Fulham Football Club

Fulham
NomeFulham Football Club
AlcunhasThe Cottagers (Os da Cabana)
The Lilywhites (Os Lírios Brancos)
The Whites (Os Brancos)
The Black and White Army (O Exército Branco e Preto)
MascoteBilly the Badger (Texugo)
Principal rivalChelsea
Queens Park Rangers
Brentford
Fundação16 de agosto de 1879 (146 anos)
EstádioCraven Cottage
Capacidade25.700[1]
LocalizaçãoHammersmith e Fulham, Londres, Inglaterra
PresidenteShahid Khan
Treinador(a)Marco Silva
Patrocinador(a)SBOTOP
HiBob
Material (d)esportivoAdidas
CompetiçãoPremier League
Copa da Inglaterra
Copa da Liga Inglesa
Websitefulhamfc.com
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo

O Fulham Football Club é um clube de futebol inglês, baseado em Fulham, na Grande Londres, fundado em 1879. Atualmente disputa a Premier League.

Manda os seus jogos no Estádio Craven Cottage, no bairro que homenageia com o seu nome, com capacidade para 25.700 espectadores e médias de público acima de 16.438 desde a temporada 2008–09, sendo esta a sua casa desde 1896. Seu estádio é um dos mais belos da Inglaterra, ficando localizado próximo ao Rio Tâmisa. O Centro de Treinamento está localizado próximo ao Motsput Park, onde está localizado o alojamento dos jogadores e um pequeno estádio onde os juniores jogam.[2] O time feminino do Fulham também jogava lá, até ser dissolvido em 2006.

Na metade dos anos 90 o Fulham chegou a passar pela quarta divisão, mas se recuperou incrivelmente no início dos anos 2000, numa escalada que o levou de volta à primeira divisão, tendo-a disputado em 26 ocasiões até a temporada 2018–19, sendo a sétima colocação na temporada 2008–09, a sua melhor posição na história, até o presente. Seu proprietário é o milionário paquistanês Shahid Khan.

O Fulham é o clube profissional mais antigo de Londres.[2]

Seu maior destaque foi a conquista do vice-campeonato da Liga Europa em 2010.[2]

História

Craven Cottage, ladeado pelo Rio Tâmisa.

Primeiros Anos e a Football League (1879–1910)

O Fulham Football Club foi fundado em 1879 como Fulham St Andrew's Church Sunday School FC. A iniciativa partiu do Reverendo John Henry Cardwell e de fiéis da Igreja de St Andrew, em West Kensington. O objetivo inicial, comum à era vitoriana, era utilizar o esporte como ferramenta de disciplina e saúde para os jovens da paróquia.

Em 1888, o clube decidiu remover o "St Andrew's" do nome para atrair torcedores e jogadores de fora da congregação, passando a se chamar apenas Fulham Football Club. Durante esse período, o clube era nômade, jogando em diversos campos precários na região de West London.

A virada de chave ocorreu em 12 de dezembro de 1898, quando o Fulham adotou o status de clube profissional. Pouco antes disso, em 1896, o clube havia garantido o terreno de Craven Cottage, um antigo pavilhão de caça abandonado, que se tornaria sua casa permanente.

Antes de entrar para a liga nacional, o Fulham competiu na Southern League. Sob a presidência do empresário Henry Norris, o clube investiu pesado para subir de patamar: O clube foi um dos primeiros a investir em olheiros para buscar talentos na Escócia.

O Fulham venceu a Primeira Divisão da Southern League consecutivamente em 1905–06 e 1906–07.

Em 1905, o lendário arquiteto Archibald Leitch foi contratado para projetar o estádio. Ele construiu a famosa arquibancada da Stevenage Road e o Pavilion (o "Cottage"), que permanecem preservados até hoje como monumentos históricos.

Devido ao sucesso esportivo e à infraestrutura de elite do Craven Cottage, o Fulham foi eleito para a Segunda Divisão da Football League em 1907.

O primeiro jogo oficial na liga nacional foi contra o Derby County, em 3 de setembro de 1907, perdendo por 1-0. No entanto, o clube rapidamente se adaptou, terminando sua primeira temporada em um impressionante 4º lugar, ficando a apenas três pontos da promoção para a elite logo na estreia. Na mesma temporada, o Fulham chegou às semifinais da FA Cup, estabelecendo-se definitivamente como uma força crescente no futebol inglês.

"O Fulham é um dos clubes mais antigos de Londres, mas seu estádio é o que guarda sua verdadeira alma." (Historiadores do clube).

Entre Guerras e a Estabilização (1911–1948)

Após a sólida estreia na Football League, o Fulham passou as décadas seguintes buscando consistência. Foi um período de "quase" glórias, recordes de público e a superação dos desafios impostos pelas duas Grandes Guerras.

Como todos os clubes ingleses, o Fulham teve suas atividades oficiais suspensas durante a Primeira Guerra Mundial. Muitos jogadores e funcionários se alistaram, e o Craven Cottage foi utilizado para fins de auxílio ao esforço de guerra. O clube competiu em ligas regionais de tempo de guerra para manter o espírito esportivo vivo na comunidade local, mas o hiato impediu o ímpeto de promoção que o time vinha construindo desde 1907.

Nos anos 20, o Fulham se consolidou como um dos clubes mais populares de Londres. Em 8 de outubro de 1938, o clube estabeleceu seu recorde histórico de público no Craven Cottage: 49.335 torcedores assistiram à partida contra o Millwall. O estádio era conhecido por sua atmosfera vibrante, sendo um dos poucos que mantinha o charme vitoriano enquanto modernizava suas arquibancadas sob a influência dos desenhos de Archibald Leitch.

Durante a Segunda Guerra Mundial novamente o futebol profissional foi interrompido. O Fulham participou da London War League e da Football League South. Durante este período, o Craven Cottage sofreu danos menores devido aos bombardeios alemães (The Blitz), mas a estrutura principal de Leitch permaneceu intacta.

A retomada do futebol em 1946 trouxe uma nova energia ao clube, que estava determinado a finalmente alcançar a elite do futebol inglês.

O grande marco desta era aconteceu logo após o fim da guerra. Sob o comando do técnico Jack Peart, o Fulham montou um esquadrão ofensivo e dominante.

