Diário de Notícias (Portugal)
![]() Primeira Página do Diário de Notícias a março de 2026. | |
| Periodicidade | Diário - de 2ª a 6ª feira |
|---|---|
| Formato | Berlinense |
| Sede | Lisboa |
| País | Portugal |
| Preço | € 2,20 (segunda a quinta-feira); €2,80 (sexta-feira). |
| Fundação | 1864 (162 anos) |
| Diretor | Filipe Alves |
| Idioma | Português |
| Website | www.dn.pt |
O Diário de Notícias (DN) é um jornal diário português, sediado em Lisboa. Na sua longa história, iniciada no período da Regeneração, o Diário de Notícias noticiou a queda da Monarquia e a implantação da República, a Grande Guerra, o golpe militar de 28 de Maio de 1926 e o advento do Estado Novo, a Segunda Guerra Mundial, a Revolução de 25 de Abril de 1974 e a conturbada transição democrática, e a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia e à União Europeia. Tendo conhecido três séculos diferentes, o jornal seguiu, nas suas diversas fases, políticas editoriais e gestões muito diversificadas, e conheceu vários proprietários, incluindo empresas públicas e privadas. Atualmente, pertence à Global Media Group.
A direção do Diário de Notícias é composta por Filipe Alves (diretor), Leonídio Paulo Ferreira e Nuno Vinha (diretores-adjuntos).
História
Fundação
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Fundado em 1864, pelo jornalista e escritor Eduardo Coelho e pelo industrial tipográfico Tomás Quintino Antunes, 1.º Conde de São Marçal. O nº1 foi publicado em 1865. Em 29 e 30 de Dezembro de 1864 já se tinham publicado dois números-programa.[1][2]
As primeiras três décadas de vida do DN foram marcadas pela direcção de Eduardo Coelho, que seguiu uma estratégia de implementação e consolidação do jornal praticando um jornalismo moderno, informativo e independente. Eduardo Coelho introduziu dois novos géneros jornalísticos: o editorial e a grande reportagem. Após a morte de Eduardo Coelho, a direcção do jornal e da empresa viria a ser assumida pelo seu genro, o advogado e jornalista Alfredo da Cunha, que passou a encabeçar o grupo dos proprietários - a família Coelho, herdeira também do sócio capitalista Tomás Quintino Antunes, que não deixou descendentes. Alfredo da Cunha procurou impulsionar o jornal, renovando o seu aspecto gráfico e captando colaboradores de qualidade, como os escritores Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Pinheiro Chagas. Em 1907, durante o governo de João Franco, foi criado um gabinete de exame censório, sendo Alfredo da Cunha alvo de um processo por alegadas ofensas aos poderes públicos.
Primeira direção de Augusto de Castro
Após o escândalo familiar que envolveu, em fins de 1918, Alfredo da Cunha e a sua mulher Maria Adelaide Coelho da Cunha, primogénita do fundador Eduardo Coelho, o Diário de Notícias foi vendido pela família em 1919 à empresa moageira Companhia Industrial de Portugal e Colónias, passando a constituir uma sociedade anónima (Empresa do Diário de Notícias). Assumiu então a direcção do jornal o advogado, jornalista e ex-político da Monarquia Augusto de Castro, que fora intermediário do negócio e era amigo pessoal de Alfredo da Cunha. Sob a direcção de Augusto de Castro, o Diário de Notícias passou a defender abertamente os interesses da companhia proprietária e abriu-se aos sectores políticos, económicos e militares que sete anos depois, em 1926, iriam instaurar a Ditadura Nacional.
Em 1924 vendiam-se 100 000 exemplares por dia. os concursos das Terras de Portugal constituíram um enorme êxito.[2]
Direção de Eduardo Schwalbach
Em 22 de Junho de 1924, sendo Teixeira Gomes Presidente da República e Álvaro de Castro Presidente do Ministério, Eduardo Schwalbach substituiu Augusto de Castro, que foi como embaixador para Londres. Em 1928 a Empresa do Diário de Notícias foi convertida na Empresa Nacional de Publicidade - ENP, controlada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias e pela Caixa Geral de Depósitos. No mesmo ano tinha sido lançado, sob a direcção de José Leitão de Barros, o semanário O Notícias Ilustrado (subtitulado "Edição semanal do Diário de Notícias"), o primeiro periódico a ser impresso em rotogravura em Portugal, que se publicaria até 1935. Nesse período ficaram também célebres as grandes entrevistas de António Ferro com Gabriele d'Annunzio, Mussolini, Primo de Rivera, Salazar e outros estadistas e personalidades europeias. As entrevistas com Salazar, publicadas em sete capítulos pelo Diário de Notícias entre 18 e 24 de Dezembro de 1932, ficaram célebres, contribuindo eficazmente para que o austero "Mago das Finanças" consolidasse uma nova imagem junto do público. As entrevistas foram de imediato reunidas num volume prefaciado por Salazar e editado pela ENP,[3] que depois foi traduzido para francês, inglês, espanhol e italiano.
