Friedrich Hölderlin

Friedrich Hölderlin
Hölderlin por Franz Carl Hiemer, 1792
Nome completoJohann Christian Friedrich Hölderlin
Nascimento
Lauffen am Neckar, Alemanha
Morte
7 de junho de 1843 (73 anos)

NacionalidadeAlemão
OcupaçãoPoeta lírico, romancista e filósofo
Magnum opusHyperion, A Morte de Empédocles
Assinatura

Johann Christian Friedrich Hölderlin (Lauffen am Neckar, 20 de março de 1770Tübingen, 7 de junho de 1843) foi um poeta lírico, romancista e filósofo alemão. Descrito por Norbert von Hellingrath como "o mais alemão dos alemães", Hölderlin é considerado uma das maiores vozes da língua alemã e figura central do Romantismo alemão.[1] Sua obra não se enquadra nem no Classicismo de Weimar nem no Romantismo convencional, situando-se em um espaço singular entre as duas correntes.

Ao lado de Georg Wilhelm Friedrich Hegel e Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, com quem estudou na Tübinger Stift, exerceu influência decisiva no desenvolvimento do idealismo alemão.[2] Martin Heidegger, que dedicou a Hölderlin alguns de seus ensaios mais importantes, afirmou: "Hölderlin é um dos nossos maiores, isto é, dos mais urgentes pensadores, porque é o nosso maior poeta."[3]

Vida

Infância e família

Friedrich Hölderlin nasceu em Lauffen am Neckar, então parte do Ducado de Württemberg. Era filho de Heinrich Friedrich Hölderlin (1736–1772), administrador das terras de um monastério, e de Johanna Christiana Hölderlin, nascida Heyn (1748–1828), proveniente de uma família de pastores protestantes württembergueses.[4] Seu pai faleceu de um derrame quando Friedrich tinha apenas dois anos. Em 1774, sua mãe mudou a família para Nürtingen ao se casar com Johann Christoph Gok, comerciante de vinhos e posteriormente prefeito da cidade. Gok também faleceu prematuramente, em 1779.

Em Nürtingen frequentou a escola latina entre 1776 e 1784, recebendo aulas de piano e flauta. Em 1784, entrou na escola monástica de Denkendorf, onde descobriu a poesia de Friedrich Schiller e Friedrich Gottlieb Klopstock e deu os primeiros passos na composição de seus próprios versos.[5]

Formação teológica

Em outubro de 1788, Hölderlin iniciou os estudos de Teologia na Universidade de Tübingen, como bolsista da Tübinger Stift. Lá travou amizade com Hegel e Schelling, com quem compartilhou o entusiasmo pela Revolução Francesa.[6] Embora tenha rejeitado a violência do Terror, seu compromisso com os princípios de 1789 permaneceu intenso e influenciou obras como Hyperion e A Morte de Empédocles.[7]

Concluiu o curso em 1793, mas recusou-se a seguir a carreira clerical, passando a trabalhar como preceptor em casas de famílias abastadas.

Anos como preceptor

Em 1794, frequentou a Universidade de Jena para assistir às aulas de Johann Gottlieb Fichte, onde conheceu Johann Wolfgang von Goethe, Friedrich Schiller, Novalis e Isaac von Sinclair.[8]

Em 1796, tornou-se preceptor na casa do banqueiro Jakob Friedrich Gontard, em Frankfurt am Main. Ali conheceu Susette Gontard (1769–1802), esposa do empregador, que se tornaria seu grande amor e a inspiração para a personagem Diotima no romance Hyperion.[9] Quando Gontard descobriu o relacionamento, Hölderlin foi demitido abruptamente em setembro de 1798 e refugiou-se em Bad Homburg vor der Höhe, na casa de Sinclair.

Colapso e os anos finais

No final da década de 1790, Hölderlin começou a dar sinais crescentes de sofrimento psíquico, então diagnosticado como "hipocondria grave", condição que pioraria após seu último encontro com Susette Gontard em 1800.[10] Em 1802, ao retornar de Bordeaux, soube da morte de Susette, falecida de rubéola em Frankfurt em 22 de junho daquele ano.