Na temporada 1948–49, o Fulham sagrou-se campeão da Segunda Divisão, garantindo pela primeira vez em sua história o acesso à Primeira Divisão (First Division).O time terminou a campanha com 57 pontos, ostentando a melhor defesa da liga, o que encerrou um jejum de 42 anos de espera desde a entrada do clube na Football League.

A Era Johnny Haynes: "The Maestro" (1949–1970)

Este período define a identidade moderna do Fulham. Foi a era em que o clube se estabeleceu na divisão de elite e atraiu a atenção mundial, não apenas pelos resultados, mas pela presença do maior jogador da sua história: Johnny Haynes.

Johnny Haynes estreou-se pela equipa principal em 1952, com apenas 17 anos. Rapidamente, o seu estilo de jogo — focado em passes de longa distância milimétricos e uma visão de jogo sem precedentes — transformou o Fulham.

Haynes tornou-se o primeiro jogador de um clube da segunda divisão a ser convocado para a Seleção Inglesa, da qual viria a ser capitão em 56 ocasiões.

Em 1961, após a abolição do teto salarial no futebol inglês, o Fulham fez história ao pagar a Haynes £100 por semana, tornando-o o jogador mais bem pago do mundo na época.

Durante as décadas de 50 e 60, o Craven Cottage tornou-se o destino preferido das celebridades de Londres. A localização privilegiada à beira do Tamisa e o futebol vistoso praticado pela equipa atraíam estrelas de Hollywood e músicos. Jogadores como Sir Tosh Chamberlain, Alan Mullery e o lendário George Cohen (lateral-direito titular da Inglaterra na conquista da Copa do Mundo de 1966) formaram a espinha dorsal da equipa ao lado de Haynes.

Apesar de propostas tentadoras de gigantes como o AC Milan, Haynes recusou todas para permanecer no Fulham até ao fim da sua carreira em 1970.

Embora o Fulham raramente lutasse pelo título da liga, a equipa era uma presença constante e respeitada na First Division. O clube esteve muito perto de alcançar a final da Taça de Inglaterra, perdendo em eliminatórias épicas que mobilizaram toda a cidade

O Fulham era conhecido como o "clube dos cavalheiros", priorizando o futebol técnico e o fair play.

A Final da FA Cup e o Declínio (1971–1980)

A década de 1970 no Fulham é lembrada como um período de "estrelas no crepúsculo". O clube, embora competindo na Segunda Divisão na maior parte do tempo, tornou-se um destino para lendas do futebol mundial que buscavam um ambiente técnico e tradicional para encerrar suas carreiras.

Em 1974, o Fulham chocou o futebol inglês ao contratar Bobby Moore, o capitão da Inglaterra na conquista da Copa de 1966, vindo do West Ham. Moore trouxe uma aura de profissionalismo e classe que elevou o patamar do elenco, unindo-se a outros veteranos talentosos como Alan Mullery.

Um dos maiores marcos da história do clube (e o ponto alto desta era) foi a caminhada até a Final da FA Cup de 1975. O Fulham precisou disputar um recorde de 11 partidas (incluindo vários jogos de desempate/replays) para chegar à final, eliminando times da primeira divisão ao longo do trajeto. A final foi disputada em Wembley contra o West Ham United. Apesar do apoio massivo da torcida e da liderança de Moore (enfrentando seu ex-clube), o Fulham foi derrotado por 2-0. Foi a única vez que os Cottagers alcançaram a final da competição de clubes mais antiga do mundo.

Buscando manter o apelo de público, o clube promoveu reuniões históricas em 1976. O lendário George Best e o talentoso Rodney Marsh vestiram a camisa branca do Fulham, proporcionando exibições de gala no Craven Cottage que atraíram multidões, mesmo com o time fora da elite.

Apesar do brilho individual das estrelas, a estrutura do clube começou a sofrer com a falta de renovação.A equipe não conseguiu sustentar o ritmo competitivo e, após flertar com o descenso por várias temporadas, acabou caindo para a Terceira Divisão (Third Division) em 1980.

A saída das grandes figuras e a queda de divisão marcaram o início de um período de instabilidade financeira que colocaria em risco a própria existência do clube nos anos seguintes.

Anos Obscuros e Sobrevivência (1981–1996)

Este período é marcado pela luta do Fulham contra a insolvência financeira, propostas de fusão que ameaçavam a identidade do clube e a queda para o ponto mais baixo da pirâmide do futebol inglês. Foi uma era de resistência da torcida e de figuras leais que mantiveram o clube vivo.

Sob o comando do ex-jogador Malcolm Macdonald, o Fulham viveu um breve momento de esperança. O clube subiu da Terceira para a Segunda Divisão. Em 1983, o Fulham precisava de uma vitória contra o Derby County no último jogo para voltar à elite. O jogo foi interrompido por uma invasão de campo e terminou em derrota, um trauma que marcou o início de uma longa espiral descendente.

O momento mais perigoso da história do clube ocorreu em 1987. O então proprietário do Queens Park Rangers (QPR), Marler Estates, comprou o Fulham com o objetivo de fundir os dois clubes e transformar o terreno do Craven Cottage em um empreendimento imobiliário de luxo. A torcida organizou o movimento "Save Our Cottage", liderado pelo ex-jogador Jimmy Hill. Graças à pressão popular e a intervenções legais, o plano de fusão foi bloqueado, preservando a independência do Fulham e seu estádio histórico.

A instabilidade financeira refletiu-se em campo. Em 1994, o Fulham foi rebaixado para a Quarta Divisão (Division Three) pela primeira vez em sua história. O clube terminou a temporada 1995-96 em 17º lugar na quarta divisão, a posição mais baixa já ocupada pelo Fulham em toda a sua existência.

No meio do caos, surgiu o atacante Gordon Davies, que em suas passagens pelo clube se tornou o maior artilheiro da história do Fulham, dando alegrias pontuais a uma torcida sofrida.

Apesar do cenário desolador, a sobrevivência do estádio e a manutenção da base de fãs fervorosa tornaram o Fulham um alvo atraente para investimentos. O clube estava "limpo" de dívidas impagáveis, mas precisava de um milagre financeiro para voltar a competir no topo.

A Revolução de Al-Fayed (1997–2008)

Em 1997, o Fulham vivia o seu momento mais modesto. Tudo mudou quando o bilionário egípcio Mohamed Al-Fayed, então proprietário da luxuosa loja de departamentos Harrods, comprou o clube por £6,25 milhões. Ele fez uma promessa audaciosa: levar o Fulham à Premier League em cinco anos.