Era Augusto de Castro
Augusto de Castro, que tinha saído da direcção do jornal em 1924, reassumiu-a em 1939 - lugar em que se manteve até 1971 (com excepção do período de 1945-1947, em que foi embaixador de Portugal em Paris), abarcando assim os períodos da Segunda Guerra Mundial e do pós-guerra até à morte de Salazar e primeiros anos do marcelismo. Em 1940, Augusto de Castro, perfeitamente sintonizado com o regime de Salazar, foi o comissário-geral da Exposição do Mundo Português, apoteose propagandística do Estado Novo. No mesmo ano foram inauguradas as novas instalações do jornal, que saiu da Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto, para a actual sede, na Avenida da Liberdade, um edifício de linhas modernas do Arquitecto Pardal Monteiro e decorado com painéis de Almada Negreiros. Foi a primeira obra arquitectónica a ser projectada de raiz para um jornal em Portugal e ganhou o Prémio Valmor (1940). Esta prosperidade tinha contudo um preço em matéria de independência jornalística e política: sob a dupla influência da direcção de Augusto de Castro e do regime de censura prévia imposto a toda a imprensa a partir de 1926, o Diário de Notícias seguiu sempre uma linha de subserviência ao regime, sendo mesmo considerado, entre os diários portugueses de maior tiragem, o que mais fielmente reflectia as orientações governamentais. A 12 de Janeiro de 1965 foi feito membro-honorário da Ordem de Benemerência.[4] A chegada de Marcelo Caetano ao poder, em 1968, não alterou significativamente nem a orientação política do jornal, dirigido por Fernando Fragoso (1971-1974), nem o rigor da censura, a qual só seria desmantelada após o 25 de Abril de 1974.
Personalidades
Foram muitos e importantes os intelectuais que contribuíram para a história do Diário de Notícias. Escritores de renome colaboraram no DN no século XIX, como os acima referidos Ramalho Ortigão, Eça de Queirós[5][6] e Pinheiro Chagas, além do poeta Cesário Verde, que se estreou com poesias publicadas neste jornal em 1873.[7] Também Joaquim de Seabra Pessoa, pai de Fernando Pessoa, foi colaborador do jornal, destacando-se as suas críticas musicais.[8]
Nomes relevantes nas letras e também na história do DN foram os diretores Alfredo da Cunha, Augusto de Castro e Eduardo Schwalbach,[9] bem como o repórter internacional António Ferro, celebrizado pelas suas entrevistas com numerosas celebridades europeias dos anos 20 e 30.[10][11] Mais tarde, José Saramago foi diretor-adjunto durante o Verão Quente de 1975.[12]
Alfredo de Mesquita,[13] Eduardo de Noronha, Rocha Martins, João Ameal, os artistas Stuart Carvalhais[14] e Alfredo Roque Gameiro,[15] Fernanda de Castro,[16] o crítico João Gaspar Simões,[17] Herberto Helder,[18] Luís Pacheco, José António Saraiva, Maria Teresa Horta, Maria Alberta Menéres,[19] Alice Vieira, Vasco Pulido Valente,[20] Mário de Carvalho foram outros colaboradores, em diferentes épocas.