Em 11 de setembro de 1806, foi levado à força para a clínica universitária de Tübingen, dirigida pelo Dr. Johann Heinrich Ferdinand von Autenrieth.[11] Ali permaneceu internado por 231 dias. O poeta Justinus Kerner, então estudante de medicina, foi designado para acompanhar seu caso. Em 1807, declarado "incurável", foi acolhido pelo marceneiro Ernst Zimmer, admirador de Hyperion, que lhe cedeu um quarto em uma torre às margens do rio Neckar, posteriormente chamada de Hölderlinturm.[12]

Hölderlin viveu ali pelos 36 anos seguintes, cuidado pela família Zimmer. Continuou a escrever poemas que assinava com pseudônimos como "Scardanelli" e datava com anos fictícios. Morreu em 7 de junho de 1843, com 73 anos.

Obra

O romance Hyperion

Hyperion ou O Eremita na Grécia é o único romance de Hölderlin, publicado em dois volumes em 1797 e 1799. É considerado "a mais lírica de todas as obras em prosa alemãs".[13] Narrado sob a forma de cartas retrospectivas do protagonista Hyperion a seu amigo alemão Bellarmin, o romance situa-se na Grécia do século XVIII. A personagem Diotima é inspirada na Diotima do Banquete de Platão e, a partir de 1796, modelada em Susette Gontard. O segundo volume foi dedicado a ela com as palavras: Wem sonst als Dir ("A quem mais, senão a ti").

O drama A Morte de Empédocles

Entre o final de 1797 e a primavera de 1800, Hölderlin trabalhou no drama A Morte de Empédocles, do qual chegaram três versões fragmentárias, nenhuma concluída.[14] A obra trata dos últimos dias do filósofo grego Empédocles, com a Revolução Francesa como pano de fundo histórico implícito.

A poesia lírica

Hölderlin privilegiou as formas elevadas da poesia: o hino, a ode e a elegia. Os primeiros poemas são marcados pelo pietismo suábio e pela influência de Klopstock e do jovem Schiller. Os hinos tübinguenses (1790–1793) celebram os ideais da Revolução Francesa com ênfase idealista e abstrata. A fase frankfurtiana (1796–1798) é dominada pela ode, em que Hölderlin expressou uma visão de mundo panteísta influenciada por Spinoza e pela filosofia da natureza de Rousseau.

Os grandes hinos tardios (1800–1806) constituem o ponto mais alto de sua obra e a base de sua fama no século XX. Escritos em ritmos livres à maneira dos hinos pindáricos, incluem poemas como Der Archipelagus, Brot und Wein, Patmos e Mnemosyne. Neles, Hölderlin busca fundir o mundo mítico grego com o Cristianismo, entendendo os deuses gregos e Cristo como manifestações sucessivas do divino. Durante os anos na torre, escreveu poemas de grande simplicidade formal que a pesquisa contemporânea considera obras de arte autônomas e intencionais.

Hölderlin como tradutor

Em 1804, Hölderlin publicou traduções das tragédias Antígona e Édipo Tirano de Sófocles, reunidas sob o título Tragédias de Sófocles. Recebidas com escárnio pelos contemporâneos, foram reabilitadas no século XX como modelo de tradução poética que torna visível a alteridade do texto grego.[15] Bertolt Brecht baseou sua adaptação da Antígona diretamente na versão de Hölderlin.