Al-Fayed não poupou recursos. Ele trouxe nomes de peso para a comissão técnica, como Ray Wilkins e o ex-capitão da seleção inglesa Kevin Keegan. A filosofia mudou da noite para o dia, com investimentos massivos em infraestrutura e em uma proposta de afiliação atraente para jogadores que antes jamais considerariam atuar nas divisões inferiores. O clube conquistou o título da Segunda Divisão (Division Two) em 1998–99 com um recorde de 101 pontos.

Sob o comando do francês Jean Tigana, o Fulham venceu a Primeira Divisão (Championship) em 2000–01, cumprindo a promessa de Al-Fayed de chegar à Premier League em apenas quatro anos. Ao chegar à elite, o Fulham não foi apenas um coadjuvante. O clube investiu em talentos internacionais como Louis Saha, Steed Malbranque e o goleiro Edwin van der Sar.

Em apenas sua segunda temporada na Premier League, o Fulham venceu a Copa Intertoto da UEFA, derrotando o Bologna na final. Isso garantiu a primeira participação do clube na história da Copa da UEFA. Durante este período, o clube manteve-se consistentemente no meio da tabela da Premier League, tornando-se um adversário temido, especialmente no Craven Cottage, que passou por reformas para atender aos padrões da elite sem perder seu charme histórico.

Foi nesta fase que o Fulham começou a construir uma base de fãs nos Estados Unidos, contratando figuras centrais da seleção americana, como Brian McBride, Carlos Bocanegra e, mais tarde, Clint Dempsey. Essa estratégia não só ajudou tecnicamente, mas globalizou a marca do clube.

A Epopeia Europeia: A Final de Hamburgo (2009–2010)

Após terminar em um recorde de 7º lugar na Premier League na temporada anterior, o Fulham, sob o comando do experiente Roy Hodgson, garantiu vaga na recém-renomeada UEFA Europa League. O que começou como uma aventura logística transformou-se na maior jornada da história do clube.

O Fulham fez uma boa temporada em 2009–10, no Campeonato Inglês terminando em 12º, e conseguindo a façanha de ser o primeiro finalista inglês da Liga Europa (novo formato da Copa da UEFA).

A Fase de Grupos e o Início da Jornada

O Fulham superou a fase de grupos terminando em segundo lugar, atrás da Roma, após uma vitória vital contra o Basel na Suíça. No entanto, foi na fase de mata-mata que o "milagre do Cottage" começou a ganhar forma.

Oitavas de Final: A Noite Mágica contra a Juventus

Após eliminar o então campeão Shakhtar Donetsk, o Fulham enfrentou a gigante Juventus. Após perder por 3–1 em Turim e sofrer um gol logo no início no Craven Cottage, o Fulham precisava de quatro gols para avançar.

Em uma das exibições mais icônicas da história do futebol inglês, o Fulham venceu por 4–1, com um gol de cavadinha antológico de Clint Dempsey aos 82 minutos, eliminando a Velha Senhora.

Quartas e Semifinais: O Caminho para a Alemanha

O Fulham demonstrou uma resiliência defensiva impressionante, liderada por Brede Hangeland e Aaron Hughes:

Quartas de Final: Vitória agregada de 3–1 sobre o Wolfsburg, campeão alemão da época.

Semifinal: Após um empate sem gols em Hamburgo, o Fulham venceu o Hamburgo SV por 2–1 em Londres, com gols de Simon Davies e Zoltán Gera, garantindo a vaga na final europeia pela primeira vez.

A Grande Final: Fulham vs. Atlético de Madrid

A final foi disputada em 12 de maio de 2010, na HSH Nordbank Arena, em Hamburgo. Na decisão o Fulham acabou por perder o título para o Atlético de Madrid na Arena de Hamburgo (mesmo estádio que enfrentara o Hamburgo), em um grande jogo.

Diego Forlán, do Atlético, abriu o placar aos 32 minutos do primeiro tempo, cinco minutos depois o Fulham chegou ao empate com Davies, mas Forlán, que mais tarde se consagraria como o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, em noite inspirada, aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação (faltando quatro minutos para o fim do tempo extra), fez 2 a 1 e decretou o título em favor do clube espanhol.

Transição e a Era Khan (2011–2017)

Após 16 anos sob o comando de Mohamed Al-Fayed, o Fulham passou por uma mudança histórica em sua gestão. Este período marca a entrada de novos investimentos norte-americanos e um foco renovado na modernização do clube como uma marca global. Em julho de 2013, foi anunciado que Shahid Khan, bilionário paquistanês-americano e proprietário do Jacksonville Jaguars (NFL), havia adquirido o Fulham FC por um valor estimado entre £150 milhões e £200 milhões.

Antes de sair, Al-Fayed deixou o clube livre de dívidas, mas a transição foi marcada por simbolismos, como a remoção da polêmica estátua de Michael Jackson do Craven Cottage, que Khan decidiu retirar em 2014 para devolver ao estádio sua estética tradicional.

A fase inicial da Era Khan foi desafiadora dentro de campo. Após 13 temporadas consecutivas na elite, o Fulham sofreu o rebaixamento para a EFL Championship em 2014. O clube passou por diversos treinadores em curto espaço de tempo (Martin Jol, René Meulensteen e Felix Magath), não conseguindo encontrar a fórmula para a permanência imediata. Na Championship, o foco de Khan voltou-se para a base e para a análise de dados (estatísticas avançadas), um pilar da filosofia de gestão de seu filho, Tony Khan, que assumiu um papel central nas operações de futebol.

Mesmo fora da Premier League, o clube manteve investimentos de elite. Khan deu início aos planos ambiciosos de reconstruir totalmente a arquibancada Riverside, visando aumentar a capacidade do estádio e criar uma das experiências mais luxuosas do futebol mundial à beira do Rio Tamisa. O clube reformulou sua proposta de afiliação (adesão), focando na expansão da marca nos Estados Unidos e na melhoria dos serviços para os sócios locais, garantindo que o Craven Cottage continuasse financeiramente sustentável apesar da queda de divisão.

Foi neste período de reconstrução que a academia do Fulham em Motspur Park começou a render frutos valiosos, com a ascensão de jogadores como Ryan Sessegnon, que se tornaria uma peça chave para o futuro retorno do clube ao topo.