Galeria do Diário de Notícias
Em 1957 o Diário de Notícias abriu, em articulação com a sua livraria, uma sala de exposições no Chiado, Lisboa. Até 1964 sob a direção de Faria de Carvalho, a Galeria do Diário de Notícias ajudou ao longo desses anos a mitigar a escassez de espaços expositivos na cidade de Lisboa realizando exposições de relevo. Segundo José Augusto França, este foi o "período de mais acertada atividade" da galeria, que seria depois reorientada.[21]
Entre muitos outros, expuseram na Galeria do Diário de Notícias: Eurico Gonçalves (1958); Carlos Botelho (1958); João Vieira (1959); Francisco Relógio (1960); Manuel Baptista (1961); Júlio Pomar (1962 e 1963); Alice Jorge (1963); Rocha de Sousa (1967); José Maria Roumier (1983), etc.[carece de fontes]
Anos quentes
Na sequência da revolução, em Junho de 1974, José Ribeiro dos Santos, próximo do Partido Socialista, assumiria a direcção do Diário de Notícias. Suceder-lhe-ia, na Primavera de 1975, na sequência de agitados plenários de trabalhadores do jornal, a dupla composta por Luís de Barros, como director, e o futuro Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, como director-adjunto. Segundo o testemunho do jornalista Mário Zambujal, "a verdade é que apesar de ser o Luís de Barros o director, era o Saramago que mandava". O nome de Saramago ficou ligado à suspensão de 24 jornalistas por motivos políticos, na sequência de um Conselho Geral de Trabalhadores convocado pelo director-adjunto para deliberar sobre um protesto assinado por 30 jornalistas que discordavam da orientação do jornal.[22] A orientação ideológica do jornal era então definida nestes termos por Saramago: "Este jornal não se pode, de futuro, limitar a ser uma folha de registos de ocorrências mas há-de tornar-se no veículo das informações que o povo precisa". Os acontecimentos político-militares de 25 de Novembro de 1975 puseram um termo a esta orientação, próxima do Partido Comunista Português. O Diário de Notícias foi suspenso e a sua direcção afastada, reabrindo um mês depois, com os jornalistas Vítor Cunha Rego como director e Mário Mesquita como adjunto.
Empresa pública
O jornal, que tinha sido nacionalizado após a revolução, só regressaria à posse de privados em 1991. Propriedade do Estado, o jornal afirmou nesses anos a sua filosofia de serviço público, garantindo o pluralismo das opiniões e uma relativa independência face aos poderes políticos. Em 1976, a Empresa Nacional de Publicidade aliou-se à Sociedade Gráfica de A Capital, dando origem à Empresa Pública Notícias Capital - EPNC. O socialista João Gomes substituiu então Cunha Rego na direcção do jornal. Em 1978, Mário Mesquita assumiu a direcção do Diário de Notícias. Profissionais experientes e jovens jornalistas integraram a redacção do jornal, entre os quais Dinis de Abreu, Mário Bettencourt Resendes, Helena Marques e Antónia de Sousa. Ideias e métodos novos refrescaram um jornal envelhecido e protocolar.
Reprivatização
Em 1991, sob o governo de Cavaco Silva e no quadro da sua política de liberalização da comunicação social, deu-se a reprivatização da EPNC, a empresa pública a que pertencia o Diário de Notícias. Os títulos do grupo foram adquiridos por cerca de 42 milhões de euros pelo consórcio da Lusomundo, liderado pelo tenente-coronel Luís Silva, que também adquiriu na mesma altura o Jornal de Notícias do Porto. Em 2005, enfim, o Grupo Controlinveste adquiriu a Lusomundo Serviços, que entretanto havia sido comprada pela PT Multimédia do grupo Portugal Telecom em 2000.
O Diário de Notícias na era Controlinveste
A Controlinveste, fundada pelo empresário Joaquim Oliveira, consolidou a sua presença na área da comunicação social após a aquisição, em 2005[23], da Lusomundo Media à PT Multimédia. Com esta operação, o grupo passou a deter vários títulos da imprensa portuguesa, entre os quais o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.
Durante o período em que esteve integrado na Controlinveste, o Diário de Notícias passou por um processo de reestruturação editorial e empresarial, num contexto marcado pelas profundas transformações no setor da imprensa e pela crescente concorrência do meio digital. O jornal apostou na modernização do grafismo, na reformulação de suplementos e na diversificação de conteúdos, procurando adaptar-se às novas dinâmicas do mercado mediático.
Foi também nesta fase que o grupo reforçou a sua estratégia multiplataforma, com investimentos na presença online do jornal e no desenvolvimento de novos projetos editoriais e digitais.
Em 2014, no contexto de uma reestruturação acionista[24] da Controlinveste, os títulos de imprensa do grupo, incluindo o Diário de Notícias, passaram para uma nova estrutura empresarial, que viria a adotar a designação de Global Media Group. Esta mudança marcou o final da fase em que o jornal esteve integrado no universo empresarial criado por Joaquim Oliveira.
