Euromaidan
| Euromaidan | |
|---|---|
| Parte de Guerra Russo-Ucraniana | |
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| Período | 21 de novembro de 2013[1] – 23 de fevereiro de 2014 |
| Local | Ucrânia, principalmente Kiev |
| Causas | |
| Objetivos |
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| Métodos | Manifestações, ciberativismo, desobediência civil, resistência civil, hacktivismo, [10] ocupação de prédios administrativos[nb 1] |
| Resultado |
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Euromaidan (em ucraniano: Євромайдан, Yevromaidan, literalmente 'Europraça') ou Revolução da Maidan,[30][31][32] foi uma onda de manifestações e agitação civil ocorrida na Ucrânia entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014. Os protestos foram desencadeados pela decisão do presidente Viktor Yanukovytch de suspender as negociações do Acordo de Associação com a União Europeia em favor de uma aproximação com a Rússia. Considerado o maior movimento democrático de massas na Europa desde 1989,[33] reuniu centenas de milhares de pessoas na Maidan Nezalezhnosti (Praça da Independência) de Kiev e em outras cidades do país.
A agitação iniciou na noite de 21 de novembro de 2013, convocada inicialmente nas redes sociais por jovens e estudantes universitários. O movimento rapidamente se ampliou após a violenta dispersão policial dos manifestantes em 30 de novembro, passando a reunir amplos setores da população — intelectuais, trabalhadores, igrejas e organizações civis — descontentes com a corrupção generalizada, o abuso de poder e as violações de direitos humanos pelo governo do Partido das Regiões.[34][35]
Os confrontos atingiram o auge em fevereiro de 2014, quando forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes, matando mais de 100 pessoas — os chamados Heróis do Centurião Celestial. Diante da pressão, Yanukovytch fugiu para a Rússia em 21 de fevereiro de 2014, o parlamento ucraniano votou pela sua deposição e a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko foi libertada da prisão.[36] O Acordo de Associação com a UE foi assinado pelo governo interino em março de 2014.[37]
O Euromaidan teve consequências profundas na geopolítica regional. Em resposta à queda de Yanukovytch, a Rússia anexou a Crimeia em março de 2014 e apoiou separatistas no Donbass, desencadeando um conflito armado que se tornaria prelúdio da invasão russa da Ucrânia em 2022. Internamente, os protestos marcaram uma reorientação definitiva da Ucrânia em direção à integração europeia e ao abandono da neutralidade entre Rússia e Ocidente.[38]
Antecedentes
Etimologia
O termo "Euromaidan" foi inicialmente utilizado como um hashtag no Twitter.[39] Uma conta no Twitter chamada Euromaidan foi criada no primeiro dia dos protestos.[40] Logo tornou-se popular na imprensa internacional.[41] O nome é composto de duas partes: "Euro" é a abreviação para Europa e "Maidan" ("esplanada" ou "praça") refere-se Praça da Independência (Maidan Nezalejnosti) a principal praça da capital ucraniana Kiev, onde os protestos estão centrados.[39] Durante os protestos a palavra "Maidan" passou a significar o ato da própria política pública.[42]
O termo "Primavera Ucraniana" é por vezes utilizado em referência à Primavera Árabe, que foi desencadeada por causas similares como o autoritarismo opressivo, a corrupção generalizada das autoridades, a cleptocracia e a falta de oportunidade. [43][44]
Causas iniciais
Em 30 de março de 2012, a União Europeia (UE) e Ucrânia deram início a um Acordo de Associação,[45] no entanto, os líderes da UE declararam mais tarde que o acordo não seria ratificado a menos que a Ucrânia solucionasse a situação de uma "deterioração flagrante da democracia e do Estado de Direito", incluindo a prisão de Yulia Tymoshenko e Yuriy Lutsenko em 2011 e 2012.[46][nb 2] Nos meses que antecederam os protestos, o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich pediu ao parlamento a adoção de leis para que a Ucrânia cumprisse os critérios da UE. [48][49]
Em 21 de novembro de 2013, um decreto do governo ucraniano suspendeu os preparativos para a assinatura do acordo de associação.[50][51] A razão apresentada foi que nos meses anteriores a Ucrânia tinha experimentado "uma queda na produção industrial e nas nossas relações com os países da Comunidade dos Estados Independentes".[52][nb 3] O governo também assegurou que "a Ucrânia recomeçará a preparar o acordo quando a queda na produção industrial e as relações com os países da CEI fossem compensadas pelo mercado europeu".[52] Segundo o primeiro-ministro ucraniano Mykola Azarov "as condições extremamente duras" de um empréstimo do FMI (apresentadas pelo FMI em 20 de novembro de 2013), que incluía grandes cortes no orçamento e um aumento de 40% nas contas de gás, tinha sido o último argumento a favor da decisão do governo ucraniano de suspender os preparativos para a assinatura do Acordo de Associação. [54][55]
O presidente Yanukovych participou da cúpula da UE em Vilnius nos dias 28 e 29 de novembro (onde originalmente estava previsto que o Acordo de Associação seria assinado em 29 de novembro de 2013),[48] mas o acordo de associação não foi firmado.[56][57] Tanto Yanukovych como altos oficiais da UE sinalizaram que queriam assinar o Acordo de Associação em uma data posterior. [58][59][60]
Opinião pública sobre o Euromaidan
De acordo com pesquisas de dezembro de 2013 (por três pesquisas de opinião diferentes) entre 45% e 50% dos ucranianos apoiaram o Euromaidan, e entre 42% e 50% se opuseram.[61] O maior apoio para o protesto pode ser encontrado em Kiev (cerca de 75%) e oeste da Ucrânia (mais de 80%).[62] Entre os manifestantes Euromaidan, 55% são do oeste do país, com 24% da região central da Ucrânia e 21% do leste.