O Efeito "Iô-Iô" e o Retorno com Marco Silva (2018–2023)

Este período caracteriza-se por uma série de promoções e rebaixamentos imediatos que deram ao Fulham a reputação de clube "iô-iô". No entanto, a chegada do técnico português Marco Silva em 2021 interrompeu esse ciclo, estabelecendo uma nova era de estabilidade e recordes.

O Fulham viveu três temporadas de contrastes extremos:

Promoção via Play-offs (2018): Sob o comando de Slaviša Jokanović e liderado pelo jovem Ryan Sessegnon, o clube venceu o Aston Villa em Wembley, retornando à Premier League.

O Rebaixamento e a Volta com Scott Parker (2019–2020): Após um investimento de mais de £100 milhões que não resultou em permanência, o ex-capitão Scott Parker assumiu o time, garantindo novo acesso em 2020, novamente via play-offs, vencendo o rival Brentford.

Nova Queda (2021): A dificuldade em converter boas exibições em vitórias levou a um novo rebaixamento, evidenciando a necessidade de uma mudança estrutural na filosofia de jogo.

Em julho de 2021, o Fulham contratou Marco Silva. O impacto foi imediato e avassalador. O técnico implementou um sistema ofensivo que transformou o clube na maior força da Championship.O Fulham sagrou-se campeão da Championship (2021–22) marcando impressionantes 106 gols na liga. O centroavante sérvio Aleksandar Mitrović destruiu o recorde histórico da competição ao marcar 43 gols em uma única temporada, tornando-se uma lenda viva do Craven Cottage.

Diferente das subidas anteriores, a equipe de Marco Silva adaptou-se rapidamente à Premier League. Com contratações precisas como João Palhinha, Willian e Andreas Pereira, o Fulham terminou a temporada 2022–23 na metade superior da tabela (10º lugar), alcançando também as quartas de final da FA Cup. Essa campanha foi vista como a validação do projeto de longo prazo da família Khan e do modelo de adesão de talentos técnicos.

A Nova Era e a Expansão do Cottage (2024–Presente)

Desde 2024, o Fulham consolidou-se como um clube de "primeira metade de tabela" na Premier League. Sob a gestão contínua de Marco Silva, o clube abandonou o rótulo de "equipe iô-iô", focando em um crescimento sustentável, tanto no aspecto desportivo quanto na modernização do seu patrimônio físico.

O grande marco desta fase é a inauguração completa da nova Riverside Stand. Projetada pelo renomado escritório de arquitetura Populous, a arquibancada não apenas aumentou a capacidade do Craven Cottage para cerca de 28.500 lugares, mas também transformou a relação do estádio com o Rio Tamisa. A estrutura inclui uma passarela pública à beira-rio, restaurantes de alta gastronomia e até uma piscina no terraço, tornando-se uma das fontes de receita não-operacional mais importantes do futebol inglês.A obra foi realizada respeitando as estruturas históricas de Archibald Leitch, garantindo que o Fulham possua o estádio mais moderno e, ao mesmo tempo, um dos mais tradicionais do país.

Para sustentar o crescimento financeiro exigido pelo Fair Play Financeiro da Premier League, o clube reformulou sua proposta de afiliação. O sistema de adesão para sócios foi modernizado, integrando experiências digitais e prioridade na nova Riverside Stand. O foco expandiu-se para o mercado internacional, capitalizando a base de fãs crescente na América do Norte e na Ásia, consolidando o Fulham como uma marca global "Premium".

Em campo, a saída de figuras históricas como Aleksandar Mitrović em 2023 foi gerida com contratações estratégicas. O clube passou a ser visto como um destino atraente para jogadores de seleções nacionais, mantendo uma média de pontos que o coloca constantemente na briga por competições continentais (UEFA Conference League ou Europa League).

Rivalidades e torcedores

Os torcedores do Fulham consideram que o seu principal rival é o Chelsea. Apesar de este jogo não ter sido disputado com muita frequência nos anos que antecederam a subida do Fulham à primeira divisão, trata-se de um claro derby local, uma vez que o estádio do Chelsea, Stamford Bridge, se situa em Fulham e a apenas 1,8 milhas de Craven Cottage.[3]

O Fulham considera que os seus rivais secundários são o Queens Park Rangers. O Fulham venceu o QPR duas vezes na temporada 2011–12 da Premier League. Venceu por 6-0 em Craven Cottage e também por 1-0 fora de casa, em Loftus Road.[4] Desde então, os dois clubes se enfrentaram várias vezes na EFL Championship.

A terceira rivalidade mais próxima do Fulham é com o Brentford, que derrotou por 2-1 a 4 de agosto de 2020 na final do play-off do Championship. O Fulham também tem rivalidades com vários outros clubes londrinos, em menor grau, como o Crystal Palace.

Fora de Londres, o Gillingham continua a ser considerado um rival para alguns torcedores do Fulham, apesar de os dois clubes não jogarem na mesma divisão desde a temporada 2000-01. O Fulham e o Gillingham estiveram envolvidos em vários jogos com acontecimentos negativos nas divisões inferiores, incluindo a morte de um torcedor do Fulham.[5]

A base de torcedores do Fulham tem oscilado ao longo dos anos, com grandes multidões a coincidirem com o sucesso do clube na Premier League.[6] Quando o clube se mudou temporariamente para Loftus Road, foi formado um comité conhecido como Back to the Cottage,[7] empenhado em garantir que o clube continuasse a jogar na sua casa tradicional. Os torcedores do Fulham são tradicionalmente oriundos das zonas de Hammersmith and Fulham, mas também de outras zonas do sudoeste de Londres, como Putney, Richmond, Sutton e Worcester Park.[8]

Em julho de 2012, o site do clube pediu à parte da torcida que utilizava o Facebook e o Twitter para escolherem o seu melhor XI da Premier League do FFC, de 2001 até à atualidade. Os torcedores escolheram o goleiro, os laterais, os zagueiros, os meias laterais, os meias centrais e os atacantes preferidos, numa formação clássica de 4-4-2.[9][10] Em agosto de 2022, o clube pediu aos torcedores um XI da Premier League atualizado de todos os tempos, no âmbito das comemorações do 30º aniversário da Premier League.[11]

Estádios

Entre 1879 e 1896, a época em que clube não tinha um estádio próprio, o clube jogou em vários estádios, dos quais apenas alguns foram registados, pelo que esta não deve ser considerada uma lista completa. Apenas os rivais e antigos proprietários do Queens Park Rangers jogaram em mais estádios. É provável que alguns dos primeiros estádios da lista abaixo tenham sido parques e terrenos que, entretanto, foram urbanizados. Mesmo quando o clube adquiriu o Craven Cottage e as áreas circundantes, em 1894, teve de esperar dois anos para poder jogar lá.[carece de fontes?]

