forma permaneceu sempre ele mesmo, e tornou-se sempre mais ele mesmo".[45]
"Newman expôs na ideia do desenvolvimento a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída, e assim ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã. O sinal característico do grande doutor da Igreja parece-me que seja aquele que ele não ensina só com o seu pensamento e com os seus discursos, mas também com a sua vida, porque nele pensamento e vida compenetram-se e determinam-se reciprocamente. Se isto é verdade, então Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso pensamento."[45]

Causa de beatificação e canonização

O Cardeal Newman em foto de 1890.

Em 1991, John Henry Newman foi proclamado venerável, depois de uma intensa investigação sobre a sua vida e as suas obras feita pela Congregação para a Causa dos Santos.[51]

Ele foi beatificado em Birmingham, na visita de estado feita pelo Papa Bento XVI ao Reino Unido, em 19 de setembro de 2010.[1] Nessa ocasião, o escultor Tim Tolkien (bisneto de J.R.R. Tolkien, também convertido catolicismo) apresentou uma estátua de Newman que foi benzida pelo Papa.

Sua canonização foi realizada no Vaticano, feita pela sua Santidade o Papa Francisco, no dia 13 de outubro de 2019 juntamente com mais 4 beatos.[52]

Em 31 de julho de 2025, o Papa Leão XIV nomeou-o como Doutor da Igreja,[53] sendo oficialmente proclamado em 1º de novembro do mesmo ano. No dia 3 de fevereiro de 2026, o Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos inscreveu-o no Calendário Romano Geral, sendo comemorado liturgicamente em 9 de outubro.[54]

Publicações

Período Anglicano

  • The Arians of the Fourth Century, Nova York: Longmans, Green e Co. (1911).
  • Tracts for the Times (1833–1841)
  • British Critic (1836–1842)
  • Lyra Apostolica (poemas principalmente de Newman e Keble, coletados em 1836)
  • On the Prophetical Office of the Church (1837)
  • Lectures on Justification, Londres: J.G. & F. Rivington, (1838)
  • Parochial and Plain Sermons (1834–1843)
  • Select Treatises of St. Athanasius (1842, 1844)
  • Essays on Miracles (1826, 1843)
  • Oxford University Sermons (1843)
  • Sermons on Subjects of the Day, Londres: J.G.F. & J. Rivington, (1843)
  • Lives of the Saints

Período católico

Outras obras diversas

Seleções

  • Realizations: Newman's Own Selection of His Sermons (edited by Vincent Ferrer Blehl, S.J., 1964). Liturgical Press, 2009. ISBN 978-0-8146-3290-1
  • Mary the Second Eve (compiled by Sister Eileen Breen, F.M.A., 1969). TAN Books, 2009. ISBN 978-0-89555-181-8
  • Newman, John Henry (2006). Earnest, James David; Tracey, Gerard, eds. Fifteen Sermons Preached Before the University of Oxford. [S.l.]: Oxford University Press 

Ver também

Referências

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Ligações externas

Precedido por
Tommaso Maria Martinelli
Cardeal
Cardeal-diácono de
São Jorge em Velabro

18791890
Sucedido por
Francis Aidan Gasquet
Precedido por
Giuseppe Pecci, S.J.
Cardeal
Cardeal-protodiácono

8 de fevereiro11 de agosto de 1890
Sucedido por
Joseph Hergenröther