De acordo com uma pesquisa de janeiro, 45% dos ucranianos apoiaram os protestos e 48% dos ucranianos desaprovavam o Euromaidan.[63]
Opinião pública sobre a adesão à UE
De acordo com um estudo de agosto de 2013 pela empresa de Donetsk, Research & Branding Group,[64] 49% dos ucranianos apoiaram a assinatura do Acordo de Associação, enquanto 31% se opuseram e o restante não havia decidido ainda. No entanto, em uma enquete de dezembro pela mesma empresa, apenas 30% afirmaram que os termos no Acordo de Associação seriam benéficos para a economia da Ucrânia, enquanto 39% disseram que eram desfavoráveis para a Ucrânia. Na mesma pesquisa, apenas 30% disse que a oposição seria capaz de estabilizar a sociedade e governar bem o país, caso chegasse ao poder, enquanto 37% discordou.[65]
Os autores da pesquisa da GfK Ukraine, conduzida entre 2-15 de outubro de 2013, reivindicaram que 45% dos entrevistados acreditavam que Ucrânia deveria assinar um Acordo de Associação com a UE, ao passo que apenas 14% favoreceu a adesão à União Aduaneira da Bielorrússia, Cazaquistão e Rússia, e 15% preferiram o não-alinhamento.[66]
Outra pesquisa realizada em novembro pelo IFAK Ukraine para o DW-Trend mostrou 58% dos ucranianos apoiam a entrada do país na União Europeia.[67] Por outro lado, uma pesquisa de novembro de 2013 pelo Kyiv International Institute of Sociology apontou 39% apoiando a entrada do país na União Europeia e 37% apoiando à adesão da Ucrânia à União Aduaneira da Bielorrússia, Cazaquistão e Rússia. [68]
Início das manifestações
As manifestações começaram na noite de 21 de novembro de 2013, quando protestos espontâneos irromperam na capital, Kiev, após o governo ucraniano ter suspendido os preparativos para a assinatura de um Acordo de Associação e de um Acordo de Livre Comércio com a União Europeia, em favor de relações econômicas mais estreitas com a Rússia.[69] Depois de alguns dias de manifestações, um número crescente de estudantes universitários juntou-se aos protestos.[70]
Apesar das exigências não atendidas até ao momento para renovar a integração da Ucrânia na UE, o Euromaidan tem sido repetidamente caracterizado como um acontecimento de grande simbolismo político para a própria União Europeia, em particular como "a maior manifestação pró-europeia da história". [71]
Os protestos decorreram apesar de forte presença policial,[72][73] temperaturas periodicamente abaixo de zero e neve. A escalada da violência das forças do governo no início da manhã de 30 de novembro fizeram com que o nível dos protestos subissem, com 400 000 a 800 000 manifestantes em Kiev nos fins de semana de 1 de dezembro e 8 de dezembro.[74] Nas semanas posteriores, o número de manifestantes nos protestos oscilou entre 50 000 e 200 000.[75][76] Revoltas violentas ocorreram em 1º de dezembro e entre 19 de janeiro e 25 de janeiro em resposta à brutalidade policial e à repressão do governo.[77] Desde 23 de janeiro, vários edifícios governantes e conselhos regionais nos Oblasts da Ucrânia Ocidental foram ocupados em uma revolta por ativistas Euromaidan.[14] Nas cidades russófonas de Zaporizhzhya, Sumy e Dnipropetrovsk, os manifestantes também tentaram assumir o edifício do governo local, mas foram recebidos com violência policial considerável e força.[14]