Hölderlin como filósofo

A importância filosófica de Hölderlin, reconhecida plenamente apenas a partir dos anos 1970, reside em sua crítica ao sistema de Fichte e em seu conceito de Ser como unidade anterior a qualquer separação entre sujeito e objeto. No ensaio fragmentário Urteil und Sein, Hölderlin argumenta que o "eu" fichtiano já pressupõe uma cisão e não pode ser o princípio absoluto da filosofia. Sua posição influenciou decisivamente Hegel e Schelling. Especula-se que o manuscrito O Mais Antigo Sistema do Idealismo Alemão, encontrado na caligrafia de Hegel, possa ter sido escrito ou inspirado por Hölderlin.[16]

Doença e debate psiquiátrico

A natureza do colapso mental de Hölderlin é um dos debates mais duradouros da história literária e psiquiátrica alemã. Em 1909, Wilhelm Lange publicou o estudo Hölderlin: Uma Patografia, diagnosticando retroativamente esquizofrenia a partir de maio de 1801 e classificando os escritos posteriores como "sem sentido".[17]

Em 1922, Karl Jaspers declarou ser "infrutífero aplicar categorias psicopatológicas grosseiras aos poemas de Hölderlin".[18] Em 1978, o biógrafo Pierre Bertaux lançou a hipótese de que Hölderlin teria simulado a loucura para se proteger de perseguição política, tese hoje amplamente rejeitada.[19]

O médico Reinhard Horowski propôs em 2017 que Hölderlin teria sofrido de envenenamento crônico por mercúrio em decorrência dos tratamentos com calomel na clínica de Autenrieth, o que explicaria tanto o comportamento bizarro quanto a perda precoce dos dentes e outros sintomas físicos. O consenso atual é que Hölderlin sofria de doença mental grave, mas que os poemas tardios são obras de arte autônomas e intencionais.[20]

Recepção e influência

Reconhecimento tardio

Durante a vida, Hölderlin foi virtualmente ignorado pelo grande público. O grande reconhecimento começou com os admiradores do Romantismo de Heidelberg, especialmente Clemens Brentano e Achim von Arnim, que publicaram seus poemas. O ponto de virada decisivo deu-se em 1913, quando Norbert von Hellingrath publicou os primeiros volumes de uma edição histórico-crítica, tornando acessíveis pela primeira vez os hinos fragmentários tardios. Desde então, Hölderlin passou a ser reconhecido como um dos maiores poetas de língua alemã.

Friedrich Nietzsche o valorizou antes disso, reconhecendo nele o poeta que primeiro antecipou a Grécia dionisíaca e órfica.[21] Leitores de esquerda também se dedicaram a sua obra, entre eles Ernst Bloch, Georg Lukács e Peter Weiss.

Influência literária e filosófica

Os hinos tardios de Hölderlin influenciaram profundamente a poesia de língua alemã, de Stefan George e Georg Trakl a Paul Celan e Ingeborg Bachmann. No campo filosófico, Hölderlin foi objeto de leituras fundamentais de Martin Heidegger, Theodor Adorno, Jacques Derrida, Michel Foucault e Alain Badiou.[22]

Musicalizações

A poesia de Hölderlin inspirou numerosos compositores. O Hyperions Schicksalslied foi musicalizado diversas vezes, sendo a versão mais conhecida a de Johannes Brahms (Schicksalslied, op. 54, para coro misto e orquestra, 1868–1871).[23] Richard Wetz musicalizou o final do romance em 1912 como cantata (Hyperion, op. 32, para barítono, coro misto e orquestra).

Entre os compositores do século XX destacam-se Benjamin Britten (Seis Fragmentos de Hölderlin, op. 61, 1958), Bruno Maderna (Hyperion. Lirica in forma di spettacolo, 1965), Luigi Nono (Fragmente – Stille, An Diotima, 1979, e Prometeo, 1984), Heinz Holliger (Scardanelli-Zyklus, 1975–1991) e György Ligeti (Três Fantasias segundo Friedrich Hölderlin, 1982). Carl Orff utilizou as traduções de Hölderlin de Sófocles em suas óperas Antígona (1949) e Édipo Tirano (1959).

Cinema e teatro

No filme alemão Der Heilige Berg (1926), de Arnold Fanck, a personagem de Leni Riefenstahl recebe o nome de Diotima em referência ao romance Hyperion.[carece de fontes?] O dramaturgo Peter Weiss escreveu a peça Hölderlin (estreia em 1971), uma "biografia cênica". Peter Härtling publicou o romance Hölderlin (1976), de grande impacto cultural.