A fundação do Global Media Group
Entre 2015 e 2020, a estrutura acionista do Global Media Group — grupo que detinha o Diário de Notícias — passou a integrar investidores angolanos, no âmbito de um processo de reforço de capital destinado a apoiar a sustentabilidade financeira da empresa num contexto de transformação do setor da comunicação social. Entre os principais investidores destacou-se o empresário angolano António Mosquito[25], através da sua participação na estrutura acionista do grupo.
A entrada destes investidores ocorreu num período marcado por dificuldades económicas no setor da imprensa, com a diminuição das receitas da publicidade e da circulação em papel, bem como pela crescente transição para o consumo de notícias em plataformas digitais.
Grupo BEL
Em setembro de 2020, a Global Media Group chegou a acordo com o Grupo BEL, do empresário Marco Galinha, para a sua entrada como acionista da empresa. O Grupo Bel foi fundado em 2001 por Marco Galinha e tem atividades em vários setores, entre os quais o setor de máquinas de venda automática e o setor da aeronáutica, e entrou nos media em 2018, através do Jornal Económico. O empresário, natural de Rio Maior, é presidente executivo e presidente do conselho de administração do Grupo BEL, que fundou em 2001. Em fevereiro de 2021, Marco Galinha foi eleito presidente do Conselho de Administração da Global Media Group.[26]
No final de 2023, o Grupo BEL vendeu a maioria do capital da sociedade participada Páginas Civilizadas, Lda., detentora de uma posição maioritária na Global Notícias – Media Group, S.A.. Com essa operação, a gestão do Global Media Group (GMG) passou a ser assegurada por uma nova administração executiva, cessando Marco Galinha, fundador e CEO do Grupo BEL, as funções de Presidente da Comissão Executiva do GMG.[27]
Transformações editoriais e reorganização recente
Em novembro de 2016, a redação do jornal mudou-se da Avenida da Liberdade para as Torres de Lisboa.[28] Em 2019, o BCP e o Novo Banco venderam as participações na Global Media como parte da reestruturação corrente do grupo que detém o Diário de Notícias.[29] Em resposta aos prespetivados despedimentos coletivos na redação do jornal, o diretor Ferreira Fernandes e a diretora executiva Catarina Carvalho demitiram-se em abril de 2020. Leonídio Paulo Ferreira, até então sub-diretor do Diário de Notícias, assumiu a direção de forma interina.[30]
Em resposta a uma continuada quebra nas vendas da edição impressa, o Diário de Notícias passou a ser publicado em papel apenas uma vez por semana, aos domingos, a partir de 17 de junho de 2018.[31] A edição semanal passou a sair aos sábados no ano seguinte, sendo acompanhada por jornais diários online, exclusivos para assinantes.
Com a entrada de nova direção, a 9 de novembro de 2020, é assumida a decisão de regressar à edição impressa diária. A primeira edição deste regresso do Diário de Notícias às bancas diariamente dá-se a 29 de dezembro desse ano, data simbolicamente escolhida por ser o dia de aniversário do jornal.
A partir de 1 de janeiro de 2025, o Diário de Notícias deixou de publicar edição em papel ao fim-de-semana[32], mantendo nesses dias apenas a sua edição digital. Esta decisão reflete a adaptação à evolução dos hábitos de consumo de informação, cada vez mais centrados nas plataformas digitais.
Em março de 2026, a redação do Diário de Notícias passou a funcionar em novas instalações na Rua Mouzinho da Silveira, em Lisboa[33]. Com esta mudança, a redação do jornal regressou à zona do Marquês de Pombal, área historicamente associada à presença do título na cidade.
Secções, cadernos e suplementos
- Secções:
- Página 2
- A abrir
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- A figura do dia
- Política
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- Suplementos, à sexta-feira:
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- Cadernos e Suplementos que fizeram história:
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- DN Negócios
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- 6ª
- DN Televisão (semanal, à Sexta-Feira)
- Notícias Sábado ou NS (semanal, ao Sábado)
- DN Gente (semanal, ao Sábado)
- DN Jovem (semanal, à Terça-Feira)
- Grande Reportagem
- DN Insider
- 1864
Presença Online
A presença digital do Diário de Notícias tem sido reforçada ao longo das últimas décadas através do desenvolvimento do site dn.pt e da aposta em plataformas móveis. O site do jornal tornou-se um dos principais canais de distribuição de conteúdos informativos do título, oferecendo cobertura noticiosa atualizada, reportagens, entrevistas e conteúdos multimédia.