Em 28 de janeiro, o primeiro-ministro ucraniano Mykola Azarov, apresentou a sua renúncia ao presidente e depois a maioria dos membros do Parlamento, reunidos em assembleia especial, comprometeu-se a revogar as leis controversas que limitam os direitos de expressão e de reunião.[78]
Aumento da violência em fevereiro
Em 18 de fevereiro, às 20h00, na sequência de um aumento da violência, a polícia tentou expulsar pela força os manifestantes da Praça da Independência.[79] Como resultado, em 19 de fevereiro foram contadas 26 mortes e mais de uma centena de feridos, por causa dos confrontos entre a polícia e os manifestantes, ocorridos durante a noite.[80]
Na noite de 19 para 20 de fevereiro, o governo ucraniano e a oposição concordaram com uma trégua. O líder do principal partido da oposição classificou a trégua como "boas notícias".[24] Depois de seis horas vigente, a trégua foi rompida e tumultos ocorreram de novo, desta vez com armas de fogo.[25] Alguns meios de comunicação contaram 21 mortos a tiro entre os manifestantes durante a manhã seguinte à trégua,[81] qualificando o clima em Kiev de "pré-guerra civil".[82] O ministro do Interior, Vitaliy Zakharchenko ordenou à tarde a entrega de armas para os policiais.[83] Zakharchenko chamou a missão dos agentes policiais de "operação anti-terrorista". Também na parte da tarde, fontes hospitalares da oposição aproximaram o número de mortos em centenas, enquanto que as fontes oficiais mantinham em 67 mortes.[83][84] Os opositores também mantinham retidos nesse momento 67 policiais.[83] Embora a oposição afirmasse em suas declarações que a polícia "atira para matar", o governo declarou que as forças estão agindo "em legítima defesa", por causa da violência da oposição.[83]
Consequências
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Em conexão com os trágicos acontecimentos de 18-20 de fevereiro, Yanukovych foi forçado a fazer concessões à oposição para acabar com banho de sangue em Kiev e encerrar a acentuada crise política. Um acordo sobre a resolução da crise política na Ucrânia foi assinado por Vitali Klitschko, Arseniy Yatsenyuk, Oleh Tyahnybok; presenciando a assinatura estavam os Ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia - Frank-Walter Steinmeier e Radosław Sikorski - e o chefe do Departamento para a Europa continental do Ministério das Relações Exteriores da França Eric Fournier.[85][86] Vladimir Lukin, representando a Rússia, recusou-para a sua assinatura no âmbito do acordo.
Na noite de 21 de fevereiro, os Maidan, apesar do acordo, prometeram entrar em conflito armado se Yanukovych não renunciasse. Posteriormente, a polícia de choque recuou e Yanukovych e muitos outros altos oficiais do governo fugiram do país. Os manifestantes ganharam o controle da administração presidencial e da propriedade particular de Yanukovych. No dia seguinte, o parlamento removeu Yanukovych do cargo, substituiu o governo com um pró-UE, e ordenou que Yulia Tymoshenko fosse libertada da prisão.[87] Na sequência, a Crise da Crimeia começou em meio aos distúrbios pró-russos.[88]
Apesar do controverso impeachment de Yanukovych,[89] da instalação de um novo governo, e da assinatura das disposições políticas do Acordo de Associação União Europeia-Ucrânia, os protestos prosseguiram para manter pressão sobre o governo, contra os protestos pró-russos e rejeitar a intervenção russa na Ucrânia.