Poesia

Abaixo um trecho da poesia A Canção de Hyperion:[24]

Brilhantes deuses etéreos
Tocam-vos levemente,
Qual os dedos do artista
nas cordas santas
Sem destino, como a criança
Castamente guardado
Em discretos botões,
O espírito floresce-lhes,
Eterno,
E os santos olhos
Vêem em silenciosa
E eterna claridade.
Nós, porém, fomos condenados a errar,
Sem descanso, p'la terra fora.
Ao acaso, de uma
Hora para a outra,
Os homens sofredores
Somem-se e caiem,
Como a água atirada de
Recife para recife,
Ano após ano, na incerteza.

Obras

  • 1797–1799: Hyperion ou O Eremita na Grécia
  • 1797–1800: A Morte de Empédocles (fragmentos)
  • 1804: Tragédias de Sófocles (traduções de Antígona e Édipo Tirano)
  • 1826: Poemas de Friedrich Hölderlin (editado por Ludwig Uhland e Gustav Schwab)

Edições em português

  • Hipérion ou o eremita na Grécia. São Paulo: Nova Alexandria, 2003.
  • Hyperion ou O Eremita na Grécia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012 (2ª ed.). ISBN 978-8530938697.
  • Poemas. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
  • Elegias. Trad. Maria Teresa Dias Furtado. Lisboa: Assírio e Alvim, 1992.
  • A Morte de Empédocles. Trad. Marise Moassab Curiori. São Paulo: Iluminuras, 2008.
  • Reflexões. Trad. Márcia de Sá Cavalcante e Antonio Abranches. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
  • Observações sobre Édipo e Antígona. In: ROSENFIELD, K. Antígona: de Sófocles a Hölderlin. Porto Alegre: L&PM, 2000.

Referências

  1. Warminski, Andrzej (1987). Readings in Interpretation: Hölderlin, Hegel, Heidegger. Col: Theory and History of Literature. 26. [S.l.]: U of Minnesota Press. p. 209
  2. Beiser, Frederick C., ed. (1993). The Cambridge Companion to Hegel. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 419. ISBN 978-1-139-82495-8
  3. Dallmayr, Fred Reinhard (1989). Margins of Political Discourse. [S.l.]: SUNY Press. p. 213
  4. Mieth, Günter (2001). Friedrich Hölderlin: Dichter der bürgerlich-demokratischen Revolution. [S.l.]: Königshausen & Neumann. p. 29
  5. Hölderlin, Friedrich (2007). Selected Poems and Fragments. Tradução de Michael Hamburger bilíngue ed. Londres: Penguin UK. p. 26. ISBN 978-0-141-96218-4
  6. Good, James Allan (2006). A Search for Unity in Diversity: The "permanent Hegelian Deposit" in the Philosophy of John Dewey. [S.l.]: Lexington Books. p. 4
  7. Magun, Artemy (2013). Negative Revolution: Modern Political Subject and its Fate After the Cold War. [S.l.]: Bloomsbury Publishing US. p. 171
  8. Hölderlin, Friedrich (1990). Santner, Eric L., ed. Hyperion and Selected Poems. Col: The German Library. 22. [S.l.]: A&C Black. p. 11
  9. Michaelis, Rolf (27 de janeiro de 1980). «Hölderlin: Hyperion». Die Zeit (em alemão)
  10. HÖLDERLIN, Friedrich. Poemas. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
  11. Constantine, David (1990). Hölderlin. Oxford: Clarendon Press. p. 299
  12. Constantine, David (1990). Hölderlin. Oxford: Clarendon Press. p. 300
  13. Jochen Schmidt (1994). Friedrich Hölderlin, Sämtliche Werke und Briefe in drei Bänden. 2. Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag. p. 940
  14. Jochen Schmidt (1994). Friedrich Hölderlin, Sämtliche Werke und Briefe in drei Bänden. 2. Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag. pp. 277–445
  15. ROSENFIELD, K. Antígona: de Sófocles a Hölderlin. Porto Alegre: L&PM, 2000.
  16. Hammermeister, Kai (2002). The German Aesthetic Tradition. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 76
  17. Wilhelm Lange: Hölderlin. Eine Pathographie. Enke, Stuttgart, 1909.
  18. Karl Jaspers: Strindberg und van Gogh. Versuch einer pathographischen Analyse unter vergleichender Heranziehung von Swedenborg und Hölderlin. Piper, Bern, 1922, p. 128.
  19. Pierre Bertaux: Friedrich Hölderlin. Suhrkamp, Frankfurt am Main, 1978.
  20. Georg Wolfgang Wallner, Uwe Gonther: Hölderlin in Tübingen. Symptomatik und Versuch einer Analyse. In: Uwe Gonther, Jann E. Schlimme (Hrsg.): Hölderlin und die Psychiatrie. Psychiatrie-Verlag, Bonn, 2010, p. 111–129.
  21. Josephson-Storm, Jason (2017). The Myth of Disenchantment: Magic, Modernity, and the Birth of the Human Sciences. Chicago: University of Chicago Press. p. 88. ISBN 978-0-226-40336-6
  22. DASTUR, F. Hölderlin: Tragédia e Modernidade. In: Reflexões. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
  23. Grimes, Nicole (2019). Brahms's Elegies: The Poetics of Loss in Nineteenth-Century German Culture. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 978-1-108-66113-3
  24. HÖLDERLIN. Hölderlin e outros estudos. In: QUINTELA, Paulo. Obras Completas de Paulo Quintela. Volumes II. Lisboa: Calouste Gulbenkian. 1999.