Em março de 2026, o Diário de Notícias lançou uma nova aplicação móvel para dispositivos Android e iOS[34], desenvolvida para melhorar a experiência de leitura em smartphones e facilitar o acesso às notícias em tempo real, incluindo notificações de última hora . O lançamento da nova aplicação integrou a estratégia de reforço da presença digital do jornal e de adaptação aos hábitos de consumo de informação em ambiente móvel.
Segundo dados divulgados pelo próprio jornal, o dn.pt registou no início de 2026 um recorde de audiência digital, alcançando cerca de 3,7 milhões de utilizadores e 25 milhões de visualizações de páginas num único mês, valores que refletem o crescimento do alcance online do Diário de Notícias.
Tiragem
O Diário de Notícias teve umas vendas de:
- 190,000 nos 1930, o seu máximo como jornal de propaganda do Estado Novo (120,000 em Portugal e 70,000 nas colónias), sendo o sétimo periódico e o terceiro jornal diário do país[35]
- 63,000 em 1995–1996, pouco menor que nos 1880s
- 44,055 em 2002.[36]
- 54,000 em 2003[37]
- 45,015 em 2004.[36]
- 37,992 em 2005
- 37,904 em 2006
- 37,759 em 2007.[36]
- 33,626 em 2008.[38]
- 34,119 em 2011[39]
- 29,054 copies in 2012.[40]
- menos de 19,000 em 2017, com a mudança ao jornalismo de tabloide apoiado na publicidade e no grupo mediático angolano para manter-se aberto
Prémios
Ao longo das últimas décadas, o Diário de Notícias (DN) e vários dos seus suplementos e projetos editoriais têm sido distinguidos com diversos prémios nacionais e internacionais nas áreas do jornalismo, design editorial, infografia, ilustração e inovação digital. Entre os reconhecimentos mais relevantes destacam-se distinções atribuídas pelo European Newspaper Award, pela Society for News Design (SND) e pelos Prémios Meios & Publicidade, que premiaram o jornal em categorias como melhor design de jornal, capas, infografia e reportagem.
O suplemento DNA, dedicado à cultura, recebeu vários prémios e menções honrosas no European Newspaper Award entre o final da década de 1990 e os primeiros anos da década de 2000, além de distinções da Society for News Design nas áreas de ilustração, design de páginas e reportagem. O jornal foi igualmente reconhecido em concursos internacionais de design editorial, incluindo medalhas atribuídas pela SND e pelos Prisma Awards.
No plano nacional, o Diário de Notícias foi distinguido, entre outros, nos Prémios Meios & Publicidade, onde foi considerado “Jornal diário generalista do ano”. O jornal e os seus projetos digitais receberam também distinções na área do design e da inovação editorial, incluindo prémios para melhor design editorial do site dn.pt e para a aplicação do jornal em tablet.
O projeto digital Dinheiro Vivo, associado ao universo editorial do DN e dedicado à informação económica e financeira, foi igualmente distinguido nos Prémios Design Meios & Publicidade, tendo recebido o prémio de Melhor site de informação e menções honrosas nas categorias de melhor aplicação para tablet e melhor aplicação mobile, reconhecendo a aposta do grupo na inovação e no jornalismo digital.
O Diário de Notícias tem também sido repetidamente reconhecido como Marca de Excelência pela organização Superbrands, distinção atribuída em vários anos desde 2009. Mais recentemente, trabalhos jornalísticos publicados pelo DN continuaram a ser premiados, incluindo distinções em prémios de jornalismo temático, como o Prémio de Jornalismo EIT Food (2023) e uma menção honrosa no Prémio AMI – Jornalismo Contra a Indiferença (2024).
Estas distinções refletem o reconhecimento do trabalho editorial, gráfico e jornalístico desenvolvido pelo Diário de Notícias e pelos seus suplementos e projetos digitais ao longo de diferentes períodos da sua história.
Referências
- ↑ «Diário de Notícias» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Diário de Notícias (1). 29 de dezembro de 1864. Consultado em 23 de março de 2024
- 1 2 «Diário de Notícias - O grande jornal português» (PDF). Diário de Notícias. Diário de Notícias. 1925. Consultado em 23 de março de 2024
- ↑ António Ferro, Salazar - O Homem e a sua Obra, Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1933
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Jornal Diário de Notícias". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de fevereiro de 2015
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- ↑ «Controlinveste adquire Lusomundo»
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- ↑ «Dona dos jornais DN e JN muda de nome para Global Media Group»
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- ↑ «Mais de 80 saídas na Global Media este ano»
- ↑ «Diretores do Diário de Notícias demitiram-se»
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