Craven Cottage, para 25.700 torcedores.

1879-1883: "The Mud Pond", Star Road, Fulham

1883-1886: Lillie Road, Fulham

1886-1888: Ranelagh House, Fulham

1888-1889: Barn Elms Playing Fields, Barnes (este era o local do The Ranelagh Club)

1889-1891: Parsons Green, Fulham e Roskell's Fields (junto à estação de metro de Parsons Green)

1891-1895: The Half Moon, Putney

1895-1896: Captain James Field, perto de Halford Road, West Brompton

1896-2002: Craven Cottage, Fulham

2002-2004: Loftus Road, Shepherd's Bush (compartilhou o estádio com o Queens Park Rangers durante a renovação de Craven Cottage)

2004-: Craven Cottage, Fulham

Públicos

Estátua do Michael Jackson no Craven Cottage

O recorde de média de público do Fulham foi na Temporada 1949-50, quando levou 33.030 torcedores por partida.[12]

  • 1997/98: 9.004
  • 1998/99: 11.387
  • 1999/00: 13.092
  • 2000/01: 14.985
  • 2001-02: 19.389
  • 2002-03: 16.707
  • 2003-04: 16.342
  • 2004-05: 19.838
  • 2005-06: 20.654
  • 2006-07: 22.279
  • 2007-08: 23.774
  • 2008-09: 25.183
  • 2009-10: 25.734
  • 2010-11: 25.043
  • 2011-12: 25.293
  • 2012-13: 25.394
  • 2013-14: 24.977
  • 2014-15: 18.276
  • 2015-16: 17.566
  • 2016-17: 19.199
  • 2017-18: 19.986
  • 2018-19: 24.371
  • Total de público na história da Liga Inglesa: 31.234.275 (até janeiro de 2013).[13][14][15]
  • Média de público total: 15.759 (ranqueado como 31º entre 130 clubes ingleses na História).[13][14]
  • Recorde de público: 49.335 versus Millwall, 8 de outubro de 1938 (2ª Divisão).
  • Recorde de público após modernizações: 25.700 versus Arsenal F.C., 26 de setembro de 2009, (Premier League, repetido algumas vezes depois).

Identidade do clube

A identidade do Fulham FC é marcada por uma transição de raízes religiosas e cores acadêmicas para uma estética minimalista e icônica que se tornou sinônimo do West London.

Escudo e Evolução

Ao longo de sua história, o Fulham utilizou quatro conceitos principais de identidade visual:

  1. O Brasão de Fulham (1879–1931): Nos primeiros anos, o clube utilizava o brasão de armas do bairro (London Borough of Fulham), que incluía ondas representando o Rio Tamisa e espadas cruzadas.
  2. O Design do "Cottage" (1931–1945): Um escudo raro que exibia uma ilustração do próprio pavilhão de caça (o Cottage), enfatizando a conexão única com seu estádio.
  3. O Brasão Circular e Moderno (1947–2001): Um design mais heráldico que trazia as cores branca e preta e o nome do clube de forma proeminente. Foi o escudo que marcou a Era Johnny Haynes e a final da FA Cup de 1975.
  4. O Escudo Atual (2001–Presente): Lançado no início da era Premier League, o escudo atual é uma estilização moderna em vermelho, preto e branco com as letras "FFC". O design foi criado para ser mais legível comercialmente e facilitar a expansão da marca globalmente.

Uniforme e Cores

A paleta de cores do Fulham passou por mudanças significativas antes de se tornar o clássico "Branco e Preto":

  • As Cores de Cambridge (1879–1886): Inicialmente, o time jogava com camisas em listras verticais azul claro e branco, em referência às cores da Universidade de Cambridge (uma escolha comum de paróquias da época).
  • O "White and Black" (1903–Presente): A adoção definitiva da camisa branca com calções pretos ocorreu no início do século XX. O design rendeu ao clube o apelido de The Whites (Os Brancos).
  • Detalhes Históricos: Ao contrário de muitos clubes, o Fulham raramente altera a sobriedade do uniforme principal, mantendo a tradição de meias brancas ou pretas, conferindo um visual que é frequentemente elogiado pela sua elegância clássica.
Período Cores Predominantes Escudo Principal
1879–1886 Azul Claro e Branco Brasão Paroquial
1886–1903 Vermelho e Branco Iniciais FFC
1903–2001 Branco e Preto Brasão Heráldico do Bairro
2001–Hoje Branco, Preto e Vermelho Monograma FFC Estilizado

O patrocínio do Fulham pela Betfair, em 2002-03, foi o primeiro patrocínio de jogos de azar no futebol inglês, e ocorreu antes de o Gambling Act 2005 permitir que a indústria publicitasse na televisão e na rádio; em quinze anos, metade das equipes da Premier League foram patrocinadas por essas empresas.[16]

Em 27 de julho de 2021, foi anunciado que a World Mobile se tornaria o principal parceiro oficial para os próximos três anos.[17]

Em julho de 2022, foi anunciado que a empresa de apostas W88 patrocinaria a equipa num acordo de kit para a temporada 2022-23. O acordo previa a colocação do logótipo da empresa de apostas na parte da frente do equipamento masculino e feminino. A confirmação do acordo surgiu durante uma diminuição dos patrocinadores de jogos de azar para as equipes da Premier League.[18] Em junho de 2023, foi anunciado que a empresa de apostas SBOBET substituiria a W88 como patrocinador principal da equipa para a época de 2023-24.[19]

Mascote

O mascote do Fulham é Billy the Badger,[20] que foi o desenho vencedor enviado por Kyle Jackson após um concurso online organizado pelo clube. Billy, o texugo, veste a camisa número 79 do Fulham, em referência ao ano de fundação do clube, 1879. A polêmica começou quando Billy tentou animar o treinador do Chelsea, Avram Grant, durante um jogo em casa, em frente às câmaras de televisão. Em segundo lugar, Billy foi visto na televisão sendo expulso durante o jogo em casa contra o Aston Villa, a 3 de fevereiro de 2008, por ter dançado no canto do campo depois de o árbitro ter dado início ao jogo. Billy culpou a sua audição e visão de texugo pelo incidente e pediu desculpa ao árbitro Chris Foy.[10] Em 11 de março de 2009, Billy atravessou a baliza durante um jogo, embora não tenha sido visto pelo árbitro. O antigo mascote do Fulham era Sir Craven of Cottage, o Cavaleiro. As chefes de torcida eram conhecidas como as Cravenettes.