Galeria
Ucrânia e a Associação Oriental em 2013- O Congresso dos Nacionalistas Ucranianos (KUN) participando dos protestos em Kiev
Líderes dos partidos de oposição: Vitali Klitschko, Arseny Yatseniuk e Oleg Tiagnibok no Euromaidan- Protestos em Lviv em novembro de 2013
- Barricadas em Kiev em dezembro de 2013
Policiais protegendo uma estátua de Lenin 24 de novembro de 2013- Restos da estátua de Lenin no dia seguinte ao seu derrube por manifestantes Euromaidan
Manifestantes junto a veículos queimados na rua Dynamivska em Kiev, janeiro de 2014
Os radicais Euromaidan lançam cocktails molotov contra a polícia, janeiro de 2014.- Em memória dos que morreram em Euromaidan. Ynstytutska triq. Kiev. 24.02.2014
- Em memória dos que morreram em Euromaidan. Pjazza San Sofia. Kiev. 24.02.2014
Vítimas
Durante o Euromaidan, 108 manifestantes civis e 13 policiais foram mortos.[33] A maioria das mortes ocorreu em 20 de fevereiro de 2014, quando franco-atiradores da polícia abriram fogo contra os manifestantes.[36]
Os participantes mortos durante a Revolução da Dignidade receberam a denominação coletiva de Centurião Celestial (em ucraniano: Небесна сотня, Nebesna Sotnia). O número oficial é de 107 pessoas, de diferentes nacionalidades, idades e origens — entre eles o mais jovem, Nazarii Voitovych, de 16 anos, e o mais velho, Ivan Nakonechnyi, de 83 anos. Três não-ucranianos foram incluídos: um bielorrusso e dois georgianos.[90]
Por decreto presidencial, o dia 20 de fevereiro foi estabelecido como **Dia dos Heróis do Centurião Celestial**. Em 1 de julho de 2014, a Verkhovna Rada criou a Ordem dos Heróis do Centurião Celestial, concedida por coragem civil, patriotismo e defesa dos princípios democráticos.[90]
Reações internacionais
O Euromaidan suscitou reações diversas no plano internacional. Na cúpula da UE em Vilnius, em novembro de 2013, a chanceler alemã Angela Merkel disse ao presidente Yanukovych: "Vemos você aqui, mas esperávamos mais". Após a violência de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores alemão Frank-Walter Steinmeier classificou de "escandaloso" o uso das dificuldades econômicas da Ucrânia pela Rússia para impedir a assinatura do Acordo de Associação.[91]
O senador norte-americano John McCain visitou o Maidan em 15 de dezembro de 2013 e discursou em apoio aos manifestantes, declarando que "os olhos do mundo estão voltados para a Ucrânia".[33] Em 26 de janeiro de 2014, o papa Francisco pediu diálogo construtivo entre o governo ucraniano e a população, expressando suas orações pelas vítimas.[36]
A Rússia adotou posição oposta. O ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov afirmou que o Euromaidan "não se enquadra nos limites da análise humana normal" e acusou "provocadores" de estarem por trás dos protestos. O presidente Vladimir Putin descreveu os eventos como um "pogrom" e atribuiu os protestos à ação de "atores externos".[92]
Na cultura
O Euromaidan teve amplo impacto na cultura ucraniana. No cinema, o cineasta Serguéi Loznitsa lançou o documentário Maidan (2014), estreado no Festival de Cinema de Cannes, que registrou os protestos sem comentários ou julgamentos de valor. Em 2015, o documentário Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom, dirigido por Evguêni Afineevsky e produzido pela Netflix, foi nomeado ao Oscar de melhor documentário. Para uma lista completa de filmes, ver Lista de filmes sobre o Euromaidan.[93]
No teatro, a dramaturga Natalia Vorozhbit escreveu The Maidan Diaries, encenada no Teatro Nacional Ivan Franko, um dos dois teatros nacionais da Ucrânia. O Euromaidan impulsionou também o retorno de dramaturgos e diretores ucranianos que trabalhavam na Rússia, contribuindo para o florescimento de um novo teatro dramático ucraniano.[94]
Nas artes visuais, centenas de fotógrafos documentaram a vida cotidiana e os momentos simbólicos do Maidan. Artistas como a ilustradora Sasha Godiayeva e o pintor Temo Svirely também manifestaram apoio ao movimento.[94]
Ver também
- Maidan
- Revolução Laranja
- Relações entre Rússia e Ucrânia
- Russofilia
- Russofobia
- Protestos pró-russos na Ucrânia em 2014
- Lista de filmes sobre o Euromaidan
Notas
- ↑ Desde 1 de dezembro de 2013 a Câmara Municipal de Kiev foi ocupada por manifestantes Euromaidan, o que forçaram o Conselho Municipal de Kiev se reunir no Raion Solomianka, prédio administrativo estadual.[11]
- ↑ Em 7 de abril de 2013, um decreto do presidente ucraniano Viktor Yanukovich libertou Yuriy Lutsenko da prisão e isentou-o de outras punições.[47]
- ↑ Em 20 de dezembro de 2013 primeiro-ministro ucraniano Mykola Azarov afirmou que a população não havia recebido explicações claras por parte das autoridades da razão da suspensão do decreto preparativo para a assinatura do acordo de associação .[53]
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