Referências bibliográficas

  • HÖLDERLIN, Friedrich. Poemas. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
  • _____. Elegias. Trad. Maria Teresa Dias Furtado. Lisboa: Assírio e Alvim, 1992.
  • _____. A Morte de Empédocles. Tradução e introdução de Marise Moassab Curiori. São Paulo: Iluminuras, 2008.
  • _____. Reflexões. Trad. Márcia de Sá Cavalcante e Antonio Abranches. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
  • _____. Hölderlin e outros estudos. In: QUINTELA, Paulo. Obras Completas de Paulo Quintela. Volumes II, III e IV. Lisboa: Calouste Gulbenkian. 1999.
  • _____. Observações sobre Édipo e Antígona. In: ROSENFIELD, K. Antígona – de Sófocles a Hölderlin. Porto Alegre: L&PM. 2000.
  • _____. Hipérion ou o eremita na Grécia. São Paulo: Nova Alexandria, 2003.
  • BLANCHOT, M. A palavra "sagrada" de Hölderlin. In: _____. A parte do Fogo. Trad. Ana Maria Scherer. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1997.
  • _____. O itinerário de Hölderlin. In: _____. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1987.
  • CAMPOS, H. A palavra vermelha de Hölderlin. In: _____. A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1977.
  • CAVALCANTE, M. Introdução: Pelos caminhos do coração. In: Hölderlin. Reflexões. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
  • DASTUR, F. Hölderlin: Tragédia e Modernidade. In: Reflexões. Trad. Márcia de Sá Cavalcante e Antonio Abranches. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
  • _____. O teatro de Hölderlin. In: Folhetim do Pequeno Gesto. Rio de Janeiro, nº 4, 1999.
  • MACHADO, R. Hölderlin e o afastamento do divino. In: _____. O nascimento do trágico: de Schiller a Nietzsche. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
  • MAYOS, G. Hölderlin, um projeto emancipatório fracassado, In Convivium, Barcelona, Núm. 3, 1992 (traduzido por Gabriel Lago de Sousa Barroso).
  • ROSENFIELD, K. Rumo a uma linguagem inacabada: a propósito da ode "coragem de poeta" de Hölderlin. In: _____. A linguagem Liberada. Coleção Debates. São Paulo: Editora Perspectiva, 1991.
  • _____. Antígona - de Sófocles a Hölderlin. Porto Alegre: L&PM. 2000.

Ligações externas