O Fulham é conhecido como o "Clube da Família" de Londres, possuindo uma atmosfera de torcida considerada mais receptiva e menos hostil do que a de vizinhos rivais.

"London's Oldest Club": O clube orgulha-se de ostentar o título de clube profissional mais antigo de Londres (fundado em 1879), um pilar central de sua identidade.

Bolero de Ravel: Por muitos anos, o clube utilizou o Bolero de Ravel como música de entrada dos jogadores, uma escolha inusitada que reforçava o caráter artístico e diferenciado do clube.

Devido à localização e ao charme do estádio, o Fulham atrai figuras notáveis. O ator Hugh Grant e a atriz Margot Robbie são frequentemente citados como apoiadores, mantendo a tradição do "clube dos artistas" iniciada nos anos 60.

Elenco atual

Última atualização: 1 de setembro de 2025.[21]

Goleiros
N.º Jogador
1Alemanha Bernd Leno Capitão³
23França Benjamin Lecomte
Defensores
N.º Jogador Pos.
3Nigéria Calvin BasseyZ
5Dinamarca Joachim AndersenZ
15Espanha Jorge CuencaZ
31Marrocos Issa DiopZ
2Países Baixos Kenny TeteLD
21Bélgica Timothy CastagneLD
30Inglaterra Ryan SessegnonLE
33Estados Unidos Antonee Robinson Capitão²LE
Meio-campistas
N.º Jogador Pos.
6Inglaterra Harrison ReedV
16Noruega Sander BergeV
20Sérvia Saša LukićV
10Escócia Tom Cairney CapitãoM
17Nigéria Alex IwobiM
24Inglaterra Josh KingM
32Inglaterra Emile Smith RoweM
Atacantes
N.º Jogador
7México Raúl Jiménez
8País de Gales Harry Wilson
9Brasil Rodrigo Muniz
14Noruega Oscar Bobb
18Suécia Jonah Kusi-Asare Vindo de Empréstimo
19Nigéria Samuel Chukwueze Vindo de Empréstimo
22Brasil Kevin
Comissão técnica
Nome Pos.
Portugal Marco SilvaT

Estatísticas e recordes

Mais partidas

Pos. Nome País Nasc. Período Jogos Gols Assist. Min. Jogados
1 Johnny Haynes Inglaterra 17 de outubro de 1934 1952–1970 667 176 167 58.291
2 Eddie Lowe Inglaterra 11 de julho de 1925 1950–1963 513 21 26 45.990
3 Les Barrett Inglaterra 22 de outubro de 1947 1965–1977 509 107 48 43.740
4 George Cohen Inglaterra 22 de outubro de 1939 1956–1969 466 16 21 40.971
5 Gordon Davies País de Gales 3 de agosto de 1955 1978–1984,

1986–1991

457 187 50 37.567
6 John Marshall Inglaterra 18 de agosto de 1964 1983–1988 447 36 45 38.054
7 Les Strong Inglaterra 3 de julho de 1953 1972–1983 427 11 15 37.223
8 Arthur Stevens Inglaterra 13 de janeiro de 1921 1941–1959 417 137 96 37.135
9 Alan Mullery Inglaterra 23 de novembro de 1941 1958–1964,

1972–1976

414 50 7 37.110
10 Jim Stannard Inglaterra 6 de outubro de 1962 1980–1984,

1987-1995

407 0 6 36.692

Maiores artilheiros

Pos. Nome País Data de Nasc. Período Jogos Gols Média
1 Ronald Rooke Inglaterra 7 de dezembro de 1911 1936-1946 311 291 0,91
2 Gordon

Davies

País de Gales 3 de agosto de 1955 1978-1984,

1986-1991

457 187 0,40
3 Johnny

Haynes

Inglaterra 17 de outubro de 1934 1952-1970 667 176 0,26
4 Bedford

Jezzard

Inglaterra 19 de outubro de 1927 1948-1956 313 167 0,53
5 Graham

Leggat

Escócia 23 de junho de 1934 1958-1967 290 146 0,50
6 Arthur

Stevens

Inglaterra 13 de janeiro de 1921 1941-1959 417 137 0,33
7 Aleksandar

Mitrović

Sérvia 16 de setembro de 1994 2018-2023 211 126 0,60
8 Steve Earle Inglaterra 1 de novembro de 1945 1963-1974 336 117 0,35
9 Maurice

Cook

Inglaterra 10 de dezembro de 1931 1958-1965 258 109 0,43
10 Les Barrett Inglaterra 18 de fevereiro de 1933 1965-1977 509 107 0,21

Estatísticas atualizadas em 7 de julho de 2023.

Treinadores

Abaixo está a lista de treinadores do Fulham desde 1853.

Nome País Data de Nasc. Início Fim Período Jogos V E D
Harry Bradshaw Inglaterra 15 de junho de 1853 1 de abril de 1904 30 de junho de 1909 05 anos 02 meses 29 dias 0 - - -
Phil Kelso Escócia 26 de junho de 1871 1 de julho de 1909 30 de junho de 1924 14 anos 11 meses 30 dias 0 - - -
Andy Ducat Inglaterra 16 de fevereiro de 1886 1 de julho de 1924 15 de abril de 1926 01 anos 09 meses 15 dias 0 - - -
Joe Bradshaw Inglaterra 16 de junho de 1880 15 de abril de 1926 30 de junho de 1929 03 anos 02 meses 15 dias 0 - - -
Ned Liddell Inglaterra 27 de maio de 1878 1 de julho de 1929 20 de abril de 1931 01 anos 09 meses 20 dias 4 2 1 1
James McIntyre Inglaterra 1 de fevereiro de 1882 20 de abril de 1931 15 de fevereiro de 1934 02 anos 09 meses 26 dias 7 2 3 2
Joe Edelston Inglaterra 1 de julho de 1891 15 de fevereiro de 1934 30 de junho de 1934 04 meses 15 dias - - - -
Jimmy Hogan Inglaterra 16 de outubro de 1882 1 de julho de 1934 20 de dezembro de 1934 05 meses 19 dias - - - -
Joe Edelston Inglaterra 1 de julho de 1891 20 de dezembro de 1934 30 de junho de 1935 06 meses 10 dias - - - 1
Jack Peart Inglaterra 3 de outubro de 1888 1 de julho de 1935 3 de setembro de 1948 13 anos 02 meses 03 dias 113 46 24 43
Frank Osborne Inglaterra 14 de outubro de 1896 6 de setembro de 1948 30 de junho de 1949 09 meses 24 dias 38 22 7 9
Bill Dodgin, Sr. Inglaterra 17 de abril de 1909 1 de julho de 1949 18 de outubro de 1953 04 anos 03 meses 17 dias 191 54 53 84
Frank Osborne Inglaterra 14 de outubro de 1896 18 de outubro de 1953 15 de fevereiro de 1956 02 anos 03 meses 28 dias 106 44 21 41
Dug Livingstone Escócia 25 de fevereiro de 1898 15 de fevereiro de 1956 30 de junho de 1958 02 anos 04 meses 15 dias 105 50 21 34
Bedford Jezzard Inglaterra 19 de outubro de 1927 1 de julho de 1958 20 de janeiro de 1965 06 anos 06 meses 20 dias 307 113 72 122
Vic Buckingham Inglaterra 23 de outubro de 1915 21 de janeiro de 1965 1 de janeiro de 1968 02 anos 11 meses 11 dias 139 44 31 64
Sir Bobby Robson Inglaterra 18 de fevereiro de 1933 27 de janeiro de 1968 18 de novembro de 1968 09 meses 22 dias 40 7 11 22
Johnny Haynes Inglaterra 17 de outubro de 1934 18 de novembro de 1968 8 de dezembro de 1968 20 dias 4 1 1 2
Bill Dodgin Jr. Inglaterra 4 de novembro de 1931 8 de dezembro de 1968 30 de junho de 1972 03 anos 06 meses 22 dias 172 67 44 61
Alec Stock Inglaterra 30 de março de 1917 1 de julho de 1972 15 de dezembro de 1976 04 anos 05 meses 14 dias 222 74 75 73
Bobby Campbell Inglaterra 23 de abril de 1937 15 de dezembro de 1976 22 de outubro de 1980 03 anos 10 meses 07 dias 178 49 49 80
Ted Drake Inglaterra 16 de agosto de 1912 22 de outubro de 1980 6 de novembro de 1980 15 dias 3 1 1 1
Malcolm Macdonald Inglaterra 7 de janeiro de 1950 6 de novembro de 1980 22 de abril de 1984 03 anos 05 meses 16 dias 181 74 53 54
Ray Harford Inglaterra 1 de junho de 1945 22 de abril de 1984 30 de junho de 1986 02 anos 02 meses 08 dias 98 36 17 45
Ray Lewington Inglaterra 7 de setembro de 1956 1 de julho de 1986 30 de junho de 1990 03 anos 11 meses 30 dias 217 74 55 88
Alan Dicks Inglaterra 29 de agosto de 1934 9 de julho de 1990 30 de novembro de 1991 01 anos 04 meses 21 dias 77 20 23 34
Ray Lewington Inglaterra 7 de setembro de 1956 30 de novembro de 1991 27 de dezembro de 1991 27 dias 2 1 - 1
Don Mackay Escócia 19 de março de 1940 27 de dezembro de 1991 28 de março de 1994 02 anos 03 meses 01 dias 127 46 36 45
Ray Lewington Inglaterra 7 de setembro de 1956 28 de março de 1994 30 de junho de 1994 03 meses 02 dias 9 2 3 4
Ian Branfoot Inglaterra 26 de janeiro de 1947 1 de julho de 1994 19 de fevereiro de 1996 01 anos 07 meses 19 dias 23 9 7 7
Micky Adams Inglaterra 8 de novembro de 1961 1 de março de 1996 25 de setembro de 1997 01 anos 06 meses 26 dias 18 5 4 9
Ray Wilkins Inglaterra 14 de setembro de 1956 25 de setembro de 1997 7 de maio de 1998 07 meses 12 dias 44 21 8 15
Kevin Keegan Inglaterra 14 de fevereiro de 1951 7 de maio de 1998 30 de junho de 1999 01 anos 01 meses 23 dias 59 38 11 10
Paul Bracewell Inglaterra 19 de julho de 1962 1 de julho de 1999 29 de março de 2000 08 meses 27 dias 50 22 15 13
Karl-Heinz Riedle Alemanha 16 de setembro de 1965 1 de abril de 2000 30 de junho de 2000 02 meses 29 dias 7 3 2 2
Jean Tigana Mali/França 23 de junho de 1955 1 de julho de 2000 17 de abril de 2003 02 anos 09 meses 17 dias 153 70 41 42
Chris Coleman País de Gales 10 de junho de 1970 18 de abril de 2003 10 de abril de 2007 03 anos 11 meses 23 dias 176 61 44 71
Lawrie Sanchez Irlanda do Norte 22 de outubro de 1959 11 de abril de 2007 21 de dezembro de 2007 08 meses 10 dias 24 4 8 12
Billy McKinlay Escócia 22 de abril de 1969 21 de dezembro de 2007 28 de dezembro de 2007 07 dias 2 - 1 1
Roy Hodgson Inglaterra 9 de agosto de 1947 28 de dezembro de 2007 30 de junho de 2010 02 anos 06 meses 02 dias 129 50 32 47
Ray Lewington Inglaterra 7 de setembro de 1956 1 de julho de 2010 29 de julho de 2010 28 dias 0 - - -
Mark Hughes País de Gales 1 de novembro de 1963 29 de julho de 2010 2 de junho de 2011 10 meses 04 dias 43 14 16 13
Martin Jol Holanda 16 de janeiro de 1956 7 de junho de 2011 1 de dezembro de 2013 02 anos 05 meses 24 dias 113 39 26 48
René Meulensteen Holanda 25 de março de 1964 1 de dezembro de 2013 14 de fevereiro de 2014 02 meses 14 dias 17 4 3 10
Felix Magath Alemanha 26 de julho de 1953 14 de fevereiro de 2014 18 de setembro de 2014 07 meses 04 dias 20 4 4 12
Kit Symons País de Gales 8 de março de 1971 18 de setembro de 2014 8 de novembro de 2015 01 anos 01 meses 21 dias 64 23 16 25
Peter Grant Escócia 30 de agosto de 1965 8 de novembro de 2015 8 de dezembro de 2015 01 mês 3 - 2 1
Stuart Gray Inglaterra 19 de abril de 1960 8 de dezembro de 2015 27 de dezembro de 2015 19 dias 4 - 2 2
Slavisa Jokanovic Sérvia 16 de agosto de 1968 27 de dezembro de 2015 14 de novembro de 2018 02 anos 10 meses 18 dias 144 63 36 45
Claudio Ranieri Itália 20 de outubro de 1951 14 de novembro de 2018 28 de fevereiro de 2019 03 meses 14 dias 17 3 3 11
Scott Parker Inglaterra 13 de outubro de 1980 28 de fevereiro de 2019 30 de junho de 2021 02 anos 04 meses 02 dias 105 37 25 43
Marco Silva Portugal 12 de julho de 1977 1 de julho de 2021 - 02 anos 07 dias 94 47 17 30

Última atualização em 7 de julho de 2023.

Títulos

CONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Copa Intertoto da UEFA 1 2002
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Inglês - 2ª Divisão 3 1948-49, 2000-01 e 2021-22
Campeonato Inglês - 3ª Divisão 2 1931-32 e 1998-99

Campanhas de destaque

Inglaterra Copa da Inglaterra

Vice campeão: 1974–75

União Europeia UEFA Europa League

Vice campeão: 2009–10

Administração

Shahid Khan, atual presidente e proprietário do clube
Cargo Ocupante
Presidente Shahid Khan[22]
Chefe executivo oficial Alistair Mackintosh[23]
Diretor de finanças Sean O'Loughlin[23]
Diretor não-executivo Mark Lamping[23]

O Fulham Football Club é propriedade de Shahid Khan. Khan comprou o clube a Mohamed Al-Fayed em 12 de julho de 2013, por um valor que terá rondado os £150-200 milhões.[24]

Durante o período em que foi proprietário do Fulham, Al-Fayed concedeu ao clube £187 milhões em empréstimos sem juros.[25] Em março de 2011, o Fulham registou perdas anuais de £16,9 milhões, com Al-Fayed a declarar que iria "continuar a disponibilizar fundos para atingir os nossos objetivos dentro e fora do campo" e que "o sucesso contínuo do Fulham e a sua eventual auto-sustentabilidade financeira são a minha prioridade.[26]" A partir de janeiro de 2013, o Fulham ficou efetivamente livre de dívidas, uma vez que Al-Fayed converteu os empréstimos em ações do clube.[27]

Ver também

Referências

  1. (em inglês) «Craven Cottage - Fulham». Consultado em 5 de abril de 2009. Arquivado do original em 21 de abril de 2012
  2. 1 2 3 Site torcedores.com - Conheça um pouco mais sobre os três novos times da Premier League, página editada em 25 de julho de 2018 e disponível em 24 de outubro de 2018.
  3. «Fulham». premierskillsenglish.britishcouncil.org (em inglês). 16 de janeiro de 2021. Consultado em 30 de julho de 2023
  4. «Rampant Fulham hit QPR for six». Sky Sports (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2023
  5. «BBC News | UK | Football fan jailed for killing rival supporter». news.bbc.co.uk. Consultado em 30 de julho de 2023
  6. «Craven Cottage». Fulham Supporters' Trust (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2023
  7. http://www.thefa.com/England/SeniorTeam/Players/Postings/2004/11/EnglandProfile_JohnnyHaynes.htm. Cópia arquivada em |arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda) 🔗 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  8. «Wayback Machine». web.archive.org. Consultado em 30 de julho de 2023
  9. «FFC Premier League XI». web.archive.org. 6 de julho de 2012. Consultado em 30 de julho de 2023
  10. 1 2 FC, Fulham. «Fulham FC». Fulham FC. Consultado em 30 de julho de 2023
  11. FC, Fulham (18 de agosto de 2022). «Fulham's Best Ever Premier League XI». Fulham FC. Consultado em 30 de julho de 2023
  12. Historic of English Football - Fulham FC - Attendances, página disponível em 10 de fevereiro de 2018.
  13. 1 2 Footymad Limited. «Fulham's Average League Attendances». fulham-mad.co.uk
  14. 1 2 «Archived copy». Consultado em 5 de maio de 2014. Arquivado do original em 6 de agosto de 2013
  15. «Site nufc». Consultado em 15 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 9 de março de 2008
  16. «Premier League shirts row: The fickle fashions of sponsorship». BBC News (em inglês). 21 de setembro de 2018. Consultado em 30 de julho de 2023
  17. «World Mobile | Bring connection. Share the rewards.». World Mobile | Bring connection. Share the rewards. (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2023
  18. Rutzler, Peter. «Fulham announce record kit deal with betting sponsor W88». The Athletic (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2023
  19. FC, Fulham (28 de junho de 2023). «Fulham Announces Record Sponsorship With SBOTOP». Fulham FC. Consultado em 30 de julho de 2023
  20. FC, Fulham (30 de julho de 2023). «Fulham FC». Fulham FC. Consultado em 30 de julho de 2023
  21. «MEN» (em inglês). Site oficial do Fulham FC. Consultado em 20 de setembro de 2024
  22. «Shahid Khan – Fulham Football Club». www.fulhamfc.com. Consultado em 11 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2014
  23. 1 2 3 «Directors – Fulham Football Club». www.fulhamfc.com. Consultado em 11 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014
  24. «Fulham bought by US billionaire Khan». BBC Sport (em inglês). Consultado em 6 de agosto de 2023
  25. Conn, David (19 de maio de 2011). «Record income but record losses for Premier League». the Guardian (em inglês). Consultado em 6 de agosto de 2023
  26. «Fulham football club losses up despite on-field success». BBC News (em inglês). 15 de março de 2011. Consultado em 6 de agosto de 2023
  27. Fifield, Dominic (29 de janeiro de 2013). «Fulham effectively debt-free as Fayed converts loans into equity». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 6 de agosto de 2023

Ligações externas